Polêmica. Um casal canadense decidiu não identificar o sexo do filho (a) justificando que essa decisão é um tributo à liberdade em detrimento da limitação. O que você acha disso?Muitos dos comentários enfatizam que gênero sexual não é uma opção: você nasce com pênis ou vagina e ponto final. E que a decisão desses pais é irresponsável no sentido de não educar ("criar") os filhos de acordo com o sexo. Hummm... pensei, repensei e realmente faz sentido essa justificativa. Mas, por outro lado, também entendo um pouco a motivação dos pais... eles, antes de tudo, querem dar LIBERDADE ao filho (a), LIBERDADE TOTAL, inclusive de optar por se homem ou mulher antes de qualquer um saber e ter a oportunidade de não ser julgado por essa opção.
Se você considerar o que rola no mundo hoje, pode até ser uma solução. Radical, concordo. Vivemos num mundo onde crianças e adolescentes se suicidam por não serem aceitas por sua opção ou identidade sexual. E isso, pra mim, já é o suficiente para entender a decisão desses pais. Eu, como mãe, não quero ver meus filhos serem julgados por suas opções sexuais. Quero que eles tenham o direito de decidir quem vão amar e quero que eles tenham o direito de viver em sociedade sem serem criticados ou ridicularizados.
Mas eu entendo a posição de outros pais, mais conservadores. Meu marido é um deles. É difícil entender que às vezes nada-se contra a maré. Nem tudo é tão preto e branco, existe cor. O amor que tenho pelos meus filhos é intenso e imenso e tudo o que desejo para eles é liberdade, inclusive para escolher quem amar e compartilhar essa vida. E esse é o meu mantra: eles sabem que são meninos, mas, acima de tudo meninos com opções, liberdade de escolher, por enquanto, a cor, o brinquedo, a roupa favorita... não importa qual. Afinal, tudo é cor, brinquedo e roupa.
Foto: Steve Russel, The Toronto Star










10 comentários:
Eu acho complicado isso. Mesmo eles querendo que a criança escolha seu sexo, acredito que ela precisa saber um, para poder escolher esse ou o outro. Como nascemos com sexo definido (fisicamente), penso que a melhor forma é tratar o filho com aquele sexo que nasceu, mas nao reprimí-lo caso os pais percebam que não é esse o caminho que ele quer seguir. Uma criança que cersce sem saber nem o sexo que ela é, acredito que criará uma personalidade muito confusa. Beijos
Respeito a decisão dos pais mas confesso que não concordo em absoluto. Acho que a criança precisa ter uma identidade sexual ou uma representação social, pelo menos, do que seja homem e mulher, até pq disso depende muitas coisas na vida, inclusive comportamento, roupa (menino não usa vestido) entre outras coisa...
Também penso que liberdade demais é nociva para a criança. A criança naturalmente pede limites e regras para se sentir segura...
Mas, de tudo um pouco a gente encontra nesse mundão!!!
Bjus
É muito complicado. Primeiro que muitos rechaçam a palavra opção e preferem a expressão condição ou orientação sexual. Em parte entendo esses pais, porque no mundo tudo gira em torno de sexo(gênero) e sexulaidade. Em função desse tipo de mentalidade, uma boa dose de distorções acontecem: pedofilia, opressão, pecado... O sexismo é mesmo uma indústria. Vendem por aí que se não houver sexo um casamento não pode ser feliz... E por aí vai, nesse contexto de sexulidade há a imposição de papéis do gênero. Homem faz isso, mulher aquilo. Antes de pensar em dar liberdade quanto ao sexo, penso em identificação. No fundo, mãe e pai querem reflexos de si mesmos projetados em seus filhos. Vai ver começa por aí a intenção de determinar o comportamento do gênero.
Parabéns pela postagem!
Não acho legal ensinar a ignorar o corpo. Acho que ele está aí para ser assumido. Uma criança que cresce em um contexto em que seu pênis ou vagina é o maior segredo de família pode chegar a vida adulta com bastante dificuldade de aceitação.
Concordo com o comentário da Sandra, liberdade demais é nociva para a criança, elas precisam de limites, regras e orientações.
Não concordo com esses pais.
Bjusssssssss,
Não sei até onde esse conceito de liberdade eles se referem, mas serve de reflexão. Outro dia fiquei impressionada com a "mente aberta" do meu marido. Num programa voltado para o público materno, uma professora de balé dizia que o balé é bom para crianças que nascem com o pé virado para dentro (caso do Joaquim). Comentei: "Olha amor, vamos colocar o Joaquim no balé, então!". Ele prontamente respondeu: "vamos, porque não?".
Eu sinceramente fico aliviada de ter um companheiro que pense assim, pois tive muita repressão e limitações quando criança e creio que isso não ajuda, pois feminilidade e masculinidade, pelo menos quando aplicada ao extremo, não faz parte do universo infantil.
Meninas tem sorteio da loja uskfrusk no meu vlog um kit para bêbe.
http://viciadaembeleza.blogspot.com/2011/05/sorteio-parceria-loja-usk-frusk-kit.html
Já tinha lido sobre essa "decisão" desses pais e não concordo, mas meus motivos vão de encontro ao que Mabel disse acima:
"Não acho legal ensinar a ignorar o corpo. Acho que ele está aí para ser assumido. Uma criança que cresce em um contexto em que seu pênis ou vagina é o maior segredo de família pode chegar a vida adulta com bastante dificuldade de aceitação."
Acho uma bobagem negar o que é inegável. Nascemos em determinado gênero, embora a "maneira" como exerceremos nossa sexualidade não esteja diretamente ligada à isso.
Me chamou também a atenção ao seu uso da palavra "opção" quando se refere à sexualidade e/ou a escolha do parceiro/a para encontrar a felicidade. Na verdade, não há escolha sobre o "objeto" de nosso afeto e/ou desejo sexual. A única escolha possível é exercermos com plenitude nossa sexualidade ou ficarmos à mercê de algo que nos é imposto culturalmente/socialmente.
Isso se reflete claramente na colocação da Sandra Hellen (menino não usa vestido). Não usa? Em qual cultura? Em todas? E, o fato de usar vestido vai definir sua orientação sexual?
Pois eu não vejo a hora de saber o sexo do meu filho (a) e poder contar para todo mundo e começar a ganhar vários presentinhos.
Concordo em deixar que minha filha (o) possam escolher a orientação sexual deles, jamais irei interferir nisso e imagino que meu namorado também não, afinal filho é filho e isso que importa, não podemos deixa-los em nenhuma circunstancia.
Concordo que a palavra adequada é ORIENTAÇÃO e não OPÇÃO, obrigada pela correção! Vou manter o texto original exatamente para dar sentido aos comentários que atentaram para o meu erro! beijo a todos e obrigada pelas opiniões e reflexões. Sueli
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