20 de fevereiro de 2013

Primeira Febre do bebê!

É praxe neste blog toda quarta ter um post sobre Cabeça de Gorda, mas hoje Clarissa, minha segunda filha de nove meses, ganhou sua primeira febre na vida. E, cá estou para mais um desabafo com você porque até a febre entrou na cultura do pânico. Exagero? Então, responda-me: qual é sua primeira reação quando seu bebê tem febre?

Imaginando que você não esteja tão fragilizada a ponto de chorar, chuto que o hábito mais comum entre as mães é ligar para pediatra, enquanto ele ensina como usar o termômetro. Não importa a sequência dos atos, mas com certeza nossa cultura estabelece duas ações: pediatra e termômetro! Eu vivi muito isso com minha primeira filha...Mas, agora - depois de oito anos de maternagem, uma cesárea, um fórceps e muita briga no berçário por causa da TV - eu não utilizei nenhum desses recursos. Minha reação foi dar colo e peito!

Trabalhei nervosa, fiquei irritada com tempo que naveguei nas redes sociais e dei o banho tradicional. Na hora da bruxas ( NOITE) grudei meu corpo no dela, cansada, muito cansada...até que o marido chegou junto com termômetro e eu comecei a me culpar pela ausência do pediatra...Comecei a me punir por ser ousada demais (afinal, nem lembrei da regra da cultura), por ser tranquila demais ou relapsa (cadê a "preocupação-de-mãe"?), por ser intuitiva demais ( vivemos no século XXI!)...E haja cultura moderna pra nos julgarmos!  

Foi então que lembrei da dinâmica da culpa materna, do processo que me levou à gratidão e resolvi buscar informação. Encontrei a seguinte entrevista: Quem tem medo de febre? Vale a pena dar uma lida, principalmente, se você é daquelas mães como eu, ousada demais, tranquila demais, relapsa demais... É pouca informação, mas já nos dá suporte suficiente para acreditarmos em nós mesmas. Resolvi reler os poucos livros da prateleira e a falta de consenso entre as melhores práticas caseiras me deu vontade de blogar em busca da sua prática. Se você puder dar pitaco, seguem as dúvidas:

1- Agasalhar ou deixar pelado 
Li muita gente que orienta agasalhar para sudorese e também para "descer a febre". Fez sentido porque Clarissa tinha peito quente e pés frios. Mas dormi com ela pelada no meu corpo, seguindo a premissa das roupas leves e do banho. E, você, qual sua prática?

2- Tempo de febre
Tem especialista que diz que a febre demora de dois a cinco dias - o tempo para o corpo se defender da doença, mas há muita gente que ensina que a gente pode ficar tranquila só até dois dias, depois é hora de correr para o consultório. Você espera até quando?

3- Eu não gosto de dar antitérmico. Nunca gostei desde a época que era de primeira viagem. Com a primeira filha não tinha coragem de peitar meu gosto e medicava. Agora, eu banco o não dar o antitérmico, mas sinto falta do pediatra certo para dizer até quando ou como substitui-lo eternamente. Alguma dica de pediatra antroposófico ou homeopata no bairro Caxingui, Pinheiros ou Morumbi?

PS: Tenho certeza absoluta que a febre é uma benção, mas aprendi que ainda assim ter um pediatra nos permite vivenciar essa benção com mais segurança e harmonia!

Posts Relacionados:
Aniversários de bebês

9 comentários:

  1. Ceila, acabo de escrever um post sobre isso lá no mamíferas: http://www.mamiferas.com/blog/2013/02/a-saude-a-doenca-e-o-que-a-gente-aprende-com-elas.html
    eu não medico febre. nunca mediquei. mas pra mim talvez seja mais fácil, pq eu mesma, como conto no texto, fui uma criança muito febril e cujas febres não eram nunca medicadas a não ser com colo, carinho, atenção, repouso e homeopatia para o quadro geral. para quem viveu a vida toda na cultura do antitérmico, certamente é um paradigma bem difícil de quebrar.
    como eu conto lá no texto também, já não tenho termômetro em casa: se não vou medicar, não importa o grau a que a febre chegue, para que saber dos números? relaxo, fico junto, observo. mas acho que ajuda ter um pediatra de acordo, que possa orientar de longe, trocar ideias. tenho uma pediatra homeopata bem bacana para te sugerir na vila madalena se te interessar. é a pediatra das meninas desde um mês de vida das mais velhas.
    no mais, acho que vale pensar na febre como uma aliada e não como vilã: febre é reação do organismo ao desequilíbrio instalado, é sinal de que o organismo está reconhecendo adequadamente a enfermidade instalada e tem forças para lutar contra ela.
    beijos querida

    ResponderExcluir
  2. Mais uma vez creio que o que nos faz a mãe que somos, é o filho que nós temos. Tenho 3 filhos e os procedimentos para cada um deles é diferente. Minha filha mais velha teve poucas febres na vida, mas as que teve foi de convulsionar dentro do banho morno. Então no caso dela já medico com 37 graus. Os mais novos eu medico apenas se estão abatidos demais, ou com dor, ou se passar de 39. Ah, e se houver qualquer possibilidade de pneumonia medico ou levo ao médico, porque eles tem problemas respiratórios sérios e já fizeram pneumonias graves quase assintomáticos.
    Ligar pra pediatra não ligo, porque ligar pra dizer que está com febre não resolve nada. Se acho que pode ser garganta ou ouvido levo no PS pra confirmar e já dou anti-inflamatório. Se não, espero as 48 horas antes de levar ao pediatra.

    ResponderExcluir
  3. É isso aí, vivendo e apredendo. Na minha primeira filha, fiquei apavorada com sua primeira febre, mas como desde cedo a acompanho com homeopata, então, aprendi uma excelente lição: deixa ter a febre!!!
    Agora no segundo filho, estou até mais ousada, meu filho teve seu primeiro quadro de febre em dezembro (6 meses), era um ciclo de quase 10 dias de indas e vindas da febre. Resultado: aguardei mais um pouco e na consulta do gastro me confirmou que era apenas um quadro viral!
    O sistema imunologico dos meus filhos agradece!

    ResponderExcluir
  4. Por incrível que pareça... eu sou bem tranquila! Febre não me assuta não.. acho q sou racional até demais. Quando Tomás tinha dois anos, caiu e bateu cabeça. Sangue pra todo lado. A gente estava numa cidade há duas horas de onde morávamos... e não tinha hospital. Fiquei calma... brinquei com ele, conversei. Não deixei o pequeno dormir na viagem.. ainda dei um banho pra ver com precisão o tamanho do corte... Depois o levei ao hospital. Um ponto. Como era na cabeça, qualquer corte é motivo pra muito sangue... Não dá para apavorar, apesar de no fundo no fundo ... a gente querer sair gritando! Mas mãe tem que segurar a mão do filho e falar "vai dar tudo certo". Pelo menos eu sou assim... ou tento ser.

    ResponderExcluir
  5. Ceila, tô mais ou menos por aí. Meu primeiro filho (agora com 3 anos) só foi medicado para febre uma vez, porque estávamos fora do estado, era madrugada, não sabia para onde correr caso piorasse e já estava com 39. A petica de um ano foi medicada só porque estava com 39,5 (há duas semanas)e o banho não tinha feito efeito. Daí, já fomos ao PS. Era um quadro viral simples, os pulmões estavam limpos. A médica mandou colocar no soro por causa da inapetência, mas eu não aceitei. Bebê que não come mas mama bem no peito, se recupera. Confio na alimentação e no corpinho deles. E vamos seguindo.

    ResponderExcluir
  6. A primeira febre da Marina...acho que foi reação a uma vacina e não tivemos nenhuma grande preocupação. No ano passado, qdo começou estudar e não parava de ficar resfriada e a febre já começava com 39 graus aí era chorar, molhar, perder o sono, ir trabalhar pedindo a Deus pra ser rica e nunca mais sair de perto dela, não conseguir trabalhar, sair antes do fim do expediente e voltar a fz td de novo...até dá 2 dias disso e levarmos à Emergência dizendo que a febre já tinha 4 dias senão @ médic@ atendia e mandava esperar 3 dia pq era virose. Nessa de virose Marina teve pneumonia e infecção urinária aos dois anos e só começou a ser tratada depois de mais de 5 dias de febre - embora as visitas à emergências fossem quase diárias. Por aí vc tira: eu, a louca! E olha que quem fica com ela na minha ausência é o pai. Deus é muito bom com os loucos _/\_

    ResponderExcluir
  7. Maternas, queridas, obrigada pela partilha, pelo tempo dedicado aos comentários e desculpas pelos comentários que o "acaso tecnológico" deu o jeito dele sumir as coisas, mas nada melhor que ter múltiplos canais de troca para acrescentar, somar e aprendermos umas com as outras com tantas experiências diferentes. Renata Matteoni pede no Facebook minhas conclusões dessa experiência. Foram tantas!!!
    1- A certeza da febre como benção, um instrumento de defesa do corpo humano
    2- Outra certeza de que nossa cultura criou hábitos desnecessários dentro de casa, trazendo manifestações de pânico nas mães justamente quando os filhos precisam e exigem calma e paciência.
    Mas, acima de tudo, essa troca me ensinou a reconhecer minhas ignorâncias e preconceitos:
    1- Não medicar é uma ação extremamente pessoal. Não dá pra achar que o outro erra quando medica! Muito menos quando usa termometro, como é o caso do meu marido.
    2-Não medicar está atrelado ao coração. Muitos precisam ouvi-lo mais para adotar essa prática e outros entenderão que é medicando que se ouve o coração que se tem!
    Aprendi que o profissional da medicina pode trazer segurança pra quem não tem duvida de que está tudo bem, mas não suporta a insegurança do restante da família. nunca duvidei que o pediatra tem o papel de trazer resposta quando há dúvida-de-mãe!
    Resultado: Clarissa foi ao pediatra indicado por uma dessas maravilhosas mães e, obviamente, não tinha nada. A febre durou três dias. Há quem ainda não entende a razão da febre, mas isso não me aflige! coisas do coração!

    ResponderExcluir
  8. AI FAZ MUITO MUITO SENTIDO. ME IDENTIFIQUEI DE CERTA FORMA; EU NA VERDADE N ENGORDEI PÓS GESTAÇÃO, ENGORDEI ANTES 12 KG POR CONTA DE INJEÇÃO CONTRACEPTIVA,ENTÃO QUANDO RESOLVI PARAR DE TOMÁ-LAS ERA TARDE E LOGO VEIO A GRAVIDEZ.A GESTAÇÃO ACABOU ELIMINEI LOGO DE CARA OS 05 KG Q HAVIA GANHO MAS O PESO DA INJEÇÃO FICOU. O QUE FAÇO AGORA?POR ENQUANTO SÓ FICO ME LAMENTANDO ME SENTINDO UM BARRIL HORRÍVEL,MINHAS ROUPAS FICAM RIDÍCULAS NADA COMBINA C/MINHA POCHETE;TBM N TENHO TEMPO D IR A ACADEMIAS,O Q FAZER?

    ResponderExcluir