Assim como fiquei na expectativa do "primeiro passo" e do "xixi e cocô no penico", também não aguentava mais esperar vê-los andar de bicicleta sem as danadas das rodinhas. Confesso que a expectativa maior era em relação ao Tomás, que já vai completar sete anos e até junho deste ano não queria saber de bicicleta. Tinha verdadeiro pavor!
Mas em julho, caminhando por um mercado de pulgas dei de cara com uma bicicleta amarela perfeita para o Arthur, meu menino de três anos. Negociei o preço, que já estava bom, e acabei comprando-a. Ao ver o irmão todo feliz pedalando a magrelinha, Tomás quis experimentar a bicicleta dele que estava encostada na garagem há quatro anos. Tentou e desistiu... demorou algumas semanas, tentou novamente. Não gostou, mas também não odiou... algumas semanas depois, pedalou mais uma vez (sempre com as rodinhas), até que o pavor foi perdendo espaço para a diversão.
Agora, o "mea culpa": Tomás não gostava de bicicleta porque, primeiro, compramos uma grande demais para ele. Sabe aquela coisa de comprar para ele usar agora e, também, daqui dois ou três anos. Um erro. Por mais que o seu filho consiga colocar o pé no chão com o banco abaixado, a bicicleta precisa ser do tamanho dele. É importante para a criança saber que vai conseguir controlar a bicicleta, por isso, o tamanho é fundamental. Foi exatamente isso que deu segurança ao Arthur, a bicicleta amarela é exatamente do tamanho dele... pode parecer pequena, mas não é. A bicicleta é perfeita para ele. Assim passamos o verão: correndo atrás dos meninos que, nessa altura, pedalavam suas bicicletas (apoiadas pelas rodinhas de treinamento) como loucos pela vizinhança.
Eis que sábado passado foi o dia escolhido para tirar as rodinhas. Levamos os meninos para um parque com muita grama... e, sem hesitar por um segundo, eles pedalaram sem cair uma única vez. O que eu senti? Alívio, mais uma tarefa de "pai e mãe" que cumprimos! Agora, se isso me ensinou a ser menos ansiosa, acho que não... Ainda pego no pé do Tomás em relação à leitura, quero ele lendo com fluência e segurança, mas tudo o que tenho conseguido com a minha insistência é apavora-lo. A professora já me disse: "calma, mãe, assim você acaba transformando uma atividade gostosa em obrigação insuportável". Exatamente como fiz com a bicicleta...
Então, "calma mãe". Tudo tem seu tempo: o "primeiro passo", "xixi e cocô no penico", "andar de bicicleta sem rodinhas" e "ler com fluência". Nosso papel é apenas incentiva-los, de forma sadia, e providenciar as ferramentas necessárias para que eles, sozinhos, encontrem o caminho para o sucesso. Concordam ou não?










4 comentários:
Nossa, post MUITO esclarecedor!!
Tbm sou (era mais) ansiosa...!
Na verdade, temos mesmo que incentivar, sem querer pular as etapas e seu "atropelar" o desenvolvimento deles né não?
já seguindo aqui
abraços
perolasdealanis.blogspot.com
Oi Camila, pois é... difícil segurar a barra e não "atropelar" a ordem natural das coisas! Confesso que ainda sou bastante ansiosa, mas essa lição da bicicleta me fez ver o quanto sou exigente com eles, principalmente com meu filho mais velho! bjs
Olá!
Adoro o blog e gostaria muito de receber as atualizações por e-mail, aí é garantia de que não perco um texto sequer.
Como faço?
Abraços,
Aline
www.decaronanacegonha.blogspot.com
Olá Aline, é só assinar o RSS do nosso blog! Bjs
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