De trás para o começo: comecei a folhear a dissertação de Britto e encontrar fundamento para uma percepção que tinha sobre a imprensa. Falta informação na área de saúde, apesar da avalanche de reportagens sobre o tema. A primeira resposta é inverter o olhar: jornalista não olha a saúde como um direito humano, mas em busca da novidade. Detalhe: as novidades científicas são intensas e nem sempre resultam em verdades.
De Britto ensina que os medicamentos são testados a partir do padrão masculino, apesar de ser a mulher a PRINCIPAL consumidora de remédios. Somos nós que alimentamos o consumo farmacêutico. Também somos nós que frequentamos mais os estabelecimentos de saúde e, consequentemente, somos nós os principais alvos da mídia na hora de consumir a mensagem sobre saúde. Essa pesquisa mostra mais paradoxos da informação. Vale a pena dar uma lida para entender o porquê Sônia Hirsch afirma que o idioma inglês é o básico para deixar de ser alienado.
Jornalista não apura diversas pesquisas nem leva em conta as metodologias para permitir interpretações ao leitor. Falta espaço, tempo e interesse. É, por isso, que aprendi que Saúde é coisa muito séria, que exige de nós uma ação de pegar as rédeas para não ficar a mercê das novidades ou das superficialidades. E o que tem a ver a mãe virtual diferente com isso?
Um ano atrás quando percebia os desafios de ser blogueira mãe, da identidade e da diversidade da maternidade desejava encontrar o meu gueto na blogosfera. Afinal, quem somos nós que desejamos o melhor da maternidade, mas não nos identificamos com vários grupos que representam a maternidade? Nós estamos aqui. Continua sendo uma salada mista imensa e um bando de desconhecidas, mas com detalhe pra lá de importante: temos o manifesto em comum.
Eu não tenho dúvida de que a diferença começa dentro de casa. É só alinhavando as linhas soltas que vamos encontrar senso comum. Cada uma precisa fazer a sua costura e ela pode vir a se tornar uma grande, ou bem pequenina, colcha de retalhos. Não importa o tamanho dessa colcha desde que ela tenha significado para quem participou da sua feitura. O desafio é usar a agulha certa, a textura ideal e a cor da linha para juntar as costuras de quem está disposta a fazer diferente: a tomar as rédeas da maternidade. Como fazer isso?
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| Foto retirada de blog que trata do Fórum Social Mundial da Saúde |
Se você conhece ou faz parte da rede blogueiras mães que falam sobre a saúde materna a partir de tudo que foi colocado neste post: direito humano, pesquisa, metodologias, informações, coloque seu link aqui ou entre em contato conosco: contato@grupocria.com.br












5 comentários:
Gente estamos fazendo um blog sobre alimentação complementar pra crianças, quem estiver interessado no assunto é só falar com a gente
bjus
Olá Ceila
Eu tenho um blog sobre saúde, e acho que pode ser um dos tecidos dessa sua grande rede.
Visite e fique à vontade: www.saudedamulher.net
E parabéns pela nobre iniciativa.
passei para conheçer seu blog e gostei muito...e estou te seguindo para não perder nenhuma novidade !!
bjus
Olá Ceila
O blog do Jardim de Om tem bastante coisa sobre parto e maternidade ativa!
www.jardimdeom.com
já estou aqui seguindo o blog!
Beijos
Denise Cardoso
doula e instrutora de yoga
Olá mamães..eu fiz um blog para minha filha Luísa, e me interessa muito o assunto da alimentação, afinal, logo a minha pequena estará comendo de tudo..deem uma espiadinha no meu blog..www.kcsmae.blogspot.com
bjs Karla
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