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Mães, mães… tenho uma boa notícia: estou conseguindo “domar” meu pequeno tirano. Mas, aviso, o processo é cansativo e exige PERSEVERANÇA. Não há espaço pra preguiça, deixa pra depois ou amanhã tento de novo. O processo é DIÁRIO.

Update: Você já respondeu nossa pesquisa sobre blogs de mães. Falta 24 respostas para atingir a meta. Prazo: HOJE: 30 de abril. Clica aqui e colabore!*

Dias depois de escrever esse post, procurei ajuda de pediatra, psicóloga e fonoaudióloga. Conversei muito sobre o temperamento, birra, choro e mania de bater e morder do Arthur. Primeira conclusão, depois de avaliarmos por um tempo seu comportamento, ele é uma criança que morde e ponto final. Morde quando está irritado, morde quando está feliz. Como ele ainda não se expressa muito bem verbalmente, é preciso ser consistente no “castigo”. Tentei vários e os mais eficazes foram:


1. Colocar no quarto para pensar no que fez e se acalmar. Lógico que ele voltava para a sala aos prantos, mas eu o colocava novamente no quarto uma, duas, três, quatro, cinco, seis vezes… até ele não voltar mais. Quando ele parava de chorar, eu retornava para explicar que não é legal morder e sempre que ele fizer isso vai ficar no quarto de castigo.
2. Prisão de brinquedos. Bateu, mordeu? O brinquedo, DVC ou livro favorito vai pra prisão: uma caixa transparente que fica em cima da geladeira, exatamente pra ele ver o que está apreendido. Não adianta chorar, gritar… vai ficar na prisão. No dia seguinte, retorno tudo pra ele, com a advertência de que se morder e bater, o brinquedo volta pra prisão.


Bater e morder muitas vezes é frustração por não conseguir se comunicar. Arthur tem a fala atrasada e só agora, aos 31 meses, começa a se comunicar verbalmente. Mais uma vez é preciso ter paciência para:

1. Não se antecipar às necessidades e vontades do filho e esperar que ele aponte, tente verbalizar o que quer.
2. Esperar um pouco antes de dar uma resposta ao filho. Por exemplo, se ele quer “balbuciar” que quer leite, você espera e pergunta novamente “não entendi, você quer uma colher?” “suco?” … ah… você quer o LEITE. Falar pausadamente para ele aumentar o vocabulário.
3. Sempre, sempre falar alto que está vendo, escutando, sentindo, pegando ou fazendo para ajudar o filho a aumentar o vocabulário e trabalhar a pronúncia.
4. Ler livros, muitos livros. Repetidamente os livros favoritos. No caso do Arthur chego a ler o livro “Um amor de balão” 20 vezes por dia, sem exagero. Repetindo pausamente as palavras e, sempre que possível, apontando o que é no livro.
5. Sempre repetir a palavra que seu filho falar de forma correta e pausadamente. Por exemplo: Arthur fala “lele” para leite, eu repito, ah.. você quer LEITE. Hoje ele me pede LEITE e não mais “lele”.
6. RESPEITAR o tempo do seu filho. Sei, sei… é difícil NÃO comparar… mas cada criança tem seu tempo. Eu quase enlouqueço quando vejo a filha da minha amiga, seis meses mais nova que o Arthur, contando até 10. Cada criança tem seu tempo.


Birra, choro e grito. Eis que a psicóloga que avaliou o Arthur me deu dicas que funcionam muito bem:


1. Se o seu filho estiver num ataque de choro e grito, não adianta tentar conversar ou acalmá-lo. Pense se fosse você tendo esse ataque de nervos... é a mesma coisa. Espere ele parar de chorar e, só então, converse, explique.
2. Redirecionar a atenção do seu filho. Por exemplo, sempre que Arthur está nervoso e começa a jogar brinquedos, eu falo que é perigoso fazer isso e que pode machucar alguém, mas ele pode jogar o travesseiro dele se é isso que ele quer fazer (jogar).
3. Evitar negociar… ou seja, não oferecer chocolate em troca de bom comportamento, pois regras são regras e precisam ser seguidas: não bater, não morder, escovar os dentes, não correr no estacionamento, não atravessar a rua sem segurar na mão etc.
4. Tentar canalizar a energia do filho, no meu caso, levo ele pra longas caminhadas.
5. Ajudar o filho a controlar as emoções. Sempre que Arthur está prestes a explodir, falo “repira fundo”… ele respira uma, duas, três vezes e muitas vezes passa.
6. Consistência. Jamais ceder às vontades, choros e birras do filho.


Agressividade. Nesse departamento conto com a ajuda maravilhosa das professoras dele, que ficam de olho para observar em que momentos ele se torna agressivo e como podemos prevenir isso. Em casa, eu evito gritar e nunca bato. Impossível combater a agressividade usando agressividade. Por mais que minha cabeça está pra explodir, respiro fundo, sento e falo em voz baixa com Arthur. Isso teve um impacto fundamental na mudança de comportamento do meu filho… Também sempre aviso as professoras que naquele dia ele acordou mal-humorado, ou seja, elas então ficam mais atentas para evitar mordidas e tapas.

Acho que é isso… vou tentar mantê-las informadas e compartilhar todas as informações que tiver sobre o assunto. O comportamento do Arthur está melhorando dia após dia… mas ele tem dois anos, ou seja, 100% é uma meta irreal. Mas ele parou de bater e morder na escola e, sim, está falando cada vez mais e consequentemente controlando melhor suas emoções. Boa sorte mãe! 


*Será que existem 100 Mães colaborativas em nossa volta? Essa é uma das respostas que teremos na pesquisa informal da blogosfera materna. Seja uma dessas mães blogueiras: colabore! Prazo: HOJE, 30 de abril.
A Roberta Fraga acaba de postar um apanhado sobre a Lei da Maria da Penha que vale ouro para blogueira consciente que tem coragem de dialogar sobre violência contra mulher. Coragem, sim, porque não é fácil reconhecer as diferentes violências que existem ainda dentro das nossas casas. Eu virei fã da Nina, que também aceitou o desafio de continuar a conversa que lancei aqui, no começo deste mês, a partir da entrevista com Gustavo Venturi sobre a manchete do Estadão. Você não leu o post dela ainda?

Seguinte: a Nina traz o ponto que eu considero crucial para gente refletir juntas: Apanhando de um homem? Hummmm, sorry, essa pergunta não é comigo. Eu não apanho. Mas você conjuga esse verbo quando seu marido lhe desqualifica pelo feijão salgado demais, pelo filho doente ou pela sua incompetência profissional. Atenção: o título da Nina é uma pergunta. Questione-se!

Sorry, mas eu sou mãe, nasci pra cuidar de feridas. Chega de fingir que nada acontece aqui ou aí. Logo, não fazemos parte da estatística. Portanto, não temos nada a ver com isso. Não sou a favor dos radicalismos nem quero guerra de guetos, mas quando divulgo link sobre isso, amigo meu vem perguntar se eu apanhei do maridão.

CHEGA! Você tem o direito de preferir a cegueira, mas eu não posso ficar calada diante da luz que vejo agora para colocar o fim na violência contra a mulher. E a coisa começa sempre no começo. Oia nois aqui tra veiz: o PARTO. O título deste post dá continuidade a vários diálogos em torno de outra questão Violência contra a Mulher começa em casa? É isso mesmo: questione-se! Eu não vou organizar blogagem coletiva porque o tema requer mergulho, coisa pra dentro mesmo, mas ei, acorde, blogar é refletir! O convite tá aberto, a porta continua escancarada, mas eu não vou bater na sua porta. A decisão é sua.

Nina e Roberta estarão sempre nos meus próprios diálogos. Ambas trazem o mesmo caminho que também vai de encontro com o vídeo que publico hoje, da parte 2 da entrevista com Gustavo Venturi. Trata-se do caminho da EDUCAÇÃO. Não sou a favor de convencer ninguém a optar pelo parto normal, mas fico puta da vida com a cultura do medo, da desinformação, da verdade médica, da cultura industrial da saúde e haja fenômeno e história para nos alienarmos. É muito poder concentrado pra gente perceber nosso lugar...Me sinto tão formiguinha que, ás vezes, prefiro esconder de atrás de bandeiras. Mas EU NÃO QUERO me esconder. Disso não. Tô aqui defendendo o direito das mulheres conhecerem o parto humanizado. Ele ( o parto humanizado) ajuda a reduzir essa violência que você sente na alma, mas não vê nem percebe. Duvida? Então, ouça a conversa que tive com Venturi sobre a manchete da Folha:

Fui, de novo, a ChocoChata da Páscoa. É a segunda vez que me torno inconveniente demais dentro de casa. Crio aquele silêncio constrangedor com frases curtas e grossas: "não acredito que vocês compraram de novo esse monte de chocolate" e, lógico, que extermino de vez o clima de confraternização. CHEGA, eu não quero mais esse papel na Páscoa de 2012! Por isso, começo agora uma nova missão: como não ser a ChocoChata na Páscoa de 2012. E, lógico, que conto com sua ajuda, topa?

Pra começar essa mudança sigo a célebre frase de Gandhi e, de cara, encontro um baita erro na minha postura. NÃO! Não se trata da inconveniência, mas do caminho que me levou a ela. Eu errei, errei muito ao delegar a minha responsabilidade à minha filha. Fiz isso quando sugeri a ela que ganhar muitos ovos era um exagero desnecessário e injusto. Eu usei minha filha para levar uma mensagem aos adultos da minha família.

Foto retirada daqui
Coisa de mãe irresponsável, egoísta, má, vai, vai, vai...pode cutucar. Agora eu sei que errei. Não fui madura o suficiente para perceber que, de novo, estava agindo no automático, de novo estava dentro do efeito da terceirização, da robotização, do exagero. Eu vou mudar agora e, de hoje em diante, quem vai assumir a responsabilidade de transmitir uma nova mensagem de Páscoa aos adultos da minha família sou eu. Sim, de adulto para adulto, sem intermediários infantis.

Não é fácil pegar as rédeas dessa mudança. Eu sei que não é possível transformar o outro responsável por aquilo que ele delega, também sei que o outro só muda se ele quiser...E, lá em casa na Páscoa, as frases ainda são aquelas alienadas pelo consumo: "coitadinha, ela é criança" como se a infância pascal fosse alimentada por chocolates. Imagina, então, como olham para ChocoChata?

Eu não sou contra comprar ovos de chocolate na Páscoa, mas sou contra o exagero. Que exagero? Quando cada adulto da minha família compra um único ovo, por mais simples que seja, minha filha sai empanturrada de sacolas, sacolas e mais sacolas da casa dos avós. Eu entendo a intenção de cada um, eu sei o quanto é dolorido não comprar nada e não há coisa mais ChocoChata que uma mãe que só reclama e nem agradece por tudo isso. Verdade. Soa até feio, mas não é. Eu entendo, mas eu preciso proteger a infância da minha filha. Proteger do quê? Do exagero! São quase 10 ovos de chocolates para uma única criança!!!!

Você, por acaso, percebeu que a pirâmide mudou...Tem mais vovô, vovó, tio e tia agora do que no passado. A criança que você conheceu não existe mais, aquela carência de tudo é coisa do passado. Lembra da importância que foi desejar aquele carrinho de pau ou aquela maça da vizinha, o quanto você lutou por não ter o que desejava? Imagina agora como será o desejo de quem vive o exagero das celebrações do consumo? 

Eu não estou sugerindo que você seja responsável pelos desejos não-realizados dos seus netos ou sobrinhos, mas apenas que você controle sua ansiedade de saciar os desejos da sua infância com a minha filha. Uma boa maneira de encontrar este equilíbrio é resgatar sua infância, saciar seu desejo de consumo e se responsabilizar pela infância da minha filha sem desrespeitar os limites da ChocoChata. Exemplo? 

Que tal organizar entre os adultos da família a compra do ovo desejado e alguns ovinhos pequenos. Esconda o grande ovo desejado num esconderijo e espalhe os ovinhos pela casa com recadinhos da família. Crianças adoram brincadeiras, adoram recadinhos e adoram surpresas. Ou seja, o consumo continua aquecendo a economia, o presente continua sendo dado, mas o jeito de fazer muda. Tudo isso dá trabalho, mas garanto que é melhor do que gastar tempo e dinheiro na fila do caixa. Alguma mãe por aí para dar outros exemplos?
AQUECIMENTO GLOBAL

foto retirada daqui

2010 DERRAMAMENTO DE PETRÓLEO NO GOLFO


foto retirada daqui

2011 TRAGÉDIA NUCLEAR NO JAPÃO

foto retirada daqui

Muita gente já viu essas fotos e leu sobre a tragédia ecológica que está destruindo nossa Terra. Alguns continuaram a viver como viviam antes e outros, não sei quantos, se conscientizaram a ponto de mudar o estilo de vida. Qual deles é você?

Hoje, 22 de abril de 2011, no Dia da Terra não quero divulgar aqui neste espaço que tal cidade apagou as luzes ou outras promoveram o dia sem carro, quero pedir conscientização e mudança. Não precisa ser muito, um POUCO já basta para fazer DIFERENÇA no MUNDO. Mas o que é esse pouco? Explico. Consumir menos. Reciclar. Economizar. Pronto, a mudança já está feita.

Não precisamos ser eco-chatos (mas às vezes é até bom ser um deles...) para contribuir com a preservação do meio-ambiente. Por exemplo, você sabe qual é o material utilizado para fabricar sacolas de plástico? Petróleo. São utilizados de 60 a 100 milhões de barris de petróleo, anualmente, na produção de sacolas plásticas, sim, aquelas sacolinhas que eles te dão quando você compra uma cenoura e um quilo de carne no fim do dia para fazer a jantar.

Sabe qual é o destino delas depois de carregar suas compras? Lixo. Algumas vão até parar no mar e matam, anualmente, até 100 mil tartarugas marinhas que comem as sacolinhas pensando que são comida.

Como você pode mudar? ELIMINANDO da sua vida a tal sacolinha plástica. No começo pode até parecer estranho, mas é fácil se acostumar. Hoje, quando esqueço minhas bolsas de pano, levo a compra toda solta no meu carro... ou encho minha bolsa de mão de batata, cenoura e maçã. Já faz parte da minha vida.

Hoje, no mundo todo, são consumidos até 1 trilhão de sacolas plásticas. Imagina se todas as mães do Brasil decidirem não consumir a danada... ufa, vai ser alguns milhões a menos nessa conta de trilhão. Faça a sua parte, recicle, economize e consuma menos... faz bem, pra você, pro seu filho e pra TERRA...

No Dia da Terra comprometa-se com ela ao adotar um novo estilo de vida, menos consumista e mais consciente! Topa?
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Essa foto retrata uma história de estudantes de Paulo Afonso, da Bahia. Foi uma das vencedoras do concurso ONU Verde, promovido pelas Organizações das Nações Unidas entre outubro de 2009 e junho de 2010.  É uma imagem para alertar gestantes sobre o futuro verde. É com essa imagem que convido a todos a lembrar do Dia da Terra, que neste ano cai justamente na Sexta-feira da Paixão, morte de Cristo. No mínimo, bastante simbólico. Mas não quero relacionar só o verde, a morte e a ressureição da Páscoa com o Meio Ambiente, acho importante também ver a Terra de forma mais sagrada. Como?

Lembra da história do outono? Então, acho que contar ao seu filho sobre o outono é celebrar o ciclo da natureza. A gente tá precisando de celebrações para se aproximar dos ritmos do planeta. E quando escrevo celebrações não me refiro SÓ a campanhas ou plantar sementinha na terra. Estou falando de tradições antigas, de coisas eternas como estação do ano, dia e noite, lua e sol. O ritmo da Terra nos ensina muito mais que a hora e a rotina pregadas pelos guias maternos da vida.

Ou seja, seria bom olharmos mais para o lado, para o outro, pra cima e pra baixo. Ou melhor, mais pra dentro. Papo de maluco? OK. Pode ser...mas não custa nada prestar atenção. Vai que de repente você se esbarra com uma Blavatsky e descobre o sentido da cosmogênese...Ou quem sabe resolve blogar agora sobre o Dia da Terra e descobre Lemúria. Enfim, topa refletir sobre a Terra? Então, programa o post como nós.
Fui! Boa viagem!
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Seguinte hoje é Dia Nacional do Livro Infantil. A lei existe desde 2002 - epóca de FHC - em homenagem a Monteiro Lobato. É lua cheia...É dia de Lobato, enfim, eu acredito que podemos fazer a diferença. Por isso, resolvi resgatar um velho projeto e tranformá-lo em novo de novo.

No ano de 2007, esse blog era escrito por um coletivo que acreditava no projeto Desabafo de Mãe, cujo objetivo era ser um site colaborativo para e com mães. Foi nessa época que surgiu a idéia do Rainhas do Livro: juntar mães para ler com seus filhos e partilhar suas experiências. Chegamos até distribuir 50 livros para incentivar tal movimento. Pouca coisa deu certo, mas a sementinha virou outros frutos e agora que volto a assumir as rédeas desse blog junto com a Sueli, resolvemos transformar a ideia em duas ações: uma destinada a blogueiras/blogueiros e outra a mães.


Ação entre blogs
Juntar de cinco até 20 blogueiras (os) interessadas (os) em escrever sobre literatura infantil para mães. A ação é simples, porém exige comprometimento dos interessados. Vamos trocar ideias, definir pautas e estabelecer metas de publicação de posts entre os blogs. É coisa séria!!! Ou seja, temos o objetivo de nos tornamos as blogueiras "especialistas" em livros infantis. Nossa meta é conversar com a blogosfera materna. E aí, topa encarar essa decisão de lua cheia?
 

Macho pode entrar desde que seja um blogueiro apaixonado por livros infantis. Temos preferência por quem mora na cidade de São Paulo. O motivo é simples: queremos tomar cafezinho juntos, irmos em palestras e livrarias juntos, lermos juntos, enfim, sermos juntos cada um com seu blog. Ah, detalhe: não temos intenção de criar nenhuma URL nova, mas de valorizar aquelas já existentes. Ou seja, é só pra quem já tem blog e se preocupa com o editorial.

Se você tem interesse de fazer parte deste grupo,  precisa enviar email para ceilasan@gmail.com com seguinte assunto: Eu Quero ser uma Rainha do Livro com texto que conte as razões pelas quais você quer ser este blogueiro. O prazo para envio do email é até dia 18 de maio.

Ação entre mães
A sementinha do Rainhas do Livro também pretende criar uma rede de 100 mães interessadas em ler com seus filhos, mas cujo interesse não representa uma obsessão pela literatura infantil a ponto de se tornar uma das blogueiras da rede. Entendeu a diferença?

Não tem nenhum comprometimento editorial. É coisa pra quem só quer fazer parte, trocar ideias sobre os livros infantis, dicas culturais, entre outras brincadeiras. Você também pode participar do cafezinho, mas não tem a responsabilidade de ir sempre, saca? Você também pode escrever no seu blog depois da nossa roda de conversa, mas não tem o comprometimento.

Para quem prefere participar, basta preencher esse formulário.
Eu nunca imaginei fazer um curso de Concepção Consciente antes de conhecer Carla Machado. Pra falar verdade, bem baixinho, nunca pensei em Con-cep-ção. Meu foco sempre foi contracepção. Ou seja, não engravidar enquanto não tivesse marido. Afinal, eu já desejava ter um filho desde que peguei a primeira boneca da minha vida, mas nunca sonhei em tê-lo sozinha. Meu medo era justamente esse: ficar grávida sem um companheiro. Esqueceu de onde eu vim? Afff, minha mãe me mataria e meu pai me daria uma surra.

Foi, então, só depois que conheci meu marido, tive minha filha, bloguei e recebi um email da Rê que fui entender esse jogo de palavras: concepção versus contracepção. Eu fui criada para não engravidar antes do casamento e, de repente, surge Carla Machado dizendo que podemos criar jovens cuja missão seja entender o momento da concepção para poder fazer suas escolhas. Opa! Tem coisa nova nesse momento do sexo. Ou melhor, não é só sexo! O quê? É uma oportunidade de criarmos homens fraternos.

É apaixonante descobrir essa magia da concepção, mas dá medo, assusta e a gente acha que não dá conta. Afinal, a novela, os dramas, o carnaval e o Ministério da Saúde nos adverte: use camisinha e boa! O negócio é fazer sexo com segurança. O resto... O resto deixa por conta da TV. Ela sempre dá um jeito.

Mas a gente que já se tornou mãe sabe que não é bem assim. É por isso que tenho muito orgulho de apresentar a vocês a ANEP Brasil. É uma entidade pra formar educadoras pré-natais. O que é isso? Gente que fala de Concepção, Gestação, Parto, Amamentação e os Três primeiros anos de vida de um bebê. Carla com sua trupe está oferecendo cursos gradativos. Eu diria que são pílulas de uma grande universidade para pais e mães conscientes sobre sua responsabilidade e missão. Vale a pena conhecer! Pra começar, segue o vídeo que acabo de publicar no You Tube:
 
Um grupo de mães resolveu escrever uma carta Alerta para nós:

Que futuro terão nossos filhos?
            
Ana Cláudia Bessa - www.futurodopresente.com
Cristiane Iannacconi - www.ciclicca.blogspot.com
Renata Matteoni - www.rematteoni.wordpress.com

Leia a carta na íntegra no blog Futuro do Presente

Acredite ou não, a foto acima causou polêmica e roubou preciosos espaços da mídia americana, tudo porque ilustra um menino com as unhas dos pés pintadas de rosa. Até especialista foi entrevistado pra falar que esse tipo de divulgação sugere uma "esterilização psicológica" (termo inventado pelo psicólogo) e que estamos sendo encorajados a abandonar a identidade dos gêneros" , além de incentivar meninos a "brincarem, agirem" como meninas.


Sinceramente, acho um exagero. Sou mãe de dois meninos e, vez ou outra, enquanto estou pintando as unhas dos meus pés, eles pedem para eu pintar as unhas deles... É apenas um momento engraçado entre mãe e filho e em nenhum momento estou pensando, julgando se meu filho é gay ou não, se isso vai mudar sua percepção do gênero masculino e feminino... peloamordedeus! Repito, é apenas um momento entre mãe e filho, sem nóia de achar isso ou aquilo...


Acho que esse tipo de julgamento precipitado e cheio de maldade é que precisa ser noticiado e especialistas deveriam utilizar esse espaço nobre na tv e no jornal para criar debates mais ricos, por exemplo, dar dicas de como educar filhos NÃO homofóbicos e cheios de preconceito... Me irrita quando uma não notícia vira notícia... que além de não acrescentar nada, julga!
Julgar ou não julgar, eis a questão!
Mãe Real julga, e muito. Mas mãe real não julga o outro. Julga a si mesma pela vivência do outro. É bastante diferente. É uma agressão pessoal que, na mídia, vira culpa. Mas eu classifico apenas como parte da trajetória. Faz parte da vivência de cada uma vivenciar conflitos para redescobrir caminhos, fazer escolhas e tornar-se mãe na prática.Ou melhor, mãe real.

Nunca vivi uma agressão psíquica ou verbal de outra mãe. Detalhe: também nunca li algo assim na blogosfera materna. Mas já constatei diálogos absurdos entre mães e não-mães (leia-se todos) na blogosfera. Por isso, pra mim, Bullying Materno é invenção do Estadão que virou pauta da blogosfera materna.

Mas essa é minha vivência, meu olhar, minha reflexão. É uma visão cega diante da imensidão da rede, mas o que vejo é fruto de uma história de quase quatro anos de blogagem. Descobri muita coisa nessa caminhada. Exemplos? A diversidade materna cheia de guetos que se interconectam por um interesse comum: ser a melhor mãe do mundo para seus filhos.

É raro encontrar mães que não buscam esse idealismo, mas até elas existem. Por isso, a intensidade de blogar de uma mãe soa agressiva, mas não é. Mãe real bloga sua prática, bloga no que acredita e tem a generosidade de partilhar seu aprendizado. Por isso, mãe real bloga seu melhor, se posiciona e aprende.

Na outra ponta - ou seja, dentro de casa - a mãe real vai modificando seu dia-a-dia, suas dores e seus conflitos a partir do seu excessivo julgamento sobre si mesma. E assim vai buscando um equilíbrio entre o que é possível, o que admira e o que incomoda. Puro autoconhecimento, mas nada de bullying materno.

E assim a mãe real vai se encontrando na blogosfera materna, buscando a sua interconexão entre todos os guetos. Sim, ela existe, por isso ainda somos todas iguais. Sem caminho do meio, sem agressão ao outro, mas com muita admiração ou repulsa. Confesso: eu admiro as mais radicais como a Tata que diz estar cansada desse tal bullying materno. É o que leio da vivência da Tata que busco pra mim, mas não pratico ainda esse idealismo que desejo. Por isso, me julgo, sofro muito, choro, ás vezes, me desespero. Mas mãe real sempre se recompensa com sorriso do filho ou o abraço apertado. Isso toda mãe real tem em comum principalmente aquela que se julga, que busca o seu melhor e que escolhe onde deseja chegar...

Mãe Real sabe que a mídia sintetiza, que a mídia tem espaço curto e as fontes da Saúde. Por isso, a mãe real aprende na prática que informação deve vir acompanhada de vivência. Não dá só pra se informar, é preciso refletir, julgar, questionar, questionar e questionar pra fazer suas escolhas. Mãe real sofre por não saber aquilo que a outra já sabia. Não é inveja, mas dor. E mãe real quando tem dor quer curar, quer cuidar, quer transformar...Não é egoísmo, mas vontade de salvar o outro. Sim, mãe real acha que pode salvar o mundo e aí quando pratica isso...alguém entende que isso é bullying. Coisas da mídia, ops, coisas da vida de mãe.

PS: esse post faz parte da blogagem coletiva promovida pela Carol. Atrasado, mas real.
Internet! Food Network. Se tenho que agradecer alguém além da minha mãe Sofia, é a tal da internet. Nela posso tudo, até aprender a cozinhar... Quel já leu sabe que não tenho afinidades com a cozinha. Gosto de comer bem, mas não sabia cozinhar... Sim, o verbo está conjugado no passado. NÃO SABIA. Não virei chef, mas posso dizer que faço pratos pra lá de saborosos... graças aos sites, blogs e programas que falam de comida, cozinha...

(Foto: Pavlova é a sobremesa favorita aqui de casa - copie a receita aqui)

Outro campeão de audiência são scallops (tipo de molusco conhecido no Brasil como "vieira"). Quem gosta de frutos do mar não pode deixar de experimentar...
É super fácil de fazer e eu sempre sirvo com arroz temperado com ervas frescas.

A receita por ser copiada aqui...

Indiquei alguns sites legais nesse post... E aproveito para indicar agora alguns blogs que eu adoro e fazem meu dia na cozinha muito mais fácil e saboroso! Pra começar, quem é que não gosta de pizza? Aqui em casa ADORAMOS e a nossa preferida é a pizza caseira, que a gente coloca literalmente a mão na massa... a receita que seguimos é do blog CuisineNie, que traz sugestões saborosas e saudáveis, principalmente para quem não gosta de carne vermelha.

Entre os blogs brasileiros, minhas sugestões são Rainhas do Lar, Panelaterapia (nome sugestivo...) e Homem na Cozinha. Seu filho é alérgico a leite e ovo, então dá uma olhada nesse blog. Isso é apenas o começo... a internet é vasta e as opções são infinitas, bon appétit!


Minha sugestão, vamos fazer desse post um cantinho para indicar para outras mães sua receita favorita!!! Deixe um comentário com o link da sua receita... Obrigada!!!!
Quando li a manchete do Estadão tive aquela RAIVA de quando a gente não aguenta mais ler de novo a mesma coisa. Corri para Fundação Perseu Abramo para tentar descobrir outro lado da história. Foi assim que descobri o slide 248 com 20 itens e um deles, SIM, quase me saltou os olhos: 86% dos maridos desqualificam continuamente a sua atuação como mãe. É o maior percentual da cultura da violência doméstica detectada na pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos espaços público e privado, que virou hit na listas de mães e manchete na maioria dos jornais.

Essa foi uma das razões que me levou a solicitar uma entrevista com sociólogo Gustavo Venturi com objetivo de desmistificar essa violência tão brutal onde Cinco Mulheres em cada dois minutos apanham. Minha inocência fechada nas quatro paredes do meu condomínio de classe média não podia acreditar que essa era uma estatística válida. Não! Isso devia ser um recorte dentro de outro recorte...

Foi com esse umbiguismo (e egoísmo) que comecei a conversa com Gustavo na intenção de defender que a amostra não representava a minha realidade já que só 14% tinha uma renda familiar acima de 5 salários mínimos (acima de 2 mil reais) e 16% tinha faculdade. Mas, sem me julgar nem dar aquele risinho que eu merecia, Gustavo disse que na amostra tinha gente privilegiada como nós e lembrou de novo que esse é o perfil da nossa população. Ou seja, somos mães que vivemos, SIM, dentro dessa amostra. Pertencer a isso é muito importante. Mas SE eu não apanho, o que tenho de comum com essa mulher e o que posso fazer para mudar essa estatística tão vergonhosa e tão antiga?

Muitas dessas respostas estão no vídeo abaixo. Quero e vou continuar falando delas aqui no Desabafo de Mãe, mas elas só farão parte do meu dia a dia se você também estiver disposta a trocar idéias sobre Casamento, Mídia e Sexismo. Quem topa começar essa roda de conversa?



PS: A entrevista com Gustavo ainda rendeu três vídeos, os quais serão publicados neste blog no decorrer do mês de abril de 2011. Fique alerta!
...Falta apoio, falta apoio, falta apoio e elas precisam de nós. Pra quem nunca ouviu falar de obstetriz, soa estranho. Pra quem navega pela web e conhece os espaços delas, dá a sensação de gueto. Mas elas não são guetos nem estranhas. Pelo contrário: são generosas, abertas e muito necessárias. Tão necessárias que podem atingir uma das metas do milênio da ONU. Isso não é pra qualquer gueto, mas para uma comunidade disposta a lutar para transformar o mundo sem se importar com o julgamento dos outros. Sem ter medo de levantar bandeira e gritar para o mundo: Acorda!



A gente precisa acordar rápido. Sair dessa dicotomia besta de Parto X Cesárea para juntas transformarmos o Brasil. Não dá mais para aceitar uma presidenta anunciar quase 10 bilhões para Rede Cegonha no mesmo instante em que a maior Universidade do País extermina uma semente que germina e transforma as cegonhas espalhadas pelo Brasil. Não dá. É por isso que eu convido a todas, no mínimo, para refletir além do umbigo. Tem medo do parto normal? Tem pavor da dor? Não vê sentido na bandeira da humanização do parto? Então, escute a ONU! Entenda que a prática de obstetriz pode transformar muito a realidade de quem deseja um parto normal. É preciso lutar pelo bem comum. Não podemos mais ignorar o outro.

Você que deseja cesárea tem todas as condições de realizá-la, mas e eu? Eu não. Eu preciso lutar, lutar muito, lutar de forma visceral. Preciso de vocês para parir do jeito que sempre sonhei. Eu ainda não conheci uma obstetriz na prática porque perdi minha gravidez. Sempre desejei parir, mas fiz cesárea. Sou daquelas que ainda choro por não ter tido conhecimento e informação suficientes para lutar pelo parto normal. Não me culpo mais, mas ainda choro muito. Não quero que outras mulheres chorem como eu. Quero que elas tenham a mesma liberdade de quem opta por cesárea. Por isso, assino o abaixo-assinado de apoio ao curso de obstetricia na USP. Não quero que essa luta seja um luto.

Precisamos da sua assinatura, do seu post, do seu apoio. Precisamos deixar nossas escolhas para lutar pelas escolhas. Manifestamos pelo direito de cada mulher escolher o papel que melhor lhe cabe no momento. Sem se sentir pressionada, desmerecida ou julgada pelo que decidiu não ser.
Manifestamos por parir de forma saudável, humana e tranquila e que essa seja uma decisão consciente da mãe. Amparada por uma equipe de profissionais da saúde que a respeitam, orientam, acompanham e zelam pelo bem estar dela e do bebê. Podemos contar com vocês?

"Mãe, já é primavera! Não parece, mas já é primavera", me contou Tomás animado ao avistar os primeiros brotos de tulipas nascendo no nosso jardim. Impressionamente seu entusiasmo e otimismo, enquanto eu só vejo neve em todos os cantos, ele conseguiu achar os brotinhos debaixo das folhas secas. Uma das vantagens de morar nos Estados Unidos é poder acompanhar a mudança das estações e, porque não, celebrar cada uma delas como faz todo americano.

É ideal o fato da Páscoa ser comemorada na primavera, pois seus significados sem dúvida se complementam... renovação, libertação e ressurreição. E é exatamente assim que entendo a chegada da primavera, estação que cheira ar fresco e inspira o libertar-se do excesso acumulado no inverno. Não é à toa que revistas e blogs trazem dicas, dicas e mais dicas sobre como recarregar a energia por meio de uma limpeza profunda da casa, do corpo e da mente.


Nina, do Entre Mãe e Filha, explica detalhadamente nesse post a influência dessa transição na nossa vida pessoal. Detalhe: amei as flores amarelas que ilustram o post, compro exatamente as mesmas para decorar minha casa no inverno. Acho tão boa essa sensação de "vida nova" que, há um ano, decidi fazer da primavera minha estação constante. Não é preciso esperar quatro meses para renascer, podemos renascer todos os dias, todas as semanas... todos os meses!!!

Como parte desse processo, evito o acumulo. Estou sempre de olho nos armários para doar aquela roupa que não serve mais ou aquela lata a mais de massa de tomate. Minha alimentação é saudável - apesar de apreciar um bom chili no inverno (substitua o peru pela carne moída) - e, o mais importante, respiro corretamente. Respirar é tudo! E fazer isso na primavera é melhor ainda...

Sei, sei... é outono no Brasil, tempo de cobrir e guardar-se. Minha dica, viva cada estação mas evite o acumulo, o excesso!
Tenho uma curiosidade. Como é seu jantar em família? Pergunto porque o meu é pra lá de frustrante. Explico... Quando era criança, adolescente, aborrecente... adulta... lembro do jantar em família com PAI, mãe e irmãos na mesa. Agradecíamos pela comida e depois saboreávamos o delicioso jantar, preparado com amor pela minha mãe Sofia. Nessa mesa, que suportou também momentos tensos, compartilhávamos o nosso dia, nossas vitórias e frustrações. Às vezes era só alegria, outras tristeza... Mas a família estava lá, reunida para suportar alegria e tristeza. O que tenho hoje? Exatamente essa mesa com a família reunida menos um, o PAI. E isso me revolta, me entristece, me dá angústia. Eu, como já falei MIL VEZES não sou de cozinhar... mas por causa do ritual em família, eu APRENDI a cozinhar e preparar a tal mesa para o jantar em FAMÍLA. Eis que meu marido viaja 70% do tempo dele e, quando está em casa, está no computador ou assistindo tv ou terminando o aperitivo antes do jantar. Ele está EM TODOS OS LUGARES menos na mesa. E isso me revolta porque tudo o que quero oferecer para meus filhos é o tal JANTAR EM FAMÍLIA. Eles não sabem o que é isso, praticamente somos uma família de quatro, que janta em três... Se vocês me falarem aqui e agora que isso é "NÓIA" minha, aceito. Mas eu acho que não é. Jantar em família é tradição, momento... é usufruir da companhia de quem você ama, é celebrar o amor em todos os sentidos, desde a mesa pensada e posta, do jantar preparado com ingredientes frescos e a disposição de estar, aproveitar e VALORIZAR da companhia da FAMÍLIA. Confesso, tá sendo um processo difícil aqui em casa... Mas não desisto! Jantar em família é essencial para que ela continua unida. Como é na sua casa?