Eu ainda vivo essa pergunta dentro de mim. Não consigo reconhecer minha experiência como um VBAC. O que eu vivi não se identifica com o que eu li e ouvi das mulheres, que superaram a cesárea desnecessária com um Parto Normal do segundo ou terceiro filho. Foi tudo tão, tãoooooooo, humm...diferente! Não foi tão vitorioso, abençoado e lindo, lindo, lindo como um VBAC de verdade. Restou novas dores (tão desconhecidas)! Também surgiu aquelas velhas já gastas como: "onde foi que eu errei?" ou "o que eu preciso aprender agora?"
A enfermeira do Pro-Matre tem uma resposta exata para minha pergunta: FORCÉPS! Foi assim que ela respondeu à amiga que a questionou sobre meu parto. Na fichinha de lembrança do hospital, a palavrinha vem entre as opções, Cesárea ou Parto Normal. Quando vi que estava encaixada dentro da caixinha FORCÉPS, reconheci o meio do caminho. Não sei se posso reconhecer o parto da Clarissa como normal. Nascer a forcéps não tem nada a ver com a imagem plena de uma mulher parindo. É bem diferente. É extremamente intervencionista, não tanto quanto uma cesárea...Mas com intervenção! E isso muda TUDO.
Só permiti chorar há dois dias atrás...Mas ainda assim não lavei a alma. Parece que eu não tenho o direito de chorar...Sinto uma cobrança imensa de que eu devo agradecer, aceitar e ter gratidão pelo que eu já conquistei: o meio do caminho. Não é permitido ficar triste, chorar ou lavar a alma. Como será que outras mulheres que chegaram no meio do caminho superaram tudo isso? Não consigo encontrar muitos relatos. É uma experiência triste. Talvez, mais uma daquelas que precisam ficar guardadas em segredo. Porque? É uma demonstração de incapacidade, de quem não chegou lá!
NÃO! Eu não quero chegar lá. Acabou! Meu corpo está muito cansado. Eu não aguento mais tanta intervenção. Sinto que há outros caminhos para meu corpo...Não tenho dúvida de que ele precisa reconhecer que funciona, que é capaz, que faz parte da perfeição da natureza, mas não será através de outro parto. Não quero mais viver essa jornada. Cansei!
Ainda não consigo voltar lá ( se é que sai daquela sala) para fazer o relato, mas posso antecipar alguns detalhes que considero importante partilhar agora. Também pensei: "No Pro-Matre, parto normal só a Forcéps". Mas não foi o lugar que me colocou no meio do caminho. Pelo contrário. Foi a plantonista do Pro-Matre ( uma médica feita pra resolver problemas, objetiva e direta) que me salvou de uma cesárea. Eu também esperava encontrar um batalhão de enfermeiras de cara feia que prejudicaria meu mergulho na patolândia, mas deparei só com duas delas depois que já tinha até amamentado a Clarissa na sala de parto.
NÃO! Eu não virei uma defensora da Pro-Matre, mas acredito que as instituições cesaristas têm capacidade de se transformarem em lugares propícios para parir porque há pessoas lá dentro que só precisam de incentivo, pois já estão prontas para aceitar a opção do parto normal. E isso é uma baita oportunidade para as ativistas que querem mudar o mundo. Vale ressaltar o que não está pronto na maternidade: infraestrutura!!!
A tal sala LBR não tem nada de diferente de uma sala cirúrgica. A banheira é vergonhosa, horrível e você passa um frio danado naquele cubículo. Jamais iria querer parir na água naquela banheira. Não tem chuveiro gostoso pra relaxar. Não tem uma cadeira bonita e aconchegante para seu maridão encostar, enfim, falta coisa pra caramba. A bola, a cadeirinha, o cheirinho, as velas, o óleo e as músicas, a equipe humanizada providenciou. E, detalhe: meu marido descia no apartamento e pegava tudo que faltava sem burocracia nem problemas.
É óbvio que quando a gente fala de infraestrutura, a gente fala de investimento e, consequentemente, de DIRETORIA e acionistas. Falta vontade dos donos da Pro-Matre. Pode-se concluir: eles não estão dispostos a atender a turma do Parto Normal. Por outro lado, mesmo quando os donos do dinheiro resolvem ampliar seu público, o maior desafio não é o investimento, mas mudar a cultura das pessoas. E essa mudança já existe ( quase imperceptível), mas existe!
Crianças e do que elas gostam!
Há 3 horas










22 comentários:
Primeiramente e antes de mais nada, parabéns pela Clarissa - e se você não comentou nada imagino que seja porque a saúde dela deve estar boa e não seja motivo de preocupação. E isso é fundamental para não ruir tudo.
Ceila, os primeiros dias depois de um parto como não se quis são assim... De choro, perda do momento, impotência, sensação de violência obstétrica. Fisicamente e emocionalmente ficamos péssimas, acabadas.
Não são as velas e nem as músicas, muito menos a banheira que fazem um parto natural. É o respeito.
Quando você é respeitada encara o parto da melhor maneira possível mesmo que ele se converta numa cesariana. Li da mãe do bebê blogger que o nascimento dele foi de parto natural, normal e cesariana... As possibilidades foram se esgotando com o passar das horas.
http://bebeblogger.com.br/meu-diario/nasci-passando-pelos-3-tipos-de-parto-natural-normal-e-cesariana/#more-417.
O parto instrumental - é o nome do parto com vácuo extrator ou fórceps - é muito traumático sempre... Minha dica de mãe é que você procure se recuperar da melhor maneira possível e fale muito, muito mesmo sobre o assunto.
Peça seu prontuário na maternidade se julgar útil, avalie cada passo da sua jornada - certamente você só vai confirmar que deu o melhor de si para sua filha.
Vou rezar por você e sua família,
Olá, gostaria de lhe fazer um convite, porém, antes preciso tietar um pouco afinal seu site é maravilhoso Parabéns pelo trabalho!
Seria um imenso prazer tê-lo em nosso site agregador de conteúdos Agrega Pais onde reunimos os melhores blogs direcionados para pais e mães.
Aguardo você lá, teremos muita satisfação em divulgar seu s links!
http://www.agregapais.com.br/
Ceila,
Parabéns a você e à Clarisse por este momento maravilhoso! Parabéns ao maridão também por ter estado ao seu lado durante o processo.
O Gabriel também nasceu no Pro Matre e atualmente (1 ano e três meses depois) ainda tenho sentimentos contraditórios sobre eles. Contraditórios porque foi um período conturbado, com internações em UTI devido a um nascimento prematuro e pq foi também um momento de deleite, no qual a gente tava experimentando uma avalanche de emoções novas (como ser pai pela primeira vez e poder segurar um bebê, essas coisas...).
O Pro Matre ganhou minha simpatia naquela época por apresentar alguns detalhes que chamaram minha atenção. Detalhes irrelevantes para alguns, mas que foram importantes para mim. Por exemplo: os "vidros" que permitem às familias ver a criança em primeira mão, as enfermeiras de UTI que eram "viciadas" em bebês (algo que muitos pais não sabem a respeito), e a estátua de Nossa Senhora da Conceição situada no térreo que alguns podem pensar ser uma falta de respeito aos não católicos, mas que certamente foi importante para a Meire e para mim (e olha que nem católico eu sou).
Acho que esses detalhes deixaram o hospital mais humano aos meus olhos, embora seja impossível não notar o "lado fábrica" dele ao vermos as incontáveis "balinhas" saindo do elevador a cada minuto.
Um beijão em você e na sua família!
Ola!!!
Também participo do grupo de discussao do Gama e sua mensagem postada la me trouxe até aqui.
Minha historia de parto foi de certa forma semelhante à sua, pois eu queria um parto normal humanizado, fui atras de tudo q podia para te-lo, fiz planejamento de parto em casa com equipe humanizada e no fim das contas meu filho acabou nascendo por forceps tb no Hosp. Sta Catarina com direito à fratura na clavicula do bebe devido ao procedimento.
Na época fiquei bastante frustrada pelas coisas nao terem acontecido conforme planejei mas atualmente encaro isso de forma mais tranquila...
Se vc quiser trocar umas idéias a respeito, meu e-mail é maripop@hotmail.com; por e-mail acho q fica mais facil de conversarmos...
Espero q vc tranquilize sua mente e supere o fato considerando q muitas vezes as coisas nao ocorrem exatamente da forma q planejavamos, mas acaba tendo um final feliz de qualquer forma, pois apesar do forceps, nossos filhos sao saudaveis!
abs
Marina Poloniato
Ceila, não sei se você se lembra de mim, mas sou amiga da Manu, de Natal, e nos conhecemos no shopping Eldorado. Tive um segundo bebê, o Bernardo, há 5 meses, e mesmo sendo parto NORMAL, me senti muito mal. Ele nasceu no HU - USP, como meu outro filho, cujo parto apesar de ter demorado 10h foi lindo e emocionante. Bernardo nasceu 3h depois da minha entrada no hospital, num parto induzido, dolorido, e até puxar o bebê com a mão, segurando nas têmporas, a médica fez, e achei que ele nasceu com as marcas dos dedos dela, tamanha força. Fiquei triste, chorei muito também, principalmente por ter me sentido desrespeitada. Enquanto eu sentia dores, os profissionais discutiam o sabor da pizza que iam pedir numa sexta-feira qualquer.
Falta só uma coisa: INVERSÃO DE PAPÉIS. Eqto os profissionais da saúde não se colocarem no lugar de seus pacientes, a gente sempre vai ter a impressão de que podia ter sido melhor, diferente e tals. Parabéns pela bebê. Logo você vai superar tudo isso... só o tempo cura essas feridas doídas. bjs Flávia
Ceiloca, sou eu agora que vou te dizer: "larga o chicotinho!". Seu relato me remeteu diretamente ao texto que escrevi sobre as agústias da mãe que não consegue amamentar. Tudo nos faz sentir menos. E a frustração nos torna emocionalmente inválidas. Mas a verdade, flor, é que não temos controle de nada. Por mais que planejemos, por mais que sonhemos, que batalhemos, na hora H, quem manda é a Dona Vida. Você fez seu melhor e lutou com unhas e dentes pelo que acreditava. Se nem tudo foi exatamente como esperava, faz uma prece pra Dona Vida, xinga ela um pouquinho (ela tá acostumada), depois pede colo (ela tb tá acostumada). Espera passar esse momento tão crítico emocional e tudo vai se ajeitar, viu...temos que ser menos duras conosco. Nos amarmos, mais. Vc é linda, uma puuuuuuuuta mãe e uma puuuuuuuta mulher. E NADA virá para que vc se ache menos do que é. Queria muito estar aí pra te abraçar e abraçar as crias. Descanse muito e coloque o peso no colo da Dona Vida que ela o levará para bem longe (ela está acostumada). Bjs! Taís
Oi Ceila, primeiro queria te dar os parabéns pelo nascimento de Clarice. Não sei exatamente como vc se sente agora, mas já tive uma prévia de histórias assim, porque minha mãe viveu um parto normal numa maternidade que teve um término parecido e as sensações que ela me relata no pós-parto são muito parecidas com as que vc descreveu... Infelizmente, mesmo após muitos anos de luta pela humanização do parto, mesmo a OMS comprando essa batalha, as instituições brasileiras não mudaram muito... Mas, uma coisa maravilhosa da maternidade é que podemos "começar do zero", diante de um novo ser que não tem qualquer preconceito e não faz julgamentos a nosso respeito. Essa relação pode ser revigorante, se conseguimos abrir nosso coração e falar do que sentimos. Concordo plenamente com as palavras da Juliana. Beijos
Querida, o que dizer numa hora dessas? Consolar? Dizer que não é a única?
Bem, meu parto foi normal, com anestesia, mas normal. E foi lindo. Mesmo assim, tiraria a anestesia do pacote todo... Por quê? Porque nós, mães, sempre queremos o melhor do melhor.
Mas, sinceramente, acho que você não precisa ficar assim. Fez o que pôde para dar à luz da maneira mais linda. Por outro lado, acho sim que pode e deve chorar, lavar a alma. Sozinha. Acompanhada. Mãe também pode sentir não?
Sei de mulheres que passaram pela sua experiência, mais conhecida como fórceps, e realmente ninguém fala de coisas boas. Mas fazer o quê? Há pessoas competentes sim nos hospitais e maternidades, mas falta tanta coisa... Incluindo gente. Sim, gente.
Eu não fui maltratada no parto, mas no pós-parto fui ignorada, mal atendida, mal orientada. Excrevi sobre isso no blog, faço questão. Para alertar, conscientizar outras mães.
Bem, temos que falar disso. Para, quem sabe, melhorar partos de outras mulheres.
Quanto à você, fique bem. Você fez mais do que sua parte, tenho certeza. Parabéns!
beijos
Bia
www.maedacabecaaospes.com.br
Ceila! Parabéns pelo nascimento da Clarice!Espero que vcs estejam bem!
Eu nasci por forceps, quebrei a clavícula no nascimento, minha mãe tem trauma de parto devido ao meu nascimento...
Tive meu parto domiciliar, tão sonhado e tão diferente do que eu havia imaginado.
Mas o que eu quero te dizer é: se vc estava com uma equipe humanizada e mesmo assim usou forceps, era porque era necessário. Não se martirize. Sei que tendemos a pesnar que tudo vai bem, mas as estatístcas estão aí e ela nos dzem que o corpo precisa de ajuda em casos raros; a tecnologia está aí ara isso.
Um caso de uma amiga: ela teve parto natural, domiciliar, de um bebê grande (>4kg). A m´dica, humanizada, não fez episio, mas tb não averiguou a dilatação e a descida do bebê. Na hora do nascimento minha amga estava sozinha com a doula no chuveiro. Teve laceração, a médica não suturou, preferiu a cicatrização natural. Dias depois minha amiga pensa que em algo errado...5 meses depois do parto ela descobriu que teve uma laceração grave, não apenas de períneo, mas de esfíncter anal tb, terá que fazer uma cirurgia reconstrutora de eríneo e esfíncter. O caos. Poderia ter sido evitado com o cuidado d períneo e uma episio.
As intervenções, quando necessárias, devem ser feitas, no há desmerecimento nisso.
Beijos,
Nine
Oi Juliana, obrigada pelos conselhos e dicas. Vc tem toda razão: o pós-parto tem uma sensibilidade diferente da gestação, mas que sai do ritmo objetivo do mundo.
Eu adoro investigar tim-por-tim ( esse é meu defeito), mas vale registrar que houve sim mto respeito das minhas vontades com a equipe escolhida que era extremamente humanizada. Acho que desta vez a lição tá mais em entender a imprevisibilidade e também em descobrir o que é o parto normal. Eu acho que a rede humanizada precisa discutir mais e falar mais da cesárea e do forceps pq eles são resultados de quem busca um parto normal. E isso, mtas vezes, é negligenciado. E eterna gratidão pelas suas orações!
Meu primo querido, não sabia que Gabriel tinha passado pela UTI...que bom que ele estava na Pro-Matre que é hiper-super especializada em bebês prematuros. Aliás, esse é o desafio. O fato do grupo tornar-se extremamente premiado por salvar vida de bebês prematuros trouxe também uma cultura de prevenção aos riscos mto forte, que acabou se estendendo para todos e em todos os processos, inclusive do parto normal. enfim, a típica falta de equilíbrio do investimento doentio na especialização...Acho que esses detalhes apontados por vc contribuem mesmo para nos confortar nesses momentos. Mas um parto humanizado é aquele que respeita a vontade da mulher e a coloca como protagonista do processo. Ou seja, os profissionais de saúde tem o papel de orientação, de guia e não daquele que faz o parto. É uma baita mudança e mto dificil de ser compreendida e praticada. Obrigada pela visita e pelo comentário! Saudades!
Marina, querida, que delícia ver uma Materna por aqui: obrigada!
Eu não sei se meu sentimento é de frustração...Sem dúvida, há uma tristeza pelo resultado da luta não ser conforme o esperado,
mas confesso que o que mais me aflige é não ter me preparado para um forceps...Eu até cheguei a perceber que não havia garantias de ser um processo natural e pensei que poderia cair, de novo, em outra cesárea. Mas nunca passou pela minha cabeça o tal do forcéps. Essa experiencia me fez enxergar o qto precisamos discutir e falar mais dos possíveis resultados da busca pelo parto normal. Obrigada pelo email...vou replicar minha resposta pra ti e espero que possamos trocar mais figurinhas. Bjkas!
Flávia, lembro sim do nosso encontro no shopping Eldorado. Que raiva eu tô ao ler seu comentário: muito desrespeito!!! Essa coisa da pizza me lembra o comentário do cheiro de churrasco que um dos assistentes do meu obstetra comentou na hora que cortava minha barriga pra cesárea. É horrível...a gente se sente um nada, tamanha falta de respeito.
Acho que a gente precisa pensar um pouquinho antes dessa inversão de papéis. Ou seja, ento nós ficarmos quietas nada vai mudar. O que precisamos fazer para que profissionais de saúde percebam a necessidade de se colocarem no lugar de pacientes? E mais: será que gestantes como nós somos mesmo "pacientes"? Há discurso que defende que gestantes são protagonistas do parto e portanto, são responsáveis por fazerem seus próprios partos. Por isso, os tais profissionais precisam adotar uma outra postura na hora de nos atender e apoiar para parirmos de verdade. Enfim, obrigada pelo comentário e pela dica do tempo...Só ele mesmo pra transofrmar nossas feridas em cicatrizes!
Eita, Dona Vida danada, né, minha mestra!
Acho que eu xinguei ela sem perceber qdo escrevi esse post...Não tinha percebido a raiva e a dor que o texto transmitia nem em mim mesma.
Lendo os comentários fui descobrindo o qto passava a mensagem de autopiedade e recebi mto consolo, mto apoio e então: chorei.
Mas como diz uma amiga que surgiu nesta jornada pelo parto normal: não há uma gotinha de chuva que cai no lugar errado. E foi assim que encarei meu forceps. Ele tinha que acontecer comigo.
O que a Dona Vida acabou me mostrando desta vez é porquê a gente não fala dessas cicatrizes que são tão comuns para mulheres como eu que buscaram um parto normal??? Se a gente falasse mais, partilhasse mais, talvez, essa sensação de dor não seria um desafio e não haveria esse velho pensamento de menos mãe, ou menos mulher...Viajei demais?
Carol, querida, obrigada pela visita e palavras. Acho que vc tocou num ponto essencial: começar do zero com o nascimento de um filho.
É justamente isso que tais experiências nos proporcionam: aceitar as cicatrizes e aprender novos valores com elas. Tem coisa mais dificil de compreender nos dias de hoje que a imprevisibilidade...Eu acredito que boa parte deste desafio é em função da falta de informação.
Explico: hj a rede humanizada ainda silencia o forceps e a cesárea. Acho que é hora de trazermos essas cicatrizes à tona para que elas sejam aceitas de forma mais natural no futuro...O que acha?
Bia, que delícia ler seu comentário. Eu acredito exatamente nisso: precisamos falar, desabafar, trazer algumas dores à tona para que elas possam ser aceitas.
Eu não sei se foi só uma questão de querer o melhor ou de se preparar para um parto idealizado...Não consigo me encaixar mto neste discurso. Acho mesmo que eu aceitaria mais se tivesse me preparado melhor para esse tipo de resultado. Qdo a gente enxerga só um caminho, a gente torna-se alienada. E acho que eu fiz um pouco isso: olhei para cesárea desnecessária do passado e para parto natural do futuro. Não pensei que existia a anestesia, o forceps ou a ocitocina...Acho que precisamos falar mais delas. Obrigada pela visita e uma honra ter comentário seu aqui.
Oi Nine, querida, você tem toda razão!!! E acho que precisamos falar mais dessas intervenções necessárias para que elas possam ser aceitas e não confundidas com a dor daquelas que são desnecessárias.
Valeu, gente!!!
Muito obrigada a todos comentários, emails, recados no Facebook...Eterna gratidão a todos!
Oi Ceila, obrigada pelo carinho em me responder aqui e deixar um comentário lá no WMN. Sinto que vc está mais tranquila, que bom! De fato, pode ser que no meio de grupos de apoio para a humanização do parto ou até mesmo fora deles, nos cursos de preparação para o parto, nas rodas de mães, enfim, nesses espaços de "preparação" para a maternidade, a gente fale muito pouco das experiências dolorosas do parto. E o que eu sinto é que quando reclamamos ou denunciamos alguma coisa, sempre vem alguém pra dizer que deveríamos ser agradecidas porque nosso bebê nasceu com saúde, ou por outro lado, algumas militantes vem tentar encontrar as "culpas", apontar as responsabilidades das mulheres que não tiveram o parto que sonharam. Com certeza, esse é um assunto delicado e você está me inspirando a escrever mais sobre ele. Precisamos desmistificar certas coisas, falar da realidade. É como a dificuldade que temos com o assunto "aborto". Parece que nós mulheres estamos submetidas a muitos tabus! Beijos!
Carol, querida, que bom saber que essa troca vai virar novos posts...e tenhbo certeza que deve ter sido daqueles bons que fazem a diferença...se lembrar um dia, manda o link pra cá, tá?
bjkas!
Não entendi uma coisa, se o parto instrumental se fez necessário para salvar a vida do bebê e da mãe qual é o mal? Outra coisa questão que não quer calar: O parto natural depende inteiramente da vontade da mulher? Há casos que a cesariana é inevitável..... Qual foi a falha do hospital ao usar instrumentos para auxiliar no parto?
oi isto tanbem a conteseu comigo estou muito triste eu tinha hum encamiamento pra sesaria pela rede do sus eai eles me segrarom ate q eu tivesse parto normal eai na hora de ganhar o nene ele acabou fraturando a cravicula eles era muito grande eles naseu com 4480 k tamanho 52 cm e lugar deles dar asistencia no hospital me mandarom procurar o posto de saude pra pedir hum encamiamento pro ortopedista eu tou me sentinto muito culpada por ter a contesido isto ele ja ta com 14 dias en faxado
Cacau, acho que acabei usando uma frase que distorce o fato: Salvar...não houve tal necessidade, pelo menos, eu não vivenciei essa demanda de precisar ser salva nem meu bebê passava por algo em que precisava desse tipo de intervenção, entende!?
Postar um comentário