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Só mesmo um consumidor nato sabe o quanto é insuportável ouvir a amiga que não deixa o filho tomar refrigerante nem comer na hora errada e ainda tem regra para o consumo da bala, chiclete e chocolate. Só mesmo quem é um gordinho nato ouve com mais atenção a amiga e tenta reduzir o açúcar, a gordura e as guloseimas dentro de casa. Mas, só mesmo um amante da consciência para colcoar em prática à risca (sou exagerada - coisa de quem ainda tem cabeça de gorda) as tais regras da alimentação saudável. Eu digo isso porque sofro a cada mudança. É dolorido deixar o consumo fácil, prático e rápido. Cansa, chega a doer as costas...

Mas, aos poucos, aquilo começa ganhar um sentido quase religioso, o resgate do corpo é algo sagrado. Eu tenho percebido o quanto comer é conhecer a mim mesmo e, pasmem!!!, criei até rotina do Jantar com minha filha. Estou tão orgulhosa de mim mesma. Há quatro semanas eu aprendo a deixar de ser um consumidor e gordo nato. Devo tudo isso ao meu esforço próprio, mas fui influenciada pelas mulheres mais mais e mais fantásticas do Brasil. Quando comecei a ler, de novo, sobre a alimentação saudável numa conversa pra lá de virtual, eu resolvi: Quero ser igual a elas!

Tem coisa melhor que descobrir seu grupo, lutar por um ideal. NÃOOOOOOOOOO!!! Até porque gente gosta mesmo de gente. Gente precisa de gente e, cá entre nós, não existem diversos caminhos por acaso. Cada um prega de certa maneira o que você quer agora. E quando você determina Quero uma Alimentação Saudável, você coloca um FIM  para os 679 milhões de outros caminhos. Dizer SIM para ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL implica dizer Não para minha comodidade, para meu consumo rápido, para minha preguiça (eu sou/era muito preguiçosa)...............................................................................
...............................................................................vichiiiiimaria é tanto NÃOOOO pra mim..........Tente imaginar!!!!!

É impressionante como comer bem dá trabalho. CALMA! Eu sei que dá pra comer bem de forma rápida, prática e fácil. Mas ainda sim você estará seguindo um caminho diferente da maioria. Logo, é difícil. A gente resiste, briga pra continuar na vidinha fácil da TV. O desafio de ser saudável é a mudança de hábitos. E eu já descobri que a repetição muda tudo. (Afinal, a Malu já tem 5 anos e tudo aqui só aconteceu pela repetição, lembra?) MUDA até gordo e consumista nato....Confesso tô bem mais bonita e já não sinto tanta vergonha do corpo que tenho. No entanto, o principal resultado desse meu começo foi a CONSCIÊNCIA. Por ela, vale tudo!

Só a danadinha me fez questionar: se é tão insuportável-assim-mudar (a maioria prefere viver no velho automático), qual é o meu papel de mãe?
O que devo ensinar a minha filha? 


Alimentar bem me fez ter consciência do que é a alimentação saudável. Eu, como mãe, não tenho o direito de deixar minha filha jogada e abandonada pelos horários da escola, da casa da vó ou da vitrine do consumo. Eu preciso ensiná-la como dizer NÃO aos 689 MILHÕESde outros caminhos disponíveis. Ou seja, é meu dever DETERMINAR os hábitos válidos para minha filha. Ufa! Isso tem feito uma baita diferença aqui em casa.

PS: Obrigada a todas as mulheres da lista, às reuniões do Vigilantes do Peso e à minha terapeuta da maternidade!!!!!!!
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Japa, neusa, japo”neusa”, olhos rasgados, pernas de sarakura, little yellow… esses são alguns apelidos que tive nesses 36 anos. Quando era criança, isso me entristecia demais. Eu não queria ser diferente, queria ser igual a todo mundo, não ter esse cabelo liso, não ter os olhos finos e o nariz de batata. Mas a gente cresce e supera. Aprende a levar na brincadeira os apelidos, mesmo ainda achando ridículo algumas pessoas insistirem não me tratarem pelo nome, mas por minhas características físicas. Para eles é normal, para mim não.

Também já me senti como personagem de circo às vezes, principalmente em locais onde tem poucos ou nenhum asiático. Já fui maltratada pelo fato de ser asiática. Já fui maltrada pelo fato de ser brasileira. Tem gente que pensa que brasileiro é sinônimo de gente folgada, mentirosa que quer tirar proveito. Isso sem abrir a minha boca. Tem gente que já nasce com a opinião formada e, contra isso, não existe cura.

Recentemente, fui a um salão pela primeira vez. Num lugar chique. Coisa do meu marido de fazer surpresa e não acertar na surpresa. Marquei a data e o horário por telefone. Mas quando chego lá, o clima é péssimo. A secretária não conseguia nem olhar na minha cara e , de repente, começou com o teatro, “que estranho”, “não entendo”. Sua consulta foi cancelada. Estranho, porque há uma hora eles mesmos haviam ligado pra minha casa pra confirmar o horário. Ninguém olhava na minha cara. Apenas disseram que haviam cancelado a consulta e também não insistiram em remarcar ou pedir desculpas. Já passei por situações semelhantes, por isso nem me preocupei em ficar mal. Apenas senti pena de saber que ainda existe, e muito, precoceito nesse mundo.

Meus filhos são mestiços e, mais de uma vez, questionaram de uma forma maldosa sobre o formato dos olhos deles ou do nariz. Coisas do tipo, “ah, eles têm seus olhos” (… que azar). Se acho que isso vai acabar um dia? Não sei, é um sonho pensar que sim. Mas, vira e mexe, escuto mães fazendo comentários perto dos filhos que vão ficar na memória dessas crianças. Comentários racistas, alguns deles terríveis. O pior é que esses pais acham normal essa atitude, que para mim é um desserviço à humanidade.

Escuto muita gente falando aos quatro ventos que não é preconceituoso, mas age completamente diferente. Isso não apenas em relação à raça, mas tudo. São comentários, piadas desnecessárias que eles nem se dão conta de estarem falando. É triste. As crianças são reflexo dos pais. Elas vão carregar pra vida o que aprendem dos pais e assim sucessivamente. Já tentei explicar para algumas pessoas, que tentaram me explicar o porque de chamar assim ou assado ou de achar isso ou aquilo de fulano. Não entendem e nunca vão enten der.
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Depois de inúmeras visitas ao pediatra, testes aqui e acolá, finalmente estamos achando uma luz no fim do túnel. Desde que nasceu, o Arthur vomita... e muito! Não é refluxo, ele vomita mesmo! Ele toma leite sem lactose ou de soja, o que melhora muito sua condição, mas mesmo assim vomitava muito. Agora, depois de 15 meses, fizemos o teste de sangue (antes ele era muito novo) e descobrimos que ele tem alergia a ovo.

Primeiro, respeirei aliviada. Mas depois me deu pânico! Quase tudo vai ovo! Pão, pasta, bolacha, bolo... Mas como eu moro no país das crianças alérgicas, está sendo fácil controlar! Até achei no supermercado waffle sem ovo! Custa o olho da cara, mas tudo bem...

Desde que ele começou essa nova dieta sem ovo, ele melhorou demais. Vamos fazer mais testes na semana que vem, mas agora está tudo tão melhor que eu não ligo de ter que ler TODOS os rótulos no supermercado! Até farofão sem ovo eu fiz! Os rótulos, aqui nos Estados Unidos, sempre alertam que tal produto é feito num ambiente que manipula ovo, então pra evitar qualquer estresse, eu estou preparando tudo em casa. Esse fim de semana, fiz a massa de uma pizza com farinha integral orgânica! Uma delícia! O povo aqui tá pedindo bizzzzzzzzzz!

Quem tiver receitas SEM ovo! Please, serão mais que bem-vindas!
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Aqui nos Estados Unidos tem uma campanha para banir o uso de celulares no carro, pois já foi mais que comprovado que esse tipo de distração causa acidentes e alguns deles fatais. Não sei como é no Brasil, mas por aqui é febre enviar mensagens pelo celular, ou seja, enquanto estão no volante as pessoas estão literalmente concentradas escrevendo mensagens em seus celulares... Já acho o teclado de um netbook pequeno, imagina de um celular!!!!

Eu morro de medo de me envolver em um acidente, já tenho distração suficiente dentro do carro: as crianças gritando, jogando comida e pedindo isso e aquilo sem parar! Não há espaço para um celular... evito até falar no viva voz, pois também acho que tira a concentração. Esses dias, estava sozinha no carro, sem celular, sem rádio... e mesmo assim quase bati em outro carro, simplesmente porque minha cabeça estava em outro mundo!!!!

Dirigir é coisa séria, mesmo sozinha, sem meus filhos, morro de mede de me distrair assim e acabar machucando alguém inocente! Nem vou listar aqui os terríveis acidentes que já aconteceram por causa desse tipo de distração, quem tiver interesse e quiser treinar o inglês, pode ver alguns casos trágicos nesse link aqui!