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Dizem que depois que abrimos os olhos, a gente deixa de enxergar a escuridão. Eu demorei muitoooooooooooo para perceber o poder da imprensa para dar sentido às nossas vidas. Mas, agora, basta ler o título para identificar o quê precisa ser denunciado: Mulheres buscam homens que as sustentem, diz estudo

Eu não conheço nenhuma mulher que se dedica à maternidade 100%, cujo objetivo tenha sido encontrar um marido que a sustente, mas entendo que a maioria das mulheres que está fora do ambiente de trabalho ao ler esse título preconceituoso possa se identificar com este ab-sur-do. E, o pior, sofrer por isso, se sentir culpada e ainda ratificar o preconceito da maioria das outras mulheres, que a olha com desprezo por ela ser madame. Como senão bastasse difundir o ódio entre as mulheres, o título da notícia é uma sopa com açúcar para os homens, principalmente, aos velhos machistas que se acham a última bolacha preta do pacote de "poder sustentar" uma família. E, o pior, difunde ainda mais o PODER dos homens sob as mulheres.

A Dona Michelle Ackar - a repórter que escreveu isso - traz no primeiro parágrafo a questão histórica que contribui para os preconceitos, as culpas e o poder masculino ao escrever a seguinte frase:
Depois de batalhar para conquistar espaço no mercado de trabalho, muitas mulheres estão novamente brigando para reconquistar o direito de ficar em casa.
Preste muita atenção na força das palavras grifadas porque são elas que retratam a briga entre a maternidade e o trabalho. A luta que eu conheço e vivo não tem nada a ver com que a Addar descreve porque não se trata de volta ao passado ou de abandono aos "direitos"  conquistados. Quando a gente se manifesta pela valorização da maternidade consciente a gente briga justamente pelo respeito da mulher como mãe assim como do homem como pai. Não lutamos pelo direito de ficar em casa, mas pelo direito de agir como mãe.

Pra variar, a notícia do Terra trata-se de uma pesquisa internacional que os jornalistas pegam os resultados e fazem a festa pra criar manchetes preconceituosas. Eles não informam o objetivo da pesquisa, a metodologia, o contexto, enfim, nada que possa nos dar noção de onde e como surgiram esses números. O que vale é vender os números - como disse no post anterior a gente tá cada vez mais acostumado a comprar, ainda mais coisas práticas como números. Vale pensar um pouco nisso:
Este é o resultado de uma pesquisa conduzida pela renomada London School of Economics. O percentual de mulheres que afirmou desejar a situação beira os 70% (veja item 4):
1) As mulheres ouvidas afirmaram preferir casar com um homem que possa mantê-las em casa; (E quantos homens preferem o contrário?)
2) 64% desejam encontrar um homem que ganhe mais do que elas; (E quantas desejariam encontrar um homem que ganham igual a elas? Pergunta sem noção.)
3) Nenhuma afirmou querer ter como companheiro alguém que ganhe menos; ( sem comentários!!! porquê eu desejaria que meu marido ganhasse menos que eu?! Pergunta sem noção.)
4) 69% disseram preferir ficar em casa cuidando dos filhos se o dinheiro não fosse insuficiente; (Não sabemos como foi a pergunta nem o método da resposta, mas acha que quem prefere cuidar dos filhos está lutando pra ser sustentada pelo marido?)
5) 19% afirmaram querer que o parceiro seja mais bem-educado do que elas; ( Ou seja, 81% das mulheres lutam pela educação!!!!)
6) 62% preferem dividir uma relação com pessoas com o mesmo nível intelectual que elas. ( Estranho, mulheres que desejam ser sustentadas lutar pelo desejo de ter um companheiro dentro de casa, com o mesmo nível de educação... e como fica o item anterior. Afinal, a disputa pela educação existe, ou não?)
São notícias ridículas como essas que espalham o preconceito, que vendem muito e que dão audiência. Vejam os comentários da notícia e entenda algumas das razões de você se sentir culpada quando deseja cuidar mais do seu filho ou das brigas insanas que tem com seu companheiro quando busca as soluções financeiras para manter a casa saudável e por aí vai. Por isso, a maioria ainda não entende a razão de se manifestar pela maternidade no Brasil.
Foto retirada do G1
Eu comecei a pensar no pós-tragédia depois que vi a entrevista no Roda Vida com Jaime Lerner, que traz a mesma mensagem de tantas outras referências na minha vida: tolerância, diversidade, consciência e, principalmente, SONHO. Foi, então, que comecei a pensar na mobilização social estimulada pela mídia para as doações. Quanto mais zapiava, mais ouvia sobre a Cruz Vermelha e outros lugares onde nós podíamos fazer algo. Fácil, rápido, prático e, o melhor, trazia a sensação de consciência tranquila.

Porquê a TV não aproveita e faz a mesma campanha para reinvindicarmos? Porquê, além da Cruz Vermelha, não se divulga os endereços dos órgaos fiscalizadores da Habitação? Porquê não há mobilização para exercermos a cidadania, além do voluntariado? Posso estar pirando, mas pensei que uma das razões pode ser pelo consumo. A imagem que mais vi na TV foi de caixas e caixas de água mineral. Ninguém guarda água assim na despensa. Com certeza, muitos compraram e alguém lucrou. Antes que você entenda mal o que estou dizendo: eu não sou contra as doações. Só acho que doar é MUITO POUCO para um país que precisa de tolerância, diversidade e de sonho.

O que eu critico é o uso do poder da mídia. Podia ter ido além...Poderia, por exemplo, estimular o povo brasileiro reivindicar água para as engarrafadoras do Brasil. Ligue para CocaCola e sugira uma promoção solidária. Cada ligação valerá um litro de água doado ao povo das enchentes. A mídia pode fazer isso. Às vezes, sinto que só ela pode fazer isso. Nós, mães blogueiras, temos muita dificuldade para fazer junto. A mídia, com certeza, nos uniria em questão de segundos como fez agora.

Mas tem uma coisinha que eu também fiquei pensando: se a mídia resolvesse ir além agora, nós teríamos de deixar de conjugar o verbo consumir para praticar o tal reivindicar...E, isso, definitvamente: não é fácil, não é rápido, não é prático e, o pior, não faz você dormir tranquilo como faz a campanha da doação. Ao invés de ficar com a consciência tranquila, reivindicar tornaria sua consciência ativa. Affffffffffffff, melhor não...eu sei do que falo. Tive várias insônias pensando nisso tudo.

Mas continuei sonhando...E surgiu a oportunidade de pensar numa pauta no curso de jornalismo que estou fazendo. Sugeri justamente essa minha "insônia": qual seria a pauta ideal pós-tragédia, a galera aceitou e essa discussão pode ser acompanhada via twitter com a hastag #desafiodigital ( mais informações no meu outro blog). Temos prazo pra entregar a pauta, mas podemos continuar conversando sobre isso, caso tenha interesse. A idéia lá é pensar nas ferramentas digitais que poderiam fazer a diferença para a mídia cobrir o pós-tragédia. Nossa conversa por lá, no entanto, pode ir além: questionarmos a cobertura da mídia sobre a tragédia. Vale lembrar que a mídia só funciona no ritmo do que é novo. Depois que as águas de março forem embora, a doação perderá o sentido na TV. Então, restará só nós: o que faremos?

Ontem comemoramos o Martin Luther King´s Day. Ótima oportunidade para conversar, mais uma vez, com Tomás sobre desigualdade, racismo e a percepção em relação ao diferente. Lemos um livrinho que conta de forma bem simples o sonho de Martin Luther King Jr: um mundo onde crianças de todas as cores podem brincar juntas e frequentar a mesma escola. Tomás me contou, com tom de indignidade, que no passado os afro-americanos** eram sempre os últimos nas filas e não podiam se sentar nos ônibus, pois os assentos eram reservados para os brancos. E acrescentou "this is not fair"! Não, não é...

Converso sobre raça com meu filho desde muito cedo. Ele sabe que existem pessoas boas e más, não importa a cor e que jamais devemos julgar o outro baseados na sua aparência, cor e sexo. Todo mundo tem sua beleza e importância nesse mundo. No ano passado, depois de muitos questionamentos, decidimos transferir nosso filho para uma escola pública, principalmente pela diversidade. Para mim, aceitar e viver essa diversidade é tão importante quanto o currículo escolar, talvez até mais, porque vai ter um impacto positivo no caráter e na formação da criança.

Nessa reportagem especial da CNN, conduzida por Anderson Cooper, é mostrada a importância de se discutir sobre raça dentro de casa. Muitos casais brancos não abordam o assunto, talvez por não terem que lidar com o assunto no dia-a-dia, ao contrário dos casais afro-americanos ou interraciais, que precisam preparar os filhos para uma possível situação hostil (o que infelizmente ainda acontece). A resposta das crianças, cujos pais discutem o assunto dentro de casa, foi de que a cor do boneco não tem influência alguma na beleza ou caráter dele.

Pode parecer coisa do passado esse papo de branco e preto, mas não é. Seu filho não vai se deparar apenas com a diversidade racial... há muito a ser discutido dentro de casa: diferenças sociais, portadores de deficiência física... E como você, mãe, lida com o assunto dentro de casa?

**Nos Estados Unidos, utilizamos a terminologia black ou afro-americans, porque negro "niger" é extremamente ofensivo. No Brasil, ainda se discute qual a terminologia mais adequada se preto ou negro, eu prefiro afro-brasileiro...)
Desce....


Limpa...


Sobe...


... pra começar tudo de novo!!!! Haja energia pra brincar com os meninos... Não sou fã do frio, mas como não hibernamos como os ursos, o jeito é sair de casa e encarar os graus abaixo de zero!

O engraçado é que meus filhos parecem não se importar com a neve ou o vento gelado... ai que saudades do meu Brasil!!!!!!

Podem me chamar de louca, mas depois de jurar pra meio mundo que não teria mais filhos… eis que começo a pensar no terceiro. Terceiro? Sim, eu sei… loucura demais! Aliás, me sinto completamente insana quando penso nisso! Racionalmente, minha decisão é não, mas confesso que quando fecho os olhos consigo ver um bebezinho gorducho e cheiroso nos meus braços…

Exatamente agora, quando vejo o Arthur se jogar no chão gritando e chorando, penso: não vou ter forças pra viver pela terceira vez a fase dos “terríveis dois”. Eu nasci pra ser mãe de bebezinho. Adoro ficar grávida, ir para o hospital… ficar horas em trabalho de parto e curtir aquela sensação única de segurar o filho pela primeira vez. Também não me importo de acordar mil vezes durante a noite para amamentar e trocar o bebê. Mas a fase de um a dois anos e meio… aiiii… isso sim é um obstáculo pra mim!

Pra aumentar a minha dúvida, pra todos os lugares que vou vejo uma mulher grávida ou segurando um bebezinho… Ai quevontade! Meu marido é louco pra ter um terceiro filho, mas ele não precisa mudar completamente seu corpo ou seu dia-a-dia pra ser pai novamente! Eu sim. Terei que adiar por mais alguns anos essa vontade de trabalhar e voltar a estudar. Não que isso seja ruim. Afinal, ser mãe, acredito, é uma opção da mulher, ou ao menos deveria ser.

Mês que vem completo 37 anos! Ou seja, também não sou mais jovem a ponto de poder esperar alguns anos pra decidir se quero ou não ter o terceiro filho… Mas quando paro e olho o que tenho hoje, me sinto feliz. Tenho dois filhos saudáveis e tempo pra ser mãe deles. Um bebê agora limitaria demais essa dedicação, mas ao mesmo tempo… eu sei que ainda há muito espaço nessa família e no meu coração para acolher mais um filho.

A dúvida do terceiro filho é diferente da decisão de ter um segundo filho. O segundo, como expliquei neste post, já estava praticamente decidido, restando saber quando seria o momento ideal, já que nos acostumamos com a independência do primeiro filho e, lógico, com a nossa própria independência.

Algumas pessoas me falam que o difícil é partir de um para dois filhos e que o terceiro praticamente “cresce” sozinho. Outros me falam, com três filhos você não tem tempo pra mais nada na vida, além de ter uma casa que NUNCA fica em silêncio… O que vocês acham? Como essas mães conseguem?

Ainda focando no assunto “monstro”, vulgo “afazeres domésticos”, confesso que o meu inferno pessoal sempre foi a cozinha. Sim, a cozinha. Eu nunca me dei bem com as panelas. Minha mãe e irmã são cozinheiras de mão cheia. Gostam de cozinhar e preparam pratos pra lá de deliciosos… uma pena não morar perto delas. Saudades do yakissoba da Dona Sofia (minha mãe querida) e do nhoque de batatas da minha irmã Aline (o namorado dela passa bem).

Ao contrário de mim, a Ceila sempre desabafou aqui no blog sobre sua dificuldade em criar uma rotina que inclui as tarefas domésticas. Eu vivi esse inferno em silêncio. Eu nunca declarei aqui meu ódio em relação a cozinha… Até casar, NUNCA precisei cozinhar, por isso tinha a ilusão que nunca precisaria cozinhar na minha vida. Me virava muito bem com um restaurante de quilo no almoço e um prato congelado para o jantar. Muitas vezes queijos e um bom vinho… O que mais você precisa?

Bom, casei… e ai que começou a minha batalha DIÁRIA com as panelas. Meu marido é daqueles que comem em casa, mesmo sábado e domingo, quando TODO MUNDO corre pra uma pizzaria ou um restaurante. Ele não, ele quer comer em CASA. Só pra resumir, nos primeiros dois anos de cozinha: joguei muita comida fora, cortei minha mão e precisei correr para um pronto socorro pela profundidade do corte, meu marido bebeu litros e litros de água (muito sal!!!!!!!) e eu quase me separei por achar que não dava conta de ser esposa!!!!!!!!

Mas ei que, depois de mais de SETE ANOS de casada, fiz as pazes com as panelas. Sim, PAZ TOTAL. Hoje, eu gosto de cozinhar e, modéstia a parte, sou uma boa cozinheira. Preparo coisas que até eu me assusto. Mas pra chegar até aqui, foram anos de choro, de ódio, de revolta… mãos cheirando alho… Enfim, quero dizer que sim, há uma luz no fim do túnel pra qualquer caso perdido. Se eu, que nem sabia que um atum na lata não vinha em formato de peixe (acredite!!!!!!), posso preparar um Crème Brûlée delicioso e risotto de shitake com trufas negras… Sim, você pode fazer qualquer coisa! Desde que haja persistência. Eu fui persistente demais. Entre lágrimas, ódio e revolta, fiz prevalecer o EU POSSO.

Hoje um dos prazeres da minha vida é visitar a feira nos fins de semana, comprar produtos orgânicos deliciosos e preparar um prato inusitado, saboroso e bonito… afinal, a gente também come com os olhos…

Meu filhos agradecem… e pra mim, não tem recompensa melhor!

Sites que me ajudaram nesse processo:

www.panelinha.com.br
www.foodnetwork.com (atenção para Ina Garten – Barefoot Contessa – que prepara pratos maravilhosos, muitos deles franceses; Giada de Laurentiis – Everyday Italian – prepara pratos deliciosos e simples de fazer (maioria italianos); Rachel Ray – jantar em 30 minutos ( quer coisa melhor?); Sandra Lee – mistura produtos frescos e semi-prontos pra facilitar o processo; e Ellie Krieger – pratos saudáveis e com poucas calorias).

Bon appétit mes amis!!!!!
Gente, bem baixinho, vou confessar: 2011 será o ano do ponto final da saga dos afazeres domésticos.Eu sou teimosa, igual ao burrinho de Natal, e resolvi encarar essa mudança. Pra mudar, não tem jeito: tem de ser radical. TEI-MO-SO. Portanto, sorry, vou defender meus cacos no chão. E com isso, sorry, não vou agradar você nem te respeitar. Pelo menos, não agora. Eu quero tomar rédeas dos afazeres domésticos.

Chega de briga. Faz tempo que a vida tem me preparado para essa luta. Quem frequenta aqui sabe o quanto eu sofri quando a diarista sumiu. Encarar essa luta exige planejamento. Estou justamente nesta fase: de olhar do que se trata aquilo que quero. E, pasmem, descobri que o que quero é invisível: como planejar o invisível?

Vale partilhar minha descoberta.
Lá, no mundo dos donos dos saberes, eles resolveram criar a expressão Trabalho Invisível para tudo aquilo que não se encaixa dentro das teorias que dão sustento pro mundo ser o que ele é. Os tais afazeres domésticos tá dentro desse caldeirão. E, pra dar jeitinho de torná-lo visível, os economistas (sempre eles) resolveram usar uma lupa mágica pra mensurar o danadinho. Resultado: de 2001 a 2003, o invisível virou R$ 185 bilhões. Pra quem quiser aprofundar, veja aqui.

Mas, eu não quero nenhum centavo disso. Eu quero tomar rédeas da minha família e isso implica, sim, troca, tempo, valores, mas nada monetário (sorry!). Não sei se existe troca justa dentro de uma família. Até porque as coisas que eu lido são muito maiores do que a justiça dos homens. Mas os economistas me fizeram pensar fora de casa. Ou seja, nossos filhos também sofrerão como eu pela falta das diaristas?


Você já parou pra pensar sobre isso? Porque não tem jeito de transformar o mundo se continuar existindo empregadas domésticas, ou tem? Elas precisam ter melhores condições de vida, vão estudar, vão buscar outras alternativas. E, aí, quando o mundo estiver mais justo, o serviço delas vai ser um luxo. Ou seja, só pra rico mesmo, que acumula lucro. Minha filha não estará dentro dessa minoria. Ela fará parte da mesma minoria, a qual eu pertenço. Então, comecei a pensar que se a gente não preparar nossos filhos para ter hábitos domésticos, o mundo vai continuar igualzinho de Gengis Khan. Ou seja, colonizado.

Por isso, enquanto as aulas não chegam...conta pra mim seu segredinho: quais são as tarefas domésticas que seus filhos já assumiram dentro de casa?
Eu ainda não tive o tal descanso, continuo na passagem para 2011 e pretendo começar mesmo o ano quando as aulas voltarem. Mas, como já estou sob o domínio do relógio, com uma pressão enorme na minha cabeça para entrega do artigo, que finaliza minha especialização, adivinha? Yes, deu vontade de blogar.


Imagino que você também esteja assim, naquele clima ainda de virada, tudo ainda de pernas para o ar e com o ritmo totalmente fora de hora. É, por isso, que escrevo agora propondo algo para depois das aulas, quando a gente realmente tem fôlego para recomeçar...E, no meu caso, tenho encarado o ano de 2011 como um REcomeço mesmo. Prova disso é que o papo que quero ter contigo é de Janeiro de 2010. Naquela época, citamos Badinter, Scavone, Maushart , criamos em conjunto e páramos por aí. Talvez, agora, seja a hora do segundo passo: escrever junto, pensar junto, divulgar junto e, talvez, transformar a cria.

Escrever entre blogs é uma idéia velha, quase arcaica para os tempos de hoje. Mas, na prática, é uma inovação du cueiro. Eu, pelo menos, não conheço nenhum grupo DIVERSIFICADO que tenha feito isso antes. Grupo de escritores, jornalistas ou até blogueiros profissionais já fizeram, mas nenhum deles com o objetivo de transformar o mundo.O motivo é simples. Fazer isso é difícil, exige comprometimento, dedicação, leitura...Ou seja, tempo. O tema sugerido é cansativo, dolorido e, o pior: complexo demais. Como escrever junto sobre a invenção da maternidade? 


Não tenho a resposta. Até porque acredito que ela deva ser coletiva, mas tô cheia de opinião. Acho que o ponto de partida é o conhecimento. Ou seja, a leitura citada. Pelo menos para esse primeiro ciclo do ano. Precisamos beber da mesma fonte para começarmos o diálogo entre blogs.  Se você já leu uma das três autoras e topa fazer junto, comenta aí pra gente pensar junto como agir nesse trimestre de 2011. Eu já convoco Renata, Tais, Cris, Mari Hessel e Gigi que já participaram desta conversa no ano de 2010.

Almada Negreiros, Maternidade, 1935
Gosto de organizar essa conversa por meio de perguntas como já fizemos no Mulheres na Rede. Cada post responde uma pergunta e a coloca para quem frequenta seu blog. Desta vez, no entanto, acho que a colaboração deve começar nas cinco perguntas. Ou seja, na sua opinião, quais são as principais perguntas dos autores citados acima.

O que Badinter fez você questionar quando leu Amor Materno?


E, Maushart, na máscara da maternidade?


O mesmo, com a tese de Scavone?


E aí topa começar essa conversa?