Opa! Não tem ideia do que se trata "Livre Demanda"? Então, você deve estar fora da fase da amamentação. A expressão tem até a sigla LD entre as mães que ficam de peito pra fora para satisfazer as vontades do filhote. Eu nunca tinha dado a devida atenção à expressão antes da chegada da Clarissa. Não sabia que Livre Demanda tinha se tornado recomendação da Sociedade de Pediatria do Brasil e nunca tinha ouvido falar de Carlos Gonzales, um pediatra espanhol admirado pelas maternas do Brasil e que ganhou fã de carteirinha também em Bruxelas, onde vive minha co-autora do Desabafo de Mãe, Sueli Sueishi, que amanhã publica um post sobre o que aprendeu com a leitura do livro Un Regalo para toda la vida. Se estiver muito ansiosa pra entender o que é livre demanda, recomendo a leitura do post da Paloma: Livre demanda é importante .
Não tenho dúvida disso! Livre demanda é importante demais! Ainda mais agora que começo a ordenhar para as reuniões de trabalho e me assusto com o desafio de retirar uma quantidade razoável de leite materno (gentem, como sai pouquinho leite...).
Eu já queria dar o peito toda hora muito antes de conhecer a expressão Livre Demanda, mas a descoberta do conceito me fez reconhecer que eu tinha dado pouco peito para minha primeira filha. Maria Luiza nasceu em 2004 e, naquela época, eu seguia à risca as regras do pediatra, cuja ordem era amamentar de 3 em 3 horas. Via minha filhinha berrar e ficava ansiosa olhando para relógio esperando o tal intervalo.
Só agora consigo perceber o quanto essa rigidez do horário impactou no tempo da amamentação e na minha insegurança. Sem falar da perda do contato...Agora, com a chegada da Clarissa, nem lembrava da regrinha das 3 horas e instintivamente já sabia que ia dar o peito a hora que ela quisesse...até descobrir que fazer isso cansa. Cansa muito! Escrevi sobre isso aqui. Foi, então, que comecei a questionar a corrente da Livre Demanda: será mesmo que isso tá certo? Esse bebê mama o tempo inteiro?
Eu cheguei a pensar que senão fosse a LD teria que adotar a velha regra das 3 horas para trazer alguma saída para aquele cansaço...Mas a natureza é perfeita e bastou alguns dias para o cansaço se transformar em sabedoria. Aprendi que a Clarissa estava criando o ritmo dela, as mamadas foram chegando no intervalo indicado pelos pediatras sem a necessidade da minha imposição.
Aprendi também que não é seguindo a corrente A ou B que vou aprender a amamentar minha filha. É preciso, acima de tudo, ouvir a mim mesma pra me sentir bem o suficiente para amamentar. Mas não é nada fácil escutar tantas vozes dentro da gente, né? Por isso, trocar experiências com outras maternas faz um bem danado pra gente ouvir aquela vozinha oculta. Foi isso que eu fiz e gravei tudinho pra partilhar com você nesta Semana Mundial do Aleitamento Materno. Aguarde! Mas, antes, responda pra gente: você faz livre demanda?
Posts Relacionados:
Amamentação: fluxo de leite e livre demanda
Amamentação: Quando o bebê chega em casa
Amamentação na maternidade
Crianças e do que elas gostam!
Há 7 horas










11 comentários:
Oi, Célia. Interessante seu depoimento. Principalmente por ter escrito - depois de ter lido o post da Sueli que sumiu daqui (ou era seu e saiu com o nome dela? rs) - este comentário abaixo. De uma forma ou de outra, continuo com o mesmo pensamento, até porque confirmei a possibilidade de dar certo com o final do seu post. ;) Um beijo!
Oi, Sueli. Tudo bem? Muito esclarecedor seu post! Meu filho tem 7 meses, parou de mamar com 4 (porque eu não aguentava mais o estresse, já que ele mamava 3 minutos e parava, indo mamar só horas depois novamente e eu achei que ele estava morrendo de fome...). Erros de mãe de primeira viagem. Como tantas, apesar dos médicos terem falado para mim sobre a livre demanda, não me passaram a importância que ela tinha. Eu, então, me achando mais inteligente, segui os conselhos da Encantadora de Bebês (o livro), que aconselha o aleitamento de 3 em 3 horas. E foi a isso que eu atribui o desmame precoce do Lucas. À minha ignorância, compreensível, sobre o tema. Espero muito que as coisas aconteçam de forma diferente com meu próximo filho - que ainda deve demorar para chegar rs. Que ele mame muito, a hora que quiser, que fique só no LM até os seis meses e que depois continue mamando por quanto tempo ELE achar necessário. Informações como essas que vc expos aqui são importantes e devem ser disseminadas mesmo!! Um beijo, Julia.
Querida, Ceila! Antes de tudo, parabéns pela Clarissa! Linda! Eu adotei a livre demanda tanto para a Lu (hoje com 14 anos!) quanto para o Mi (7 anos). Era cansativo, nos primeiros meses o intervalo sempre era menor que 3 horas. Mas valeu a pena! Hoje os dois são muito saudáveis, quase não ficam doentes. bjs! Katia Geiling
Aqui também é livre demanda total ;)
beijos
Oi Ceila! Compartilho minha experiencia com todo prazer!
Eu descobri a livre demanda no terceiro dia de vida da Luana. Tive uma descida de leite super forte e fiquei assustada com o meu peito, que ficou enorme. Por sorte o Google me levou para a página da Matrice e de lá para a lista Materna_matrice. La eu aprendi que estava fazendo livre demanda meio que por instinto, ja que nao estava seguindo as recomendacoes da medica (intervalo de 3 horas, 20 minutos cada peito. De onde tiraram isso??)
Entao a partir do terceiro dia de vida da Luana foi oficialmente livre demanda. Minha pequena mamamva quando e quanto queria, geralmente era so um peito por vez, e ela ficava suler cheia e dormia suas 3 ate 4 horinhas seguidas. Ela ganhava peso super bem e para mim o mais engraçado (tmeio trágico na vdade) era a cara de espanto da médica quando a pesava. Ela ficava abismada, estupefacta, levemente aterrorizada até quando eu respondia que SIM, a Luana estava exclusiva no peito. Mudei de pediatra, logico.
Luana seguiu em livre manda ate os 4 meses e meio quando voltei a trabalhar. Deixava meu leite ordenhado e vinha pra casa semore que podia (moro em frente) e assim mantivemos o leite materno exclusivissimo ate os seis meses. Não viu dizer que foi fácil e que nao fui questionada. Luana gorfava muito, em 90% das mamadas, e em alguns momentos fiu questionada se nao estava dando muito leite para ela, e por isso ela gorfava. Por sorte eu moro fora do Pais e bem longe dos palpiteiros, entao pra mim foi mais facil fazer do meu jeito, e eu fiz tudo, absolutamente tudo do meu jeito. E ainda faço. Nada de chupeta, nada de leite artificial, nem farinhas, nem mucilon.
Atualmente seguimos na livre demanda a noite, madrugada e fins de semana. E assim vai ser ate quando ela quiser, mesmo que seja com 3, 4, 5, 7, 10 anos. Amamentaçao para mim é natural, fisiológico, é como comer, dormir. Faz parte da nossa natureza. E a natureza é sábia, desde que a deixem atuar.
Oi Julia, sorry, falha nossa...publicamos o post da Su na data errada, mas ele já está no ar...Neste link aqui ó:http://blogdodesabafodemae.blogspot.com.br/2012/08/amamentacao-fluxo-de-leite-e-livre.html
Legal, saber que você já deseja uma outra vivência com segundo filho, mas talvez seja possível fazer isso agora com Lucas, que ainda tem 7 meses...Eu não tenho certeza e imagino que deva ser um sacrifico e tanto, mas sei que dá pra recuperar tudo isso...é um recomeço e envolve muita persistencia, mas a turma da Matrice, do Espaço nascente, consultoras de amamentação ou pediatras especialistas podem te ajudar caso esse desejo seja muito forte.
Katia, querida, que honra e felicidade ter um comentário seu aqui: obrigada e muita saudade!
A Luiza já tem 14 anos? preciso reconhecê-la! Venha nos visitar e que bom que você já estava pronta pra adotar a livre demanda há 14 anos atrás...Seu relato prova o que a Susuca comenta sobre o livro de Carlos Gonzales: basta ouvir o coração pra descobrir que a livre demanda é a melhor opção para nossos filhos e, muitas vezes, pra nós também...Muito bom ter vc aqui que sempre foi uma mulher segura de si e com as redeas da intuição
Bjkas!
Lili, minha amiga querida, orgulho danado de ouvir sua história e obrigada por partilhar sua experiencia aqui conosco...Quase não conheço exemplos de amamentação exclusiva como vc fez com a Luana mesmo com a volta ao trabalho, mostrar que isso é possível, gostoso, mas que envolve sim reconhecer uma resistência cultural que nos mostra que esse caminho é retrogrado, mas a prática nos mostra o qto ele é compensador, redentor, enfim, o qto ele é materno: obrigada e parabéns!
Oi Ceila! Eu não tinha ouvido falar em livre demanda quando Laura nasceu. Mas, ela tinha um horário bem regulado. No início chorava de 2 em 2 horas e mamava quase 1 hora direto. Depois foi espaçando mais o choro e eu acabava amamentando de 3 em 3 horas, repeitando o tempo dela. Ficou muito difícil mesmo quando ela fez 4 meses. Aí, passou por uma fase pesada em que chorava em intervalos muito pequenos, eu oferecia o peito, ela mamava um pouquinho e voltava a chorar. Nesse periodo fiquei exausta!!! A pediatra me recomendou introduzir meia frutinha no lugar de uma mamada, e funcionou bem. Ela continuou mamando à bessa e crescendo exponencialmente até os 8 meses. Aí, fiz uma viagem de 2 dias para um concurso - e me arrependo! Quando voltei, ela começou a negar o peito! Não insisti e ela parou de vez. Desejo a você toda força nesse momento!!! Siga seu coração!!! Beijo grande
Carol, que dica fantástica essa da viagem de 2 dias...Eu não passei por nenhuma demanda dessa, mas imagino que eu também pensaria que não haveria problemas uma ausência com tão pouco tempo...Enfim, partilhando, aprendendo e prevendo...É engraçado seu relato porque demonstra o quanto Livre Demanda ainda é pouco difundido entre as mães nacionais, apesar da prática já existir há décadas como comprova a Katia que já fazia livre demanda há 14 anos atrás. Obrigada pelo comentário e bjkas pra ti também!
Lindo post!!!
Antes de Ana nascer eu havia lido um livro bem conhecido que defende a amamentação em horários. Decidi que faria assim, amamentaria a cada 3 horas e antes caso ela pedisse. Mas Ana é muito tranquila, e normalmente eu a acordava para mamar. Achava que com 4 horas de intervalo ela estaria com fome, teria uma hipoglicemia e não conseguiria acordar sozinha! KKK! Quanta ingenuidade a minha! Achava que bebê não choraria se tivesse fome!
O pediatra da minha filha era super a favor da amamentação. E na primeira consulta ele já me puxou a orelha! Afirmou e reafirmou que Ana choraria caso tivesse fome, que eu não me preocupasse, que curtisse amamentar, em livre demanda e ainda nuas eu e a bebê para sentirmos uma a outra! Perfeito!
Mudei! Adotei a livre demanda! Que lindo! Ana acordava a cada 4 horas mais ou menos. Com 2 meses, reduziu para 3 horas e passou a dormir a noite toda! Super tranquila!
Adorei a experiência! Adoro amamentar!
Mas tive que ir contra a minha família toda que diz que eu deixo minha filha passar fome! Insistiam e muito que eu desse complemento e papinha a partir dos 3 meses! Isso porque meu peito derrama leite é muuuito leite! Ana as vezes se engasga com o fluxo.
Amamentei minha pequena esclusivamente até 5 meses e 3 semanas. Introduzi uma papinha porque tive que voltar a trabalhar. Hoje ela tem 6 meses e 20 dias, come uma papinha salgada e duas frutas por dia. Quando trabalho eu deixo leite ordenhado! Super saudável minha florzinha. Pretendo continuar amamentando sem previsão pra parar!
Celia, se me pemite, gostaria de deixar aqui o meu agradecimento ao dr. Lineu Gonzaga Jaime. Ele foi meu pediatra, cuidou de mim desde que nasci até bem grandinha. Acompanhou minhas irmãs e alguns primos. E me ajudou com a minha pequena Ana. Incentivador da amamentação exclusiva e em livre demanda. Faleceu no dia 1 de agosto deixando saudades!
Lizie, que história linda e com benção o Dr. Lineu...Tenho certeza que a força dele continua entre pessoas como você que nos trazem a importancia de ouvir informações que possam transformar nossas vidas como está sendo sua amamentação com a Ana. Parabéns e obrigada pela partilha!
Postar um comentário