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Segundona… vou lá dar uma lida no jornal e meu olho vai direto pra manchete “Clube obriga babá a usar branco e barra ida a restaurante”. Uma pergunta, qual é o ano que vivemos? 2011!!!! E isso ainda existe? Infelizmente, sim! Um absurdo, uma vergonha. Pior de tudo é que quem exigiu esse tipo de discriminação pensa que é diferente do “resto” da sociedade. Na minha opinião, ele é o estranho no ninho num país que, de acordo com relatório de 2010 da ONU, apresenta o terceiro PIOR índice de desigualdade no mundo.

Não é errado ter dinheiro. O errado é achar que o dinheiro lhe dá o direito de discriminar, exigir coisas que não seriam acatadas em nenhum país desenvolvido. Discriminar é crime. For a o exemplo que se passa à criança que vê a babá ter que se levantar do banco porque um sócio exigiu ou ver a babá ficar do lado de for a do restaurante porque é proibida a entrada dela no recinto. A criança cresce vendo e vivenciando essa discriminação e, o pior, assimila isso como normal já que nada é feito para impedir isso.

"É um constrangimento ilegal a empregada ter que se vestir de forma diferenciada e é absurdo impedir que ela entre no restaurante. Ser obrigada a levantar do banco é um apartheid social.” Segundo o coordenador de Direitos Humanos da OAB-SP, Martim Sampaio, entrevistado pela Folha.


Isso falado, resta saber se os clubes citados na reportagem tomarão alguma providência em relação ao problema. Eu, como mãe e cidadã, não permitiria que meu filho vivenciasse esse tipo de exemplo no seu dia-a-dia. Não é certo, não é normal e não deve ser relevado.

Nunca vou me esquecer das palavras de um chefe narcisista, ridículo que é rico e por isso age como ser superior, “os pobres são mais gordos porque eles só comem carboidratos, não têm dinheiro pra comprar proteína (carne)”, isso falado na frente do motorista gordinho que o aguardava para levar numa reunião. RI-DÍ-CU-LO! Não demorou muito, pedi demissão. Foi a melhor coisa que fiz, porque isso foi a gota d´água num copo que já transbordava de humilhação, desprezo e uso indevido do poder. Sim, o tal ex-chefe achava – e estou certa ainda acha – que dinheiro lhe dá esse tipo de poder, poder para discriminar.

Desde que a Ceila compartilhou sua experiência nesse post, pensamos em publicar uma série de posts para esclarecer e informar sobre o aborto espontâneo. Afinal, ela não foi a primeira e nem será a última mulher a passar por isso, mas, acredito, é a única pessoa que conheço que não teve medo de se expor de forma tão direta e transparente. Por que? Falar de aborto espontâneo ainda é tabu. Assim como é tabu falar de abuso sexual e infertilidade e exatamente por isso as pessoas preferem o silêncio.

Um assunto não tem nada a ver com o outro, se não fosse pela culpa. Sim, se somos abusadas sexualmente, se somos inférteis ou sofremos um aborto espontâneo, o primeiro sentimento que vem é o de culpa. Lógico que, racionalmente, isso é loucura. Mas a dor causada por esse tipo de experiência não é tão racional assim.

Eu, por exemplo, até agora nunca havia assumido publicamente que sofri um aborto espontâneo durante a oitava semana da minha primeira gravidez. Assim como muitas mulheres, optei pelo silêncio. Li e reli tudo sobre o assunto diversas vezes e cheguei até a consolar meu inconsolável e sentimental marido. Não chorei rios de lágrimas e nem fiquei horas e horas me martirizando para os outros. Mas, cá entre nós, no fundo, lá no fundo... escondidos atrás da minha máscara de mulher forte e racional estavam a culpa e o fracasso. Eu me senti completamenta fracassada por perder minha primeira gravidez, por perder a primeira oportunidade de ser mãe, por fazer meu marido ter esperança. Sei, sei... não foi culpa minha, racionalmente eu sabia, mas meu coração achava o contrário.

Isso aconteceu em janeiro de 2005. Achei pouca informação, poucos depoimentos. Até então, só havia conhecido uma pessoa que havia passado por um aborto espontâneo. Tudo o que li e aprendi sobre o assunto foi através de um livrinho super bem escrito que recebi no consultório médico e atráves das conversas que tive com minha ginecologista. A Ceila também ressaltou a falta de informação e o despreparo médico para lidar com esse tipo de situação, o que tornam uma experiência dolorosa ainda mais dolorosa.

Em posts, não consecutivos, vou explicar sobre o aborto espontâneo, suas causas, se é possível prevenir ou não, fatores de risco, complicações, testes e diagnóstico, estilo de vida e suporte psicológico para lidar com o assunto. Não há certo e errado, adianto, mas é fato que entender mais sobre o assunto nos ajuda a fazer a pergunta certa para o médico, a entender esse sentimento de culpa e fracasso. Recentemente, uma jornalista que admiro muito, Lisa Ling, deu uma entrevista relatando o aborto espontâneo que sofreu. Em suas palavras, o sentimento, assim como muitas de nós sentiu ou sente agora, foi de fracasso. Inspirada na própria experiência e no tabu que ainda é falar sobre o assunto, também nos Estados Unidos, ela criou com uma amiga, Sophia Kim, executiva de Mídia Digital, o site Secret Society of Women, onde mulheres compartilham experiências dolorosas anonimamente.

Parte I

O que é aborto espontâneo e quais são suas causas mais comuns?


De acordo com o Instituto Nacional de Saúde da Criança e Desenvolvimento Humano, aborto espontâneo é a perda da gestação antes da 20ª semana por causas naturais. Muitos dos abortos espontâneos ocorrem nas primeiras 10 semanas e, muitas vezes, até mesmo antes da mulher saber que está grávida. O aborto espontâneo pode ocorrer por diferentes fatores, alguns deles desconhecidos, nesses casos não há como prevenir. Entre os fatores que podem contribuir para o aborto espontâneo estão:

•má formação genética (ovo cego ou gravidez anembrionária) - quando problemas no cromossomo do espermatozóide ou do óvulo impedem o feto de se devenvolver por completo. Nesses casos, mais da metade dos abortos ocorrem antes da 13ª semana;
•infecção no útero ou cervix;
•problemas hormonais e doenças crônicas como diabetes não controlada;
•mulheres com a síndrome do ovário policístico têm três vezes mais chances de sofrer um aborto nos primeiros meses de gravidez que mulheres que não sofrem da síndrome;
•estilo de vida: mulheres que fuma, bebem ou usam drogas têm mais chances de sofrer um aborto espontâneo que mulheres que não fumam, bebem ou usam drogas.


O que não causa um aborto espontâneo?

Muitos aspectos da rotina diária de uma mulher – como trabalho, exercícios físicos, sexo - não aumentam as chances de um aborto espontâneo. Também não há provas de que o uso de anticoncepcional antes de ficar grávida aumentam os riscos de aborto espontâneo. Os enjôos matinais, muito comuns no primeiro trimestre, também não são fatores de risco, pelo contrário, mulheres que têm enjôo estão menos suscetíveis ao aborto.

A queda muitas vezes é indicada como possível causa de um aborto. Entretando, isso não é verdade, pois na maioria dos abortos o embrião ou feto morre semanas antes do sangramento ocorrer.

No próximo post... vamos falar sobre sintomas, diagnóstico e tratamento.
Prometo voltar aqui para contar um pouco da vivência que tive neste fim de semana. Por enquanto, vocês podem sentir o gostinho com a conversa que tive com Eleanor Luzes, durante evento da Anep:


O mundo em ebulição: Egito a caminho da democracia, mais violência descarada contra mulher e protestos e mais protestos violentos em Bahrein, Iêmen, Líbia, Argélia, Tunísia e Irã… E eu, sim, confesso, sou egoísta, preocupada com o fato da professora do Arthur me chamar num canto TODA SEMANA pra falar que meu filho MORDEU NOVAMENTE.

Se eu estava preocupada com o fato do Tomás bater, isso não se compara com o que vivo nesse momento: angústia total. Não é exagero. Arthur tem um gênio forte, ele é rebelde (sem causa?) e há três semanas ele chora o tempo TODO pra TUDO e, o pior, BATE, MORDE E COSPE.

Sinceramente, já estou a ponto de jogar a toalha… mas sou teimosa, durona e mãe. Mães nunca jogam a toalha. Ontem, minha técnica de castigo foi deixá-lo no berço para a se acalmar, mas tudo foi por água abaixo quando ele pulou do berço, caiu e arrebentou a boca. Sangue pra todo lado e um sentimento de culpa horrível, que só outra mãe mesmo pra entender a intensidade.
Pedi conselhos às amigas.

“ Ele precisa saber quem manda”

“Deixa chorar, se jogar no chão”

“Coloca no cantinho de castigo”


Sim, já fiz tudo. Com meu primeiro filho foi fácil resolver, apesar de na época não parecer. Quando penso no que vivo hoje com o pequeno Arthur, chega a ser pecado eu falar que o Tomás era um filho difícil…

Arthur é único. Genioso, colérico, temperamental, só faz o que quer e enfrenta qualquer pessoa, não importa a idade ou altura. O moleque é danado. Se ainda restava aquela vontade do terceiro filho, isso está se dissipando numa velocidade sem precedentes… porque, nessa altura do campeonato, Arthur precisa de muita atenção e dedicação. Não dá pra compartilhar isso com um recém-nascido, ele precisa da mãe em tempo integral.

Pode parecer loucura, mas acho que ele precisa de atenção, mimos e muitos beijos. Meu marido, que é a pessoa predileta do Arthur, viaja 70% do tempo dele e quando está em casa, está superhipercansado e preocupado com o trabalho (coisas da vida adulta), e eu vivi os primeiros 15 meses depois da chegada do Arthur com depressão pós-parto e super ocupada com tudo, menos comigo… ou seja, só fui ser medicada quando já não conseguia mais levantar da cama. E hoje, medicada com a pílula da felicidade e cheia de alegria sintética, quero conquistar coisas que vão além da maternidade, (re)trilhar meu caminho profissional, sair com amigas, fazer balé (pasmem!!! Fazer balé aos 37 anos - completados ONTEM - cheia de rugas e dobras) e estudar, ler, já disse sair com as amigas?

Mas antes de tudo, sou mãe… achava que seria uma mãe melhor se trilhasse meu caminho pra felicidade… Na realidade, é mais ou menos isso, com exceção de que meu filho tem dois anos e trilha um caminho que não traz tanta felicidade, aos menos para as crianças que ele morde e os pais que precisam lidar com sua ira diária.

Sim, meu segundo filho também bate. E bate forte. Às vezes penso se é porque, aos dois anos, ele ainda não tem o quarto completamente decorado, fotos espalhadas pela casa e o álbum de recém-nascido iniciado, se porque a escola que ele vai não é a mesma que o irmão mais velho frequentou, se porque ele usa roupas e brinquedos de segunda mão ou se ele mais acompanha as atividades do irmão mais velho que as indicadas para a própria idade… Não sei. Tudo é sentimento de culpa e vontade de querer acertar. Uma coisa garanto: os filhos podem até ter a mesma cara e o signo (como os meus), mas o conteúdo… sim… é COMPLETAMENTE diferente. É como ser mãe pela primeira vez!
Foto retirada aqui.
Eita semaninha produtiva...Haja aprendizado coletivo. Pode até ser fruto de tantas sementes jogadas, mas o fato é de que a gente só enxerga mesmo quando lê o post do outro. E, bem baixinho, sorry: isso é post de MESTRA. Só virei fã mesmo desta mulher depois que a Rê e a Ana colocaram essa mamífera de verdade na minha vida. Não foi falta de noção, mas de tempo mesmo pra acompanhar quem vale a pena.

Quer ver outra que vale a pena, mas ainda não consegui encaixá la de vez na minha rotina de blogueira? Eita, mamífera que escreve com a alma. Nunca li tanta verdade junta sobre #segundofilho como no post linkado e, olha, que neste mês li até artigo científico sobre a temática.

Eu já sabia que experiências são muito mais informativas que jornais e revistas. Aliás foi justamente tal convicção que fez eu tornar-me uma obsessiva por blogs e defensora do jornalismo cidadão. Larguei tudo por essa obsessão, em alguns momentos (confesso), até a família. Mas foi também essa inteligência materna espalhada que me mostrou que precisava acordar pra vida. Essa vida (mais offline que online) que a gente vive cheia de conflitos internos.

Pensei muito em o quê poderia partilhar da maternidade quando fui convidada a escrever no maravilhoso blog das Mamíferas. De novo, veio a tal obsessão, os conflitos internos. Ou seja, trampo. Ou melhor, tempo. E como isso está atrelado ao perfeccionismo, a cobrança feminina. Quando comecei a viajar nas coisas de mamíferas, achei que um caminho a seguir é o equilíbrio, a paz consigo mesma. E pensei: o quanto esse caminho é diário. Cansei só de pensar...Foi, então, que a mestra apareceu na minha leitura semanal e PUM!!! (Recomendo a todas as mães que sonham ser mamíferas ler Taís Vinha!!!)

A gente precisa deixar de ser "adulto" (na verdade, criança demais) quando se quer ser consciente com nossos filhos. Não dá pra cobrar tanto num mundo do consumismo. Senão, a gente corre o mesmo risco de deixar nossos filhos automatizados em frente à TV. Não é fácil deixar de ser 8/80, mas é muito mais fácil praticar a consciência na criação dos filhos, quando deixamos de cobrar tanto de nós mesmas. Ou seja, de ser 8/80.

PS: sorry pelo post confuso, desconexo, cheio de fragmentos...mas é só pra dizer: Obrigada, obrigada e obrigada! Apertem os links e tenham uma leitura válida.


 
Minha filha AMA maquiagem. Por ela passaria horas e dias em frente ao espelho, passando batom, sombra, perfume e...um creminho seria TUDO!!! É natural ela ter esse desejo da vaidade e também que ela brinque com esse feminino. Leia bem, cara diretora de marketing, BRINQUE!!!


Eu a deixo brincar com batom, sombra e fantasias, principalmente, quando tudo isso é de mentirinha. Tem batom-brinquedo, sabia? Ela brinca de pintar a boneca e, como não sai cor nenhuma, ela vai lá na caixa de lápis e lambuza as bonecas. Adoro ver isso. Mas odeio ter de levar a Malu no cabeleireiro, mas levo pra pintar as unhas. Não dá pra ser tão chata diante de tantas amiguinhas que pintam as unhas diariamente. Ela, cuja mãe é a mais chata do mundo, só pode ir uma vez por mês. Mas a tia, a vó, a madrinha dá sempre um jeitinho de deixar as unhas da minha filha dentro da moda. No ano passado, ainda tinha a escola contra mim. Agora, não! 

Eu não me tornei a mãe mais chata do mundo porque deixo ela brincar de batom, mas porque regulo esse tempo. Como eu disse, por ela, ela passaria horas e dias. Também não sou a mãe mais chata do mundo porque a deixo usar, ás vezes, um batom e uma sombra, mas porque regulo ela sair de casa toda empiriquitada. Como eu disse, por ela, sairia igual a barbie na rua. Lógico, que também não sou a mãe mais chata do mundo porque a levo no cabeleireiro, mas porque regulo a ida ao salão. 


Eu não me lembro de ter ido ao salão fazer unha antes dos 12 anos, mas recordo plenamente da emoção que foi fazer unha pela primeira vez na minha vida. Foi na minha comunhão (igreja). Pintei as unhas de rosinha bem clarinho. Foi um marco, um grande ritual. Agora, não tinha dúvida, eu estava crescendo: até pintava as unhas de verdade. Antes disso, eu só brincava de pintar as unhas com minhas amigas. Roubaram essa infância da minha filha e eu ainda me tornei a mãe mais chata do mundo. Coisas normais, né????

Vale ressaltar que a minha mãe nunca foi tão chata como eu porque, naquela época, não existia adulto inventando brinquedo de adulto. Não existia empresas globais brigando pra ver quem lucra mais no mercado bilionário da beleza ou do entretenimento.


A indústria da beleza sabe o quanto é responsável pela construção do imaginário mundial. É uma fábrica de desejos que determina o que é belo, quem é belo e como ser belo. Tive oportunidade de ler o livro Beauty Imagined – A History of The Global Beauty Industry (Beleza Imaginada – A História da Indústria Global de Beleza), do historiador Geofrey Jones, que mergulhou no negócio bilionário, pra fazer uma reportagem de economia. Entrevistei todos os bambambans brasileiros e fiquei pasma com o poder desses caras. É coisa de louco.

É um poder global, bilionário e, detalhe, segue alguns princípios perigosos: inovação/descartável (existe ranking de quem lança mais produto por país) e uma das razões dessa abundância de produtos é pela antítese da beleza. Explico: esses arquibilionários foram um dos poucos que sacaram como lidar com a globalização. Eles lançam milhares de produtos para atingir todos, e não correm o risco da padronização. Ou seja, mantém a escala global da produção, valorizam a diversidade e ainda explora os novos significados da beleza como saúde. Quanto mais novo o produto, mais lucro. Depois, pode jogar fora. E nós? KKKKKKKKKKKKKKKk, quem liga para mães chatas neste mundo? Nós precisamos comprar porque criança gosta, sabe!

Só neste domingo consegui ler sobre o geogirl. Não acreditei. Minha revolta é tão grande que tenho vontade de obrigar você a sair de casa pra bater na porta desses caras. O que me deixa mais p da vida é que a maioria vai comprar e eu vou ter de virar a chata do planeta. Afinal, que problema tem deixar a criança se lambuzar de creme contra envelhecimento? Elas gostam, né.

Ceila Santos
@ vamos fazer barulho se vcs resolverem lucrar aqui vendendo maquiagem e creme de envelhecimento pra crianças
18 minutes ago Favorite Reply Delete

PS: pra você que acha tudo normal. me acha exagerada e tudo mais. quem sabe você não acorda ao lembrar que a agora a indústria da beleza também vende felicidade. Ser feliz é estar bem. Tem noção o quanto de produto cabe neste slogan?  
“Mulher é bicho complicado”
“É um saco trabalhar com mulher”
“Mulher fala demais”


Acreditem ou não, escuto as frases acima muito mais da boca de uma mulher do que da boca de um homem. Confesso que eu mesma já falei muitas vezes que é difícil demaaaaaiissssss trabalhar com outra mulher, que prefiro trabalhar com homens, pois são menos complicados e blá, blá, blá… Totalmente sem noção, já que sempre trabalhei com mulheres e homens e, parando pra pensar, a dinâmica não muda: a relação chefe e subordinado é a mesma, a diferença é que a chefe mulher vai entender plenamente seu mau humor “tepeêmico”.

Por que será que somos assim?

Segundo a Dra e psicóloga de Massachusetts, Lynn Margorlies, “as mulheres são rivais naturais e, frequentemente, competem pelas mesmas coisas na vida”. E ela vai mais além ao afirmar que, para as mulheres, os homens jogam num campo completamente diferente e, por isso, medem o sucesso de forma distinta. O exemplo que ela dá é que seu amigo homem dificilmente vai sentir inveja se você contar que está grávida. Louco, não é? Não sei se concordo muito com o exemplo da gravidez, mas consigo imaginar o porquê do exemplo.

Mulher é um ser humano crítico por natureza e somos duras uma com a outra e ponto. Dá pra mudar isso? Eu acredito que sim. Tenho uma amiga que precisa emagrecer não 10 ou 20 quilos, mas 70 quilos ou mais… isso não pra parecer modelo da Victoria Secret, mas pra ter mais saúde, mobilidade e alegria de viver. A obesidade mórbida tira tudo isso de você e, pra piorar, o olhar crítico do outro só tende a piorar a situação. Muito fácil falar: “é gordo porque quer… é só fechar a boca”. Não é assim.

Depois de muito insistir, consegui levá-la para uma academia. Ela não ia exatamente por medo de enfrentar os olhares de outras mulheres. Fomos para a aula e, dito e feito, chegando lá ela estava superhipernervosa e me falou “você me trouxe para a cova dos leões”. Eu entendi exatamente o que ela me falava. Na classe tinha apenas um homem. E ele foi o único que não olhou de rabo de olho pra minha amiga. Todas as outras mulheres, entre um exercício e outro, davam uma checada nela. Cruel, pra resumir o que senti naquele dia. Me senti mal por colocá-la numa situação assim, mas ao mesmo tempo, senti raiva dessa mulherada. Afinal, se você vai numa academia é exatamente pra emagrecer e ter mais saúde, por isso, o olhar não deve ser crítico, mas encorajador, de orgulho de ver uma outra mulher tomando as rédeas para melhorar sua saúde e o estilo de vida.

Isso vai muito além… é histórico e, também, envolve relações de trabalho, condição social, religião e muitos outros aspectos culturais. Se você abrir o jornal, vai ler que lá no Afeganistão uma menina foi assassinada pelo pai e o irmão por gostar de alguém não aprovado pela família. Onde estava a mãe para defendê-la? Que na época da escravidão, uma mulher, Elizabeth Duparc, comprou 30 escravas com idades entre 12 e 30 anos e, acreditem ou não, para iniciar sua própria “raça” de escravos. Sim, é o que você está imaginando. Duparc pegou seu escravo mais forte para engravidar essas escravas e começar sua própria linhagem de escravos. Pergunta: como uma mulher pode fazer isso para outra?

Dá pra mudar ou ao menos minimizar essa rivalidade não declarada? Sim, tomara que sim. Como? Começando a nos defender. Muitos crimes já são cometidos contra as mulheres, pense no Congo, onde o estupro é a arma escolhida para humilhar, enfraquecer a gangue inimiga. Quem mais perde, a mulher, vítima do estupro. A pessoa que limpa sua casa não é menos que você, ela é outra mulher E-XA-TA-MEN-TE como você, com mesmos sonhos e vontades. A colega de trabalho que ganhou a promoção, não foi porque é mais bonita ou rica, mas por competência…. E por ai vai. Dá pra mudar, basta começarmos a nos auto-criticarmos! Difícil olhar para o próprio rabo, não é? Mas é fundamental pra gente tirar o foco do outro, já que competição, desigualdade e injustiça é praticado no mundo todo… exatamente contra a mulher.
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Resolvi bisbilhotar o Google antes de blogar o que vem passando na minha cabeça sobre o segundo filho. E, de novo, tá lá na primeira página diversos manuais de como deve ser...Todos batem na mesma tecla: QUANDO!!!????

    1. Esperando o segundo filho - Gestantes - Guia do Bebe
      Quando vocês trouxerem o segundo filho para casa, vocês dois já serão verdadeiros mestres no que diz respeito à paternidade/maternidade; não serão vocês, ...
      guiadobebe.uol.com.br/.../esperando_o_segundo_filho.htm - Em cache - Similares
    2. Segundo filho, A chegada do segundo filho Segundo filho


      segundo filho, vantagens, desvantagens, nascimento, segundo filho.
      www.portalsaofrancisco.com.br/.../segundo-filho.php - Em cache - Similares
    3. Crescer - NOTÍCIAS - Segundo filho: quando é a hora de engravidar ...


      No momento de decidir sobre ter mais um filho, as dúvidas são muitas. Com bom humor e planejamento, é possível superar os obstáculos.
      revistacrescer.globo.com/.../0,,EMI814-10515,00.html - Em cache - Similares
    4. Clicfilhos | Matéria: Prontos para o segundo filho


      Saiba como e quando pensar no segundo filho e qual é o "melhor" intervalo entre os ... A vantagem do segundo filho sobre o primeiro é que você já teve uma ...
      clicfilhos.com.br/ler/276-Prontos_para_o_segundo_filho - Em cache
    5. A chegada de um novo irmãozinho - O nascimento do segundo filho ...


      O nascimento do segundo filho traz sempre preocupações aos pais quanto à possibilidade do primeiro filho sentir ciúmes do irmãozinho que está por vir.
      www.alobebe.com.br/site/revista/reportagem.asp?... - Em cache - Similares
    6. O segundo filho - PLANEJAMENTO - Bolsa de Mulher


      Eterno debate: qual a diferença de idade ideal entre irmãos?
      bebe.bolsademulher.com/planejamento/materia/o_segundo_filho/.../1 - Similares
Foto retirada daqui. Descubra a razão do sorriso de Monalisa!
Não é por acaso que todo mundo tem uma opinião de quando você deve ter o segundo filho. Mãe, avó, tia e até alguém que você encontra na fila do banco te cobra o segundo filho. E todos obrigatoriamente tem uma justificativa para determinar esse QUANDO, criança sozinha fica muito mimada, pais que não tem segundo filho são egoístas, enfim, frases não faltam...Mas, e o resto?

Ou seja, NÓS!!! Já houve momentos em que o desejo era só meu. Depois só dele. Até que chegou a hora do desejo ser dela (minha filha). Essa troca de desejos vai se tornando tão intensa que aquele desejo que tive morreu com a mesma intensidade que nasceu, assim como o desejo dele. Depois, voltou. E, agora?

Ter, ou não ter, não é a questão. Muito menos definir o quando. Percebo que o segredo está em ouvir esses questionamentos. Essa transição maluca de desejos vai nos preparando, colocando pouco a pouco os ingredientes pra gente cozinhar, mas só quem pode pegar essa panela pra botar no fogo somos nós. E não dá pra fazer sozinha (não tô falando de sexo, que neste caso, também não dá pra fazer sozinha), é preciso cultivar essa troca de desejo para transformá-lo em planejamento. Ninguém conhece a sua casa ou sua conta de banco a nãos er você. E, detalhe: por mais que sejamos da mesma classe social não somos iguais.

Uma hora é ele quem lembra da grana. Na outra, vai ter de ser você. Tem dia que é você que se preocupa com a casa, mas é ele que lembra da sua alimentação. E assim a gente vai descobrindo esse quando. Precisa estar alerto porque o quando não começa na concepção, mas muito antes do que você imagina. Pra deixar de imaginar é preciso ouvir a si mesma e aos outros da família. Ou seja, seu marido e primeiro filho. Latida de cachorro não entra.

Eu ainda tô aprendendo a ouvir os desejos da casa. Ela não tem vida só pelos humanos, mas o ambiente fala. Demorei muito para encaixar na minha mente uma segunda cama no quarto da Malu. Tanto que cheguei a comprar uma cama ridícula pra Malu, e muito cara. Chegamos até pensar na aquisição da segunda casa e isso fez a Malu pronunciar que não gostava do nosso AP. (afffffffffffffffff, como a gente erra). Tô ainda aprendendo a me perdoar, a nos perdoarmos...Agora, penso em mudar de quarto. Mas não basta pensar, só mesmo na prática pra gente ter certeza. Ou seja, precisa-se agir! Tudo isso, pra mim, faz parte do quando. Mas, definitivamente, ter o segundo filho não é só pensar no quando. Mas, o que mais é preciso pensar?