Minha sensação é de IMPOTÊNCIA. O Santo Google só me traz violência, sexo, escravidão, fome e haja desafios associados ao tema Direitos da Infância. [OK, eu já aprendi que a violência doméstica pode estar aqui. Muitas vezes mora ao lado, mas sem dúvida nenhuma acontece agora. Mas essa lição não basta para eu acreditar que o ECA ( Estatuto do Direitos da Infância e Adolescente) também foi feito para minha filha.] Eu quero fazer parte, mas como?
Tudo que leio me deixa impotente, me assusta, me cega. É dificil conseguir um contato entre os especialistas, não há tempo, pouco feedback e um certo código do qual eu não faço parte. Mas, e daí: eu sou blogueira mãe e tenho o direito à informação. Resolvi encarar de frente: TV Justiça no You Tube.
É cansativo, mas o advogado Enio Gentil mostra que existe um lugar vago que é nosso. Sim, a família tem seus deveres para proteger a garantia dos direitos da infância. Quais são eles? Calma! Só vi a primeira aula do You Tube. Mas vale ressaltar que antes de nós, o ESTADO é o soberano.
A lei entende que ele (O ESTADO) é o principal responsável pela garantia de direitos da criança.
Vale ressaltar também porque o ECA é tão aclamado entre os especialistas: o documento marca uma mudança de atitude da sociedade. Qual? A legislação deixa de regular a infância pela situação irregular ( Código dos Menores) e passa a tratá-la como uma etapa que precisa ser protegida e garantida.
Epa! Mas e aqui dentro de casa: quando eu repreendo meu filho, eu estou garantindo a infância dele ou criando regras a partir dos erros pré-estabelecidos por mim? Dá pra pensar nessa transformação ou ela acontece em gerações? Viagem demais...Talvez.
Ouvir o advogado também me trouxe paz porque entendi a razão da minha impotência. Não há diálogos conosco em função dos desafios que precisam ser resolvidos urgentemente e, talvez, por causa da nossa história (Código dos Menores). A sensação de sermos excluídos do ECA não é conceitual, mas em função da prática. Parece que Direitos da Infância foram feitos somente pra quem tem problema, pra quem é pobre e não tem as condições básicas...
Na verdade só parece, mas não é. Tive a sensação de que entender mais sobre os Direitos da Infância nos ajudará, inclusive, a inserir a responsabilidade dentro de casa de forma gradativa. Lembra daquele lance da toalha? Pois bem, fiquei imaginando que conhecer mais sobre os Direitos da Infância poderá nos dar mais condições de avaliar o tamanho da infância dos nossos filhos.
Até onde dá pra cobrar e onde precisa-se proteger...óbvio que o ECA não vai virar a lei da minha vida de mãe, mas me dará critérios para minha escolha. Afinal, pra uma mãe mamífera, blogueira, que tá se achando até feminista, quem cuida da minha filha sou eu.
Este post foi escrito para inaugurar a blogagem coletiva sobre Direitos da Infância, proposta hoje até dia 30 de junho. Participe você também: basta questionar-se no seu blog e nos enviar o link nos comentários deste post.
As mulheres não são mercadorias, as mães também não
1 hora atrás










1 comentários:
http://agoraquesoumae.blogspot.com/2011/06/o-primeiro-ente-responsave-pela.html
oLÁ, SEGUE MEU POST.
XÊRO
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