Ainda hoje, consigo escutar a minha médica me perguntando: “você quer fazer curetagem ou esperar o corpo expulsar o embrião naturalmente?” Sem responder, e ainda caindo na realidade de que tinha perdido a gravidez, perguntei sobre os riscos. Por menor que seja, há riscos envolvendo a curetagem, como: perfuração do útero, infecção, hemorragia e o desenvolvimento da Síndrome de Asherman, que é a formação de cicatriz no tecido do útero por causa de raspagem agressiva ou reação à raspagem. A cicatriz pode cobrir o útero completamente, levando ao fim do período menstrual e, assim, à
infertilidade.Algumas, entretanto, não conseguem expulsar o embrião naturalmente tornando a curetagem necessária. Nessa época, li alguns casos de mulheres que optaram pela curetagem imediamente, pois “não queriam carregar algo já sem vida”. É explicável, considerando o peso psicológico que envolve a perda da gravidez, tristeza e a espera para expulsar o que antes era um “sonho realizado”. Um amiga passou pela experiência de indução para expulsão do embrião após o aborto espontâneo. Foi uma experiência dolorosa. Todas as dores de um parto para expulsar o embrião e não “fazer nascer” um bebê. O retorno ao médico é fundamental e necessário.
No meu caso, optei por esperar, o risco de algo dar errado e me tornar infértil falou mais alto. Tudo correu bem, apenas senti cólica um pouco mais forte que a cólica menstrual e o fluxo bem mais intenso, por alguns dias. Logo depois, precisei retornar ao médico para fazer um exame e garantir que a expulsão realmente havia ocorrido. Agora, pasmem, numa rápida pesquisa descobri que de acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 1995 e 2007, a curetagem pós-aborto foi a cirurgia mais realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS): 3,1 milhões de procedimentos. O aborto precedente à curetagem é uma das principais causas de morte no Brasil. Não há números oficiais de aborto no Brasil, pois a mulher quando procura ajuda com medo de punição omite se o aborto foi lega, ilegal ou espontâneo. Mais sobre o assunto aqui.
Procedimentos que envolvem Dilatação e Curetagem
1. A paciente recebe antibióticos via oral ou intravenal
2.O cervix é examinado para saber se está dilatado ou não. Caso não esteja, um instrumento (espéculo) é intruzido para dilatar o cervix e permitir realização da curetagem
3. Uma cânula ligada um aparelho de sucção (aspiração à vácuo) é introduzido para remover o conteúdo do útero. O diâmetro da cânula vai variar de acordo com o número do período gestacional, por exemplo, uma cânula de 7 mm é usada para uma gravidez gestacional de sete semanas. O uso de um objeto mais afinado para raspagem do útero também pode ser utilizado, mas frequentemente não é necessário
4. O tecido removido é enviado a um laboratório para a realização de testes (tentar descobrir o que causou o aborto espontâneo)
5. Assim que o médico se certificar que o útero está intacto e o sangramento parou ou reduziu bastante, o espéculo é retirado e a paciente deve ficar em repouso.
Sobre a anestesia: pode ser local ou geral, muitas mulheres escolhem geral para não terem consciência durante o procedimento.
Sobre a recuperação: muitas mulheres podem retornar ao trabalho depois de um ou dois dias. O médico pode preescrever algum remédio para dor. É muito provável a mulher ter sangramento e sentir cólica. O médico aconselhará não utilizar absorventes internos ou manter relações sexuais por um período de uma a duas semanas e, também, esperar um ou dois ciclos menstruais antes de começar a tentar engravidar.










15 comentários:
Nossa eu tive um aborto expontaneo.Além da dor psicológica tbm teve a dor das cólicas que eram muitoooooooo mais muitooooooo fortes.Eu não fiz curetagem,optei por esperar.
Mas hj estou grávida novamente já com 4 meses e feliz.Sei que tudo tem um propósito.
Bjs
Também sofri um aborto espontâneo e todo o processo foi bem doloroso. Não falo de dores físicas...
Foi necessária a curetagem no meu caso, pois ainda havia "restos" do feto. E a anestesia foi geral, o que me chocou um pouco.
Aliás, a perda de um bebê independente da idade gestacional é sempre chocante.
Beijos e espero que vc esteja bem.
Oi, eu tive um aborto espontâneo em 98, eu nem sabia que estava grávida, estava com 7 semanas e a médica não me perguntou nada, ela simplesmente fez a curetagem. Senti dores fortíssimas por muitos dias, depois li que esse procedimento pode causar insuficiência istmo cervical, não sei se procede, mas no meu caso aconteceu. No ano seguinte engravidei novamente e perdi a bebê com 5 meses de gestação por causa da insuficiência. Eu era muito leiga no assunto e estava muito abalada, por isso nem indaguei a respeito dos procedimentos, mas hoje pergunto tudo para o médico.
Bjos
Eu vou falar um pouco (na verdade MUITO) da minha gravidez e depois do aborto em si, acredito que muitas vão se identificar na mesma história.
#. DA GRAVIDEZ
Eu sofri um aborto há pouco meses... Meu marido e eu, recém-recém-recém casados, mas entre namorado e noivado já tínhamos 6 anos de realção, resolvemos que era a hora de tentar ter nosso bebê. Eu com 29 anos e ele com 30. Em Junho de 2010 eu procurei minha Ginecologista e ela passou muitos, muitos exames e quando os resultados vieram todos OKs ela receitou três meses de Ácido Fólico antes das primeiras tentativas de fazer o bebê. E assim fizemos. Nós dois somos gastroplastizados, tanto o pai do bebê e eu. Por isso tomamos suplementos nutricionais - passados por uma nutricionista - e minha gravidez teve mais 'cuidados' do que uma gravidez sem risco.
Mas bem, resolvemos tentar fazer o bebê, pela primeira vez em Setembro. Meu último ciclo menstrual foi no dia 15 de Setembro de 2010 e o mesmo terminou no dia 19 de Setembro. No dia 26 de Setembro tentamos fazer o bebê pela primeira vez e para a surpresa geral ficamos GRÁVIDOS!
Antes mesmo da menstruação atrasar eu já senti algumas sintomas como cólicas leves no baixo ventre, enjôos, muitos enjôos e azia. No dia 09 de setembro eu fiz meu segundo B-HCG, já que o primeiro deu um resultado inconclusivo (32mUI/mL). Neste segundo a taxa já estava 210.3 mUI/mL o que dava uma estimativa que eu estava com 2 - 3 semanas de gestação, exatamente o tempo que eu havia calculado.
Fiz a minha primeira consulta de pré-natal no dia 19 de Outubro e minha médica achou o valor do B-HCG baixo, pediu o terceiro beta mais uma USG Transvaginal. Segundo minha médica uma gestação só é considerada gestação com a presença do feto em imagem ou B-HCG superior a 1000.0 mUI/mL. Graças a Deus, no exame seguinte eu estava com 1905.9 mUI/mL. Entretanto, na imagem do US ficou visível apenas um cisto no útero. Até aí tudo bem, porque a gravidez era mesmo muito recente.
Mas nossa, estávamos extasiados...
(CONTINUA)
Foram os dias mais felizes da minha vida. Os seios cresceram lindamente, meus quadris alargaram e tudo a olhos vistos. Minhas calças 38 não atacavam mais confortavelmente na cintura, apesar de eu não ter engordado nem um quilo se quer.
Meu marido comprou livros, DVDs infantis e até uma cadeira de amamentação. Nunca nos sentimentos tão iluminados como naqueles dias.
Entretanto na 6ª semana nosso mundo começou a ruir...
(CONTINUA)
No dia 01.11.2010 eu liguei para a minha G.O. e quem atendeu foi a secretária dela, ela estava viajando, expliquei que tinha aparecido uma gotinha de corrimento de tom bege e hoje o volume aumentou um pouco. Ela me deu o celular da G.O. de confiança da minha, que me receitou Utrogestan 200mg. Colocar na 'Dona Benta' pela manhã e a noite, além de repouso absoluto. E meu pesadelo só começava.
Apesar do remédio, apesar do repouso eu continuava expelindo algo como uma borra de café. E com isso os meus sintomas de gravidez diminuíram drasticamente. Eu quase não tinha mais enjôos e meus seios não doíam mais tanto.
Nisso acendeu um alerta dentro de mim, sabe?
Terminei que resolvi ir a uma urgência obstétrica. Lá a médica de plantão me examinou, disse que o colo do útero estava fechado, mas mesmo assim me passou uma US de emergência que foi feita na mesma madrugada, no hospital.
Meu coração só faltava sair pela boca, de felicidade. Finalmente eu iria ouvir o coraçãozinho do meu bebê, seria a primeira Ultra que iria vê-lo já grandão... minha barriga já apontava um pouco pelo fato de eu ser bem magra e eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo.
Nisso chega a minha vez na US, ela coloca o equipamento e eu tentava virar minha cabeça a todo instante, tentando ver meu bebê. E a médica meio fria perguntou:
- De quantas semanas vc está?
- Seis.
- Mas aqui parece apenas cinco. Tem que repetir esse exame em uma semana, porque por enquanto, só tem a vesícula e blá-blá-blá...
Comecei a fazer mentalmente os cálculos pra ver se tinha probabilidade do bebê ter sido fecundado uma semana depois da data que eu achava. E havia! Fiquei feliz de novo... eu estava grávida sim!
Voltei pra casa, continuei de repouso, porém todos os sintomas de gravidez foram desaparecendo. A minha única esperança era a barriga que crescia lindamente. Houve um dia em que sai de casa, só para ir à casa da minha e ela ficou boba como a barriga estava grandinha e bonita... Era incrível como estava bela!
No dia seguinte eu acordei sem enjôo, os seios tinham voltado ao tamanho normal e nada mais em mim, fora a barriga lindamente redonda e pontuda, lembrava uma gravidez.
Eu rezava com toda a minha forma para que na próxima consulta eu conseguisse escutar meu bebê.
Uma semana se passou, fui a minha G.O. expliquei tudo e ela me pediu uma US de urgência e que trouxesse o resultado imediatamente.
Chegando à clínica eu ainda tinha tanta, mas tanta esperança. Dessa vez a médica que fez o exame foi um amor. Ela começou o exame e eu disse a ela “já estou cansada de estar grávida, não estar grávida”... e ela com calma explicou:
- Olhe, vc está sim gestante, mas infelizmente essa sua gestação não é viável...
Ele estava lá, mas seu coração não batia mais junto com o meu.
Eu fiquei nem chão, sabe? Ela perguntou se eu estava só na clínica, respondi que não, mas que não queria que ninguém entrasse na sala de exame – ela havia perguntado também se queria que o meu acompanhante entrasse para explicar a situação -. Mas eu preferi fazer só... Conversar com meu marido calmamente, explicar ao meu Pai que estava louco com o neto(a) que ia chegar e tudo mais...
#. SOBRE O ABORTO
(CONTINUA)
#. DO ABORTO:
Voltei a minha G.O. uns 30 minutos depois, ela pediu que eu me internasse na maternidade a tarde. NADA de beber ou comer... que iriam tentar fazer com que o colo abrisse um pouco – ainda estava totalmente fechado, mas já havia deslocamento do saco gestacional – e assim eu fiz. Tentariam que eu acortasse 'naturalmente', mas que não esperasse pelo natural, por no meu caso, o aborto estava retido a aparente o bebê já tinha falecido há mais de uma semana.
As 20hrs do mesmo dia, já interna na maternidade e escutando chorinhos de bebê e famílias festejando a chegada de seus rebentos, até trigêmeos nasceram nessa dia, e em meio a isso tudo a minha indução começou. Colocaram soro com Ocitocina e um remédio na 'Dona Benta' para abrir o colo, mas nada demais aconteceu, a não ser um líquido de desceu. Mas o colo continuou selado. Como tinha uma outra gestante que infelizmente o seu bebê faleceu no útero com 25 semanas de gravidez, ela fez a curetagem dela primeiro, me dando ainda a chance das coisas progredirem mais, mesmo depois de 4hrs de rodadas de soro + pitocin.
Mas não teve jeito...
Eu tinha contraçãoes (grau 10, viu?) e nada de dilatação ou abertura.
Talvez porque minha mente não o quisesse deixar ir, talver porque EU reagia contra a tudo aquilo, mesmo sem querer, mas enfim, não rolou.
Duas horas depois eu fiz a curetagem por AMIU e meu sonho virou pesadelo. Eu quase enlouqueci de dor depois do procedimento, porque 'esqueceram' por DUAS HORAS o soro com a #$%@# do Pitocin de mim e no fim foram quase 12hrs de dor, da entrada no hospital até descobrirem e tirarem o soro.
Mas no fim ESSE ERA O CAMINHO QUE EU TINHA QUE SEGUIR: tudo estava decomposto, como mostrou a biopsia, a curetagem foi o melhor para mim, apesar do pesares.
Chorei toda essa noite e nos meses seguintes. Já se passaram seis meses desde que isso aconteceu. E hoje eu entendo...
Amei MUITO, MUITO, MUITO e vai ver era disso que ele precisa, de uma pouco de amor aqui na Terra, para cumprir sua pequena, mas importante jornada e eu de amadurecimento, para saber que na vida se cai, mas tem como se levantar. Vai ser sempre meu amado...
Algumas pessoas falam em merecimento: “eu não merecia passar por isso”, “eu não merecia perder meu filho”… Mas inverta o caso e entenda: SEU FILHO MERECIA TODO ESSE AMOR QUE SÓ VC PODERIA DAR. Em outro ventre ele poderia ter sido abortado antes do SEU tempo e com nós não, foi como deveria ser.
Meus pêsames, do fundo do meu coração a todas mães de anjinho, Bí.
#. CARTA AO MEU FILHO:
Mas tudo bem meu filho, nada na vida da gente nada tem hora marcada mesmo, porque um filho haveria de ter, né Bebêzinho(a)? Você, que ainda é um anjinho no céu, queremos que saibas que já te amamos muito, mesmo antes de te conhecer, mesmo antes até de ter você. Te amaremos sendo você menino ou menina, um, dois ou três bebês, com saúde ou não. Te amamos e estamos prontos para te receber e dar a você tudo o que você necessitar. Você não vai ter simplesmente pais, você vai ter "Os Pais Docinhos", como você merece. Nós queremos muito te conhecer, no seu tempo e ao seu tempo, venha também com vontade de nos ver Bebê-Docinho(a), apenas venha!
(*) chamamos o bebê de Bebê-Docinho(a).
Oi, Sueli! Recentemente - pouco mais de 15 dias - perdi um bebê. Lendo seu texto, me vi ali. Em meu caso, tenho um útero que quando fecha, fecha mesmo. O embrião estava bem encaixado, cresceu até a 9a semana e, quando fui fazer uma US, o coração não batia. Minha médica me informou que por ter sido espontâneo, eu não correria o risco de ter infecção, caso quisesse aguardar a expulsão voluntária, porém, eu poderia ficar mais de 01 mês com o bebê dentro de mim. Levei duas semanas fazendo outras ultras, em outros lugares para ter certeza de que o coração não batia mesmo e ver se ele havia parado de crescer. Todos batiam o mesmo resultado. Voltei para meu médico - por conta do plano de saúde, precisei mudar... o meu não atendia meu plano. Mas, fui particular ao médico que fez meu primeiro parto - o qual já estava mais acostumada e tivemos - como é do perfil dele - uma conversa muito franca. A médica que comecei a ir, jogou a batata em minhas mãos e me sentia culpada em querer fazer a curetagem. Eu temia uma infecção e o risco, afinal, trabalho em um local isolado - numa cidade do interior - e vou e volto no mesmo dia... nesse íterim, se eu sentisse algo, como seria? E, meu dia-a-dia, cuido do meu primeiro filho, sem babá... Muita responsabilidade. Com meu médico, a conversa me ajudou bastante a decidir. Optei pela curetagem sem medo e convicta. Mas, por questões burocráticas, passei horrores no hospital... Me colocaram dois comprimidos do tal citoteque - que tem outro nome - e, depoois disso, informaram que o hospital estava cheio, se eu autorizava a transferencia. Ok. Segundo eles, tudo certo, antes de inciar as contrações eu estaria no outro hospital e seria cedada. Pois, eles não me liberaram. Me deixaram lá e só depois de quase 5 horas de aplicado o medicamento, me transferiram... Foi terrível. Amigas minhas passaram por isso - curetagem - e foi tudo bem, uma, inclusive, foi sozinha ao hospital e voltou sozinha, para casa e dirigindo. Hoje, ambas tiveram filho.
Compreendo seu receio da infertilidade, mas, o importante é esse levante que vc faz aqui, de levar pausa para reflexão. Primeiro passo é buscar informação, sim, mas, saber que risco existe em qualquer procedimento. Do jeito que meu útero estava fechado, passaria de 1 mês e meio com o embrião em meu ventre. Isso que acho legal aqui, abrir espaço para essas trocas. É um momento delicadíssimo e a confiança no médico e em seu coração é que vão dar o norte.
Escrevi bastante sobre esse momento no blog. A dor da perda eu encarei de frente, porque se tratava de algo natural. Eu não mandei o coração parar de bater, ele parou. Respeito o movimento natural das coisas e levanto a bandeira para isso. Mas, em meu caso, optei pela tecnologia a favor do ser humano. Antigamente, não havia us que determinasse com antecedência a "vida" ou "morte" de um embrião ou de um feto. As mulheres só descobriam que perderam na hora da perda. Esse é um ponto a ser levado em consideração. A infertilidade ocorre se tiver de ocorrer, seja através de uma curetagem ou expulsão natural:
- http://maesnapratica.blogspot.com/2011/05/selecao-natural_11.html
- http://maesnapratica.blogspot.com/2011/05/decisoes-em-momentos-dificeis.html
- http://maesnapratica.blogspot.com/2011/05/e-agora-o-que-passou-e-passado-perdi-o.html
Em meu caso, não foi a curetagem o problema, foi a burocracia e o descaso do hospital. No último post da sequência, faço um resumo de como fui tratada - e, quando eu cheguei, me perguntaram porquê eu havia demorado tanto para faze a curetagem, que a maioria das mulheres assim que saem da us vão direto para lá... Eu levei duas semanas para deicidi e não sentia nada, nem uma gota de sangue, nem cólica, nada.
Hoje, após revisão com meu médico de confiança, vi que estava tudo Ok. Útero rosinha, limpinho, nem parecia que havia sido "agredido" com a curetagem. Agora, darei um tempo para por ordem em casa Eu tenho uma crença que o que é para ser é, com ou sem intervenção médica ou tecnológica. Se tiver que nascer, vai nascer.
Vim conhecer o seu cantinho e te falar de uma boa oportunidade.
Dia 02 de julho vai acontecer a feira "Matritrocas também doam e vão às compras". Será uma feira específica para mamães e gestantes. Teremos venda coletivas ao vivo (excelentes promoções) e também rodadas de trocas.
Você que tem filho já grandinho pode levar para vender ou trocar itens que ele não usa mais. Para essas rodadas é necessário um ingresso (valor de R$ 10,00) que dá direito a troca de 10 itens.
No meu blog estou sorteando dois ingressos.(http://danylombardi.blogspot.com/2011/06/sorteio-ingresso-para-feira-matritrocas.html)
Gostaria de te convidar para participar do sorteio e prestigiar a feira, e se for possível poderia ajudar a divulgar.
Acredito ser uma feira muito interessante para as mamães, muitas procuram aonde vender ou trocar itens e não temos essa possíbilidade por aqui!
Obrigada pela atenção.
Beijos
2 abortos e 2 curetagens que tal? Palavras não existem! Quando tive o primeiro aborto com 11 semanas me conformei por que afinal é comum ter 1 aborto, várias mulheres já tiveram! Meu médico disse que não precisaria esperar para engravidar novamente. 1 mes e meio depois estava grávida novamente, que felicidade, agora teria meu bebezinho, afina já tinha tido 1 aborto não teria outro obvio! Por causa do aborto anterior faziamos eco todas as semanas. Com 4 semanas vimos mas ainda não dava para ouvir o coraçãozinho, mas ele ja pulsava freneticamente, com 5 começamos a ouvir os batimentos até que na 9 semanas não ouvimos mais nada! Não quis esperar que o corpo expelisse sozinho nem meu médico achou conveniente frente ao meu psicologico extremamente afetado! Ontem nova curetahem, na verdade aspiração. E agora? Trocar de médico? Esperar mais tempo ou continuar comendo 2 caixas de chocolate por dia?
Bom, situação de muita dor. Se me permite, posso contar a história de uma tia, que, hoje, já é avó. Ela teve seis abortos entre a primeira filha e o segundo filho. Uma, ela perdeu com 7 semanas. Há mais de trinta anos atrás os médicos não recomendaram que ela tentasse, deu um tempo e conseguiu. Uma vizinha, sempre quis ter filhos e decidiu fazer uma produção "quase" independente, com 43 anos. Perdeu o primeiro feto por má formação. No ano seguinte tentou e, hoje, seu anjinho tem 7 meses. Três amigas tentam há anos. Duas, depois de mais de 11 anos tentando, desistiram. Uma adotou uma menina linda, que apenas não nesceu dela, mas, nasceu do coração literalmente. A outra desistiu, mesmo e está bem resolvida com o fato de ter aberto mão d eum sonho. A terceira ainda tenta e torço por ela. Ter filhos e perder é algo muito acima de nossa capacidade. infelizmente, nos recai a capacidade de sentir dor. Pergunto a Deus: "Por quê?" Só Ele para responder - não, não tenho religião alguma. Quando perdi meu bebê aprendi muta coisa, mas, a maior lição foi não deixar o sofrimento dominar. Queria muito esse filho, mas, não era ainda a hora. Pergunta: você confia em seu médico? Se confia, continue - é o que eu faria. Senão, muda. Foi o que fiz, voltei para o meu médico de confiança - só que meu plano não cobre - justamente por conta da segurança que dá. Ele não iria ressucitar meu bebê, mas, foi mais fácil encarar a realidade. Não existe palavra que vá te acalmar nesse momento, mas, com certeza, você sairá dessa. Converse com outras mulheres, a troca de experiência acalenta a dor. E sua dor precisa de carinho, agora. Se abrace e se permita ser abraçada. Deixe a dor passar. Sem ela, dar início a um novo processo será menos doloroso. Muita paz, para vc e desejo que seu sonho se torne real, em breve. Bjs.
Oi! Obrigada por compartilhar nesse espaço a experiência de vocês, acho extremamente importante discutir o aborto espontâneo, tanto como forma de buscar e obter mais conhecimento como partilhar a dor e entender o processo , porque não dizer, de "luto". Patrícia, não sou contra a curetagem, porque em alguns casos, como o seu, ela é realmente necessária. Eu sou contra a realização da curetagem sem o consentimento da mulher, como ocorreu com Débora, que comenta aqui neste post. Um absurdo realizarem curetagem nela sem explicar sobre os prós e contras e, principalmente, se o seu consentimento. Fabíola, impressionamente o seu relato. Obrigada, tenho certeza que vai ajudar muitas mulheres! Beijo a todas e força! Sueli
Eu tive um aborto com 9/10 semanas, acordei para amamentar meu filho que tinha 6 meses (Nascido de cesária) com cólicas mais achei que era normal, e voltei a dormi quando acordei novamente ela estava mais quente não sei sentia tudo retorcendo lá dentro, tomei meus remédios que o medico tinha receitado e repouso absoluto só que quando foi 14hr senti uma dor de barriga muito forte muito mesmo ai fui ao banheiro estava sangrando em abundancia e dava vontade de fazer força eu já sabia que estava perdendo e pensei comigo é pouco tempo não tem necessidade de ir para hospital vai sair tudo sozinho, pois é ai veio o perrengue, comecei a perde muito sangue e o feto mesmo ainda tava lá e eu achando que já tinha descido pois vi uns bolinho no vaso, a ultima vez que fui ao banheiro foi complicadíssimo eu mau consegui levantar de dor e quando fui sentar na cama para esperar o táxi chega eu não conseguia sentar doía de mais, meu ex teve que me levar pro táxi no colo e me colocar deitada meu médico estava de plantão em outra cidade então ele recomendo que fossemos em um hospital perto pois eu estava tendo uma hemorragia e poderia ser perigoso. Desesperada e sem plano de saúde fomos para a emergência mais perto o carniceiro do Getúlio Vargas (RJ)(é o pior hospital que tem no RJ, mais fui muito bem atendida), Chegando lá me atenderam no mesmo momento, uma pessoa muito simpática provavelmente uma das chefes de enfermagem(ela me acompanhou até o ultimo min.), lá não tinha ginecologista mais me levaram as pressas para fazer uma ultra e viram que o feto ainda estava lá bem no meio da passagem e por isso eu não conseguia andar direito e nem sentar. Ela me deu uma fralda geriátrica para segurar o sangramento até chegarmos a maternidade mais próxima (Geral de Bonsucesso outro carniceiro), chegando lá eu fui mal tratada pq estava tendo um aborto, eu não conseguia sentar pq doía como o medico queria me dar o toque, ele já tinha visto na ultra que tava na passagem, mais não eles gostam de nos ver sofrer mesmo, sem humanização nenhuma,ele me deu o toque e eu puxava o corpo pq doía ai ele falava na hora de fazer vc deixou agora tá de frescura se vc não deixa eu te examinar vc pode voltar para casa daqui mesmo, eu juro que tentei mais não consegui ele queria mete o dedo até a minha alma muito difícil, depois de várias tentativas de me dar um toque ele se irritou e me mandou subir para a internação, foram mais uns 2 ou 3 lençóis de hospital ensopado de sangue isso eram mais o menos umas 16hr, me colocaram no soro para expulsa logo o feto e amenizar a dor, fui expulsar o feto as 19:30 e as 20:00 eu estava na sala para fazer a curetagem, morrendo de medo da anestesia (pois entrei em principio de eclampsia depois da anestesia no meu 1º filho), ai a Drª me explicou que a anestesia era uma gás que eu ia inala e que seria muito rápido e quando eu acordasse já teria terminado, pois dito e feito quando acordei tava saindo da sala mais super hiper drogada, era dia 28/12/2001 e a minha reação ao ver que eu estava bem foi dar feliz ano novo a todos e agradecer muito a médica por eu está bem. Depois de 3 anos eu tive meu segundo filho. Mais Confesso que não sabia desses riscos =/. Parabéns pelo post. Beijos
Eu tive um aborto retido..estava gravida de 11 semanas e sexta feira passada dia 11 de novembro fui fazer ultrason e o embriao estava sen batimentos cardiaco.foi muito dificil porque nao tinha ocorrido sangramento nem dores,e imaginei que o embriao estava bem,mas nao estava sem vida havia 1 semana.e agora tenho que esperar o organismo expulsar o embriao.estou sofrendo muito estava feliz em me tornar mae.estou em pedaços tentando me recuperar mas ate o embriao nao for eliminado vai ser dificil pq estou sofrendo e imaginar q ele ainda esta dentro de mim e sem vida doi mais,mas creio em Deus esta dor vai passar..
Olá, Meu nome é Stephany tenho 20 anos e gostaia de compartilhar um pouco da minha pequena experiência... Apesar da pouca idade também tive um aborto retido, No começo, quando eu descobri que estava grávida foi meio assustador, mas com o tempo eu fui me acostumando e em questão de dias eu já era a pessoa mais feliz do mundo... Descobri que estava gravida com 6 semanas e passei a ser a pessoa mais chata e cuidadosa do mundo, eu não pulava, nem corria, morria de medo de tudo... Tive bastante enjoôs, sono então nem se fala... Eu me sentia uma verdadeira grávida, chorava pelo fato de imaginar um pequeno anjinho nos meus braços e fiz até um blog relatando tudo que acontecia comigo. (http://teckiiinha.blogspot.com.br/) Mas infelizmente não era a hora de eu ser mãe... No dia primeiro de fevereiro de 2012 fui fazer a tão esperada ultrassom, pois já tinha tido sangramento e estava à 1 semana de repouso. Como meu utero estava fechado, eu não estava com tanto medo, só estava um pouco ansiosa para ouvir o coraçãozinho do meu pequeno(a)... Quando fui fazer a ultrassom eu não ouvi o coraçãozinho do meu bebê, foi quando o médico me informou que eu havia tido um aborto retido.
Meu mundo desabou naquele momento, não conseguia pensar em mais nada a não ser que o sonho de ser Mãe tinha simplesmente sumido... Eu não teria mais meu pequeno bebê nos braços.
Fiz a curetagem e tive algumas complicaçoes por ser asmatica e ter outro problemas.
Perdi meu pequeno anjinho com apenas 13 semanas de gestação e agora só poderei engravidar novamente com um tratamento...
Sei o quanto dói perder um bebê, e hoje, só depois de 6 meses que eu consigo falar desse assunto com outras pessoas... É confortante saber que a culpa não foi minha e que existem pessoas que passaram da mesma dor e que pode nos entender !
Meus Pesâmes a Todas as Mães que tem seus Bebês no Céu como o meu !
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