• Feed RSS








Se você também quer lutar pelo direito de exercer a maternidade e valorizar a família, assine nosso manifesto: www.grupocria.com.br ! E nos ajude a divulgar postando em seu blog ou convidando amigas para assinar o manifesto!!!! Obrigada!!!
Na roda de conversa sobre Publicidade Infantil tá rolando muita troca boa. Por outro lado, a troca deixa claro o quanto o descaso do legislativo afeta, ou melhor prejudica, a nossa vida. A Lu Ivanike compartilhou uma pérola da filhota que retrata bem nosso desafio:
“Por que você dói meu cabelo e a mãe do menino na TV não dói o cabelo dele?”…

Responda-me minha cara indústria de cosméticos, que fatura  entre R$ 2,6 BILHÕES ou seria aquela de R$ 3,7 BILHÕES por ano, o que devemos responder aos nossos filhos?

Enquanto o lucro dessas empresas crescem acima de 10% (quase 20%), o caos da minha casa ultrapassa os 100%. É lucro para investidores versus prejuízos para famílias. Essa relação poderia ser um ganha-ganha. Lucro para todos, certo?
PS: Eu não sou contra o lucro da sua empresa, mas acho que poderia continuar lucrando sem precisar apelar para infância. Nós não vamos deixar de lavar o cabelo dos nossos filhos, mas queremos ser responsáveis por essa escolha. Venda seu xampu infantil para quem compra (ei, acorde, somos nós quem compramos, helooooooooooo!!!). Nós sabemos avaliar o produto, o cheiro, a imagem, mas também queremos saber como você faz o seu xampu, como paga seus empregados e se pra eu lavar o cabelo da minha filha estou contribuindo para o desmatamento, ou não.

Agora, é possível fazer escolhas de produtos que não exploram a infância? Dizem que já existe empresas "conscientes". Eu não as conheço. Mas gostaria de saber quais são elas. Afinal, eu ainda acredito no mantra agir local para reagir globalmente. Pode parecer insano, mas EU QUERO FAZER ESSA ESCOLHA. Quero comprar de quem respeita a infância. Será que as blogueiras-verdes topam entrar nesta roda de mães? Hummmmmm! Convido a Monique, do Mimirabolantes, que tive o prazer de conhecer recentemente, para responder a pergunta: Existe como descobrir quem são as empresas verdes?

Se a Lu me instigou a mergulhar na indústria, a Carol trouxe à tona nosso papel de pais ao apresentar o quanto a oferta excessiva do mundo em que vivemos nos dá também a possibilidade de escolhas. Eu tenho lutado comigo mesma para ter condições de discernir como equilibrar a balança do que vem de fora e o que vou colocar aqui dentro de casa. Parte do meu emagrecimento deve-se ao voltar pular corda com a Malu, mas é pouco. Muito pouco. Também resolvi fazer bonecas de pano com minha filha, mas ainda não consegui controlar a minha ânsia de oferecer a ela todos os livros infantis. Reconheço agora que isso precisa de equilíbro, mas jamais recuperarei o tempo em que estava cega para exagero da literatura...Ou seja, de novo, a oferta excessiva exige de nós, pais e mães, um discernimento que eu particularmente não tenho. Por isso, lutar pela regulamentação ganha ainda mais sentido.

A Christianne Alcântara, do Coisa de Mãe, também aceitou o desafio proposto e me fez repensar na parceria dentro de casa.  Se a gente fica cega diante de tanto excesso, como começar a abrir não só os nossos olhos de mãe como também os olhos de pai. Dá raiva quando a gente acorda da alienação consumista e começa a perceber o poder infernal da convergência e o quanto a gente contribui e colabora para que nossos filhos sejam inseridos neste caos simbolíco. Mas aí na hora de mostrar isso para o pai que também tá correndo sem tempo pra respirar, a gente sente que tá exagerando, tá demonizando a coisa...Porquê??? O tema merece outros capítulos, mas vale colocar mais uma pergunta no ar: Será porque somos as principais vítimas do lucro só para empresas?

PS: esse texto é resultado da roda de conversa entre blogs proposta aqui, mas que começou ainda em março a partir da união de 10 mães numa troca de emails. Você pode acompanhar esse debate, clicando nos links deste post e conhecendo mães que estão em busca de um caminho para vencer os desafios da publicidade infantil. Manifeste você também no seu blog. Permita-se ter consciência!

Comprou o quê para seu filho hoje?
Você é a favor da lei contra Publicidade Infantil

Eu quero Mais!!!

Há duas semanas, fomos a um casamento com direito a cerimônia, festa e noiva vestida de branco. Foi a primeira vez que o Tomás assistiu um casamento. Ficou encantado, perguntado toda hora o que era casamento, porque as pessoas se casavam e mais uma infinidade de perguntas que me deixaram com dor de cabeça por mais de uma semana.

No dia seguinte, na classe... batata. Ele vai direto para a melhor amiga dele e pergunta: "Marisa você quer casar comigo?" Ela, que é alemã, responde: "Tomás, eu não posso casar com você porque não falamos a mesma língua. Você fala três línguas e eu falo duas, e a gente não fala a mesma língua. Eu preciso casar com alguém que fala a mesma língua que eu". Pensei, garota esperta! Homens e mulheres já falam línguas completamente diferentes, se é que me entendem... não precisamos de um obstáculo mais...

Tomás ficou arrasado. Coração partido mesmo. Ele me disse: "Mãe, a Marisa não pode casar comigo e eu estou muito triste". Eu apenas disse que agora ele não precisava se preocupar com isso, que ele teria mais 30 anos pela frente pra pensar nisso e conhecer outras meninas... "Mas eu gosto da Marisa". E a Andrea? "Hummm, acho que vou casar com a Andrea". Segundo a mãe da Andrea, ela ficou arrasada quando escutou o Tomás pedindo para a Marisa casar com ele porque ela queria casar com o Tomás...

... e tudo isso me fez lembrar o poema Quadrilha de Drummond: "João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria..."
10
Um fim de semana sem marido e filhos. Pela segunda vez, desde que o Tomás nasceu, deixei os meninos com meu marido e fui para NY City curtir sem me preocupar com comida, fraldas e possíveis acidentes. Na primeira vez, uma super amiga ficou preocupada com a minha preocupação e convidou os meninos (incluindo meu marido) pra jantar na casa dela. Ao menos, as crianças comeriam algo nutritivo.

Na segunda vez, fui com a cara e coragem. Mas, como não sou de ferro, preparei uma lasagna de frango e legumes. 30 minutos no forno e a família estaria bem alimentada no fim de semana. Visitei museus, assisti uma peça na Broadway, sentei num bar e degustei um delicioso aperitivo, sem escutar: mãe derrubei, mãe preciso fazer cocô, mãe tô com fome agora, mãe quero sobremesa... e mais uma centena de “mães” noite afora.

Naquela noite, no hotel Waldorf Astoria, conversei com uma amiga, bebi um aperitivo e degustei queijos. Depois caminhamos por NY e assistimos uma peça. Tudo muito adulto, coisa que eu nem sabia mais o que era.

Cheguei em casa domingo a noite. As crianças estavam vivas. Sobreviveram a um fim de semana comendo pizza, bagel, donuts e sorvete. Caminharam na floresta, foram picados por pernilongos, mas sobreviram. No dia seguinte, tive que levá-los ao médico por causa das picadas que infeccionaram (os dois são alérgicos a picadas de insetos). A lasagna? Muito trabalho assar, melhor pedir pizza…

Mãe se preocupa demais. Mãe chega a ser doente… e , muita vezes, acha que nada vai dar certo na sua ausência. Dá certo. Quando cheguei, o Arthur continuou brincando como se eu nem tivesse passado a noite fora e o Tomás, meu anjo Tomás, chorou, me abraçou e falou baixinho no meu ouvido: senti sua falta, não me deixa nunca mais… Foi bom sentir seu abraço, mas esse foi ainda mais especial, eu estava relaxada, com a cabeça e corpo descansados , pronta para entender o que represento na vida deles.