Mas não tenho dúvida de que nossos corações sabem e reconhecem essa necessidade de proteger as crianças. No facebook, a Pérola Boudakian também nos alerta que o caminho dessa blogagem pode estar invertido: Acho que o ponto central da reflexão é tomar consciência da existência do ECA e compreendê-lo no cotidiano, mas não com a possibilidade de "usá-lo" ou não, pq ela de fato não existe. Confesso que não caiu a ficha, mas imagino que Boudakian queira alertar-nos de que, independente do uso, o direito é garantido, construído e transformado pela evolução humana...
Enfim, Messa e Boudakian me fazem pensar que uma das razões pelas quais somos tão distantes do conhecimento do Estatuto da Criança e Adolescente é porque tais direitos são humanos, estão impregnados nas boas almas que compreendem o amor vivo no coração. Mas isso é muito filosófico agora. Que tal a gente dar as mãos naquilo que é visível a todos?
Ana Campos nos leva para sala de parto e, de aula. Ela escreve no seu post que, diferente do que ela descobriu sobre o ECA, na vida dela nada daquilo foi presente: não teve direito de ser acompanhada pelo mesmo médico na hora do parto nem de vaga para filha na creche. Será que seria diferente se eu e você tivéssemos lido sobre esses direitos na escola? Renata me fez pensar nisso quando sugeriu, no Facebook, resgatarmos a história da infância neste espaço de discussão.A Sylvia que lista os 10 princípios a partir da sua experiência diz que o Estado até se esforça em algumas situações, mas deixa claro o quanto há desafios para ela colocar em prática o que está na lei dentro da escola. Por outro lado, Syvlia traz uma lição e tanto pra quem ainda não sacou que direitos da infância são deveres de pais: ela deixou de ver novela depois que a filha nasceu...Soa estranho para você?! Pra mim, trata-se de responsabilidade familiar.
A Cozinha do Vurdóns lembrou a importância de metermos a colher na casa do vizinho ou parente quando se trata de responsabilidade com as nossas crianças. Nada adianta ter uma boa alma que só enxerga o umbigo: sim, depois do Estado e da família vem a comunidade e a sociedade. Portanto, devemos sim dar pitaco desde que seja para garantir os direitos das nossas crianças. Mas, pra isso, vale reforçar o post da Rô que nos mostra a importância de conhecer o ECA. Aproveite pra fazer isso conosco, respondendo no seu blog até dia 30/06: Direitos da Infância, o que são e pra que servem?
Eu agradeço a partilha de todos e prometo voltar na quarta pra continuar essa roda. Veja abaixo as postagens do Desabafo sobre a temática:
Direitos da Infância, só sei que não sei
Direitos da Infância, posso entendê-los?









