| Angela Merkel em anúncio da Bruno Banani |
Veja também o trailer de um documentário produzido pela organização MissRepresentation:
O que, então, podemos fazer para mudar essa realidade? As possibilidades são imensas e, na minha opinião, começa com uma autorreflexão que envolve inclusive meu papel como jornalista e blogueira. Jane Martisson, editora do The Guardian, diz que o sexismo ainda acontece na mídia britânica, mas de forma menos abusiva que nas mídias italiana e brasileira, e que os jornais ainda dão pouco espaço ao intelecto da mulher. A questão, portanto, é mudar como os jornais retratam a mulher que geralmente é fonte de matérias sobre abuso, estética, cozinha e família enquanto os homens ganham espaço como formadores de opinião, críticos e pensadores. Dai a importância de se repensar a utilização desses espaços públicos (jornais, tv e revistas). Dar voz a mulher profissional é dar voz a milhares de outras que ainda trilham o caminho em busca dessa igualdade. “A mídia cria consciência e essa consciência não deve ser relacionada ao corpo, mas à inteligência, capacidade",diz.
A italiana Giovanna Cosenza, doutora em Semiótica (sob orientação de Umberto Eco) e professora de Comunicação da Universidade Bologna, estuda há alguns anos publicidade envolvendo a mulher e ela chama atenção não apenas para os anúncios que erotizam ou colocam a mulher como objeto sexual. "Por exemplo, num anúncio de computador a mulher aparece com um homem atrás apontando algo pra tela, passando uma imagem superior do homem que "ensina" e da mulher que "aprende". Ou ainda, quando a mulher aparece sozinha no anúncio mas aparenta ter dúvida ou questionamentos como se não entendesse ou soubesse manipular um computador", explica. E é exatamente isso que devemos nos atentar. Mudar esses pequenos detalhes que retratam direta ou indiretamente a mulher como um ser "não pensante" influenciará positivamente em como a sociedade percebe a figura feminina.
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1 comentários:
Olá, tudo bem?
Também sou comunicadora e vejo que a mulher se satisfaz com pouco. O simples fato de ela ter o direito de ir e vir, de trabalhar e outras pequenas conquistas faz com que a mulher se aceite e aceite todas estas humilhações. e mais: ela acha "bonito" ver uma modelo se mostrando nua ou em situação constrangedora. Ela se sente feliz em estar num anúncio, mesmo que seja em posição inferior ao homem. Ela acha que está conquistando direitos quando vê fotos de mulheres violentadas em anúncios.
A mulher acha que esta humilhação é uma conquista. A imagem está invertida.
Ela acredita que trabalhar fora é uma conquista e continua a acreditar que o trabalho doméstico e dos filhos é apenas de responsabilidade dela e não do marido / homem junto.
Precisamos falar ainda muito sobre isso para mudar.
A tv mostra constantemente a mulher inferiorizada, que trai, que se oferece, que se mostra, que é violentada.
enquanto aceitarmos tudo isso caladas, nós que conseguimos perceber a situação, nada vai mudar e mais e mais mulheres vão ver isso de forma invertida: como uma grande conquista!
Beijinhos e parabéns pelo post
Se tiver um tempinho, passa no meu blog: http://www.beibae.blogspot.com.br/
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