A Roberta Fraga acaba de postar um apanhado sobre a Lei da Maria da Penha que vale ouro para blogueira consciente que tem coragem de dialogar sobre violência contra mulher. Coragem, sim, porque não é fácil reconhecer as diferentes violências que existem ainda dentro das nossas casas. Eu virei fã da Nina, que também aceitou o desafio de continuar a conversa que lancei aqui, no começo deste mês, a partir da entrevista com Gustavo Venturi sobre a manchete do Estadão. Você não leu o post dela ainda?
Seguinte: a Nina traz o ponto que eu considero crucial para gente refletir juntas: Apanhando de um homem? Hummmm, sorry, essa pergunta não é comigo. Eu não apanho. Mas você conjuga esse verbo quando seu marido lhe desqualifica pelo feijão salgado demais, pelo filho doente ou pela sua incompetência profissional. Atenção: o título da Nina é uma pergunta. Questione-se!
Sorry, mas eu sou mãe, nasci pra cuidar de feridas. Chega de fingir que nada acontece aqui ou aí. Logo, não fazemos parte da estatística. Portanto, não temos nada a ver com isso. Não sou a favor dos radicalismos nem quero guerra de guetos, mas quando divulgo link sobre isso, amigo meu vem perguntar se eu apanhei do maridão.
CHEGA! Você tem o direito de preferir a cegueira, mas eu não posso ficar calada diante da luz que vejo agora para colocar o fim na violência contra a mulher. E a coisa começa sempre no começo. Oia nois aqui tra veiz: o PARTO. O título deste post dá continuidade a vários diálogos em torno de outra questão Violência contra a Mulher começa em casa? É isso mesmo: questione-se! Eu não vou organizar blogagem coletiva porque o tema requer mergulho, coisa pra dentro mesmo, mas ei, acorde, blogar é refletir! O convite tá aberto, a porta continua escancarada, mas eu não vou bater na sua porta. A decisão é sua.
Nina e Roberta estarão sempre nos meus próprios diálogos. Ambas trazem o mesmo caminho que também vai de encontro com o vídeo que publico hoje, da parte 2 da entrevista com Gustavo Venturi. Trata-se do caminho da EDUCAÇÃO. Não sou a favor de convencer ninguém a optar pelo parto normal, mas fico puta da vida com a cultura do medo, da desinformação, da verdade médica, da cultura industrial da saúde e haja fenômeno e história para nos alienarmos. É muito poder concentrado pra gente perceber nosso lugar...Me sinto tão formiguinha que, ás vezes, prefiro esconder de atrás de bandeiras. Mas EU NÃO QUERO me esconder. Disso não. Tô aqui defendendo o direito das mulheres conhecerem o parto humanizado. Ele ( o parto humanizado) ajuda a reduzir essa violência que você sente na alma, mas não vê nem percebe. Duvida? Então, ouça a conversa que tive com Venturi sobre a manchete da Folha:










7 comentários:
Parabéns, Célia!!! Tô divulgando.
bj
Uau, Ceila!!! Que bom esse teu texto, é quase um tapa que tu dá na cara alienada e hipócrita de mt gente, sabe?? Parabéns pela coragem, pela ousadia. Obrigada tbm pelas palavras gentis :-)
Agora olha, eu é que to fa do Gustavo ;-) Acho maravilhoso um homem se precoupar com essas questoes, ele é um estudioso mas mostra no seu jeito de falar que é mt humano e sensível.
Essa questao que ele fala de serem percepcoes...tao sério isso... a gente passa por tantas constantes agressoes e nem se dá conta, meu Deus! Qd a gent percebe finalmente o quanto de sacanagem aprontarem com a gente, por ignorância nossa e até do outro, sei lá... cai o mundo da gente entende??? Dá uma dor na consciência, uma raiva, por termo sido tao coniventes.
Olha Ceila, vcs estao tratando de temas mt bons nas conversas, temas que a gente nem nota no dia a dia, na hora do parto, na conversa com nossas maes. O medo de como seremos tratadas no parto nos faz por recomendacao de nossas maes ou de outras mulheres, de reféns desse povo sem preparo pra cuidar da gente nesse momento tao importante, que é o nascimento de nossos bebês.
Bom, o que eu posso mais falar??? Acho que o óbvio, esse teu post vai provavelmente render um outro lá comigo :-)
só pra nao deixar a bola cair...
um abracao querida!
Em um de meus posts (http://oaditivo.blogspot.com/2011/03/meninos-e-bonecas-garotas-e-carrinhos.html)faço uma citação sobre a violencia conta a mulher .A desigualdade de generos ,infelizmente acarreta em atos covardes .
LAMENTÁVEL , NÃO ACHA?
Oi Ceila, tudo bem? Estou acompanhando todos os posts e vídeos... e cheguei a comentar aqui no anterior também.
Queria te mandar um e-mail, posso mandar para este que está na sua bio do blog?
beijos!
Pois, bonita, acho que devera rolar uma blogagem coletiva sobre violência doméstica, pq não? Um chamamento, um passo para o despertar, com um convite inteligente e educado, como sempre são suas postagens. Afinal, será que vivenciamos na pele todos os assuntos sobre os quais falamos? Será que não "usamos" algumas blogagens coletivas para aprender mais...ou até aprender um pouco que seja?
Sobre o parto "humanizado", a reflexão já nasce no termo aspeado. Conheçi uma clínica de "Oncologia Humanizada" e fiquei pensando como se trata de pacientes oncológicos sem humanidade? Minha tia teve então câncer de mama e descobrimos que aquela tal clínica é realmente a ÚNICA na cidade que dá tratamento humanizado aos seus pacientes (que não são "clientes"). Parto humanizado...medicina humanizada...ética médica...ética-entre-médicos...e a ética com os pacientes, cadê?
Bjin
Oi Ceila, como prometi,fiz meu postzinho... claro que nao serve mt como exemplo, já que nao tive parto normal, mas enfim, queria mostrar que to do teu lado e admiro bastante a tua luta!
um beijo grande!
Nina, querida, muito obrigada por dar continuidade a esta conversa. O post ( 3- http://entremaeefilha.blogspot.com/2011/05/parto-humanizado.html) é de uma generosidade tamanha e só posso lhe retribuir com eterna gratidão: obrigada!
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