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Sempre, sempre escutei essa conversa de filho favorito. Lenda ou não, prometi para uma amiga que contaria para ela a verdade sobre o filho favorito assim que me tornasse mãe. Na minha casa, me "acusam" de ser a favorita do pai, mas eu acho que minha irmã é favorita da mãe e meu irmão, dos dois... Mimado, até não poder mais. É o rei, só pra simplificar a história.

Eis que no fim de semana, recebo a revista Time em casa... e, sim, cientistas comprovaram, assim como 1 + 1 é 2, que o tal do filho favorito EXISTE. De acordo com a "ciência" tem relação com diversas coisas: o filho favorito por ser a cópia do pai ou da mãe, o filho mais bonito, inteligente e forte ("aquele que vai dar continuidade à família... como na história dos pinguins, quando a mãe protege o ovo maior"... Sim, instinto animal). O primeiro filho tende a ser o favorito, afirmam... mas, lógico, existem as exceções, por exemplo, aquele filho que é preterido pelo pai e SUPER protegido pela mãe.

Enfim, o filho favorito existe e uma mãe, aqui nos Estados Unidos, teve a "audácia" de escrever no blog que se sente muito mais próxima do filho caçula, que da primogênita. Lógico, recebeu um zilhão de críticas de mães indignadas que escreveram que é um "absurdo ela declarar isso publicamente etc e tal e que coitada da filha e blá, blá, blá.

Na família do meu marido, é visível quem é o favorito. O filho mais velho. Meu cunhado. Bonito, bem sucedido e blá, blá, blá. Ele sabe disso e age com um, digamos, REI. Meu marido é o patinho feio. Coitado. Sofre. A irmã, por ser única menina, tem lá suas vantagens. Pior é nascer patinho feio perto do Rei Leão. O tratamento é diferente, eu vejo e aprendo, não quero nenhum dos meus filhos lutando pelo espaço do Rei Leão. Ou os dois são patinhos ou os dois são leões.

Pra minha amiga respondo: o filho favorito existe sim. Isso não quer dizer que você ama um mais que o outro. Acho que o favoristismo está, acima de tudo, relacionado à afinidade. No meu caso, Tomás e Arthur parecem gêmeos, ou seja, não dá para achar um mais bonito que o outro. A coisa muda de cenário quando falamos de personalidade, Tomás é amoroso, atencioso e muito dependente. Precisa da gente pra tudo e faz uma manhaaaaa que cansa. Já Arthur é independente, dá beijo quando quer e não quer minha ajuda pra nada... acho que se pudesse, tava alugando uma casa tamanha a independência do garoto. Mas também é nervoso, não tem paciência e briga demais. Personalidades diferentes... e acho que ai é que surge o favoritismo. Pra nossa alegria, Ben e eu temos personalidade diferentes ... e cada um de nós tem afinidades com esse e aquele filho! Amor? O dois são amados igualmente, mas que o favorito existe, ah... existe sim! Shhhhh mais é segredo!
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A Sueli trouxe o tema da Lei da Palmada no post Bater pra ensinar? o que contribuiu para eu retomar a dica do livro Flicts hoje. CALMA! O livro do Ziraldo fala das diferenças e cores, mas no ano de 2007, quando resolvi "ensinar" as cores para Malu, eu aprendi também o príncipio da palmada. Naquela época ainda não tinha o controle das minhas emoções e pesava muito pensar que uma simples palmadinha podia doer como um espancamento. Hoje tenho certeza de que o peso da palmada é tão forte quanto qualquer outra violência doméstica, mas conheço melhor meu coração. Também aprendi a enxergar melhor como bebê e identificar o amarelo e o azul da Malu, que não eram tão preto e branco como o meu, cheio de razão e intelectualidade. As cores dos bebês são mais sentimentais e o coração não precisa de tantos recursos como eu usei para "ensinar" as cores à minha filha. Basta aconchego e muita, muita música colorida.



Novembro de 2007 - *Falar sobre a Maria Luiza fica cada vez mais complicado porque não consigo concentrar num único tema. Ela realmente se tornou uma fonte plural, cheia de novas informações. Algumas são informações tão enraizadas que fica complicado percebê-las. É o caso do Aprender as Cores. Só fui perceber que tudo que ela achava bonito, ou não sabia, era vermelho há pouco tempo. Já a cor que achava feia, ou também não sabia, era preto. Raramente, ela soltava que determinada cor era amarelo ou azul.

Comprei o Flicts, do Ziraldo, para tentar inserir as cores de uma forma mais visual, mas o livro ainda é muito avançado para ela que tem apenas dois anos e oito meses. Não houve interesse em ver as linhas horizontais, verticais ou as páginas inteiras vermelhas ou azuis nem ouvir a história da cor do Flicts, um livro que particularmente gostei muito como mãe, mas acredito que seja adequado para crianças entre 3 ou 4 anos.

Ela assiste o Bebê Mais (imagem abaixo) desde seis meses e adorava ver o macaquinho ou o jacaré falando A-zulllllllll ou a-ma-re-lo. Esse DVD, aliás, é o que vem me ajudando muito a ensiná-la a associar a cor do amarelo com a banana e o sol e o verde com a árvore ou a uva verde. Ela adora, mas ainda confunde tudo. Lógico que ela tem amiguinho na escola que já sabe as cores, e quando não sabe na frente dos que sabem, ela fala: mamãe, essa eu não sei.


Explico que o amiguinho é maior e que ela vai aprender como já aprendeu a fazer xixi no banheiro e comer sozinha. Assim, ela vem descobrindo as cores numa brincadeira de errou e acertou, com DVD, muitas associações e descobrindo o quanto ela já sabe, apesar de errar quando fala que o amarelo é vermelho. Esses vêm sendo os momentos mais mágicos da minha vida. Sempre acaba em risada, beijocas e muita, mas muita descoberta de olhares e cumplicidade entre nós. Mas nem tudo são cores.

A Maria Luiza continua me deixando totalmente maluca quando chora por fome ou sono. São gritos apavorantes. Minha vontade é de gritar CALA BOCA, peloarmodedeus! Eu respiro, mas confesso que nem sempre conto até dez e solto uns gritos e já cheguei a aumentar o som do carro porque o escândalo acontece sempre quando a pego na escola sem a mamadeira.

Um dia desses, entretanto, consegui segurar durante todo trajeto entre a escola e minha casa. Ela estava com fome e com sono. E como não reagi, ela ainda fez birra porque não queria sair do carro. Pedi desculpas a ela pela ausência da mamadeira, esperei uns minutos e ela se convenceu que o melhor era sair do carro. Não gritei nem a obriguei a sair do carro antes de convencê-la. O choro voltou no elevador ao lado de uma família espantada com a reação da minha filha. Risada de pastel e vamos em frente.

Não gritei e a convenci de aprender sobre as cores, enquanto eu fazia a mamadeira. Fiz o mais rápido possível e resolvi deitar, cheirar e aguardar toda a mamadeira ao lado dela como desculpas pela ausência daquilo que ela espera e precisa aprender que não terá mais em breve...( o tal desmame, aos poucos) Não sei se foi o embalo das cores do DVD, o aconchego ou o pedido de desculpas, mas foi um momento sublime e me senti pela primeira vez que tinha cumprido a missão de matar um choro de fome e sono sem usar da mesma arma infantil que em mim soa em gritos e falta de paciência.



*Esse texto foi publicado no site Desabafo de Mãe no ano de 2007. O site existiu entre outubro de 2006 e março de 2010, durante o período de 20 meses. As idealizadoras do site são as autoras deste blog.
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Existe coisa mais gostosa que fazer arte com nossos filhos? A gente sabe o quanto é difícil parar, respirar e dedicar um tempinho no meio da correria pra cortar, colar e brincar, mas se a gente consegue dar esse tempinho especial a eles...Tudo muda. Eles ficam mais calmos e a gente mais boba de tanta admiração. E isso nos relaxa, nos acalma e nos deixa mais fortes para ensinarmos o amor dentro de casa.

A Gisele, do Kids Indoors , vive dando dicas de como fazer arte dentro de casa. Ela descobriu o site dos Machucadinhos e resolveu utilizá-lo para esses momentos especiais: dê uma olhadinha lá e descubra o quanto vale a pena arrumar esse tempinho.

Vale ressaltar que esse tempinho ainda pode render brindes da J&J como esse bonequinho lindo que já fez a festa na casa da Su e ainda ajudou a reforçar a lição de que os machucadinhos podem ser companheiros de diversão e, se cuidarmos bem deles, podemos evitar os “machucadões”. Mas, para isso, você precisa seguir alguns passos:
1-Baixe os paper toys no site do Machucadinho para ser montado dentro de casa. O link dos machucadinhos são: Bolhinha, Galinho, Feridinha, Cortinho, Raladinho. Veja detalhes de como a Ceila montou o Cortinho com a Malu na nossa galeria do Flickr

2-Registre esse momento mágico e envie as fotos pra gente. Você pode baixá-la no Flickr e colocá-la na nossa galeria, cujo endereço é http://www.flickr.com/groups/cortinho/ ou mandar via email para Sueli: sueli.Sueishi@gmail.com

3- Não esqueça do prazo: até dia 30 de setembro.
Nós vamos escolher as melhores fotos e a J&J vai presentear com esse bonequinho, entre outros brindes, as 5 vencedoras do blog Desabafo de Mãe. Participe!
Na semana passada, coloquei neste post minhas preocupações e restrições em relação à exposição dos meus filhos à tv. Agora, chegou a vez da Internet.

Eu confesso que não sei nada, nada de proteção e segurança. Leio muito a respeito, principalmente em função da minha ignorância em relação ao asssunto. Mas estou anos de luz de ser expert no assunto.
Tomás vai completar seis anos em novembro e, desde setembro, principalmente por causa da escola, ele mostra cada vez mais interesse em computador e "games". Inclusive, ele precisa acessar a Internet para fazer algumas tarefas. Ou seja, não dá pra negar o acesso ao computador.
Por enquanto, ele não sabe nada nada de web 2.0, ou seja, blog, bate-papo, twitter, facebook... nem mesmo Google. E, pra falar a verdade, nem quero que saiba. O mundo dele na Internet se resume a jogos educativos que ensinam ler, escrever e contar. Só. Vez ou outra, deixo ele assistir um vídeo no PBS Kids ou Disney. Apesar da pouca familiaridade com computador, uma coisa garanto, ele já está COM-PLE-TA-MEN-TE apaixonado. Inclusive, já me pediu um tal de I-touch! (Falei que Papai Noel ainda não aceita pedidos de crianças porque isso é presente pra adolescente....)
Enfim, tudo isso pra começar uma troca de idéias com vocês... Queria compartilhar aqui, via comentários, como vocês mães lidam com computador em casa... Ou seja, quanto tempo seus filhos podem ficar no computador? Que tipo de conteúdo eles acessam? Quais os níveis de segurança do computador (o tal de parental control)?
Em casa, por exemplo, quando Tomás pede pra "brincar" ou "estudar", coloco o computador na sala, bem pertinho de mim. Um olho ali, e outro lá... acompanhando tudo o que ele faz. E isso, me desculpem, não é neura. Um mundo de pornografia, pedofilia e bullying está a apenas dois cliques do seu filho! Como, então, protegê-los?
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Tem dor de dente, dor de amor, dor de machucado, dor de saudade, dor de tristeza e até mesmo dor de nada. De Nada? É. A dor de nada é bastante conhecida por aqui. Sabe aquela dor invisível, sem marca nenhuma pelo corpo? Parece dor de saudade, mas nem sempre é.

Falo da dor infantil que detecta machucado por todo lado, mesmo quando eles não existem. Aqui em casa eu chamo isso de “dor de nada”. A Su já vai direto ao ponto e diz: isso é manha. O fato é que a dor de nada existe.

Por isso, a gente que não pára de pensar alto com você resolveu trazer essa discussão à tona no blog ao receber o convite da Johnson & Johnson para participar da campanha Machucadinhos. No ano passado, a BAND-AID® quis saber quais eram as histórias por trás de cada machucado, agora quer mostrar que os machucadinhos podem ser companheiros de diversão e, se cuidarmos bem deles, podemos evitar os “machucadões” e, até mesmo, tentar curar a dor de nada. Nosso papel aqui é convidá-las para também participar do sorteio que a Johnson & Johnson promove com blogueiras para o lançamento dos novos personagens BAND-AID®. E, de quebra, discutir um pouco sobre as dores dos nossos filhos.

Para isso, criamos um espaço de discussão no Flickr. Lá, você terá detalhes de como concorrer aos brindes. Acesse agora o link e participe!
Quem me conhece sabe da neura que tenho com televisão. Até dois anos, Tomás não assitiu desenho, mas com Arthur fui menos rigorosa sem, entretanto, deixar de definir o que ele pode ou não assistir, inclusive controlar o tempo de exposição à televisão. É importante saber o que o filho assiste, mesmo que isso signifique perder duas horas do dia para checar o conteúdo. Vale a pena. Acabo de ler que a Universidade da Vírginia, nos Estados Unidos, realizou um estudo que comprova que desenhos com muito estímulo visual prejudicam o cérebro das crianças, comprometendo a concentração e o raciocínio.

O desenho em teste? Bob Esponja, que é um dos proibidos aqui em casa da mesma forma que pokemon, icarly e power rangers, entre outros. Não apenas pelo forte estímulo visual, mas pelo conteúdo, que não traz nada de educativo ou útil, na minha opinião. Tomás já sabe disso, inclusive quando está na casa de um amigo avisa de antemão que tal e tal desenho ele não pode assistir.

Mas tem coisas que não dá pra controlar. Por exemplo, na escola Tomás sempre foi excluído das brincadeiras de Guerra nas Estrelas, porque ele nunca assistiu os filmes. Mas há duas semanas ele foi dormir na casa de um amigo fanático por Guerra nas Estrelas e acabou assistindo partes do filme e entendendo, mais ou menos, sobre o enredo. O suficiente para ele ser "aceito" na trupe das estrelas. Se sentiu feliz e me fez comprar o lightsaber (a espada do Anakin). Por alguns dias, brincou de Guerra nas Estrelas, mas ontem mesmo estava esfregando a espada no chão brincando que "cortava" a grama.

Pode parecer caretice, mas eu quero preservar a infância dos meus filho ao máximo. Essa coisa de guerra, de arroto e briga com amigos ele vai encarar um dia, mas até lá... vamos falar de coisas boas, cheias de fantasia e alegria! A vida já é dura o bastante, não concordam?

Tenho uma curiosidade, como você escolhe o desenho animado do seu filho e qual o tempo diário de exposição à TV?
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Confesso que hoje, aos cinco anos, Tomás se diverte muito mais com o livro A casa sonolenta que antes. É impressionante como a percepção das crianças muda com o passar dos anos. Mas foi também divertido ler o livro quando ele tinha apenas dois anos... na época foi mais lúdico, mais contar a estória que ler...


2007 - Concluí que A Casa Sonolenta, da escritora norte-americana Audrey Wood, não é para ser lido antes de dormir, e sim nos dias de preguiça. E um dia de muita preguiça para mim é um domingo chuvoso, com o barulhinho da chuva batendo nas janelas e o cheirinho de grama molhada invadindo a casa. Também é fundamental ter uma cama aconchegante para você e seu filho ficarem deitados, enrolados no cobertor favorito, lendo a estória que fala exatamente de um dia como esse.

Indicada para crianças de 3 a 6 anos, a história é contada por meio de uma narrativa cumulativa e de repetições, o que torna a leitura bastante dinâmica. Antes de iniciar o livro, desafie seu filho a ler trechos, cada vez mais rápido, sem tropeçar nas palavras. Também merece destaque especial a ilustração de Don Wood, marido de Audrey, que se inspirou na própria casa para ilustrar o livro. Os desenhos, considerados um trabalho artístico de alta qualidade, valorizam as formas, sombras e perspectivas. Uma dica divertida é pedir a seu filho que encontre a pulga, que fica escondida em diversos lugares.

Curiosidade: Audrey Wood escreveu o livro inspirada nos hábitos de Bruce, seu filho caçula, que se recusava a dormir durante a tarde. A única maneira dele dormir era fazê-lo caminhar dois quarteirões até a casa de sua avó, mãe de Audrey, que sempre gostou dos cochilos matutinos. A casa era muito tranquila e silenciosa, e a avó tinha um cachorro enorme e peludo. Bruce, a avó e o cachorro deitavam na cama e, em poucos minutos, todos estavam dormindo. Isso se tornou um hábito diário e todos da família passaram a referir-se à casa da avó como a casa sonolenta.

O que conta a história? Em um dia chuvoso, todos estão dormindo na casa. Até que um menino sonâmbulo se deita em cima da avó... depois o cachorro se deita em cima do menino... e o gato em cima do cachorro... e o rato em cima do gato...e a pulga em cima do rato. Uma pulga? Uma pulga que pica o rato...e acorda a casa inteira!

Quem são Audrey e Don Wood? Audrey e Don Wood são casados e trabalham juntos. Ela escreve e ele desenha. A obra do casal ganhou diversos prêmios nas áreas de literatura infantil e ilustração de livros, além de ser campeã de vendas nos Estados Unido e Brasil.
Um pouco de tudo.



Pra começar, eu gosto muito de acompanhar editoriais de moda e ensaios fotográficos que são uma forma de manifestação artística. Mas tudo tem seu limite. Ontem estava vendo o ensaio do fotógrafo americano Tyler Shields e achei, no mínimo, irresponsável. As fotos, apesar dele negar, faz alusão à violência doméstica... mostra uma modelo "tipo barbie" com olho roxo, em outra foto... ela aparece com um modelo "tipo Ken" amarrada pela corda do ferro de passar numa pose "espanca que eu gosto".



Sinceramente, me dá nojo.

Primeiro porque isso não é arte, é glamourizar uma realidade infeliz. Apenas nos Estados Unidos, a cada nove segundos, uma mulher é estuprada ou agredida. Em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi espancada, forçada ao sexo ou agredida ao menos uma vez na vida. O pior, o agressor, na maioria das vezes, é alguém da própria família.

e mais...

Violência doméstica é a principal causa de ferimento nas mulheres, mais que acidentes de carro, assaltos e estupros.

Mais de 10 milhões de crianças testemunham esse tipo de violência dentro de casa... (leia mais estatísticas aqui)

Não apenas pelo fato de eu ser mulher e mãe de meninos, mas eu repudio esse tipo de "manifestação artística". Para que glamourizar esse tipo de violência? Retratar a violência por meio de fotos artísticas tem um outro significado que criar uma foto inspirada na violência doméstica... Sou contra e ponto! Não é bonito, não é normal, não é saudável... Meu filho não pode ver uma foto dessa e achar que é natural ou arte. Não se bate em mulher, não se bate em marido, não se bate em filho... e é por ai que o papo deve rolar.

E...pra finalizar, acho que descobri um novo significado para a palavra exaustão. Estou no meu limite, tanto que apenas hoje me dei conta que amanhã é o primeiro dia de aula do Tomás. Como? Quem me conhece sabe o quanto sou organizada e não deixo nada, nadica... pra última hora. Sou daquelas que faz checklist para tudo, define menu da semana... Em poucas palavras, "eu já era"! Tô só o pó. Hoje foi uma correria louca, comprar coisas pra escola, lanche, preparar mochila e levar papelada para o médico assinar. Me sinto péssima, péssima mãe... como assim esquecer do primeiro dia da aula do filho? Quem me lembrou foi a professora, com aquela cara de "nossa você não sabia?" Finalmente, caiu a ficha que NÃO DÁ, simplesmente, NÃO DÁ pra ser supermãemulhermaravilha. Sou um ser humano qualquer, inclusive com limites... Pra quem ainda vive a ilusão da mulher maravilha, hei, acorda!!!!


Eu gostaria muito de escrever agora que Arthur, finalmente, não bate mais. Mas seria mentira. Ele bate. Bate, morde, cospe e arranha. Isso me faz sentir PÉSSIMA. Parece que tento, mas não tanto, entende? Eu, sinceramente, não tenho um minuto de paz quando ele está brincando com os amigos. Se alguém chora, já grito: "Arthur o que você fez?"

Conversa, conversa e conversa. Castigo, cantinho e prisão de brinquedos. Tudo é paliativo. Ele é uma criança que bate. Na semana passada, resolveu tudo no tapa: arranhou, bateu e mordeu o amiguinho... não tinha onde enfiar minha cara! Arthur vai fazer três anos no final do mês que vem... Precisa urgente superar essa fase "violenta". Tomás também batia, mas hoje, com quase seis anos, é bem doce... Minha esperança está ai. Talvez seja apenas a idade, mas, confesso, me dá medo pensar que meu filho possa ser um "bully". Uma coisa é certa, não vou desistir dele. Não quero um filho que resolve as coisas no "tapa".

Essa semana, uma amiga me ligou para contar que transferiu o filho, vítima de bullying, para uma escola particular. Fiquei sem palavras. Ela fez o certo. Eu, como mãe, não suportaria ver meus filhos sendo maltrados diariamente. Mas ao mesmo tempo me dá raiva, aonde estão os pais? Minha amiga ligou para cada um dos pais e para a escola explicando a situação, nada se resolveu! As crianças continuaram a zombar, maltratar e ridicularizar o filho dela, que é uma criança incrível.

Aiiii... Me dá medo de pensar no Arthur. Acho que o momento de impor os limites é agora, entretanto, sem usar violência, afinal, violência incita violência. É um desafio, adianto. Converso, seguro firme no braço e olho no olho dele quando converso... Ele precisa entender que é errado fazer o outro chorar, não importa o motivo. Dai vem minha terapeuta falar que é bom não exagerar para não resignar! E ainda tem gente que fala que ser "mãe e dona de casa" é fácil! Ui! Tô trocando minha vassoura por um chefe mal-amado...

SOCORRO!!!! Preciso de mães com experiência na área de bullying!
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Não sei como foi com vocês, mas minha experiência com Cocô no trono só trouxe boas risadas e nada, nada de ver o tal cocô no trono. Foi assim com Tomás, está sendo assim com Arthur! Cocô é na fralda, xixi, quando bate na telha, acontece no trono... Mas vale a pena, algumas mães tiveram sorte com o livro, não foi e nem é o meu caso!


2008 - No ano passado, aproveitando uma viagem ao Brasil, decidi procurar o livro Cocô no Trono, de Benoit Charlat. Infelizmente estava esgotado. Sempre tive interesse no livro, principalmente depois dos comentários da Ceila. A oportunidade de conseguir o livro apareceu quando minha cunhada decidiu passar o natal conosco, ela trouxe o livro da Bélgica, mas na versão em francês: Cacanimaux.

Adorei o livro e, confesso, me animei bastante na esperança do Tomás finalmente começar a usar o penico para fazer cocô... Sim, ele AMOU o livro! Muito engraçado, mas não se animou tanto a ponto de imitar os bichinhos! Dá muita risada quando vê o elefante destruindo a privada! Já falei que ele é como o patinho, mas nada... Não há como “apressar” a natureza das coisas.

Antes ele até pedia para fazer cocô no penico, mas agora regrediu completamente! Ele tem dois anos e quatro meses, os médicos ainda falam que é cedo, que cada criança tem o seu tempo! Também já li vários livros a respeito e todos são unânimes: cada criança tem seu tempo, não adianta querer apressar, porque isso só causará estresse (prolongado) para a mãe e o filho.

Não desisti! Todo dia, conversamos sobre o penico, sobre a fralda e a cuequinha. Também, lemos e relemos o livro Cacanimaux, damos risadas... Eu sempre pergunto para ele: “Tomás, hoje você vai fazer cocô no penico?” Ele, com uma risadinha safada, me responde: “Amanhã, mamãe, amanhã!”... e o amanhã nunca chega!

Um número crescente de pediatras americanos está recusando ter entre seus pacientes crianças não vacinadas. A razão é simples: uma criança não vacinada pode adoecer um recém-nascido ou outras crianças que sofrem de doenças como pneumonia, asma e leucemia, por exemplo. Eu, como mãe, não gostaria de correr esse risco, por isso não acho exagerada essa decisão tomada por alguns médicos. Imagina se o seu filho está com leucemia e é exposto a uma criança com rubéola. Isso pode ser fatal.

Me lembro bem do período da gripe suína. Arthur era bebê e fiquei muito em dúvida se deveria ou não vaciná-lo. Li muito e levei o pediatra à exaustão com a quantidade de perguntas. No final, decidi vacinar meus dois filhos. Meu raciocínio: se temos a vacina para que, então, arriscar? Na época, escutei um papo de que a vacina não era tão segura assim e blá, blá... Foi então que me lembrei da polêmica que associava a vacina tríplice à causa do autismo. No ano passado, o médico que fez essa afirmação, Dr. Andrew Wakefield, perdeu sua licença médica.

Sempre leio sobre pais que se recusam a vacinar os filhos, por acharem desnecessário e, até mesmo, perigoso. Até eu cheguei a questionar o pediatra sobre a vacina tríplice por causa da polêmica do autismo. Ele me garantiu que não tinha relação alguma e que, exatamente por causa dessa associação, muitos pais estavam deixando de vacinar os filhos, aumentando o número de casos de sarampo, caxumba e rubéola. Isso nos Estados Unidos, um país que praticamente erradicou esse tipo de doença...

Ironia do destino, acabo de ler que apenas neste ano de 2011, o Brasil conseguiu atingir na primeira etapa 100% de crianças vacinadas contra a poliomelite. Na segunda, foram vacinadas 9,7 milhões de crianças o que representa 68,4% do público-alvo (leia mais aqui). Imunizar as crianças contra doenças praticamente erradicadas em países desenvolvidos é uma luta de países como Brasil, por exemplo.

Acredito que cada pai sabe o que é melhor para o filho, mas quando o assunto é saúde, acho que o importante é fundamentar essa decisão de forma extremamente racional. Eu, como mãe, não consigo entender que tipo de crença pode ser mais importante que a vida do próprio filho.