Outro experimento... sabe aquela coisa de "andar nos sapatos dos outros" pra realmente saber o que é? Na época lemos mais como curiosidade, hoje o livro ensina sobre diferenças e, porque não, ajuda a valorizar o que temos. Coincidentemente, o protagonista da estória se chama Tomás... Quando vem a pergunta: porque aquele menino anda assim? A resposta vem me forma de estória, fechamos os olhos, e tentamos ler o livro com a ponta dos dedos... uma nova forma de aprender.
2007 - Sempre que tenho oportunidade, passo uma tarde na livraria com o Tomás. Enquanto ele se diverte com livros sobre animais e bebês (sua atual fixação), procuro nas estantes algo diferente para ele ou para o Desabafo de Mãe. Em nossa última visita, me chamou a atenção um livro todo negro chamado O Livro Negro das Cores, feito para portadores de deficiência visual. Adorei! O livro é maravilhoso e explica as cores, por meio de poesia, texturas, cheiros, sons e sabores.
Segundo a escritor venezuelana Menena Cottin, o livro não é apenas para portadores de deficiência visual, mas para crianças (e adultos) que também podem ver. Ela busca, por meio da história, recuperar a riqueza sensorial das pessoas, pois a visão, sem dúvida, é importante para nos relacionarmos com a realidade, mas não é apenas isso... Devemos valorizar todos os sentidos, pois o aspecto meramente visual nos torna superficiais.
A história é narrada por um garoto chamado Tomás, portador de deficiência visual. Para ele, a imagem de cada cor está associada a texturas, sabores e cheiros diferentes. O amarelo, por exemplo, cheira como mostarda, mas é suave com as plumas dos passarinhos. Já o azul é a cor do céu, quando o sol esquenta sua cabeça, e o vermelho é ácido como morango, doce como a melancia e dolorido como um raspão nos joelhos. Ele diz que o negro é o rei das cores, suave como a seda e como os cabelos de sua mãe que o envolvem sempre que ela o abraça.
Todas as páginas do livro, escrito em braille, são negras, inclusive os desenhos que são feitos em alto relevo e, por isso, destacam as texturas das folhas, cabelos e plumas. A edição também traz no final o alfabeto braille. O Livro Negro das Cores. Escritora: Menena Cottin e Rosana Faría, Editora: Ediciones Tecolote, México.










2 comentários:
Muitas da vezes pessoas com deficiência visual conseguem enxergar muito mais do que pessoas que tem a visão perfeita. E nós que podemos enxergar a cores, as pessoas e tudo que está ao nosso redor não conseguimos parar um pouco pra apreciar o quanto é valiosa esse dom de Deus nas nossas vidas.
Nossa,que livro lindo Sueli! Vou procurar para minha filha. Bjos
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