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Vale destacar o post escrito pela Cíntia Costa na semana passada. Ela desabafa sua mágoa diante do uso de trabalho escravo pela varejista Zara. Cada dia torna-se mais consciente o conceito do "berço ao túmulo" para escolha dos produtos no nosso cotidiano, mas por outro lado cada vez mais impraticável. Como diz Cíntia ninguém tem condições de investigar os ciclos da globalização. Por isso, a importância da rede para disseminar denúncias das megahipersuperpoderosas vendedoras de coisas...E também a importância de mostrar aos nossos filhos NO TAMANHO DELES as associações da economia. Ou seja, que tudo está ligado. A dica de livro infantil de 2007 é resgatada com esse propósito, veja abaixo:

5 de Junho de 2007 - *Confesso que minha filha é muito mais consciente que eu e todos os nossos familiares quando se trata de preservação do meio ambiente. Com apenas dois anos e nove meses, ela já sabe que lixo só se joga no lixo, e fica de olho na calçada quando caminhamos até à escola: mamãe, olha que bobo o menino que jogou o papel de bala no chão", diz inconformada com aquela atitude.

Ela aprendeu desde pequena que muita coisa vai para o lixo e sempre foi elogiada quando jogava o lixo na lixeira, mas é ela quem acaba nos ensinando no dia-a-dia a importância que aquela lição tornou-se para a vidinha azul dela. É bom lembrar que não somos (éramos) uma família tão consciente, que pensa no ciclo de vida do produto a cada ato, recicla o lixo, compra produtos ecológicos ou participa de uma ONG de Defesa do Meio Ambiente. Somos os brasileiros que aprenderam apenas jogar o lixo no lixo.

Mas isso ganhou outra conotação na cabeça da Maria Luiza e, consequentemente, nos fez repensar em nossas rotinas. Na cabecinha dela, ficou claro que o papel de bala na calçada não pode porque vai para o esgoto, sujando o mar do peixinho e a praia. "Não pode, né, mamãe", ensina ela. A escola contribuiu muito para que a Malu tornasse esse raciocínio mais forte em nossas vidas e confesso que a cabecinha dela fez com que eu olhasse o mundo também de forma mais inteligente. Óbvio que os relatórios do aquecimento global, que foram manchetes em todas revistas semanais, também nos alertaram sobre nossa responsabilidade ambiental. Mas foi o livro infantil "O Mundinho Azul" que nos transformou em seres mais atentos.

O livro é enorme e com figuras bastante agradáveis, o que conquistou a Maria Luiza de cara. Mas não dá para seguir a leitura original. A Maria Luiza ainda não entende o que são barragens artificiais, turbinas ou estações de tratamento de água. Talvez, as crianças entre 8 e 10 anos utilizem o livro até como material de apoio na escola com a leitura original. Mas, aqui em casa, bastou reinventar o roteiro para retratar aquilo que minha filha já entendia tão bem de forma mais adequada à linguagem dela, que tem apenas dois anos e meio. Mais detalhes sobre a autora, o livro e a coleção que tem seis edições que tratam de temas desde meio ambiente até o trânsito, acesse o site Ingrid Autora

As imagens são tão fantásticas que nem exige muita imaginação dos pais. Ela mesmo me questionava o que eram aquelas máquinas do livro e a explicação simples de que limpavam as águas do mar ou da praia para gente beber sem sujeirinha invisível bastou para que ela entendesse todo processo de decantação e filtração. E foi assim que consegui mostrar à Maria Luiza - e a mim mesma - o quanto entender o "óbvio" é importante na hora de agir no dia-a-dia. Mas afinal o que é esse óbvio? São os tais ciclos de vida. Ou seja, tudo tem um começo, meio e fim. Inclusive os produtos que a gente consome.

Beatriz Pacheco
, consultora do Instituto EcoSocial e Ekobé, consultoria em gestão da sustentabilidade, que entrevistei para uma reportagem feita para Gazeta Mercantil - UPGRADE: O jornal foi extinto e não pagou meu frila, mas o clipping ainda existe. Leia a matéria na íntegra aqui -, me explicou que o tal ciclo de vida do produto é conhecido entre os especialistas do "berço ao túmulo" e representa analisar desde o cultivo da matéria-prima, a industrialização, as condições de trabalho de todos processos que envolvem tornar a matéria-prima em produto, inclusive o transporte e a forma que será embalado no varejo até à hora em que será consumido e jogado ao lixo. O que não falta são entidades preocupadas para tornar essa consciência cada vez mais viva na sociedade. Um exemplo é o Instituto Akatu.

O Idec também já tem cartilhas no site que ensinam como nós, pais e brasileiros, podemos realizar um consumo mais consciente. E um dos nossos papéis é mesmo cobrar dos supermercados, e de todo varejo, o uso de sacolas biodegradáveis e não apenas recicláveis, a reciclagem do lixo e ainda parcerias com a indústria para criarem embalagens que derrubem menos árvores e usem menos plásticos. Mas só isso não basta.

* Esse texto foi publicado no site Desabafo de Mãe no ano de 2007. O site existiu entre outubro de 2006 e março de 2010, durante o período de 20 meses. As idealizadoras do site são as autoras deste blog.
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Li um artigo de uma mãe que se contradiz: ela pratica o attachment parenting, mas bate. No caso, ela bateu no filho que se escondeu num mercado e criou pânico geral ao levar os pais a acreditarem que ele tinha sumido. Quando o encontrou, apesar do imenso alíviou que sentiu, a mãe castigou o filho com palmadas para que ele não o fizesse novamente. Por causa disso, ela é uma péssima mãe? Na minha opinião não.

Mas a questão vai além de ser ou não uma boa mãe, envolve entender o porquê da necessidade de gerar dor física na criança para que ela compreenda o certo e o errado. E é também uma contradição, pois ensinamos aos nossos filhos que bater é errado e, num momento de fúria ou exaustão, recorremos às palmadas para castigar. O pior é que nos acostumamos a isso e, acredito, de palmadas... os filhos passam a levar chineladas e assim por diante, com a desculpa que dor de mão já não ensina mais.

Exemplos? Duas matérias recentes me chocaram: Girl spanked to death in the name of God, onde uma menina foi espancada até a morte pelos pais em "nome de Deus". Na casa, eles encontraram o livro To train up a child, de Michael e Debi Pearl, que acreditam que a criança só vai vai aprender o certo se ela sentir dor, a outra matéria é sobre uma mãe que castigava o filho com banhos gelados e, pasmem, virando um vidro de pimenta na boca dele. Nos EUA, não existe uma lei que proíba as palmadas, mas ambos os pais e a mãe dos casos acima foram condenados pela justiça americana por violência e abuso às crianças.

No Brasil, a Lei da Palmada ainda não foi aprovada e, se for, acredito que ainda estamos longe, bem longe de acabar com a violência cometida contra a criança e, também, pouco preparados para punir os pais culpados. Se eu disser que nunca bati, estarei mentindo, mas adianto que nessa ocasião, além de sentir uma culpa terrível, vi que o problema era mais meu que do meu filho, pois envolvia cansaço, falta de paciência, irritabilidade... e criança é criança, ela não vai parar de ser criança apenas porque nós, pais, não estamos tendo um bom dia. É preciso rever essa contradição "maternagem" e "palmada" o quanto antes, porque, como nós mesmos dizemos, BATER É ERRADO.

Leitura interessante: Mania de Bater - A punição corporal doméstica de crianças e adolescentes no Brasil, de Maria Amélia Azevedo e Viviane Azevedo Guerra.
Depois de um puxão de orelha e muita coragem, encarei o desfralde do Arthur. Sim, adeus às fraldas e bolsas de bebê. Essa coragem não foi assim de um dia para o outro. Demorou. Uma amiga, por duas vezes, me alertou: "escuta, você não acha que tá na hora de tirar a fralda dele não?" Na primeira vez ela foi sutil, na segunda... falou na lata "ele está preparado, mas acho que você não".

Até então, inventava mil e uma desculpas para não iniciar o desfralde. Falava que ele não queria, que ele era teimoso... de gênio forte. Mas dai me lembrei do Tomás, meu primeiro filho. Gente! Como fui dura com ele. Tentei aos dois anos. Desastre total. Depois de três meses tentei novamente. Funcionou. Tomás saiu das fraldas diurna e noturna, assim sem drama mesmo.

Bom, depois do puxão de orelha na semana passada, resolvi encarar meus medos e monstros. Tirei a fralda do Arthur. Hoje é o sétimo dia e tivemos seis "acidentes", num deles, ele fez xixi na estante de livros... vai explicar como ele foi parar lá em cima. Só sei que o xixi veio em cascata estante abaixo.

Fora isso, desde o primeiro dia ele pede para ir ao banheiro. Hoje foi para o acampamento de verão de cueca. Enfim, ele realmente já estava preparado... quem não queria encarar o "trabalho pesado" era eu. Porque, confesso, o desfralde causa estresse na mãe e no filho, fora a tonelada de roupa e pano de chão pra lavar.

... ah! Esqueci de falar que xixi sim, mas cocô ele ainda pede a fralda!

Leia mais aqui e aqui! E coragem, mãe!
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Outro experimento... sabe aquela coisa de "andar nos sapatos dos outros" pra realmente saber o que é? Na época lemos mais como curiosidade, hoje o livro ensina sobre diferenças e, porque não, ajuda a valorizar o que temos. Coincidentemente, o protagonista da estória se chama Tomás... Quando vem a pergunta: porque aquele menino anda assim? A resposta vem me forma de estória, fechamos os olhos, e tentamos ler o livro com a ponta dos dedos... uma nova forma de aprender.


2007 - Sempre que tenho oportunidade, passo uma tarde na livraria com o Tomás. Enquanto ele se diverte com livros sobre animais e bebês (sua atual fixação), procuro nas estantes algo diferente para ele ou para o Desabafo de Mãe. Em nossa última visita, me chamou a atenção um livro todo negro chamado O Livro Negro das Cores, feito para portadores de deficiência visual. Adorei! O livro é maravilhoso e explica as cores, por meio de poesia, texturas, cheiros, sons e sabores.

Segundo a escritor venezuelana Menena Cottin, o livro não é apenas para portadores de deficiência visual, mas para crianças (e adultos) que também podem ver. Ela busca, por meio da história, recuperar a riqueza sensorial das pessoas, pois a visão, sem dúvida, é importante para nos relacionarmos com a realidade, mas não é apenas isso... Devemos valorizar todos os sentidos, pois o aspecto meramente visual nos torna superficiais.

A história é narrada por um garoto chamado Tomás, portador de deficiência visual. Para ele, a imagem de cada cor está associada a texturas, sabores e cheiros diferentes. O amarelo, por exemplo, cheira como mostarda, mas é suave com as plumas dos passarinhos. Já o azul é a cor do céu, quando o sol esquenta sua cabeça, e o vermelho é ácido como morango, doce como a melancia e dolorido como um raspão nos joelhos. Ele diz que o negro é o rei das cores, suave como a seda e como os cabelos de sua mãe que o envolvem sempre que ela o abraça.

Todas as páginas do livro, escrito em braille, são negras, inclusive os desenhos que são feitos em alto relevo e, por isso, destacam as texturas das folhas, cabelos e plumas. A edição também traz no final o alfabeto braille. O Livro Negro das Cores. Escritora: Menena Cottin e Rosana Faría, Editora: Ediciones Tecolote, México.
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Outro dia, sai com minha sobrinha de 10 anos. Fomos ao supermercado, na volta ela parou numa farmácia e correu para se pesar. "Aiiii, ganhei um quilo". De 35 kilos, passou a pesar 36. Ela é alta e magra, bem magra. Disse para ela não se preocupar com ganhar ou perder peso e sim se alimentar bem e fazer boas escolhas, por exemplo, substituir coca-cola por água.

Ela gosta de vestido decotado e sapato de salto. Já discutimos algumas vezes quando ela queria vestido X e eu só compraria o Y, na minha opinião, adequado para uma criança de 10 anos. Sou a tia "quadrada", "antiquada". O mundo é outro, sim. Minha sobrinha é bombardeada diariamente com imagens (revistas, vitrines, televisão, propagandas) de produtos que erotizam a criança. Funciona. Não importa a idade, todo mundo quer ser "sexy", "bonito".

É possível proteger nossas crianças desse "bombardeio"? Acho que sim, principalmente se a gente controlar a danada da televisão. Duvido muito que uma criança vai abrir uma revista Vogue ou procurar propaganda de lingeries... Tanto que quando li sobre o polêmico anúncio de uma empresa francesa, que mostra meninas de 4 a 10 anos em poses sensuais usando lingeries, pensei no perigo da erotização infantil não apenas relacionado ao consumo em si, porque a mãe -espero - ainda tem a última palavra, mas nos pedófilos de plantão.

Acho que esse tipo de campanha é predatória nesse sentido. Porque, acredito eu, esse tipo de imagem vai chegar dentro da sua casa se você permitir. Dá pra filtrar, não estou falando que será fácil, mas o bom senso de uma mãe deve prevalecer.
Fiquei quase um mês no Brasil para as supostas férias. Mas em momento algum me vi com os pés para o alto simplesmente pensando e fazendo NA-DA. Por isso mesmo volto para casa ainda mais cansada que antes. Fiz curso, cuidei de adolescente, corri - e muito - atrás dos meus filhos e li, um pouco. Ufa. Cansa só de contar...

Mas toda essa correria valeu a pena. Revi amigos e (re)visitei São Paulo, Promissão e Paraty. O Brasil está caro, já adianto, mas valeu a pena dar um pulo aqui e acolá para mostrar aos meus filhos o Brasil onde nasci e cresci. Tem muita coisa pra fazer, gente calorosa e talentosa e, lógico, comida saborosa.

Assim que cheguei ao Brasil, corri para o centro de São Paulo: visitei a Catedral da Sé, o Viaduto do Chá e a Praça da República. Quanta coisa bonita encontrei por lá. Muita arte, muito talento e criatividade. Me chamou a atenção a barraquinha da dona Vilma, que fica lá aos sábados, vendendo bolsas e carteiras feitas com sacolas plásticas de supermercado, daquelas que vão parar no bueiro, nas calçadas e rios... É possível reciclar, é possível fazer uso inteligente dessa montanha de lixo que se acumula mundo afora... Dona Vilma sabe disso. Comprei a bolsa e, desde então, recebo elogios e quando pergunto do que acham que a bolsa é feita ninguém advinha, tamanho o capricho da danada.

Outro passeio que adorei e, na minha opinião, é perfeito para crianças foi Paraty, no Rio de Janeiro. O lugar reúne praticamente tudo: praia, arte, história, literatura, floresta, cachoeira e culinária. Eu sou fã do lugar! Já perdi as contas de quantas vezes fui para lá. Meus filhos amaram o lugar. Tudo é tão brasileiro e bonito, nada dessa coisa de "made in china", lá você fala com o artesão, entende como é feito o quadro, escultura, tapete, anel, colar... seja lá o que for.

Os meninos passearam de barco e nadaram nas ilhas próximas a Paraty...

Andamos no Centro Histório


...e no fim do dia, fomos para a Biblioteca ler livros.



O lugar é pequeno, charmoso e aconchegante. Perfeito para receber crianças de todas as idades. É para lá que vão os livros da FLIP, evento literário realizado anualmente na cidade.
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Como mãe sempre tenho dúvida se tal livro é adequado para idade ou não do meu filho, às vezes arrisco, outras vezes prefiro esperar. Seguir a intuição é o mais importante. Foi assim que agi com o livro A árvore generosa. Não me arrependi. O livro fala de doação, generosidade, compartilhar... ops, ideal para uma criança de dois anos que, no auge de seu mundinho cheio de "é meu" e "não", aprendeu (um pouquinho) sobre dividir, doar...

2008 - Já faz um tempo que quero escrever sobre o livro A Árvore Generosa, do escritor norte-americano Shel Silverstein. No Brasil, o livro é editado pela Cosac Naify e ganhou tradução do escritor mineiro Fernando Sabino. Apesar de ser um clássico da literatura infanto-juvenil, traduzido para mais de 30 idiomas, confesso que não conhecia o livro até ler uma sinopse por acaso.

Na livraria mesmo, dei uma rápida lida e a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: será que o Tomás vai gostar?. A ilustração, também de Silverstein, é toda em preto e branco, e meu filho está acostumado com cores, muitas cores! Mas me encantei com história e, por isso mesmo, decidi comprar. Ao chegar em casa, Tomás já pediu para ler o livro. Com muita atenção, ele acompanhou a ilustração e escutou a estória do início ao fim. Pediu para repetir duas vezes. Ficava feliz quando o menino brincava com a árvore e muito triste quando ele cresceu, deixando a árvore de lado... Também perguntava porque o menino fazia isso e aquilo...

Na época, o Tomás estava com 2 anos, fase em que o não querer atinge seu pico. O livro me ajudou a falar sobre compartilhar, generosidade... dar sem receber nada em troca. Algumas mensagens ficaram claras, outras não. Hoje, com quase 3 anos, ele entende muito mais as mensagens do livro que ainda está entre seus favoritos.

Depois de ler e reler várias vezes, não posso deixar de comentar que o livro também passa uma mensagem de resignação, ou seja, falar sim sempre mesmo que isso signifique perder tudo. E uma das coisas que eu não quero é que o Tomás seja uma criança que abaixe a cabeça para tudo e tenha medo de falar não. Por isso, sempre tento mostrar os dois lados para ele quando leio a estória, quando é importante falar sim ou não, deixando em destaque a moral do livro: ensinar o que é amizade e generosidade. Quem se interessou pelo livro, pode conferir a estória antes de comprá-lo no site Contado Histórias.
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Meu filho Tomás adora pintar, desenhar, colorir... Outro dia fez um desenho e coloriu com pastel para a semana da Arte na escola. Fui voluntária e quando vi o desenho dele lá... quase não acreditei. Muito bem feito, me surpreendeu... Outras mães me pergutaram se ele tinha mesmo 5 anos... Hummm, como mãe me enchi de felicidade!!! A resenha abaixo é de um livro que fala sobre a biografia de grandes artistas.Bom ter conhecido livros assim, principalmente agora que tenho um filho com inclinação para as artes...


2007 - Tinha 12 anos quando me interessei pela pintura. E o que me despertou a atenção foi exatamente um livro sobre história da arte, que pertencia à irmã mais nova de minha mãe. Nessa época, não tinha noção da importância de pintores como Van Gogh, Miró ou Dalí. A beleza das obras me motivou a ler a biografia desses artistas. Na primeira tentativa, desisti. Difícil demais. Os textos imensos e as palavras complicadas me desanimaram, tanto que voltei a me interessar pelo assunto apenas alguns anos depois... nos meus 17, 18 anos. Uma pena, porque minha curiosidade poderia ter sido explorada na época, caso tivesse acesso a livros mais adequados para minha idade.

Nunca tinha pensado no assunto até ser mãe. Meu marido e eu não somos grandes conhecedores da arte, entretanto, apreciamos e gostaríamos que o Tomás também tivesse interesse pelo assunto. Mas como falar de arte para uma criança sem parecer chato? Encontrei a resposta na minha última visita à livraria ao deparar-me com o livro “O Coração do Senhor Gauguin”, da escritora canadense Marie-Danielle Croteau que, na minha opinião, teve uma idéia de gênio. Ela conta a infância de pintores famosos como Paul Gauguin, Picasso e Frida Kahlo, reunindo elementos biográficos e artísticos à sua imaginação.

Meu filho ainda é pequeno para entender o livro, indicado para crianças de 6 a 12 anos. Mas não resisti e li algumas páginas para ele. E não é que ele me surpreendeu. Prestou atenção nas ilustrações, principalmente no cachorrinho laranja que na história é o amigo imaginário do menino Gauguin. A história cativa a criança, pois trata de maneira simples assuntos de seu interesse: amigos imaginários, família e o amor dos filhos pelos pais. A ilustração, Isabelle Arsenault, é outro diferencial do livro que, antes de tudo, é um ponto de partida para apresentar a seu filho as obras desses grandes artistas.

O que conta a estória? Fala sobre a infância do pintor francês Paul Gauguin, que perde o pai durante uma viagem de navio ao Peru. Triste, ele vê no sol o coração de seu pai. Ao desembarcar no país, ele faz amizade com um senhor que o motiva a pintar. Seu primeiro quadro é sobre um imenso sol vermelho, que faz muitas pessoas acreditarem que o menino pintou a bandeira do Japão. Mas, na realidade, Gauguin havia retratado o coração de seu pai.
É hora de recomeçar de novo... (Saudade, friozinho e muita ansiedade!)
Eu gosto de encarar Agosto como o mês da segunda chance ou do pré-Ano Novo. Um tempo para recuperar a listinha de janeiro e começar listar aquilo que não começou, aquilo que se transformou ou até fazer uma nova lista. É com esse espírito renovado que declaro minha vitória em parar meia hora para escrever pra você.

SIM, essa foi uma das promessas que fiz no mês de agosto do ano passado: Comprometer-me com ativismo materno. E hoje começa a Semana Mundial da Amamentação. Bingo! (consegui!)

Cá entre nós, quando a gente se compromete com algo, o universo sempre nos surpreende. Quer uma prova? Participo desta Semana Mundial da Amamentação com objetivo de lhe convidar a conhecer uma rede de blogueiras, que raramente esteve entre os blogs amigos nesses quase seis anos de blogagem.

Ou seja, não são pessoas que conheço pessoalmente (ainda) nem que acompanhava há anos...Mas são pessoas que juntas representam um grupo que sempre admirei muito e sempre tive muita curiosidade de entender o que era aquilo. Trata-se da Parto do Princípio, uma rede de mulheres ativistas que lutam por nós. Nesta semana, dez PPzetes vão blogar sobre amamentação numa grande roda de conversas. Cada uma escreverá uma temática diferente:

Hoje estão previstos os blogs Amamenta Ipatinga e Saúde Mulher. O primeiro trará histórias de sucesso, enquanto o segundo contará a realidade do Banco de Leite de Dourados no decorrer desta semana. #ficaadica
Amanhã, terça-feira, começa uma exposição virtual pelo blog De Peito Aberto - inclusive você pode enviar foto e frase para as meninas via comentários aqui e o blog Fisioterapia e Mulher escreverá sobre ordenha e armazenamento.
Na quarta-feira é dia de falar dos Prazeres e Tabus da amamentação no Bebedubem.
O tema de quinta e sexta será o mote da campanha deste ano: Comunicação e os blogs que vão tratar do assunto são: Pro-Gestante, na quinta, e MaternaMente, na sexta.
O blog Cientista que virou Mãe também escreve na sexta, dando continuidade a uma discussão que começou em junho deste ano. Outro debate que fez alvoroço neste ano entra na nossa roda pelas mãos das Mamíferas, que vão falar sobre Amamentação em lugares públicos. Vale a pena rodar pelas PPzetes blogueiras cheia de dúvidas e vontades porque a ideia é criar uma grande roda de conversas assim como a que já rolou no grupo de mães Futuro do Presente, que publicou um consolidado sobre Amamentação.


Ufa!
E, pra fechar, as dicas da semana...Queria dizer que listinhas e metas ganham muito mais sentido quando a gente as formula a partir de um balanço de vida. Ou seja, só acordei para a importância do ativismo da amamentação depois que me propus olhar o passado da minha amamentação.
Bons #MAMAÇOS a todas!

Mãenifesto pela amamentação:

Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.
Assine nosso Manifesto: http://www.grupocria.com.br/