Como mãe de filhos que batem já fui logo avisando: "o parquinho é de todos, por isso nada de empurrar ou não querer dividir brinquedos. Qualquer problema vocês me chamam". Sentei num banquinho bem pertinho e, mesmo batendo papo com as outras mães, estava atenta ao movimento da garotada.
Um grupinho de meninos mais velhos começou a provocar as crianças. Primeiro, não as deixaram subir num brinquedo. Eles então não insistiram e foram brincar no castelinho... o grupinho seguiu e começou a provocar novamente.
| "Menino-Aranha" |
Conversa aqui e acolá, o grupinho então decidiu deixar as crianças em paz indo brincar do outro lado do parquinho, mas não por muito tempo. A paz durou pouco, aliás pouquíssimo. Logo, o grupinho de meninos começou novamente a provocar as crianças de todas as formas.
O menino chamou Arthur de "chinezinho bobo". Tomás, diplomático como sempre, respondeu "ele não é chinês é japonês e bobo é você que não vê a diferença".
Eu só de olho e pensando, onde está a mãe desse moleque danado que não para de irritar as crianças?
Foi então que vi o menino, que tem sete ou oito anos, avançar e bater no Arthur. Quando ia me levantar, eis que Arthur com punhos cerrados vai para cima do menino que sai correndo para perto da mãe. Sim, ela estava lá o tempo todo... sem falar absolutamente nada.
Uma coisa é não incentivar a agressividade no filho, outra é deixa-lo se defender. Chamar a atenção do Arthur por ele ter se defendido não seria justo... Mas ainda assim expliquei, com muito jeito, que a melhor solução seria ele me chamar quando o menino fizesse alguma maldade.
Alguns minutos depois, tudo voltou ao normal e as crianças continuaram a brincar até o menino aparecer para provocar o Arthur. Bateu novamente. Meu filho, então, encheu a mão de areia e jogou na cara do menino que chorando foi para perto da mãe.
Naquela hora, não resisti e pensei "merecido".
O menino então volta e, com raiva, corre atrás do Arthur com a mão cheia de areia. Levantei e perguntei "porque você não vai brincar (ou brigar) com alguém da sua idade? Ele só tem três anos.
Três anos, prestes a completar quatro. Depois de muita conversa, paciência e dedicação, Arthur já não bate mais na escola e brinca super bem com outras crianças. Mas ele não aceita provocações e intimidações. Como aconteceu no parque, sabe cerrar os punhos e partir para briga. Não vejo isso com bons olhos, mas também não acho ruim ter um filho que sabe se defender.
A linha é tênue. Por isso me sinto perdida em lidar com esse tipo de situação, principalmente por saber que o vencedor nem sempre é aquele que ganha a luta.










8 comentários:
NOssa complicado mesmo né!!? Mas, concordo com vc e também ficar apanhando sem fazer nada não dá...menina fico passada com esse tipo de mãe que faz que não vê as coisas. E ainda olham com cara de que a gente que está errada de intervir...aff
Difícil mesmo, Sueli! E essas idas ao parquinho rendem, viu? Sou de opinião que meus filhos não devem ser provocadores de situação, reprimo mesmo, digo que não pode provocar briga, não pode bater, empurrar. A Ísis já vai para a escola e o conselho que ela leva é seguir a sequência:
1 - Avisar o colega que não pode bater/empurrar, morder, para seguirem brincando
2 - Avisar a professora, se o procedimento continuar
3 - Se defender: bateu levou.
Não sei se é o mais correto mas é o acordo a que chegamos aqui em casa por enquanto.
Mas eu acho que mais difícil é quando é ela quem provoca. Dia desses ela empurrou o balanço em direção a um coleguinha, pegou nele, doeu. Eu ia chamar a atenção dela, mas o menino avisou que ela não poderia fazer assim que machucava. Ela fez novamente. Ele então devolveu na mesma moeda. Quando ela veio reclamar comigo eu avisei a ela que se ela não quisesse que o colega empurrasse o balanço nela, ela não deveria ter empurrado o balanço nele. Foi merecido. Ela voltou e passou a brincar sem problemas. Acho horrível a omissão dos pais. Não devemos interferir sempre, afinal as crianças devem aprender a se defender, mas tudo tem limite, né?
Beijos,
Nine
Olá como vai ,vim fazer uma visita no seu cantinho e convidar vc para
conhecer minha lojinha virtual, se eu não ti convidar como vc pode me conhecer
não é mesmo , me desculpe se por uma acaso este recadinho te incomodar ,é que é o único jeito de
fazer convites, é que tem pessoas que não gostam de links nas
postagem então me perdoe se incomodar e se acaso já passei por aqui e fiz este convite me pordoe duas
vezes mas ficaria muito feliz com sua visita
www.vivendoartes-aleartes.com.br
fico esperando por vc
até mais
Bom dia.
Você tomou algumas atitudes corretas, outras nem tanto.
Primeiro, deveria ter chamado o garoto para conversar junto com o seu filho e ser um pouco mais direta com eles, não fazendo tanto rodeios ou tentando ser mais infantil, para assim, estimular a compreensão deles.
A segunda é que deveria ter reprimido seu filho sobre a como chamou "auto-defesa", deve estar pensando: "Se eu fizer isso, meu filho irá somente apanhar na vida". De fato, mas é incrível como a consciência das pessoas pesam, principalmente quando na á reação das suas vítimas, tenta fazer justiça com a próprias mãos, não é uma digamos, forma legal de ensinar uma criança de 3 anos de idade, ainda mais quando este usou um objeto (areia) para se defender. Diga-me, já imaginou se ele crescer com este comportamento?
Sim, é complicado ver o próprio filho apanhando e a mãe do agressor, nada fazendo em relação a tal, mesmo vendo.
Mas tenha em mente que se assim continuar a forma dele pensar; ninguém poderá controlar a cultura que ele adquire, sendo assim, possivelmente ele poderá ver algo errado, como certo, ou seja, poderá se ver em uma situação totalmente errônea, mas achando estar na razão, e com o pensamento de que usar objetos para auto-defesa é legal. Já imaginou esta cena com um garoto de 14 anos (por exemplo), e com um gênio tão forte? De certo, não seria legal.
Enfim, deveria ter falado com os dois (seu filho e o garoto), e explicar a situação para eles, se assim não resolvesse, falar com a mãe deste. Mesmo assim não resolvendo se retirando e indo para outro parque.
Realmente pode achar isto uma loucura, mas lhe garanto que seu filho será algo de profundo raciocínio e caráter, se assim for (...)
Claro, esta é somente a minha humilde opinão, espero não ter lhe deixada desconfortável com tal.
É isso, paz e felicidades para usted e sua família, até mais.
Nine, concordo contigo: é mais complicado quando são nosso filhos que provocam, e acredite Arhtur é campeão nisso, mas estou sempre atenta e faço ele pedir desculpas... ele sabe que terá que lidar com as consequências depois. Ñão incentivo a violência, mas tbm não quero puni-lo quando ele se defende.. o que é complicado. Meu outro filho não sabe se defender, e isso também nao é bom... bjs
s7L, obrigada por partilhar sua opinião. Concordo contigo quando diz que não é bom incentivar a violência. Ensino meus filhos a sempre buscarem ajuda de um adulto quando outra criança está batendo etc. Mas nem sempre isso é possível, por isso tbm não acho ruim ele saber se defender. Agora, em relação a sua sugestão de eu ir falar com a mãe do outro garoto, não acho q é meu papel "ensina-la" a educar o filho. Ela estava presente o tempo todo e vendo o filho bater numa criança mais nova, eu falei com o filho dela... e pedi para ele não bater no meu filho, se ela não se levantou ou interferiu... foi uma decisão dela e naõ cabe a mim ensina-la a ser responsavel pelas atitudes do filho. Em relação a sair do parque, tbm discordo, isso é passar uma péssima mensagem para o criança que pratica o bullying que é... vcs vencem. eu não acho que deveriamos sair de um lugar público simplesmente porque uma das crianças é mal educada, ela precisa aprender a conviver em sociedade e dividir o espaço. Meu filho tem um caráter fortissimo, por isso fico atenta a cada um de seus passos... e acho q toda mãe que conhece o filho faz o mesmo, ou não... é uma escolha de como educar ... mas o fato dele ter essa personalidade forte não significa que ele não tem caráter, pelo contrário, isso são valores que passso para meus filhos desde muito cedo. felicidades a usted tambien! hasta luego Sueli
É complicado mesmo... O meu ainda está na barriga e já me assusto só de ler estes relatos... Também não quero que ele venha a ser agressivo, mas que se saiba defender na hora certa...
http://www.tornarsemae.com
Olha, não sei se vou conseguir ter a sabedoria de esperar e observar quando um menino mais velho "pensar" em bater no meu filhote!
rssssss
Mas lendo, reconheço que sua atitude foi muito muito positiva. REalmente, conviver é uma arte, desde nossos momentos de fraudas!
Parabéns pelo blog!
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