O ditado diz que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, mas a história nem sempre é assim principalmente quando envolve o casal e o número de filhos que planejam ter. Parece que todo mundo tem uma opinião a respeito: avó, sogra, mãe e até o vizinho. É aquela história de um é pouco, dois é bom e três, às vezes, nem sempre é demais. A mulher que escolhe não ter filhos é egoísta, aquela que só quer ter um é egoísta, já que não vai dar um irmão ou irmã para o filho mais velho ... e por ai vai. Mas afinal, a decisão é de quem? Da mulher ou do homem?
Não vale responder "dos dois", porque é praticamente impossível encontrar o meio termo entre ter ou não ter filhos. Tenho uma amiga que nunca sonhou em ser mãe, ao contrário do marido que é louco por crianças. Por um descuido, entretando, ela engravidou do primeiro filho mais ou menos na mesma época em que eu engravidei do meu. Apesar dela amar o filho incondicionalmente, foi - como ela me confessou - muito difícil encarar a maternidade, tanto que ela optou por não amamentar o bebê e, em menos de três meses, decidiu voltar ao trabalho em tempo integral. Essa decisão foi mal vista por muita gente, inclusive familiares. Mas na realidade ela é uma ótima mãe, apesar de fugir do padrão tradicional. Hoje, seis anos depois do nascimento do primeiro filho, o marido a pressiona pelo segundo e a resposta, como sempre, é não. Lógico que ela enfrenta desafetos por causa dessa decisão: brigas de casal e muita gente "metendo a colher" na tigela alheia.
Agora vamos aos fatos. Ele vem de uma família com três crianças, enquanto ela é filha única. Dito isso, acrescento que uma amiga que é filha única, cujo marido também é filho único, me disse que teria apenas uma filha, porque isso era tudo o que ela e o marido conheciam: a realidade do filho único. Eu tenho dois filhos, mas vira e mexe rola o papo do terceiro filho, que meu marido sonha em ter. Nós, meu marido e eu, somos de família de três crianças. Então, essa é nossa realidade, tanto que não tivemos problema para planejar o segundo. O impasse agora é o terceiro e não apenas pelo fato de eu não querer, mas tudo aquilo que envolve o terceiro filho: uma nova gravidez, adiar por mais tempo planos relacionados à carreira, energia e paciência extras. Temos espaço na nossa casa, carro e, principalmente, no coração para o terceiro filho, mas eu também reconheço minhas limitações. Meus meninos ocupam praticamente todo o meu tempo entre escola, cursos, tarefas, brincadeiras aqui e acolá. Um bebê, no topo disso tudo, me deixaria completamente pirada, isso levando em consideração que meu marido quando não está viajando sai de casa às 7h30 e só volta às 20h. Ou seja, no dia-a-dia estou só no campo de batalha.
Eu não imagino minha vida sem irmãos, e não imagino a vida do Tomás sem o Arthur e vice e versa. Mas essa é a minha realidade. Isso não me torna menos egoísta ou mais mãe. Por isso, acho uma crueldade quando vejo mulheres, como minha amiga, serem julgadas pela decisão de não querer mais filhos. Acreditem, a cobrança entre quatro paredes já é suficientemente intensa, lidar com a "colher alheia" e aturar o palpite e comentários de terceiro é, no mínimo, o fim do mundo! Num mundo ideal e politicamente correto, a decisão de ter ou não filhos é do casal, mas na realidade, a palavra final é da mulher...
Você também pensa assim? Ou já foi criticada (o) por ter decidido não ter (mais) filhos? Comente e compartilhe conosco sua opinião sobre o assunto!
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9 comentários:
Escuto criticas diariamente por conta disso, a maioria das pessoas me falam que ter só um filho é muito pouco, que ele vai se sentir sozinho e pode acreditar me falam na cara dura que se acontecer alguma coisa com ele eu vou ficar sem filho nenhum. Pode?? eu odeio ter que ficar dando mil e uma explicações do porque da nossa decisão, decisão que cabe somente a nós. E sinceramente, aqui em casa nós temos a mesma opinião quanto a isso, mas também acho que a decisão é mais sim da mulher que do homem, afinal a mulher que não quer vai se prevenir bem, né!? Mas, que deve ser uma situação difícil deve, imagina você ficar sendo pressionada pelo próprio marido a fazer algo que você acha que não deve. bjo grande.
Hum...tenho pensado demais nisso agora que meu filho está chegando aos dois anos. Meu marido tem sonhado com a "nossa menininha"..e eu, tenho sonhado em não tê-la!!! Talvez eu mude de ideia daqui um tempo, mas, sei exatamente como é difícil essa pressão.
É lógico que a decisão é do casal, mas eu não tenho dúvida de que o peso maior dessa decisão é da mulher porque é ela quem engorda pra carregar o bebê, ela quem pari, amamenta e se transforma profissionalmente para criar o espaço de mãe neste mundo capitalista. Acho que essa fase do desejo do marido versus a recusa da mulher faz parte do processo de decisão, mas é interessante pensarmos as razões pelas quais surge essas fases...Você citou a história de cada um como irmãos. Ou seja, o padrão familiar do casal... o que traz oportunidade para refletir sobre o modelo da família em si.
Caramba, já fui muito criticada qdo meu filho fez 2 anos e todo mundo começou a perguntar qdo viria o irmão. Por sorte , eu e meu marido decidimos ficar só no Ernesto e estamos bem afinados nisso. Na verdade eu sou uma mulher monstro que nunca quis ter filho nenhum e isso já deixa alguns de queixo caído. Tive o meu filho e amei, tanto que se pudesse voltar no tempo teria começado antes e estaria com uns 3 filhos hoje. Mas tive o meu aos 37, não pretendo ter mais filho . Qdo falava que não teria mais nenhum ouvia de tudo: Que um filho só é filho nenhum, que ele seria traumatizado, triste, infeliz , que não é natural. O mesmo tipo de barbaridade que grávida escuta , mãe de filho único escuta. Eu sou como a Malu , da Ceila. Fui única um tempo muito grande e sei o que é ser única e o que é ter irmão. Acho que o aprendizado do irmão é o dividir tempo dos pais. Mas, irmão não é garantia de companhia como dizem, ter irmão pode ser bom , como é comigo e minha irmã - somos muito unidas mesmo com a diferença de idade e ela é madrinha do meu filho - ou péssimo como com tantos outros que conheço. Infelizmente , meu filho passará sem essa experiência mas acho que isso não mata ninguém, a maioria filhos únicos são super bem ajustados e os que não são , quem garante que é por isso. Do mesmo modo tem um monte de maluco com família grande.
Qto a decisão eu acho que tem que ser dos dois, muito pensada e conversada, de preferencia antes de começar a família. Nem sempre isso é possível, como comigo que engravidei sem querer e dizendo que não queria. :-) Mas por sorte achei um par que afina comigo nessa questão. Beijos, excelente post.
Olá Sueli!
Ainda dá tempo de participar da Blogagem Porque sou ativista da amamentação?
Segue o link: http://versosdefogo.blogspot.com.br/2012/08/porque-sou-ativista-da-amamentacao.html
Sobre esta postagem... aqui: eu acho que o mundo está cheio demais, e que um filho é suficiente! srrs Esta questão 'complexa... creio que por serem duas pessoas... se um não quer... dois não brigam... então se um não quer filho... não tenham mais. Ainda mais se for amulher... é ela que vai carregar né, na prática, quem rala é a mulher!
Bjao!
Acho que a mulher tem mais poder na decisao, afinal é ela quem vai carregar por nove meses o bebe, e é ela, na verdade, quem vai ter a responsabilidade da criacao. Fato é fato: é a mae quem cuida! Diga o que disserem, o pai faz mt pouco no dia a dia de um filho, quem na verdade responde pro TUDO, é a mae.
Mas agroa, pessoalmente falando, acho que só um filho é pouco, sabe? Acho mesmo. Ao mesmo tempo que acredito nisso, acho tbm bem complicado botar mais filho nesse mundo tao dificil de se viver. Temos tantas responsabilidades colocando filho no mundo.
Mas sim, sim, sou mt a favor, de qq maneira, de termos pelo menos dois filhos, um só tem a tendencia a ser mt mimado, e vira o grande amor da nossa vida. É bom, nesse caso, dividir o amor ;-) eu p. ex, tenho tres, e ate teria mais se pudesse...
Bjs meninas!
Olá, eu sou ma~e de um menino de 9 anos e de uma menina de 5 e a minha situação é parecida...
Quando a minha filha completava 3 anos e o meu filho ia fazer 6, essa questão se colocou lá em casa. Eu tinha 37 anos e sempre pensara ter 3 filhos (venho de família de 3 irmãos). Penso que o terceiro filho é o mais dificil de decidir e na altura pensei nisso tudo: adiar novamente a carreira, nova gravidez, energia e paciencia extras (o meu marido trabalha todo o dia, por vezes sábados e domingos e também viaja). Apesar da dificuldade estava disposta a ter mais um se a decisão fosse consensual:o que mais determinou a decisão de ficar por ali, foi perceber que o meu marido não queria (a gente sabe, nem precisa perguntar). Provavelmente ele cederia à minha vontade, mas esse "terceiro" seria só "meu" e não achei equlibrado. Tem de haver um equilíbrio e cabe só ao casal encontrá-lo, mas nem sempre é facil sobretudo se se trata e um primeiro ou de segundo filho, que um quer e o outro não.
Bjs
Tenho uma menina de 7 anos e meu marido a tempos já está me cobrando outro filho eu não quero apesar de as vezes bater uma indecisão não sei o que fazer ter ou não ter... não estou suportando a pressão dele. me ajudem
bjos mamães
estou na mesma situação,tenho uma menina de 8 anos e a cobrança é grande lá em casa.para eu ter outro filho,porém não quero,embora as vzs penso que só um se sente muito só.pesso orientação á Deus,pois o mundo está tão assim,cheio de violência.não sei o que fazer.
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