Meu filho Tomás sempre foi, e ainda é, uma criança que dorme pouco, chora muito e quer atenção o tempo todo. Quando tinha um, dois anos… dava um trabalhão. Chorava o tempo todo. E as mamães que viam o meu desespero me alertavam: quando crescer melhora, você vai ver. Na época, lógico, não acreditei.
Ele cresceu e hoje, com quatro anos, me descubro ainda mais apaixonada por ele. Tão carinhoso, tão companheiro. Conversa o dia todo, entende cada vez mais o certo e errado e está disposto a aprender tudo. Ainda apronta e muito, mas agora é diferente. Um não é um não. É possível negociar, conversar.
Toda noite, antes de dormir, a gente entra na tenda secreta (debaixo dos cobertores) e fala um para o outro tudo o que gostou e não gostou do dia, inclusive se eu não gostei de alguma atitude dele e vice e versa. O objetivo é tentar agir melhor no dia seguinte. Tem funcionado.
Se alguma mamãe ainda se desespera, repito aqui o que escutei há dois anos: com o tempo melhora e muito. Quando meu filho caçula, que tem 18 meses, está me deixando louca com seus gritos e choros. Penso: vai melhorar. E olha que o Arthur é mil vezes mais danado que o Tomás. Gosta de bater e, agora, não sei onde aprendeu, começou também a cuspir. Repito. Ele tem 18 meses. Minha paciência está no limite com o pequeno. Mas sigo em frente, mais dois anos e eu estarei me (re)apaixonando pelo Arthur da mesma forma como me reapaixonei pelo Tomás. Haja amor e paciência…






