Eu ouço diversos "cruzcredos" quando penso na reação das mulheres diante dessa pergunta. Também ouço um coro forte gritando NÃOOOOOO para a dependência. Consigo até sentir a sujeira na minha pele quando penso... (argh! verdade mesmo? chega a ser nojento) em ser uma mulher dependente do marido. CALMA, eu não acho nojento o fato de você não trabalhar e depender do seu marido. Mas, ouça bem, olhe pro lado, sinta seu coração! Cá entre nós, percebe o quanto é feio e parece sujo essa afirmação?Eu nunca tinha pensado na força da "independência" pelo lado de dentro. Só consegui ouvir esse "cruzcredo" unânime entre as mulheres o dia em que descobri o quanto é complexo enxergar esse NÃO à dependência de um casal. SIM, você leu correto: a mulher que depende do marido e o marido que depende da mulher...MAS, CALMA (again), eu não quero falar da troca ou da partilha necessária para justificar a dependência financeira. O que quero refletir contigo é bem diferente!
Eu explico: não cai no discurso de defesa da razão pela qual eu não trabalho, mas fica centralizado na questão da dependência por si só, entende? Ou seja, falo do fato de um casal ser um ente dependente. Parece a mesma coisa, mas não é. Quando você percebe o quanto é dependente do seu marido, você também descobre o quanto precisou se defender da questão financeira que envolve a responsabilidade familiar. Mas, ouça-bem: não é se defender publicamente, mas de si mesma.
Quando você enxerga a RESISTÊNCIA interna à expressão "depender do marido", você olha pro lado e se assusta muito mais com as armas que estão espalhadas pelas mãos de todas as mulheres somente para atingir tal objetivo: defender-se da dependência com o marido! Putz! Que meleca! Quanto paradoxo! Pois é justamente o inverso que transforma marido e mulher em um casal...( eita graninha marvada!!!)
Uma das lições que a gestação da Clarissa me trouxe foi mergulhar (de novo) para minha relação de ser mãe e mulher... Desta vez, ficou mais claro o quanto esse lugar de "mãe-mulher" exige espaços diferentes, mas a questão do tempo ainda é nebulosa...
Dá pra ocupar espaços diferentes ao mesmo tempo? Essa é uma escolha exclusiva? Ou seja, se você ocupa mais o espaço mãe, você obrigatoriamente exclui o espaço mulher?
Enfim, essas questões me levaram ( de novo) para a relação marido e mulher, e me fez pensar no incrível poder dessa palavrinha "independência" ( feminina) ou, como diria o pedrito, "morte"! E, aí, qual você escolhe?










16 comentários:
Eu dependo do meu marido, claro. Do mesmo jeito que ele depende de mim. Ele paga as contas eu cuido da casa e do filho dele. Ele tem jantar pronto todos os dias quando chega do trabalho e roupas passadas pela manhã. Em troca ele me enche de mimos e presentes, nunca diz não para minhas vontades e NUNCA me perguntou no que eu gasto o dinheiro. Quando ele está em casa é ele o responsável pelo bebê. Dependo dele, sim. Se ele não tivesse um bom emprego, não trabalhasse duro eu não poderia ficar em casa cuidando do meu filho que foi a minha opção. Não vejo problema nenhum nisso. Posso depender dele financeiramente mas sou absolutamente independente da opinião alheia que me acha inferior por causa disso.
E viva ter opção, né?
x
Bem, adoraria confirmar esse "viva" , Nivea...Mas o que vejo é exatamente o contrário: não há essa opção para maioria das mulheres, justamente pq a maioria das famílias não consegue se encaixar nessa troca que vc coloca que envolve a grana. Eu reflito justamente sobre essa relação entre dependencia e dinheiro do casal. Quando a gente pensa em dependencia de um casal é automático pensar em grana... E a partir da grana pensar nas trocas e nos papeis que vão se formando a partir daquele que se torna responsável pelo sustento familiar... Posso estar pirando, mas como tive uma experiência muito maluca de trabalhar em casa, voltar a trabalhar fora em períodos malucos e flexíveis, partilhar contas, ser sustentada, bancar poucas coisas ( tudo ao mesmo tempo agora) fui percebendo essa defesa da "independencia financeira" como algo comum, inclusive em mulheres tranquilas que "optaram" por não trabalhar porque havia money dentro de casa pra isso.
Bom, Ceila, vc me perguntou no Twitter qual a opinião das feministas sobre essa questão. Não posso falar por todas as feministas, pois certamente há várias visões diferentes. A minha é que o casamento é um contrato, e dentro desse contrato há regras estabelecidas. Se um casal tem o privilégio de não depender financeiramente da geração de renda das duas partes, e uma delas pode ficar em casa cuidando dos filhos, e todo mundo que faz parte desse contrato está de acordo, quem sou eu pra chegar e dizer que é errado? Eu só acho arriscado fazer esse acordo por tempo ilimitado. 50% dos casamentos terminam, e há muitos pais que, apesar das cobranças da justiça, não pagam pensão. Portanto, é um risco uma mulher dedicar toda a vida pra família. Mas por um tempo determinado, e com cada um sabendo que essa dependência financeira não implica numa relação desigual, não vejo grandes problemas.
Bom eu sempre trabalhei e tudo que eu ganhava e o meu marido ganhava era NOSSO. Depois que tive a Eloise passei a querer viver um sonho que sempre tive, um exemplo que via na minha mãe, que era cuidar dos filhos, estar presente mesmo de corpo e alma, e eu percebi que isso era muito dificil se eu continuasse trabalhando. Mesmo assim ainda permaneci no meu emprego até minha filha completar 2 anos, pois precisavamos nos adaptar financeiramente para isso, eu sabia das minhas responsabilidades e não podia simplesmente agir pela emoção.
Hoje eu trabalho em casa e passo mais tempo com ela, cuidando da minha casa e do maridão, não tenho problemas em dizer que dependo dele, pelo contrário eu acho o máximo. Eu concordo que muitas mulheres gostariam de ter essa opção, mas infelizmente não tem mesmo, é trabalhar ou trabalhar! Mas para as que podem, eu aconselho a não trabalhar e se dedicar a cuidar da sua família.
Desculpe Ceila, mas achei esse texto mt complicado de se entender :-(
Até queria comentar algo inteligente, bonito ou que falasse algo da minha realidade aprendida a duras penas, mas nao entendi mt bem o que vc quis dizer aqui. Desculpa a ignorância?
Foi muito interessante ler esse post, pois passei essa noite toda chorando por conta disso! tenho 27 anos, sou estudante e tenho um comércio junto com meu marido, mais tenho a sensação q estou perdida no meio de tudo, estou gravida de 5 meses e era tudo q eu queria, planejei a minha vida de certa forma q agora me sinto uma irresponsável e egoísta, sempre achei q estava tudo dentro do "meu prazo", agora so penso o quanto fui egoísta o quanto pensei so em mim, estou muito feliz pela minha gravidez, tenho 5 anos de casada e esse era o planejado mais ainda não terminei minha faculdade e estou trazendo uma criança ao mundo!!!
Eu não sei se vai dar pra entender o q estou sentindo! so sei q esta complicado!!
Lola, muito obrigada pelo comentário porque me fez pensar o seguinte: Feminista pode depender do marido... desde que o acordo esteja estabelicido com começo, meio e fim!!!
Camila, acho que um dos desafio é justamente esse conjugar o verbo que retrata esse NOSSO... A Nivea trouxe um ponto interessante a se pensar neste quesito quando afirma que ele NUNCA exigiu prestação de contas. Se olhamos pra isso como um acordo, são as regras deste acordo que vão trazer a harmonia, ou não, para o casal!
KKKKKKKKKKKK, Nina, vc tem toda razão: o texto tá complicado assim como sentimento e a descoberta...escrevi sem ainda entender nem viver o que vem pela frente...mas minha sensação foi abrir os olhos para o fato de que colocamos o dinheiro como o primeiro critério pra definir a dependencia de um casal. então, deixamos de lado a dependencia em si que implica ser casal... Interpretei essa sensação pelo fato histórico das mulheres terem conquistado sua "independencia financeira". Então, comecei a observar que tanto comigo qto com a minha depiladora, manicure e diarista, os conflitos de casais partiam sempre dessa dinâmica de quem sustenta quem...e dessa raiva e dor feminina de se armar contra um inimigo dentro de casa por causa do dinheiro, sendo que é justamente a atitude contrária que traz harmonia pra dentro de casa...Enfim, tá confuso ainda e talvez ficará pra sempre: brigadu!
Nina, mas voltando, acho que talvez o que pergunto é: Você depende do seu marido?
2-Você tem uma resposta diferente das três opções abaixo para essa pergunta?
a) NÃO!
b)Lógico, que não, tá louca?
c)Ou, você tentaria se justificar pelo fato de não ganhar nenhum dinheiro para a casa. Não consigo imaginar que haja outro tipo de resposta para essa pergunta. Você consegue?
Oi Ceila querida!! agora sim, as coisas clarearam um pouco :-) Nao queria simplesmente ler um post seu falar, qq coisa pessoal e ignorar que na verdade,nao tinha entendido nada :-)
Entendo a confusao, acontece mesmo com mts de nós. Tbm acho que só existem essas três respostas possíveis (aqui do seu comentário), o resto seria só acusacoes uns aos outros e talvez, invencionices, como diz minha mae. Isso aí seria a base de tudo. O que mais ocorre, eu acredito, é a mulher tentar se justificar, afinal sempre haverá uma boa desculpa pra algo que a faz, ela própria, se sentir mal. Ainda hoje me pergunto porque isso faz tao mal às pessoas, e na verdade, esse fato incomoda mt mais os outros do que a própria mulher, acho mt falta do que fazer, sabia?
Olha Ceila, como vc perguntou, eu vou responder falando de mim. Eu dependo do meu marido. Mas como a Super Lola(que eu amo!!) aqui disse, casamento é contrato. Verbalmente ou nao, as obrigacoes de um casal já estao determinadas desde o início. Pode haver variacoes, é claro, e isso é mt legal, mas cada um tem seu papel numa relacao. E essa funcao qd há filhos no meio, é ainda mais clara. No meu caso eu nao quero trabalhar, poderia se quisesse, sou eng florestal, e aqui na Alemanha, meu diploma é válido (o que nao é mt comum pra outras profissoes) mas eu nao quero. Tenho tres filhos, um deles é um bebe de quase dois anos e quero cuidar desses meninos, sabe Ceila?! Eu quero estar por perto, ajudar no que for preciso, quero dar filhos bons ao mundo. Se posso ficar em casa, eu fico, com mt prazer.
O país oferece a mae um ano de licenca maternidade e se ela quiser permanecer em casa, por tres anos, ela pode, mas claro que aí, só ha a garantia de volta ao trabalho (ou seja, menos dois anos de pagamento do salario) e acho isso SENSACIONAL! Entao, eu nao podeira trabalhar agora com um bebe porque o país entende que pra crianca a presenca da mae nesse periodo é fundamental. Nao trabalho tbm porque meu marido pode nos sustentar sem problema algum, mas se precisasse trabalharia. Isso aqui em casa é algo extremamente tranquilo, primeiro porque o país vê homens e mulheres quase que com igualdade completa, e porque principalmente, há concordância e mt respeito de mim pra meu marido e dele pra comigo. E cada um tenta fazer o melhor possivel o que lhe cabe como "obrigacao" sem nunca jogar na cara as coisas. Acho que isso se aprende tentando se colocar sempre no lugar do outro, sabe? Ele sabe o qt pode ser duro cuidar duma casa e tres filhos e eu sei o qt é duro acordar de madrugada pra trabalhar e voltar quebrado de um dia no trampo.
Acho que o mais importante de tudo é haver respeito. Ninguém deveria se sentir menos importante ou subordinado por outro alguém, só porque esse alguém é quem paga as contas. Cada um, como eu disse, tem suas funcao dentro de um casamento.
Mas isso Ceila é algo que acho que o brasileiro ainda nao está mt preparado pra encarar :-(
Xii será que eu que confundi tudo agora?
:-)
Um beijo e sorte aí com toda essa confusao...
xxxii acho que nao foi tudo ne?? tbm, quem manda escrever tanto??
bom o que faltou falar foi que acho que respeito é algo fundamental nessa relacao. E que ninguem deveria se sentir menos importante que o outro, so porque esse outro é quem paga as contas.
Utopia? Talvez. Num país como o nosso, acho algo beeeem complicado uma mudanca dessas, mas se outros paises alcancaram um bom nível nessa questao, o Brasil um dia tem que chegar lá, ne?
Um beijo Ceila e mt sorte com esa confusao toda. E olha, acho diálogo e a procura de um acordo legal, o ponto X da questao.
Ceila, que PUNK esse post!!! Aff!!! Rsrsrsrsrsrsrsrs...na boa, quando engravidei, continuei trabalhando (igaul uma louca) até ter que entar de repouso porque Dan queria vir ao mundo com 32 semanas. Quando ele nasceu 5 semanas depois (um pouco antes da hora), eu nem conseguia pensar em voltar a trabalhar. E, a maior batalha que tive que enfrentar não foi a minha vontade, mas, sim as pessoas a minha volta enlouquecidas querendo saber, afinal, até quando eu ficaria em casa cuidando do meu filho. Ou seja, a pressa não era minha, era dos outros que não mais permitem fazer escolhas "antiquadas". Voltei a trabalhar há um mês (Dan está com 18 meses) e só meio período. Não achei nem um pouco difícil depender do marido. Temos uma relação muito legal e nunca me senti subjulgada por não estar colocando dinheiro em casa. Voltei ao trabalho muito mais pela ocupação do que pelo dinheiro. Eu estava com necessidade de sair um pouco do mundo das fraldas. E acho que fiquei melhor mãe depois disso. O que está mais complicado nos nossos dias é essa angústia de ficar tentando agradar todo mundo, quando, na verdade, deveríamos fazer o que é melhor para nós mesmo sem nos preocuparmos com mais ninguém. Enfim...
Ceila, não costumo comentar aqui, mas a esse post eu não pude resistir. E justamente por conta do seu questionamento se haveria outro tipo de resposta. Eu engravidei aos 19 anos, trabalhando. Sempre trabalhei.Meu filho está com 07 anos e neste momento estou me questionando se paro ou não de tomar o bendito anticoncepcional. A vontade de engravidar novamente é grande, mas em função do trabalho, entra a dúvida, pois sou recém formada e estou aguardando uma promoção. Financeiramente nunca dependi do meu marido.
Mas se não fosse pela ajuda dele em cuidar do nosso filho, da nossa casa e das contas, não teria realizado metade dos meus planos profissionais. Ele sempre cuidou do nosso filho como se fosse eu mesma, muitas vezes estando mais presente que eu.
Trabalhar é uma opção minha, me sinto feliz assim e já superei a culpa de deixar meu filho pequeno com outras pessoas ou na escola e meu marido me apoia na minha decisão.
Se dependo dele?CLARO!!!Não financeiramente, mas em outros aspectos da nossa vida sim,e me orgulho em dizer que dependo dele para me ajudar, e que posso contar com ele.Se eu decidir engravidar novamente a qualquer momento,sei que ele me ajudará e fará tudo de novo.
Eu,qdo conheci meu marido,foi no local de trabalho de ambos.Nasci numa familia que podia me dar conforto,mas aos 12 anos as coisas começaram a mudar e,aos 18,ficamos na pior pobreza possível.
Bem,depois disso,só busquei sobreviver.Perdi o foco.Só enchergava o dia de hj.Não investi no meu futuro (e nem podia muito) Qdo casei,foi como uma criança numa loja de doces.
Adeus fome,humilhações,inseguranças.
Veio minha filha...
Hj estou casada há 18 anos.MAL CASADA,de uns anos pra cá.
Ele perdeu emprego,eu ñ possuo renda.
Quero me separar e ñ posso,pq vai sacrificar todos.
O que fazer?
Nem eu,nem ele,temos parentes para nos apoiar.
Se,pelo menos,eu tivesse uma renda fixa minha,por pequena que fosse,seria mais fácil.
Então,se eu tivesse que responder se dependo do meu marido,eu responderia cheia de culpa e vergonha...infelizmente,sim.
Bjks,amigas!
Depender nao acho que seja a palavra correta. Uma mulher de valor que prefere ficar em casa e cuidar do seu esposo, dos seus filhos, nada mais honrado do que isso, até porque muito mais saudavl pra filhos. Nao é porque a esposa que decide essa opcao é inferior as feministas dessa era, pelo contrario muitas vezes MUITAS VEZES retorno a dizer, sao mulheres felizes e realizadas. Mas nem por isso nao podem tr um emprego de meio periodo ou trabalharem para si mesmas, agora escrever um post e descascar o abacaxi, nao é legal, o post ficou sem argumentos, so expressou da pior forma uma coisa que é simples, espressou ainda de forma suja, como que alguem que tem nojo, lamentavel.
bem eu DEPENDO do meu marido,FINANCEIRAMENTE, e só....até que eu queria trabalhar p ter o meu dinheirinho e gastar sem ele ta perguntando tudo...mais cuidar do filho é melhor que dar p outra pessoa cuidar,alguém que agente nem sabe quem é direito...mais eu sou feliz assim ele me permite estudar e "crescer"...tbn a mulher nao ajuda só trabalhando fora,mais dentro tipo economizando.tem mulheres que queria com certeza ter essa vida que eu muitas temos mais tem opcoes trabalhar ou trabalhar rsrsrs bjs a todas. Ah sinceramente nao me falta nada!
Estou em uma situação bem delicada.
Sou casada a 5 anos, ele foi o meu primeiro namorado, me casei com 19 anos e aos 20 tive um filho. Optei por não trabalhar até ele completar 1 e 5 meses.Agora estou trabalhando a 4 anos, hoje tenho 25 anos, e como sempre me dediquei ao trabalho e a família decidi que tinha que iniciar uma faculdade. Comecei a fazer a faculdade em 2013 e agora sinto que meu marido não aceita que eu faça a faculdade porque acha que não tenho tempo para a família...Me disse que não é feliz comigo e quer se separar, agora não sei o que faço, pois se deixar a faculdade não terei uma profissão que me dê condições para criar meu filho com conforto, se continuo a fazer a faculdade o meu dinheiro fica pouco pois sou eu que custeio a mensalidade...Me ajudem com uma opinião...
Postar um comentário