Quando a Malu chegou e conseguia ficar sentadinha, meu orgulho era "ler" para ela. Vibrava quando ela respondia o som dos bichinhos de um livrinho que brincava de "achoooooooooooou". Depois virei blogueira, descobri a rede das dicas de mães, sofri ao ler Lobato, admirei algumas listas de livros e encontrei a chave mágica. Foi, então, que nasceu as Rainhas do Livro. E isso significa que nasceram novas perguntas: afinal, mãe só serve pra gerenciar o que vem de fora na hora da leitura em casa?
Cá entre nós, você já percebeu que a escola sabe qual é o melhor livro para meu filho, as revistas sabem qual melhor livro para meu filho e até o banco já selecionou livrinhos que estão na lista dos melhores para meu filho...Ah, vale lembrar que, na era do "incentivo e estímulo à leitura", há muitos artigos que me ensinam que até meu filho tem o direito de escolher o que ele quer nas livrarias. Mas, e eu? EU não tenho nenhuma responsabilidade nessa formação?
Foi essa pergunta que nos levou até aos contos tradicionais. Mãe deve e precisa gerenciar o que vem de fora. Ou seja, a gente é obrigada a acompanhar a leitura da escola, a comprar o livro no shopping e até debater sobre as listas dos melhores, mas resolvemos que toda mãe também merece ser Rainha do Livro. E quando se trata de rainha não basta só abrir a chave mágica. É preciso pegar o tesouro e trazê-lo pra dentro de casa. (Mais detalhes no post da Vanessa).
A gente sabe que tem muita coisa boa que vem da escola, da livraria e do marketing do banco, mas queremos MAIS. Queremos saber o que está escondido nas estantes: os contos africanos que misturados com os indígenas, judaicos, italianos e portugueses formaram nossos mestres brasileiros. Não queremos SÓ o folclore brasileiro da cuca, do saci ou da Moura Torta e Pedro Malasartes. Queremos saber se a Anansi é mesmo a principal lenda africana contada pelos negros ou onde há mais Kaká Werás fazendo fábulas indígenas. Enfim, queremos trazer o que os nossos tataravós traziam para nossas famílias quando leitura era coisa que nem existia. Mas será que nós, AS MÃES, têm o direito de ocupar um lugar na leitura familiar diferente daquele que a escola, a revista e o marketing já nos deram? Ou melhor, será que damos conta de assumir esse novo papel diante de tanta obrigação que essa onda em prol da leitura familiar nos impõe? Ufa! O que não faltam são perguntas...Por isso, convido você para parir mais, mais, mais e mais perguntas na roda do Rainhas, topa?
A gente sabe que tem muita coisa boa que vem da escola, da livraria e do marketing do banco, mas queremos MAIS. Queremos saber o que está escondido nas estantes: os contos africanos que misturados com os indígenas, judaicos, italianos e portugueses formaram nossos mestres brasileiros. Não queremos SÓ o folclore brasileiro da cuca, do saci ou da Moura Torta e Pedro Malasartes. Queremos saber se a Anansi é mesmo a principal lenda africana contada pelos negros ou onde há mais Kaká Werás fazendo fábulas indígenas. Enfim, queremos trazer o que os nossos tataravós traziam para nossas famílias quando leitura era coisa que nem existia. Mas será que nós, AS MÃES, têm o direito de ocupar um lugar na leitura familiar diferente daquele que a escola, a revista e o marketing já nos deram? Ou melhor, será que damos conta de assumir esse novo papel diante de tanta obrigação que essa onda em prol da leitura familiar nos impõe? Ufa! O que não faltam são perguntas...Por isso, convido você para parir mais, mais, mais e mais perguntas na roda do Rainhas, topa?











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