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Tomei coragem de gritar: estou grávida!!! A consulta ao gineco ainda não rolou, mas já fiz o teste da farmácia. OK. Eu sei que o momento é de cautela. Ainda é muito cedo para anunciar...Mas, você não tem ideia o quanto esperei para blogar: sorry, entenda-me!!!

Tudo parece uma eternidade, menos o relógio que voa. E não deixa a gente dormir o suficiente, ler o bastante e sonhar, sonhar e sonhar com o agora, o ontem e o amanhã. Toda grávida merece sonhar!!!

Eu não tenho mais dúvida nenhuma: toda gravidez é transformadora. Metamorfose pura. Essa é a verdade absoluta da grávida. O resto...bem, o resto do que se fala por aí, sorry, não acredito. Pra mim, o resto é cada uma por si. Há leoas, assim como carneirinhas. E haja bíblia pra tentar encaixar a diversidade materna nos símbolos criados pela humanidade. Acho eu que, talvez, pode-se até afirmar que toda grávida vive seu momento selvagem. O problema é o que se entende por SELVAGEM, uau!

Eu acabo de comprar uma camiseta com a imagem de uma loba. Tô me sentindo a dona do pedaço, pronta pra correr pela floresta e louca para descansar do mundo dos homens. Toda grávida merece descanso. Isso deveria ser direito humano, mas imagina dizer "isso" no mundo dos homens, onde mulheres podem tornar-se presidente de um país!!! Não combina. E, ultimamente, não tô afim de enfrentar essa briga. Ainda mais agora que aprendi a remar de costas. Tô fora! Prefiro navegar por aqui com a família no barco.

Também comecei a ler Michel Odent, me alistei na PP e na MaternaSP. Me sinto pronta pra mergulhar na busca pelo conhecimento do parto normal. Desta vez, não vou ser dona da verdade, mas protagonista mesmo da gravidez. Cansei de ser teimosa, de emburrecer com os outros e de querer ter razão. Quero apenas ser grávida e ter a privacidade que Odent ensina na hora de parir. E a gente só pode ter privacidade se souber a dimensão da coisa pra colocar limite.

Ontem comprei lentilha no supermercado. Dizem que tem muito ácido fólico. Ficou uma delícia. Parei de brigar com a cozinha e as refeições ficaram tão mais simples. Ufa!

Mas brigas são o que não faltam comigo mesmo: ainda cobro a caminhada, o horário, a disciplina, a profissão, a grana, a grana, o TEMPO DE MÃE. A lista é enorme e ainda não aprendi a mágica de dar continuidade ao sabor da vitória. Olhar pra trás não é fácil pra quem rema até de costas.

Devagarinho, quem sabe, eu vou aprendendo a girar mais o meu corpo. Aliás, corpo é tudo na gravidez. NÃO!!! Calma, não entrei na neura comercial da beleza em busca da proporção milimétrica. Tô fora! Nunca tive corpo pra isso. Tô falando da metamorfose de dentro pra fora, de fora pra dentro, de tudo que envolve esse movimento: desde a gestação em si, da alimentação, do sexo até a respiração. Corpo é tudo na gravidez!  

Espero conhecer grávidas por aqui.
Fui!
E não se esqueça: vote consciente neste fim de semana!
O Manifesto atingiu as 1 mil Mães!!!! #prontofalei!
Hoje tô um desabafo sô, sorry!
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Tá chegando o dia e a hora que a maioria dos brasileiros tem alguma chance de fazer diferente. E haja desafio pra discernir o que é diferente, se há alguma opção ou se vamos continuar, de novo, fazendo o mesmo de sempre. Só hoje tive tempo de conferir os candidatos no site do Tribunal Superior Eleitoral. A página cai toda hora. É preciso ter paciência. Se o link estiver quebrado, vá na página principal do TSE e procure no menu Divulgando Candidato, a página é nomeada por DivulgaCand2010.

Você terá acesso a todos os candidatos por estado. Em São Paulo, por exemplo, há 18 candidatos para o senado,  mais de 1270 para deputado federal e mais de 1970 para estadual. Ou seja, quantidade é o que não falta. Cada ficha tem o patrimônio, a escolaridade, a coligação e os partidos. Demora muitooooo para ver todos, mas vale a pena. É interessante perceber o que os candidatos declaram como patrimônio. Assim você tem a chance de avaliar a formação de cada candidato e seus interesses.

Não consegui conferir nada sobre os candidatos em relação a Ficha Limpa, mas recebi muitos emails com a citação de alguns que são Ficha Suja. Se alguém souber como descobrir se o cara que você está escolhendo é Limpo ou Sujo, comentaaaaaaaaaa!!! Eu confesso que já que não há muita saída para presidência, o jeito é dedicar tempo, energia e inteligência para tentar formar um Congresso diferente.
 
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Tá chegando a hora...Só falta 50 assinaturas pra gente começar a fazer barulho. É um orgulho danado fazer parte desse movimento e, confesso, tô ansiosa pra gritar ao 'mundo' que ISSO EXISTE. Tem noção do que é isso?
Primeiro: mulher unida.
Segundo: movimento social no Brasil.
E terceiro: na web.
É muita resistência junto, né. Parece inacreditável, mas é real.

Vale ressaltar o que já conseguimos neste solo fértil.
1-A questão de gênero, além de ser assunto chato, é ultrapassada, ainda mais feia que no passado e não ganhou a era de celebridade dos direitos humanos como outras lutas sociais, principalmente, pelo ranço dos anos 70 e 80. 
2- Movimento social, no Brasil, está associado ainda a certos estigmas bastante negativos como coisa de 'gente política' (como se existisse algum ser apolítico - risos!!!), gente que tem necessidade, carência, maluco, aproveitador, idealista ou utópico demais...
3- E pra fechar: a WEB, que com seu poder de multiplicar as intensidades e estimular as rivalidades, traz a utopia da emancipação digital, que dura dois segundos, assim como a tragédia da globalização digital, que CONCENTRA ainda mais o mundo da comunicação

Ou seja, tudo pronto pra não dar certo. Mas, sorry, estamos vencendo as piores adversidades. É preciso que haja essa consciência. Isso que JÁ EXISTE é coisa pra caramba.

Gente, juntar 100 milhões de 'pessoas' na web é muito fácil. Basta ter tecnologia, nome e money. Mas juntar 10 camaradas na web por uma causa ampla, que não está nos holofotes do terceiro setor e, detalhe, que vai contra a corrente de agora (capitalismo, trabalho, individualismo). Uma causa que não tem celebridade, muito menos money e ainda tem carência do básico das possibilidades técnicas da cibercultura é du cueiro ( pra não dizer mais o palavrão - aprendi com a Tais)

CONTO COM VOCÊS!!!
PS: chegou a hora de pedir pra tia chata, aquela dona de todos os 'conselhos do mundo'. Coloca ela na roda: é hora de sair da rede. Só falta 50 pra gente começar a luta!
Assine nosso manifesto!!! Vamos nos tornar Mãe do Cria!
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Esta semana, Arthur também começou a escolinha...

O sorriso da foto acima durou pouco, foi só entrar na sala para ele começar a chorar! Aliás, quase todas as crianças da sala choravam. Dois anos. Imaginem uma sala com 12 crianças de dois anos separando-se pela primeira vez dos pais... Caos total!

Depois que o Tomás começou a escola, ganhei um tempo extra para o Arthur. A sensação que tenho, até às 16h (quando Tomás chega da escola), é que sou mãe de apenas uma criança. Posso dar mais atenção para o Arthur, fazer programas para a idade dele e não apenas "encaixá-lo" nas atividades e programas do irmão mais velho.

Ser mãe de apenas um filho é um paraíso! Dois já fica complicado, três... ai nem quero imaginar. Só quando vejo esses pezinhos gordinhos, emagracendo dias após dia...



... é que me dá um aperto no coração e, por alguns segundos, esqueço do trabalhão que dá ser mãe. Meu bebê já não é mais bebê. Está crescendo, indo para a escolinha e logo, logo vai virar um meninão como Tomás. Bate uma vontade louca de fazer outro bebê, de pezinho gordinho, cara redonda, careca... Mãe é boba mesmo!

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Muita conversa, muitas respostas positivas aos "porquês" e muitos, mas muitos abraços, beijos e declarações de amor. Pensei que estivesse pronto para encarar o primeiro dia de aula numa escola diferente, cheia de alunos e professoras que já não têm mais aquele excesso de doçura das tias da pré-escola. Me enganei, assim que o ônibus escolar parou na esquina de casa, Tomás correu para o lado contrário chorando e gritando que não estava pronto para começar a "escola grande".

Lógico que me deu um aperto no coração, mas corri atrás dele e o levei para o ônibus. Peguei meu carro em seguida e fui para a escola fotografar sua chegada no primeiro dia de aula. A escola estava cheia de pais ansiosos, muitos deles chorando (como nos filmes americanos) e crianças com carinhas assustadas para começar esse "novo mundo" de amigos, aprendizado e responsabilidade.

Por saber que o Tomás tem apenas 4 anos, me senti um pouco culpada por fazê-lo iniciar essa etapa tão cedo. Mas seria horrível também segurá-lo um ano mais no pré, sabendo que ele está pronto, talvez não como as outras crianças mais velhas, para aprender além dos nomes das figuras e cores. Ele quer ler, ele quer contar...

Talvez se não tivesse tão cansada - afinal desde que o Tomás nasceu sou mãe 24 horas + outras mil responsabilidades - seria uma dessas mães que choraram ao ver o filho partindo. O Tomás começar a escola significa ter um pouquinho mais de tempo pra mim, para os meu projetos... mas não muito, já que tenho o Arthur, um moleque danado que tem mais energia que uma usina nuclear.

"Seu cliente é exigente e muitas vezes ranzinza. Você trabalha 365 dias no anos, 24 horas por dia. E todos acham que você não faz nada. Você é mãe"
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