Sempre, sempre escutei essa conversa de filho favorito. Lenda ou não, prometi para uma amiga que contaria para ela a verdade sobre o filho favorito assim que me tornasse mãe. Na minha casa, me "acusam" de ser a favorita do pai, mas eu acho que minha irmã é favorita da mãe e meu irmão, dos dois... Mimado, até não poder mais. É o rei, só pra simplificar a história. Eis que no fim de semana, recebo a revista Time em casa... e, sim, cientistas comprovaram, assim como 1 + 1 é 2, que o tal do filho favorito EXISTE. De acordo com a "ciência" tem relação com diversas coisas: o filho favorito por ser a cópia do pai ou da mãe, o filho mais bonito, inteligente e forte ("aquele que vai dar continuidade à família... como na história dos pinguins, quando a mãe protege o ovo maior"... Sim, instinto animal). O primeiro filho tende a ser o favorito, afirmam... mas, lógico, existem as exceções, por exemplo, aquele filho que é preterido pelo pai e SUPER protegido pela mãe.
Enfim, o filho favorito existe e uma mãe, aqui nos Estados Unidos, teve a "audácia" de escrever no blog que se sente muito mais próxima do filho caçula, que da primogênita. Lógico, recebeu um zilhão de críticas de mães indignadas que escreveram que é um "absurdo ela declarar isso publicamente etc e tal e que coitada da filha e blá, blá, blá.
Na família do meu marido, é visível quem é o favorito. O filho mais velho. Meu cunhado. Bonito, bem sucedido e blá, blá, blá. Ele sabe disso e age com um, digamos, REI. Meu marido é o patinho feio. Coitado. Sofre. A irmã, por ser única menina, tem lá suas vantagens. Pior é nascer patinho feio perto do Rei Leão. O tratamento é diferente, eu vejo e aprendo, não quero nenhum dos meus filhos lutando pelo espaço do Rei Leão. Ou os dois são patinhos ou os dois são leões.
Pra minha amiga respondo: o filho favorito existe sim. Isso não quer dizer que você ama um mais que o outro. Acho que o favoristismo está, acima de tudo, relacionado à afinidade. No meu caso, Tomás e Arthur parecem gêmeos, ou seja, não dá para achar um mais bonito que o outro. A coisa muda de cenário quando falamos de personalidade, Tomás é amoroso, atencioso e muito dependente. Precisa da gente pra tudo e faz uma manhaaaaa que cansa. Já Arthur é independente, dá beijo quando quer e não quer minha ajuda pra nada... acho que se pudesse, tava alugando uma casa tamanha a independência do garoto. Mas também é nervoso, não tem paciência e briga demais. Personalidades diferentes... e acho que ai é que surge o favoritismo. Pra nossa alegria, Ben e eu temos personalidade diferentes ... e cada um de nós tem afinidades com esse e aquele filho! Amor? O dois são amados igualmente, mas que o favorito existe, ah... existe sim! Shhhhh mais é segredo!














