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Madrugada conectada só pode dar em maluquices...E cá estou eu com uma delas: resgatar o que postou aqui e agora. E de volta ao baú deste blog, resolvi escolher o ano de 2007 e cai no post Michelle, Cristina e... naquela época, nem imaginávamos que existiria a tal Dilma, talvez muitas de nós já conheciam Marina Silva, mas infelizmente a do verde tá fora. Eu adoraria identificar nessas novas representantes femininas alguma relação com as questões de gênero, mas nem Marina, e muito menos, Dilma não me transmitem nada relacionado às milhares de lutas silenciosas das mulheres brasileiras. Então, pensei: mas há essas representantes por aqui?

Quem são elas? Não conheço nenhuma. Você já viu alguma na TV? Rádio ou algum blog? Será que sou eu que continuo ainda tão distante do gueto político, desinformada demais diante do tempo gasto na blogosfera materna, na leitura acadêmica ou escrevendo, escrevendo e escrevendo? Não pode ser...Agora a informação corre atrás da gente. Eu teria ouvido falar se elas existissem realmente como ativistas, ou não?

Eu sei que se formos nos sites da Secretaria de Política das Mulheres, no Instituto Pagu ou nas milhares de instituições voltadas para questão de gênero, vamos encontrar gente, projetos e conteúdo. Mas acho tudo tão quieto. Você não acha? Hummmmmm, talvez, seja em função dos fragmentos... Tenho a sensação de que o permitido agora é falar de determinadas temáticas como violência ou aborto. Putz, lembrei. Você também lembrou? Maria da Penha ( cheguei a vê-la até na Caras, senão me engano). Talvez porque somente temas financiáveis ganham relevância na mídia de massa. Eu adoraria conhecer as representates patrocinadas pela ONU Mulheres por aqui. Afinal, quem são elas?


Dois anos! Pensar na idade dá medo... os terríveis dois! Arthur sempre foi genioso e só faz o que quer. Sempre! Não é de agradar os outros e também não dá beijos e abraços a toda hora... só quando quer. Não gosta muito de macarrão e batata, mas adora uma sopa de legumes com arroz e um churrasquinho!

Tá sendo difícil controlar os choros, gritos e manias como "bater", "tirar o brinquedo do outro", "cuspir" e "morder". Só quando escuto sua risada, ainda de bebê, que paro para pensar como é gostoso ter um filho de dois anos!

Parabéns Arthur!
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Estou triste agora. Kubler-Ross não previu isso depois da aceitação da morte. Sinto uma certa ressaca de ter presenciado uma determinada paz pelo que passou...Uma amiga diz que pode ser hormonal. "Nada que um bom floral não resolva", diz ela.

Pode ser...Eu prefiro voltar de novo na dor. Ela já não existe como era. Por isso, talvez seja a hora mais sensata de dizer como foi meu aborto. Foi uma menstruação fisicamente normal, com dores leves e uma única cólica infernal. Tal dor física, entretanto, não expeliu o feto como eu imaginava. Demorou ainda três dias depois da cólica infernal para finalizar o processo. No total foram 10 dias de menstruação, muito sangue grosso e uma única cólica insuportável.

Eu esperava mais, muito mais da prática corporal. Dores, hemorragias, cama, sopa, chá, enfim, acho que atribuia o terror da palavra ABORTO à prática de tê-lo, sem desejá-lo. Não foi nada espontâneo como diz a ciência. Mas foi um aborto. Que tipo de aborto? Natural? Espontâneo? Retido? Menstrual? Que tal: só aborto? Hummmmmmmm, pesa tanto!!!! Mas, ok, adotei aborto, abortamento, perda da gravidez para o meu dicurso com os outros. E haja espanto no olhar do outro, haja confusão, desinformação e falta de humanização. É tão forte o terror ao aborto, que cheguei a ouvir de um platonista do pronto socorro: a doença está curada, quando não havia mais vestígio dentro de mim.

As mulheres da minha família, que vivenciaram isso há três décadas atrás, ficaram em pânico. Elas vivenciaram a era das curetagens. Não entendiam a minha espera e, muito menos, a minha falta de repouso. Eu não entendia o desespero delas...E não queria ouvi-las, vê-las nem partilhar algo com elas no primeiro momento. Só depois fui me abrindo mais, aos poucos, tentando explicar um pouco daquilo que não entendia.

Não houve nada melhor que esperar pelo aborto, vivenciar o tempo do meu corpo para a morte e assim renascer...Li, ou melhor, devorava artigos sobre ultra-sons, aborto e parto, enquanto vivia esse processo de luto. Senti a vontade vital de mudar o mundo e, o pior, tive certeza absoluta de que conseguiria. Tive vários posts escritos na cabeça. E, agora, cá estou eu tentando recuperar essa intensidade em busca de um restinho que seja pra passar para você. Mas restou pouco, quase nada.

Minha terapeuta diz que depois que viveu, não tem jeito: será eterno. Talvez. Eu senti que foi um momento de abrir os olhos, enxerguei tudo de uma forma tão diferente, mas agora...hum...será que devo falar o que pensei, será que penso mesmo aquilo que pensei...Tomare que meus olhos continuem abertos!

Foi muito bom reconhecer a verdade do médico nesta experiência. Depois aprendi que eles não só dizem a verdade, como também só agirão de acordo com ela. Por isso, não tem jeito: se ele diz que a maternidade Y é ruim, ele só fará seu parto no hotel preferido dele. Como passei por três gineco, tive a oportunidade de descobrir que mãe não escolhe a maternidade, mas adota aquela que o médico determina. Também aprendi que não é apenas uma questão de verdades, mas de sintonia, de concessão e muita confiança. E, detalhe, há também muita paixão do lado de lá como no de cá. Por isso, gineco tem de levantar a mesma bandeira da grávida. Senão, não rola.

E pra quem gosta de aprofundar, vale a pena ler essa tese, que trata de aborto e, detalhe, justamente desse que aconteceu comigo - o mais frequente, no ano de 1995, entre os abortos registrados no estado de São Paulo.

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Como a maioria dos brasileiros, sempre confiei desconfiando…Pra mim, ser cidadão era doar as roupas velhas e, às vezes, visitar um orfanato ou casa de idosos. Mas ser cidadão vai muito, mas muito além disso! Dá pra contar nos dedos de uma mão quantas vezes doei dinheiro para instituições brasileiras. Motivo? Desconfiança. Medo de estar alimentado a máquina da corrupção.

Essa visão está mudando, lentamente, mas posso afirmar que está mudando. Não que não exista corrupção nos Estados Unidos, mas é visível o que 40 ou 50 dólares podem fazer na vida de uma pessoa. Meu filho mais novo frequenta uma pré-escola particular, que sempre pede doações para bolsas de estudo. No ano passado, doei uma pequena quantidade. Esse ano, quando ele começou a frequentar a escola, vi a diferença que alguns dólares pode fazer na vida de uma criança.
Numa mesma sala, estavam reunidas crianças que chegaram num BMW e outras com furinhos na roupa. Não importa o que vestiam, o que vi ali foi OPORTUNIDADE. Com furinhos ou sem furinhos, essas crianças aprendem a mesma coisa e se desevolvem da mesma forma. Têm a mesma oportunidade. E isso é o que cidadania faz pelo outro.

Ser cidadão não envolve apenas doação de dinheiro, mas de tempo e talento. Eu, por exemplo, não posso tirar do bolso centenas de dólares para aumentar a biblioteca da escola pública que meu filho frequenta, mas posso doar algumas horas do meu dia para melhorar o ensino público local. Explico. Na classe do Tomás são 22 crianças para duas professoras. Na aula de computação, eles têm a ajuda extra de uma outra professora. Mas, ainda assim, eles precisam de assistentes para fazer a aula de 30 minutos render e as crianças aprenderem o máximo possível. Solução: convidar os pais para serem esses assistentes. Pais podem ajudar na salas de aula e melhorar a qualidade do ensino público.

“Ah! Mas trabalho o dia todo”. Sim, essa é a situação da maioria da população. Mas, entendo também que existem eventos de fim de semana, arrecadação de verbas, reuniões escolares etc… um mundo de oportunidades está a sua frente, basta querer. Ajudar na escola do filho, acredito, é o primeiro passo para melhorar o ensino público ou privado (acredite, tenho sobrinhas em escolas particulares e o que vi.. me dá medo). Nada melhor que se envolver com a instituição que é responsável pela educação do seu filho e, consequentemente, de um futuro cidadão.
Três mulheres "verdes'" da blogosfera materna resolveram questionar a nós mesmas com essa perguntinha aí de cima. QUE FILHO VOCÊ VAI DEIXAR PARA O PLANETA?

Complicada de responder, mas necessária pra quem deseja exercer a maternidade plena e consciente. Só a pergunta já vale a visita no blog da Cris, do Ciclicca, da Ana, do Futuro do Presente, e da Monique, do Mimirabolantes. Mas elas resolveram ir além e criaram uma promoção para a mãe que ousar dar tal resposta. Clica aqui e saiba mais detalhes sobre a promoção que vai até segunda-feira, dia 18/10.

Eu resolvi aproveitar o tema para retomar uma roda de conversa sobre Publicidade Infantil que acabou caindo na questão do que é verde, ou não. E tive privilegio de receber como feedback dessa roda o post escrito pelo blog Tablóide Verde, do jornalista Charles Nisz. Ele respondeu a pergunta: quem são as empresas verdes?  que foi colocada na roda naquela época. Vale a pena conferir o post escrito: Por trás do selo verde!

O que mais me apavora diante da onda VERDE é que mesmo diante do ALTO investimento em marketing social sobre o tema e do comprometimento MASSIVO da população, de especialistas, de empreendedores e instituições no Brasil, e no mundo, em volta da sustentabilidade ainda não se sabe COMO, ou melhor - quais produtos, a gente pode comprar de forma consciente. Não existe lista negra, legislação nem movimento forte o suficiente para informar quem são as empresas, que contribuem para gente deixar um filho para o planeta.

Eu tive a oportunidade de escrever umas cinco reportagens sobre tema em determinados segmentos ( TI, construção e varejo) e em todas as reportagens, o discurso sobre o conceito é fabuloso. Há leis e metodologias pra burro (internacionais, lógico) sobre diversas práticas para adoção empresarial. E haja selo para o marketing social, mas é raro ouvir algo além do conceito e de práticas, que impõem determinados processos operacionais que valem selo para a indústria. Ou seja, ninguém fala de mudança na forma de se relacionar, de faturar, de explorar, de subordinar, de comprar e de vender...Ops, até falam, mas basta uma segunda perguntinha pra sacar que só falam. Não agem de acordo com discurso.

E posso estar enganada, mas acho que isso também é crucial para que haja um planeta melhor para nossos filhos. Eu diria que falta humanizar a onda VERDE de que se fala tanto nos dias de hoje. E, cá entre nós, acho que não há ninguém melhor no mundo pra ajudar nisso que mães! Como? O primeiro passo é descobrirmos qual o filho que vamos deixar para o planeta? E a partir disso começa, então, uma série de necessidades comuns, as quais exigirão MUITA AÇÃO tanto minha como sua, topa?
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No meio do caminho tinha uma esperança
tinha uma esperança no meio do caminho
mas surgiu uma "verdade" no meio do caminho

No meio do caminho a verdade
matou a esperança



Eu não perdi a minha transformação como imaginava. Pelo contrário. A perda foi outra. Essa experiência tem embaralhado muito meu jeito de ver o mundo. Explico: o laudo médico do ultra-som, dito na semana passada, tinha uma esperança silenciosa, a qual só tive o direito de descobri-la depois de ter ouvido a verdade. O fato de não haver batimento cardíaco no embrião de apenas cinco semanas não significa só morte, mas também que o coração ainda não se formou. "São só células ainda" , explicou outro médico. Ou seja, havia esperança. Mas a verdade científica surgiu no meio do caminho. Logo, conclui: perdi minha gravidez! Não tive chance de exercer a minha fé.
ATENÇÃO: A verdade para um cético pode ser sem esperança
. E quando verdades são ditas de nada adianta em que você acredita.

MANIFESTAMOS PELO ATIVISMO ANÔNIMO E INCANSÁVEL DAS MÃES
Nas trincheiras domésticas de uma sociedade cada vez mais dominada pelas leis cruéis do mercado.
E apoiamos as mães que questionam. Que boicotam. 

É por isso que precisamos assumir o papel de questionadoras. QUESTIONAR, QUESTIONAR, QUESTIONAR SEMPRE. Não há espaço hoje para se saciar com verdades. É preciso buscar a informação até o fundo. Não podemos ser reféns das leis cruéis do mercado. Não é o médico o culpado. Ele é apenas mais um refém. Por isso, eu aprendi na pele: questione, questione, questione até buscar uma verdade que lhe dê esperança. Exemplo?

Que tal um diálogo assim?
O embrião não tem batimento cardíaco, diz o médico.
Mas isso significa somente óbito fetal?, retruque
Sim. O embrião está morto, responde o médico.
Mas não são só células? Há CERTEZA de que o coração já esteja formado neste período?, retruque.
Sim. Já é possível detectar o coração neste período da gestação, responde o médico.
Mas qual é a estimativa da formação do coração? A partir de quando até quando isso acontece?
Talvez só aí apareça a esperança de um médico cético e, então, você terá o direito de sair da sala com informação suficiente para ter esperança. Ou não. Talvez ainda seja necessário questionar mais e mais e mais. Toda grávida tem o direito à informação, mas aprendi que nos dias de hoje é preciso questionar muito para obtê-la. Além, é claro, de pesquisar incansavelmente.

Eu não tive o direito de ter esperança diante de um feto sem batimento cardíaco, mas você tem. TODA GRÁVIDA TEM O DIREITO DE EXERCER SEU ATO DE FÉ! Ops, sorry, você não está entendendo nada? Calma! Vou tentar explicar um pedacinho da experiência que vivo agora: eu acredito que vivencio um aborto espontâneo desde sábado, quando comecei a sangrar no banho. Mas o saco gestacional continua lá. A previsão médica é de que ele seja expelido nos próximos dois dias. Talvez, agora, eu vivencie apenas um aborto retido?! Não sei ainda. O fato é que cada dia aprendo mais sobre aborto.

Tudo isso me fez questionar muito não só em relação ao aborto, ao discurso médico, mas também ao uso do ultra-som durante a gravidez. Comece a ler o artigo indicado no hiperlink que volto em breve para pensarmos juntas sobre isso. Obrigada a todas pelo apoio, pela força e pelos comentários. Prometo voltar devagarinho.

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Chorei, mas ainda não lavei a alma. Não senti culpa nem busquei justificativa. É tudo muito nebuloso: posso chorar como se fosse uma morte ou devo me comportar civilizadamente por ser comum? Não sei. O fato é que as pessoas buscam racionalizar a perda para te confortar: "Melhor assim que perdê-la no meio do caminho" ou "Deus sabe o que faz" e haja estatíticas para te convencer a não chorar. Deixem-me em paz, por favor!!! Eu preciso de luto e Deus não tem nada a ver com isso.

Não sei como, mas preciso de luto. O que mais me angustia é não ter parâmetros para tomar a decisão de hoje: o que vai acontecer agora? Voltamos ao dia de ontem para entender melhor minha angústia. Fiz meu ultrassom e o médico disse que era uma gestação gemelar. É gêmeos, perguntei. O que é ge-me-lar?, pensei. Não havia barulho. No laudo, surgiu uma nova palavra: monocoriônica. E várias outras: embrião sem batimentos cardiácos, por exemplo. EU JÁ SABIA! Tive medo de não estar grávida desde que anunciei a gravidez. Segurei o choro diante da imagem. E depois, ufa, chorei!

Tive muita raiva.
Não da morte, mas raiva do que projetei nessa gravidez. Eu atribui uma transformação pessoal muito grande a esse embrião, que não cresceu nem crescerá. Agora, se eu quiser, vou ter de transformar sozinha. Seria muito mais fácil se eu estivesse grávida. Agora é só comigo. Não há mais a circunstância transformadora que atribui a esse bebê para me tornar uma mãe melhor. É incrível como a gente precisa se apegar em algo para seguir em frente. Estou com raiva!!! Por isso, preciso de luto...

Mas, como já disse, não consigo lavar a alma. Será que alguém consegue? É permitido chorar por algo assim? A Malu descobriu que homem não chora. E, mesmo sendo mulher, teve vergonha de chorar. Eu descobri que existe a dor em silêncio, a tristeza que nunca sai pelas lágrimas, mas que está ali quietinha e precisa de paz. Eu sinto falta de um ritual, algo que me dê certeza que acabou. Mas como ele virá?

Essa é a dúvida de agora. Corri pro google antes da consulta, marcada pra hoje no final do dia. Ufa! Achei o blog Aborto Retido. E também uma discussão sobre curetagem desnecessária. Entendam ainda não é um aborto espontâneo (o embrião morto continua dentro de mim com tudo que está volta de uma gestação gemelar). Vou precisar esperar pelo aborto para que seja espontâneo... Mas, se decido não esperar: o que estarei fazendo? Um aborto! Só ouço a palavra curetagem como alternativa. Que ódio! De novo, aquela constatação óbvia: como somos sempre tão mal informadas.Também ouvi falar do Cytotec, mas estaria eu provocando um aborto?


Descubro uma associação, em Portugal, que cuida disso. Mas ainda falha na informação. Não temos informação. Cadê nosso direito? Eu precisava ter condições de decidir...Encontro parte de uma legislação sobre Declaração de óbito que diz que óbito fetal abaixo de 20 semanas, com tamanho inferior a 25 centímetros não precisa ser declarado. Por outro lado, as estatísticas dizem que dezenas de porcentagem de grávidas têm aborto espontâneo até o primeiro trimestre. Como eles sabem desse percentual já que não precisa ser declarado?

Eu estou bem. Não sintam pena de mim. Só não quero plastificar essa dor nem intelectualizá-la demais. Sentia necessidade de gritar não pela dor que sinto nem pelo luto que preciso, mas do ódio de não termos informações, de não falarmos sobre aborto, de não falarmos da perda de uma gravidez. Eu me revolto, sorry! Preciso de luto e volto quando puder!

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É muito bom compartilhar alegrias como a chegada de um bebê. Mas, cá entre nós, bem baixinho: não é problema nosso certas denúncias, que soam tão comuns, como os desafios dos planos de saúde para grávidas. Mesmo que eu, ou você, enfrente alguma situação dessa, o ideal é que a gente encontre a melhor alternativa e não se envolva no "mérito" da questão, como diz a candidata verde à presidência. Afinal, ISSO não é problema nosso.
Créditos sobre a foto aqui
É verdade, você tem razão, mas chega a ser engraçado como o universo insiste em certas mensagens. Você acredita que, na busca ao google sobre o tema, duas grávidas - que tiveram a "perda de tempo" em denunciar os respectivos planos de saúde - têm o mesmo nome? Elas se chamam Vanessa, uma é de Brasília perdeu os gêmeos, e a outra é paulistana e sofreu aborto. Eu sei que ISSO não é problema nosso, mas já pensou se você estiver grávida e chamar Vanessa?

Ufa! Eu também não chamo Vanessa nem sou o Antonio Gallucci, que passou um nervoso daqueles para resolver o reembolso do parto da sua mulher. E não sou cliente da Samcil, da Amil nem da Bradesco Saúde, o meu plano é ainda mais popular: Medial Saúde considerado do mesmo nível da Unimed. Verdade, você tem razão, ISSO não é problema nosso.

Eu sei que você tem razão, mas hoje fui ao gineco. E, olha que engraçado, tive com ele a mesma conversa que tive com outro gineco. Falamos DISSO. Ele tem uma opinião bastante parecida com a sua. A diferença é que ele é da área de saúde (risos!). Diferencinha boba, né! Ele acha - assim como o médico, que fez a cesárea da Malu - que quem deve lutar sobre isso são os clientes. Afinal, ISSO também não é problema deles.

Resultado: eu continuo à procura de um gineco. E, você, não tem nada a ver com ISSO, né?