Aprendi tanto, mas tanto com essa brincadeira de roda que demoraria anos, ou até vidas, pra sacar algumas coisas, se vivesse somente a minha vidinha prática do dia a dia. Foi muito bom relfetir com vocês sobre uma Infância sem Racismo. Na roda de hoje, temos mãos que foram fundo no mergulho blogueiro. Destaco a Raquel, que trouxe várias lições. Mas uma du cueiro. Uma lição que há muito achava que entendia, mas só agora senti na pele.
Raquel fala da nossa atitude com a vida. Sabe aquele lance de basta uma dificuldade para perdermos a capacidade de usufruir das coisas boas da vida. É essa atitude de impotência (só porque não temos acesso ao banquete que se estabelece a nossa frente) que transforma as diferenças cada vez mais enraizadas na força do dinheiro. Tá filosófico demais, né? Sorry, coisas de Raquel gerados de uma troca com Tais Vinha.
PS: Tais, comentou que um dia ainda vai escrever sobre isso. Sorry...Não aguentei. Agora virou promessa. A blogosfera materna aguarda aquele post.
PS: Tais, comentou que um dia ainda vai escrever sobre isso. Sorry...Não aguentei. Agora virou promessa. A blogosfera materna aguarda aquele post.
Antes de deixar esse papo-cabeça, e enquanto o texto da Ombudsmãe não vem..., vale ler também a Maternidade Lésbica que também toca nesta questão que, pra mim, foi a principal lição da blogagem coletiva. Vale destacar a frase: O ser humano tem aquela mania de achar que o seu sofrimento é sempre maior do que o dos outros, será que ser chamada de neguinha é pior do que ser chamada de baiana?
Mas voltando para realidade. Marcella trouxe para roda AMOR e ainda me ajudou a criar palavras no criancês para tratar do racismo: sanguinho ligado no coração com cores brancas e negras. Eu to só pincelando alguns fragmentos que considero importante, mas para rodar mesmo, é preciso linkar em cada post citado. CLIQUE!
Telma assumiu o desafio que é ser preconceituoso nas terras da hipocrisia. A gente tem medo daquilo que não conhece e pra conhecer quem somos precisamos conhecer a história da negritude, das imigrações, das guerras indígenas por diferentes vozes e não só da mãe Europa e do papai americano. A gente tem que conhecer nossa identidade para ensinar aos nossos filhos respeitar a diferença. E, cá entre nós, a gente dá o sangue pra pagar as mensalidades da escola, mas já sabemos que eles não vão dar conta do recado. Pelo menos, não agora. Então, a gente vai ter de completar em casa. Como?
Ué, o que a gente tá fazendo agora? Procurando essas respostas. A blogagem ensinou que livros, bonecas, cabelos e filmes são meios que podem contribuir para nossa mudança. Mas onde eles estão? Nos guetos negros, indígenas, japoneses e judaicos. Se a gente quiser mesmo uma Infância sem Racismo vamos ter de bater na porta dos outros. A escolha é nossa. E aí blogosfera materna o que vamos fazer com tanta reflexão? Vocês decidem!
Teve muita coisa boa, mas não consegui linkar todo mundo no tempo da blogagem, mas nem pense que você se livrou de mim. Saiba que acredito que neste mundo há diversos tempos. O tempo da blogagem coletiva acaba segunda-feira, dia 28. Mas eu ainda vou continuar rodando pelos links, comentando e hiperlinkando aqui. Só que no meu tempo, tá. Não me cobre, please!
Não sei se consigo montar uma lista...(não sou boa em listas), mas aconselho a todas as mães que querem fazer a diferença a CLICAR, mas não só naquilo que indiquei ou que está entre os comentários, use o Google ao seu favor. Use a pesquisa avançada e opte pelo domínio blogspot.com com a expressão Por uma Infância Sem Racismo. Rode, rode, rode...vale a pena!
Obrigada! A blogagem coletiva rola até segunda e...tchantchanctchan...consegui uma surpresa pra gente fechar, na próxima semana, com chave de ouro.











9 comentários:
Ceila,
Queria lhe agradecer pelo comentário lá no blog, e dizer que pra mim foi uma honra ter participado desse manifesto e me sinto entusiasmada com tudo isso que tá acontecendo!
Você colocou uma pimentinha lá no comentário e eu me senti na obrigação de passar por aqui,rs, adorei o desafio!
Olha, o meu desejo e as minhas ações daqui pra frente giram em torno de me aproximar (e as crianças também) das pessoas que são diferentes de nós, ou seja, aumentar esse contato, essa conviência. Claro que não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo, pois não é fácil conciliar tanta coisa com a rotina louca que a gente tem.
Estou me preparando (materialmente e psicologicamente) para trabalhar como voluntária em dois projetos: um para orientar mães carentes, aquelas que parem seus filhos e maternidades públicas ou mesmo em casa sem qualquer apoio, em vários aspectos relacionados ao bebê (cuidao com o bebê, amamentação, relacionamento etc.), projeto este que vou fazer em parceira com outras amigas que já são mães; o outro, de contação de histórias para crianças que se encontram internadas no Hospital Aristides Maltez e que estão com câncer (muitas delas com deformações físicas por conta disso). A minha idéia é, daqui a um tempo, levar as crianças comigo para elas experimentarem essa vivência, pois acredito que esse contato com pessoas, crianças, que estão em uma realidade tão diferente da delas, vai mudar a visão de mundo que elas têm. Claro que elas sabem que tem crianças que não tem apoio, que não tem comida, que não frequentam a escola, que estão muito doentes em hospitais (nunca as poupei da realidade, ao contrário), mas acho que a troca é válida, é importante e contribui para o crescimento delas como pessoas, como cidadãos.
Eu não quero divulgar isso através de um post, ainda não me sinto à vontade, sabe ceila. Primeiro porque as coisas aidna não aconteceram. Segundo porque, por incrível que possa parecer, já sofri preconceito por ser uma mãe que "tem tempo pra tudo", inclusive pra ajudar os outros!!! Faço muitas coisas ao mesmo tempo sim, mas não vou deixar de fazer algo em que acredito e que sei que fará diferença na vida de muitas pessoas.
A lição que devemos tirar de tudo isso é a reflexão (o que devemos fazer para mudar o que está aí??) e partir para a prática, mudar, DE FATO, efetivamente, a situação atual.
Obrigada mais uma vez pela oportunidade e espero ter feito jus à "pimentinha" que você carinhosamente colocou lá o blog!!
Passarei aqui mais vezes!
Bjos!
quero te agradecer mais uma vez ela oportunidade: aprendi muito e percebi que tenho muito o que caminhar para garantir a infância sem racismo para os meus filhos - assim eles se tornarão uma adultos conscientes do seu papel.
Ceila, foi muito bom participar dessa blogagem coletiva! É bom ler cada post, cada experiência e perceber a importância de lutar pela mudança!
O trabalho vai ser árduo, mas é uma luta que precisamos seguir em frente!
Um beijo e, novamente, obrigada pelo convite!
Oi Ceila...meio que na correria fiz minha postagem sobre o assunto...
Que mais tenho de fazer...tem lista com link dos participantes? Bom...sei lá...independente disso, foi bom dar meu recado lá no Verseiro
Dia primeiro de abril se puder participe...uma brincadeira para descontrair...
Um abraço na alma
Beijo
Ceila, é tanto texto bom e inspirado que dá vontade até de compilar num livo!!! Sabe que essa não seria má ideia? Existem editoras virtuais, com as quais a gente pode transformar posts do blog em livro, manualmente e vender por encomenda. Seria interessante se a gente doasse os textos para formar um livro para promover a infância sem racismo, e doar o valor das vendas para algum movimento social em prol da igualdade. To viajando muito???
Não sei se já enviei o meu link, mas ele tá aqui: http://www.whatmommyneeds.net/2011/03/detalhes-racistas-campanha-por-uma.html
Beijos!
Foi mesmo enriquecedor.
Uma ótima oportunidade de reflexão!
Oi Ceila demorei mas postei.
Vou tentar, agora ler os post que voce indicou, porque queria escrever sem ler nada antes, inclusive os que voces ja escreveram por aqui.
Abracos e mais uma vez obrigada pela iniciativa e por nos fazer pensar.
Gra
Meu link e' esse aqui:
http://graflor.blogspot.com/2011/03/por-uma-infancia-sem-racismo.html
Meninas,
Obrigada...muito bom ver essa movimentação em torno de um tema tão espinhoso como racismo. Somos prova de que a mudança é possível... Vou demorar um pouquinho pra ler todas, organizar listas e finalizar com chave de ouro a blogagem coletiva, que pode tornar-se um belo movimento. depende de nós.
abraços!
Ceila se quiser ajuda, e' so' falar. Posso fazer a lista com os links de quem participou, o que vc acha?
Se quiser so me avisa, que eu me organizo aqui.
Abracos
Gra
(e se quiser nao precisa publicar esse comentario)
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