- hipotireoidismo - mulheres que sofrem e não tratam de problemas da tireóide acabam produzindo pouco leite devido às mudanças hormonais;
- agenesia (ou ausência) do tecido mamário - durante a gravidez as glândulas mamárias sofrem uma série de transformações para produzir leite logo após o nascimento do bebê, em alguns casos, entretanto, as glândulas não se desenvolvem e portanto não há produção de leite;
- Síndrome de Sheenan - em casos de forte hemorragia durante o parto, a hipófise sofre necrose por falta de irrigação sanguínea. Sem a hipófise não há produção de prolactina e oxitocina, hormônios necessários para produzir o leite materno;
- déficit congênito de prolactina - é uma alteração congênita pouco comum que afeta a produção de prolactina, levando a mãe a produzir menos leite que o necessário;
- retenção da placenta - cerca de 45 minutos depois do nascimento do bebê a placenta é expulsa do corpo finalizando o parto, o que permite ao corpo começar a secreção de prolactina para a produção do leite, mas quando a placenta não é expulsa completamente isso acaba impedindo que mudanças hormonais ocorram para que o corpo produza o leite necessário. O problema é reversível quando descoberto;
- cirurgia - se a operação consistir na implantação de prótese mamária, a mãe não deve ter problema nenhum para amamentar, mas se a cirurgia consistir em redução mamária, em alguns casos, é praticamente impossível amamentar devido aos danos causados aos ducteos lácteos, mas a natureza é sábia e às vezes esses ductos acabam conectados possibilitando a produção de leite.
- câncer de mama - às vezes, é possível amamentar no peito afetado caso a cirurgia tenha sido conservadora e preservado parte do peito. (Nos casos onde a hipogalactia é relacionado à produção de hormônios, o problema pode ser tratado por meio de reposição hormonal).
Anemia - a anemia é frequente depois de um parto onde se perdeu muito sangue. A mulher não apenas pode como deve amamentar, porque o aleitamento retarda a menstrução que é uma das principais vias por onde as mulheres perdem ferro. O ferro, tomado como sumplemento, não passa para o leite materno que mantém um nível constante de ferro.
Asma - a mãe pode continuar tomando todos os medicamentos necessários, inclusive corticoides porque a quantidade passada para o leite materno é muito baixa e não causa efeitos no bebê.
Depressã pós-parto (DPP) - nas primeiras semanas após o nascimento do bebê, é comum as mães sentirem tristeza, melancolia e irritabilidade. A DPP é algo mais grave, é uma doença que necessita de tratamento. Com a depressão, a mãe não consegue atender adequadamente às necessidades do filho, inclusive afetivamente. O apoio de amigos e familiares é importante, principalmente porque deve-se evitar deixar a mãe com DPP a sós com o filho a maior parte do dia. Sofrer de DPP , no entanto, não é motivo para desmamar o bebê, inclusie isso não vai melhorar em nada o estado de ânimo da mãe já que a depressão se caracteriza por um forte sentimento de inutilidade e fracasso, ao forçar o desmame a mensagem que se passa a essa mãe é que seu leite também está fazendo mal ao bebê. Existem diversos antidepressivos que são perfeitamente compatíveis com o aleitamento, basta procurar orientação médica adequada para tornar possível amamentar durante o tratamento de DPP.
Câncer de mama - não é recomendável amamentar durante a quimioterapia (quase todos anti-tumorais são contra-indicados durante a lactância) e durante o tratamento a base de tamoxifeno, que inibe a produção de leite. Entretanto, após o tratamento e cirurgia conservadora é possível amamentar sem problemas. As mulheres que amamentam por mais tempo, inclusive, tem menos chances de sofrer de câncer de mama.
Diabetes - a mãe que sofre de diabetes não apenas pode como deve amamentar o filho. Mulheres que sofreram de diabetes gestacional reduziram suas chances de se tornarem diabéticas (de 4 a 9 %) depois de terem amamentado. Além disso, a amamentação aumenta o nível de colesterol bom e reduz o colesterol ruim. O leite das mães que sofrem de diabetes é normal, a atenção se deve voltar para a quantidade de vezes em que amamenta ou retira o leite que deve ser maior já a tendência de desenvolverem mastite é alta.
Como amamentar um filho com:
Síndrome de Down - As crianças com Síndrome de Down podem ter dificuldades para mamar por causa da hipotonia (quando o tônus muscular e fraco), que faz o bebê "cair" do peito; e da mcroglossia (crescimento anormal da língua) que torna mais difícil acomodar o peito dentro da boca. Muitos ainda sofrem de cardiopatia, uma condição que torna os bebês mais cansados durante a amamentação. Mas apesar das dificuldades, o aleitamento materno é importante porque protege os bebês de infecções e estimula o vínculo da mãe com a criança, principalmente no início quando as mães ainda não aceitaram o filho. De fato crianças com cardiopatia se cansam mais, mas elas se cansam ainda mais quando são alimentadas com mamadeiras. O mais importante, nesse caso, é encontrar uma posição ideal para que o bebê. A duração das mamadas pode ser mais longa que o normal, por isso aconselha-se comprimir o peito para faciliar a saída do leite.
Lábio leporino - O lábio leporino é uma abertura no lábio superior, logo abaixo do nariz. Nesse caso, não há muitos problemas para amamentar, sendo que na maiorida das vezes o próprio peito se adapta à fissura tapando a abertura durante a amamentação. Quando a fissura é muito grande, a mãe pode tapa-la com o dedo para evitar a passagem de ar pelo orifício, feito isso a amamentação é praticamente normal. Geralmente, bebês nascidos com lábios leporinos são operados logo nas primeiras semanas. Não é necessário e nem conveniente esperar algumas horas para amamenta-lo, ou seja, os bebês podem mamar assim que despertam da anestesia.
Fenda palatina - Às vezes durante a formação do feto as duas partes que forma o palato não se unem no centro deixando uma abertura que se comunica com a cavidade bucal e as fossas nasais. Isso pode ocorrer juntamente com o lábio leporino. O grande problema é que a comida pode cair na cavidade errada e chegar ao pulmão (aspiração), provocando pneumonia. Mas já foi compravado que bebês com fenda palatina que são amamentados sofrem menos de otite, além disso, em caso de aspiração, o leite artificial é um corpo estranho que se infecta com facilidade enquanto o leite materno é carregado de anticorpos e glóbulos brancos, tornando difícil o aparecimento de pneumonia. É muito importante que o bebê com fenda palatina tome leite materno, não importando o método. Alguns bebês conseguem mamar diretamente na posição vertical (sentados nas pernas da mãe). A amamentação se torna mais fácil quando o oríficio é fechado com uma prótese de silicone (placa de Hotz) feita sob medida para se adaptar à fissura. Alguns bebês, entretanto, não conseguem mamar de forma alguam, nesse caso, a recomendação é dar leite por sonda ou mamadeira, mas sempre leite materno.
*Este post foi escrito para celebrarmos a Semana Mundial de Aleitamento Materno 2012. Participe você também, respondendo nossa pergunta: Você faz livre demanda?
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Fui no Matrice!










3 comentários:
maravilhosas explicações! tão necessárias muitas vezes.....
fiz um post relacionado a isso mais diretamente ligado à interferência negativa dos pediatras. como eles insistem em empurrar uma mamadeira e inventam mil motivos! por isso, posts como o seu são tão importantes para a mães se setirem mais seguras em questionar algumas informações dadas por médicos irresponsáveis.
beijos
Gostei muito da postagem. Concordo que o aleitamento materno é muito importante para o desenvolvimento e saúde da criança. Meu primeiro filho mamou até os 3 meses. A mãe biológica dele decidiu desse jeito. Eu só o conheci 5 anos depois então não pude intervir. Mas o segundo eu espero amamentar durante muito tempo. Agora, uma coisa é certa. Eu já vou começar essa experiência sabendo das dificuldades que vou enfrentar pela frente. Eu acho que é um assunto que deveria ser mais abordado. Que não é fácil amamentar. Que em muitos casos há dores, que o bebê não pega, que você tem que insistir. Que você tem que QUERER que isso aconteça. Eu eu quero, mesmo sabendo de tudo isso. Eu não acho justo é falar que é tudo muito fácil e lindo quando há dificuldades no meio. A pessoa tem que saber o que lhe espera. Tenho certeza que teríamos mais mães conscientes que amamentar é a melhor saída.
Lorraine, obrigada por compartilhar sua experiência. Tbm acho que, antes de td, devemos estar atentas aos nossos instintos muitas vezes subestimados diante da razão. Eu sou a prova viva disso... bjs
Lorena, concordo quando diz que não é fácil amamentar... mas, para seu alívio, uma vez que vc entende e conhece o processo.. td se torna mais fácil. Infelizmente não amamentei meu segundo filho por mais tempo, apesar de ter superado o início q foi difícil e ter engajado num ritmo , como posso dizer, perfeito. Fui diagnosticada com DPP no terceiro mês e parei... com mede do medicamento afetar meu bebê, mas no fim... depois muita leitura descobri q há remédios compatíveis com o aleitamento, tarde pra mim, mas em tempo para outras mães... Informação é td! tira a ansiedade e expectativa e tem mostra a vida como ela é realmente! bjs
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