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Vem comigo, bem ALTO!
Permita-se quase bater o pé na lua - aproveita que a de amanhã é cheia e mergulhe bem fundo no ano de 2011. É hora de balançar...pensar no aprendizado, nas dores e vitórias. CALMA! Ainda não precisa saber o que vai ser diferente em 2012. Tudo ao seu tempo...ainda estamos balançando, no ritmo do vai-e-volta.
Eu aprendi a fazer isso aqui e praticar a feitura do presépio a cada semana foi um meio de eu entender o momento em que vivemos agora.

A idéia não é fazer aquele balanço cheio de listas com caneta vermelha e azul, mas de olhar para as fases da sua vida, o ciclo da sua maternidade, o aprendizado de ser mãe de um bebê, de uma criança e também de deixar de ser bebê ou criança. É um balanço mais alto.

Ele começa quase vazio, somente com as pedras, os rastros mais recentes ou os mais antigos e inclui até as estrelas do céu...assim como essa imagem do começo de um presépio do Advento. Parece feinho perto da maravilha dos enfeites de Natal, mas vale a pena ver o brilho nos olhos dos nossos filhos que vão a cata das pedras quase insexistentes nas ruas de São Paulo e buscar um balde de areia no parquinho do condomínio. Sim, a areia do balde volta para o parquinho porque a gente usa só um tiquinho...Mas tem coisa melhor que subir com balde de areia no elevador!?

Depois com o tempo, a cada semana, você vai acrescentando "reinos" neste presépio: vegetal, animal até ter todo cenário pronto para a chegada do menino Jesus...Neste ano, descobri que a "brincadeira" fica melhor ainda quando a gente coloca a Maria desde inicio no cenário, caminhando até chegar na noite de Natal. É tão fácil de ser feito que não dá pra acreditar nos milagres que essa prática faz na nossa vida. A gente aprende a pensar mesmo mais pra dentro, o tal do internalizar-se!

Pode até ser que a prática faz milagre mais comigo do que fará com você. Talvez porque eu nasci tão espalhafatosa, extremamente aberta para tudo e todos, sem nenhum cuidado com a privacidade que levei até susto quando descobri o quanto é importante balançar quietinha, sozinha e só contigo. A gente começa a ouvir os absurdos que a gente desabafava assim sem mais nem menos, mas cheio de dor, de raiva e de infantilidade. E aí a gente se acalma e começa a balançar para o perdão. Não há ninguém melhor para nos perdoar do que nós mesmos. Isso eu já aprendi.

Mas difícil mesmo é colocar o perdão em prática. Bem, mas o ritmo do balançar é devagarinho. Tudo ao seu tempo. E, aí, topa balançar devagarinho, nesse vai e volta, enquanto o Natal se aproxima?!
Outro dia, Tomás me disse que não sabia o que pedir para o Papai Noel. Repondi para ele que era um sinal que ela já tinha tudo e não precisava de nada. Ele pensou e, pra minha supresa, respondeu:  verdade! Disse, então, pra ele esperar uma surpresa do Papai Noel… dias depois ele me aparece com uma cartinha com possíveis opções de “surpresa”: um carrinho e um contador de moedas. Ele acredita em Papai Noel e, durante o ano todo, tenta se comportar (kkkkk o que é praticamente impossível em se tratando de uma criança de seis anos). Também me pede pra contar a história de Jesus, pra assistir o filme Polar Express, fazer cookies nos formatos de gingerbread man e árvore de natal... e, lógico, montar a danada da árvore.

Tento ao máximo não relacionar o Natal, e outras datas, ao consumo. Aqui não tem dia dos pais, das mães , dos namorados e nem das crianças. Por exemplo, no Valentine´s Day  escrevemos uma carta para as pessoas que gostamos e queremos bem! Nada de bombom, flor etc… é uma carta com palavras bonitas. Conheci uma americana que me contou presentear as filhas no Natal com “memórias” e não presentes. Ao invés de  uma boneca, ela leva as filhas para uma aventura, por exemplo, um passeio a cavalo com a família ou ver um espetáculo de Natal.

É um desafio, mas ainda é possível não transformar  tudo em comércio. Meus filhos têm pouco acesso às publicidades, entretanto, eles têm amiguinhos que mostram a nave do Star Wars, o carrinho do Mickey Mouse e por ai vai… Não dá pra viver numa bolha, mas com um pouco de criatividade dá pra transfomar esse desejo de consumo em algo educativo e divertido. Tomás e Arthur agora respiram Star Wars e era um tal de pedir Star Wars isso e aquilo… Sinceramente, uns bonequinhos que custam o olho da cara. Pra acalmar a ansiedade, falei para o Tomás fazer um livro do Star Wars com personagens e estórias. Ele amou e dedicou-se durante dois dias ao projeto feito com papel sulfite e canetinha. Quando ficou pronto, fiz upload do livro e imprimi… acho que foi um dos melhores presentes que ele ganhou!

Pra resolver a questão da nave espacial, peguei uma caixa enorme e pedi para ele e Arthur montarem o danado do “spaceship”. Desenharam, fizeram buracos, colocaram até mesmo uma “lâmpada” (uma laterna pedurada no “teto” da caixa). Decoraram com colchão, livros e um microondas de brinquedo. Perfeito! Não ajudei nada! Tudo saiu da cabecinha dos dois… e ficou lindo. Eles brincam, praticamente, todos os dias na “nave” e adoram! Eu e meu marido mais ainda… principalmente quando pensamos nos $$$ economizados! Criança perde interesse tão rápido… melhor, então, guardar o dinheiro pra comprar algo mais duradouro: uma “memória”, por exemplo.

Como vocês lidam com a dupla consumo x natal em casa?