
Desde que a Ceila compartilhou sua experiência nesse post, pensamos em publicar uma série de posts para esclarecer e informar sobre o aborto espontâneo. Afinal, ela não foi a primeira e nem será a última mulher a passar por isso, mas, acredito, é a única pessoa que conheço que não teve medo de se expor de forma tão direta e transparente. Por que? Falar de aborto espontâneo ainda é tabu. Assim como é tabu falar de abuso sexual e infertilidade e exatamente por isso as pessoas preferem o silêncio.
Um assunto não tem nada a ver com o outro, se não fosse pela culpa. Sim, se somos abusadas sexualmente, se somos inférteis ou sofremos um aborto espontâneo, o primeiro sentimento que vem é o de culpa. Lógico que, racionalmente, isso é loucura. Mas a dor causada por esse tipo de experiência não é tão racional assim.
Eu, por exemplo, até agora nunca havia assumido publicamente que sofri um aborto espontâneo durante a oitava semana da minha primeira gravidez. Assim como muitas mulheres, optei pelo silêncio. Li e reli tudo sobre o assunto diversas vezes e cheguei até a consolar meu inconsolável e sentimental marido. Não chorei rios de lágrimas e nem fiquei horas e horas me martirizando para os outros. Mas, cá entre nós, no fundo, lá no fundo... escondidos atrás da minha máscara de mulher forte e racional estavam a culpa e o fracasso. Eu me senti completamenta fracassada por perder minha primeira gravidez, por perder a primeira oportunidade de ser mãe, por fazer meu marido ter esperança. Sei, sei... não foi culpa minha, racionalmente eu sabia, mas meu coração achava o contrário.
Isso aconteceu em janeiro de 2005. Achei pouca informação, poucos depoimentos. Até então, só havia conhecido uma pessoa que havia passado por um aborto espontâneo. Tudo o que li e aprendi sobre o assunto foi através de um livrinho super bem escrito que recebi no consultório médico e atráves das conversas que tive com minha ginecologista. A Ceila também ressaltou a falta de informação e o despreparo médico para lidar com esse tipo de situação, o que tornam uma experiência dolorosa ainda mais dolorosa.
Em posts, não consecutivos, vou explicar sobre o aborto espontâneo, suas causas, se é possível prevenir ou não, fatores de risco, complicações, testes e diagnóstico, estilo de vida e suporte psicológico para lidar com o assunto. Não há certo e errado, adianto, mas é fato que entender mais sobre o assunto nos ajuda a fazer a pergunta certa para o médico, a entender esse sentimento de culpa e fracasso. Recentemente, uma jornalista que admiro muito, Lisa Ling, deu uma entrevista relatando o aborto espontâneo que sofreu. Em suas palavras, o sentimento, assim como muitas de nós sentiu ou sente agora, foi de fracasso. Inspirada na própria experiência e no tabu que ainda é falar sobre o assunto, também nos Estados Unidos, ela criou com uma amiga, Sophia Kim, executiva de Mídia Digital, o site Secret Society of Women, onde mulheres compartilham experiências dolorosas anonimamente.
Parte I
O que é aborto espontâneo e quais são suas causas mais comuns?
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde da Criança e Desenvolvimento Humano, aborto espontâneo é a perda da gestação antes da 20ª semana por causas naturais. Muitos dos abortos espontâneos ocorrem nas primeiras 10 semanas e, muitas vezes, até mesmo antes da mulher saber que está grávida. O aborto espontâneo pode ocorrer por diferentes fatores, alguns deles desconhecidos, nesses casos não há como prevenir. Entre os fatores que podem contribuir para o aborto espontâneo estão:
•má formação genética (ovo cego ou gravidez anembrionária) - quando problemas no cromossomo do espermatozóide ou do óvulo impedem o feto de se devenvolver por completo. Nesses casos, mais da metade dos abortos ocorrem antes da 13ª semana;
•infecção no útero ou cervix;
•problemas hormonais e doenças crônicas como diabetes não controlada;
•mulheres com a síndrome do ovário policístico têm três vezes mais chances de sofrer um aborto nos primeiros meses de gravidez que mulheres que não sofrem da síndrome;
•estilo de vida: mulheres que fuma, bebem ou usam drogas têm mais chances de sofrer um aborto espontâneo que mulheres que não fumam, bebem ou usam drogas.
O que não causa um aborto espontâneo?
Muitos aspectos da rotina diária de uma mulher – como trabalho, exercícios físicos, sexo - não aumentam as chances de um aborto espontâneo. Também não há provas de que o uso de anticoncepcional antes de ficar grávida aumentam os riscos de aborto espontâneo. Os enjôos matinais, muito comuns no primeiro trimestre, também não são fatores de risco, pelo contrário, mulheres que têm enjôo estão menos suscetíveis ao aborto.
A queda muitas vezes é indicada como possível causa de um aborto. Entretando, isso não é verdade, pois na maioria dos abortos o embrião ou feto morre semanas antes do sangramento ocorrer.
No próximo post... vamos falar sobre sintomas, diagnóstico e tratamento.










21 comentários:
Sueli, muito legal a sua iniciativa de falar sobre esse assunto, que, de fato, ainda causa incômodo. Tem casos na minha família, na minha roda de amizades e sempre é muito delicado tratar disse. Minha irmã já sofreu aborto espontâneo, investigou tudo o que pôde, não tem problema algum e os médicos chegaram à conclusão de que foi o acaso. Enfim, hoje ela está sendo acompanhada pela equipe de Dr. Elcimar Coutinho e tentando engravidar. Estamos na torcida.
Bjos!
Ivana
Adorei a iniciativa e a proposta para a quebra do tabu. Afinal é uma dor que muitas sofrem caladas. Aconteceu comigo, em novembro do ano passado e optei por compartilhar minha dor no meu blog. Foi complicado, mas falar e conversar com quem ja havia passado por isso (ate pessoas que eu conheco e jamais soube que tinham tido um aborto espontaneo) de certa forma me trouxe consolo.
E certamente quanto mais informacoes tivermos melhor, dissipa a dor.
Um abraco,
Sueli, eu tenho uma amiga que recentemente - e infelizmente - passou por este problema. Ela sofreu com o aborto espontâneo, após uma longa espera e diversos esforços para tentar a gravidez. Uma outra amiga teve recentemente um bebezinho prematuro, com 7 meses.
Ela teve eclampsia e ficou muito mal, mas recuperou-se, e a criança lamentavelmente não resistiu. Esse tipo de problema, tanto a eclampsia como o aborto espontâneo, podem ter algum tipo de tratamento prévio para evitá-los, no caso das pessoas que estão dentro do grupo de risco?
Abraços - Ana Paula
A matéria é fantástica e muito bem colocada, real e objetiva.
Acredito que vocês nem imaginam o quanto isso vale pra quantidade de mulheres com ascesso a internet que tem esse tipo de problema e essa culpa imposta por anos de desconhecimento e ignorancia social.
Muito bom...
Os nossos parabéns a vocês como mulheres que somos OBRIGADA.
Homeopatas dos Pés Descalços/AMSK Brasil
Adorei!!!!!
BJS
Eu passei por 4 abortos espontaneos. Acho que passei por tanta angustia, tanto medo, tanta frustracao, que nem sobrou espaco para culpa.
Hoje tenho o meu filho e nesse longo e doloroso caminho aprendi muito sobre o tema. Descobri, inclusive, que os medicos sabem muito pouco.
Tenho compartilhado minha experiencia sempre que posso e transformei a minha dor em ajuda com apoio e informacao a outras mulheres.
Estou a disposicao se quiser ajuda na sua serie de posts.
Há sempre diferentes formas de encarar uma situação e muito disso é em função do conhecimento sobre o assunto e sobre as reais possibilidades de enfretá-lo. Tive três abortos espontâneos, sendo 01 na primeira gestação e 02 outros entre duas gestações saudáveis. Desde o início, apesar de as ""crianças serem especialmente esperadas"", senti um alívio ao constatar o fato, pois os abortos para min se traduziram como forma do meu corpo expelir algo não adequadamente formado e caso não tivesse acontecido, a evolução da gravidez teria me trazido um bebê possivemente doente e toda a tristeza realacionada. Eu e meu marido chegávamos a brincar dizendo coisa do tipo: ""Não te disse que eu tava com sono e não queria transar?"", ""Vamos fazer com mais capricho e concentração desta vez?"", ""Eu falei que eu queria era ver o filme, olha no que deu?"". Em uma das vezes eu iria embarcar para Paris pela primeira vez no dia em foi diagnósticado o aborto inevitável, pensei: se o bebê foi embora não adianta eu ficar aqui e fui viajar da mesma forma, lembrando que o vinho estaria então liberado. Não vejo motivo para sentir vergonha ou culpa. Não devemos esquecer que é natural ter gestações saudáveis e também abortos (excelente forma de proteção da espécie); e que é uma delícia tentar de novo.
Cláudia
Pior que aborto... é aborto de repetição :(
Vcs são sublimes por isso: falam para esclarecer. Quebrar tabu, não é fácil, mas, da maneira como este blog lida e trata com todos os assuntos mostra que basta querer que o tabu deixa de existir, sem precisar quebrá-lo... ele se desintegra. Se todos tivessem acesso a este espaço, muita gente poderia ter a oportunidade de ser diferente.
Parabéns!
Sueli,
é realmente muito importante tocar nesse assunto, disseminá-lo, ajudar a confortar outras mulheres estão passando por isso, mesmo que seja somente por saberem que não são as únicas.
http://maeperfeita.wordpress.com/2010/07/03/perda-do-bebe/
Um beijo,
Marusia
Obrigada pelo esclarecimento. Sofri um aborto espontaneo completo de 10 semanas. Nossa, estou arrasada. Estou me sentindo um lixo, porque eu fiz todos os exames com 7 semanas e estava tudo normal, sem cisto, sem infeccao, o bebe estava no lugar certo, o cervix estava fechado.. e estou sem chao, sem entender, o motivo porque o saco aminiotico estourou. Fui ao hospital imediatamente, mas nao deu tempo para socorrer.. perdi o bebe. O medico ficou sem acao e disse que nao entendeu e nao pode explicar o motivo. Acho e porque sou velha ..tenho 42 anos e seria meu primeiro anjo vindo do ceu.. mas o bebe foi embora, e acreditem ou nao, quando a bolsa esourou foi desenhado um coracao... O coracao do meu anjo, que deixou de presente para mim. Alguem saberia me explicar?
Tenho 22 anos,tenho adoração por crianças amo mt,tenho uma enorme vontade de ser mãe,minha menstruação estava atrasada um mês portanto não tinha certeza d nada at q esse mes abril de 2011 descobri de uma forma brusca e dolorida q estava grávida,descobri quando estava abortando,passei a semana toda sangrando pensei q era a minha menstruação q estava vindo at q no 6ºdia tive uma hemorragia terrivel,nao parava d sangra nem um minuto,era meu bebe q estava saindo,passei por uma cirurgia p fazer toda a coletagem q restava dentro d mim,depois q abrir os olhos ainda tonta por causa da anestesia fiquei num quarto onde 3 mulheres havia ganhado bebê,minha dor foi ainda maior,vendo aquelas maes com seus bebes no colo e eu no canto me sentindo a pior das mulheres,mais nao vou perder a fé eu tenho certeza de q eu serei mãe um dia.Pois eu sei q deus estara sempre ao meu lado e o dia q ele me enviar um anjo sera bem aceito.termino com uma dor no coração por te perdido sem ao menos ter sabido q estava gravida mas com a certeza d q deus esta preparando algo melhor p mim,fiquem todas com deus e nunca desanimem diante dos obstaculos.
Muito lindo! É muito importante falar sobre esse tipo de coisa, pois eu acredito que as centenas de milhares de mulheres que passam por essa experiência precisam de muito apoio e carinho, e na maioria das vezes não conseguem esse apoio justamente porque não tem acesso a um dialogo aberto e sem tabus.. Parabéns pela iniciativa! Posso divulgar esse post? beijos
Gravidez inesperada? Podemos te ajudar!
MSN/e-mail: gravidezinesperada@hotmail.com
telefone gratuito: 0800 7724 007
http://www.gravidezinesperada.com.br
Obrigada,
Paula
Olá a todos...
No mês de junho tive a minha ultima menstruação e quando foi no dia 7 de agosto menstruei mas com pouco fluxo e cor bem clara por 3 dias.
Fui a uma consulta e meu médico me mandou fazer exames de rotina e tbm um de gravidez.
Quando fui no dia 9 de Setembro levantar o resultado queria que desse POSITIVO mas ja ia me conformando mais para o NEGATIVO porque quero muito ser mãe e assim a desilusão seria menor.
Quando fui abrir o resultado era POSITIVO e não acreditei,senti uma felicidade enorme e chorei muito de alegria.
A partir daquele momento tudo girava em torno do meu BEBE.
Desejei tanto e ja me sentia como mãe e ja pensava e nomes e se seria menino ou menina.
Mas quando foi no dia 17/09 tive um aborto espontaneo.
Não deu tempo de saber de quantas semanas estava so sei que nessa 1semana em que soube que seria mãe amei muito o meu BEBE e agora que o perdi sinto uma dor horrível.
Muitas pessoas não entendem como pode doer tanto,mas é uma dor de perda que é inexplicável.
hoje faz 18 dias que perdi meu BEBE e digo que doi muito.
As vezes me pergunto como isso aconteceu?
Se foi culpa minha?
Mas são perguntas sem respostas.
O que posso fazer é aceitar o que não posso mudar!!!!
Tento ter forças mas as vezes é difícil...
Espero em Deus que essa dor passe e que logo eu venha a ter uma gravidez saudável até o fim...
Obrigada por me ouvirem as vezes é difícil falar desse assunto pois nem todos entendem...
bjs
É maravilhoso encontrar um espaço como este para desabafos e trocas de informações e experiências. Há menos de uma semana tive um aborto espontâneo... foi minha primeira gravidez. Tenho 34 anos e desejamos muito o nosso bebê... Sabíamos que era um menininho e já tinha nome: Pedro! Quase completando 14 semanas... perdemos nosso Pedro... Tive que fazer a curetagem para a limpeza completa do útero.. algumas pessoas próximas me perguntaram se o procedimento era doloroso... a resposta veio da minha alma: Não existe dor física que possa ser comparada a dor do coração. Quando desejamos imensamente um filho e temos a oportunidade de ouvirmos seu coraçãozinho batendo pelo ultrassom... ver seus pezinhos e bracinhos mexendo... e de repente... vermos que tudo acabou... A dor é na alma... Eu disse que poderiam fazer o que quisessem comigo com agulhas, remédios e exames... mas nada doeria mais que a dor da minha alma. A sensação de vazio, incapacidade, falha e saudade de algo que se teve por tão pouco tempo é imensa... mas a lembrança da alegria de saber-se grávida, dos sintomas da gravidez, da felicidade da família e dos amigos... das imagens do meu lindo Pedro no meu útero... isso ninguém vai me tirar! E pela vida e vinda dele... prometi ser uma pessoa melhor e vou me esforçar por isso todos os dias. Apesar de toda a dor e frustração... só tenho a agradecer a Deus! Agora é reunir forças, pessoas amigas e amadas ao me redor e recomeçar! Espero em breve poder vir aqui com notícias felizes sobre uma gravidez completa e saudável! A todas as mulheres que passaram ou estão passando por isso deixo meu beijo! Não tenham vergonha da dor nem da perda! A pior arma a favor do tabu é o silêncio! Vamos continuar conversando... trocando experiências! Espero que todas nós possamos ter a chance do recomeçco! Força e muita luz para todas nós!
Fabiana.
Eu ja não sei mais o q pensar nem o q falar,eu tenho 25 anos,o tipo de pessoa q todos querem ao redor por ser muito brincalhona e feliz,mas tudo acabou no momento q descobri q estava passando por um aborto,foi sábado agora,dia 13/11,estava de 6 semanas,e uma coisa tenho certeza,não tinha e nem tenho nenhuma preparação psicologica para passar por isso,estou pensando tanta besteira,tenho medo de não aguentar,falo e creio tanto em Deus mas me esqueci até de pedir força p/ ele,eu queria sumir,dormir e qndo acordar ver q tudo foi um pesadelo e q meu bb esta aqui,mas ele não esta mais.
Hoje meu marido me pediu para não deixar de sonhar. Perdi meu bebê de 6 semanas, eles já estava aqui comigo e eu não sabia assim que recebi o resultado positivo foi um misto de alegria e medo sabia que minha vida iria mudar bruscamente. Estava feliz grávida do homem que amo. Éramos 2 dizíamos. Logos depois começaram os sagramentos, fiz ultrasson ainda estava pequenino para ver a médica simplesmente disse que era comum na primeira gestação e que provavelmente estava mal formado. No outro dia mais sangue já estava conformada mas fui em outro medico ele me passou progesterona para segurar o bebe mas foi inutil, de madrugada o sangramento aumentou e continua até hoje 3 dias já perdi as esperanças, estou indo no médico ver se vai precisar de curetagem. Estou muito triste.
Tenho 26 anos e há quase três anos atrás sofri duas perdas, tive um aborto espontâneo dia 15 de janeiro de 2009 e o segundo foi uma gestação na trompa que me levou a uma cirurgia no dia 28 de abril de 2009, sofri demais com isso e posso dizer que só amenizou minhas dores quando dia 08 de dezembro de 2010 meu menino nasceu, ele é meu terceiro filho, sim porque não tenho dois deles aqui comigo, mas os tenho em meu coração e memória, não cheguei nem a saber o sexo, mas me fizeram feliz o tempo que estiveram comigo, só não pude dar-lhes um beijinho ou um abraço e nem acariciá-lo quando estivessem chorando, mas sei que eles são anjinhos do Senhor, e quem sabe, um dia poderei vê-los. Quero que todas vcs que também perderam uma, duas ou várias vezes seus anjinhos, que não percam a esperança, assim como eu, sei que Deus as abençoarão e que serão muito felizes, esquecer é impossível, mas aliviar a dor é necessário para o bem-estar.
Fiquem com Deus.
É muito bom ler depoimentos de mulheres que passaram pela mesma experiência dolorosa que eu. Faz uma semana hoje que perdi meu bebê. Engravidei em novembro e logo que tive certeza no dia 28/11 através do teste de sangue marquei a consulta com o ginecologista que já me receitou o ácido fólico e me pediu todos os exames necessários, fiz os exames mas só pude retornar ao médico no dia 6 de janeiro levando os resultados dos exames, começaria meu pré natal, eu estava preocupada apesar de todos os exames terem ótimos resultados e pedi para meu médico fazer um ultrassom intravaginal pois desde o dia 31 de dezembro eu estava sentindo cólicas leves como se eu fosse menstruar e estava saindo uma secreção da minha vagina marronzinha como no início de uma menstruação, assim que iniciamos o ultrassom uma surpresa desagradável, pelas nossas contas eu deveria estar com uma gestação de 10 semanas e o ultrassom mostrava um embriãozinho de 6 semanas o outro fato que o médico me disse ser preocupante é que a vesícula vitelina estava maior que o embrião e isso era um forte indício de aborto, então começou meu pesadelo, o médico disse que não tinha nada a ser feito a não ser repouso da minha parte e torcermos para nossas contas estarem erradas, ele marcou para eu fazer outro ultrassom uma semana depois dia 12, para acompanharmos o desenvolvimento do bebe, foi uma semana de angústia e sofrimento já que meu marido trabalha e mora longe e nos falamos mais por telefone. Voltei então no dia doze para mais um ultrassom e o bebe cotinuava com 6 semanas então o medico concluiu que o bebe não estava se desenvolvendo mas pediu para esperarmos mais uma semana já que o coraçãozinho do bebe ainda batia, mas no sábado dia 14 comecei a sentir fortes contrações chorei muito de dor e tristeza pois agora estava tendo certeza de que eu perderia meu bebe, então após 3 horas de dores intensas o sangue desceu, liguei para meu marido desesperada e em prantos mas não contei que havia perdido o bebe pois eu sabia que ele iria ficar louco de preocupação pois não teria como ele vir para casa, não consegui falar com meu médico na sábado à noite e nem no domingo ele estava viajando, só consegui na segunda pela manhã quando fui ao consultório e ele fez a ultima ultrassom e confirmou o aborto, fui internada e fiz a curetagem, nunca vou me esquecer desse momento, quando acordei da anestesia chorei muito porque naquele momento todos os meus sonhos em relação àquele bebe tinham se acabado, meu bebe que eu amei desde o primeiro momento em que eu confirmei a sua existência.Meu médico me disse que realmente nossas contas estavam certas no dia em que perdi o bebe estava completando o primeiro trimestre de gravidez, já havia placenta mas o bebe não desenvolveu, o médico disse que não há como saber o que causou esse aborto, mas que eu deveria ficar tranquila e no tempo certo tentar de novo. Meu consolo é que já tenho um filho de 8 anos do meu primeiro casamento, mais eu queria muito esse bebe do meu segundo relacionamento pois este homem é o amor da minha vida. Bom estou me sentindo bem melhor por ter com quem desabafar e acredito que Deus escreve certo por linhas tortas. Desejo que nosso Deus abençoe a todas nós e que possamos daqui a algum tempo dar nossos depoimentos falando de nossos bebes lindos e saudáveis que Deus mandará para nós. Um grande abraço a todas.
maria
bom eu gostaria de compartilhar minha historia com vcs.
sou casada a 15 anos eu tenho 33 anos e meu marido 47, sempre quis engravidar mais ele nao queria pois ja tinha uma filha de outro casamento. bom mais com a minha incistencia consegui convencelo e em abril de 2011 fiquei gravida nem acreditei fiquei dias para cair a fixa, estava tao feliz que tudo ja girava em torno do bebe,planos e tudo mais, minha mae seria avo pela primeira vez e era so felicidade, so dava meu bebe em todas as reunioes de familia, mais o pior aconteceu...
no dia 02 de junho, dois meses depois começou a sair uma sujeirinha na calcinha e nao parou ficava cada ves mais forte e meu marido me levou no ps e la fiseram uma ultrason e o bebe tava la mais nao tinha batimentos cardiacos , eu ..meu mundo desabou fiquei sem chao, o medico mandou eu voltar pra casa e esperar que o feto saice sozinho, mais tarde ja em casa por volta das 22 horas começaram as contaçoes forticimas eu gritava de dor, mais a pior parte foi quando fui ao banheiro e meu bebe que tanto eu esperei que tanto eu amava e ja tinha mudado minha vida saiu e caiu no vaso, nem tenho palavras pra dier a dor que senti, meu coraçao caiu ali e eu sabia que nao seria mais a mesma, entao orei ali mesmo a deus e pedi a ele que me perdoace se eu tivese feito algo de errado e que nao desistice demim
meu marido veio e pegou o feto e enbrulhou em um plastico e levou junto comigo para o hospital , fiquei internada 1 dia nao precisei faser curetagem , depois entrei em depressao, fiquei doente com varias coisinhas, passei de dois a tres messes fasendo esames e fiquei com uma lesao no utero, meu medico muito atencioso comigo feis oque pode por mim, tomei muitos remedios para depressao, fis calterisaçao, tomei muitas vitaminas, mais o bom de tudo isso foi que meu marido esteve sempre ao meu lado.
bom hoje estou zerada e ja estou praticando para vir um lindo bebe com a graça de deus.
esse é meu depoimento a vcs
resumindo..meu sonho é ser mamae e nao vou desistir ,confiu em deus e para vcs que passaram por isso tambem nao desistam nunca, eu sei oquanto doi a perca mais Deus vai nos abençoar e nos dara filhos lindos e saudaveis.
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