Madrugada conectada só pode dar em maluquices...E cá estou eu com uma delas: resgatar o que postou aqui e agora. E de volta ao baú deste blog, resolvi escolher o ano de 2007 e cai no post Michelle, Cristina e... naquela época, nem imaginávamos que existiria a tal Dilma, talvez muitas de nós já conheciam Marina Silva, mas infelizmente a do verde tá fora. Eu adoraria identificar nessas novas representantes femininas alguma relação com as questões de gênero, mas nem Marina, e muito menos, Dilma não me transmitem nada relacionado às milhares de lutas silenciosas das mulheres brasileiras. Então, pensei: mas há essas representantes por aqui?
Quem são elas? Não conheço nenhuma. Você já viu alguma na TV? Rádio ou algum blog? Será que sou eu que continuo ainda tão distante do gueto político, desinformada demais diante do tempo gasto na blogosfera materna, na leitura acadêmica ou escrevendo, escrevendo e escrevendo? Não pode ser...Agora a informação corre atrás da gente. Eu teria ouvido falar se elas existissem realmente como ativistas, ou não?
Eu sei que se formos nos sites da Secretaria de Política das Mulheres, no Instituto Pagu ou nas milhares de instituições voltadas para questão de gênero, vamos encontrar gente, projetos e conteúdo. Mas acho tudo tão quieto. Você não acha? Hummmmmm, talvez, seja em função dos fragmentos... Tenho a sensação de que o permitido agora é falar de determinadas temáticas como violência ou aborto. Putz, lembrei. Você também lembrou? Maria da Penha ( cheguei a vê-la até na Caras, senão me engano). Talvez porque somente temas financiáveis ganham relevância na mídia de massa. Eu adoraria conhecer as representates patrocinadas pela ONU Mulheres por aqui. Afinal, quem são elas?
Entrevista c/ a parteira tradicional Suely Carvalho
2 horas atrás











9 comentários:
nossa...
política é assunto complicado, mas não deveria ser.
procurar representantes mulheres, que abracem de uma vez as nossas causas... sei lá... agora me parece impossível com tanto pré-sal, indústria automobilística e copom.
bjocas
Carol, o pior é que elas devem existir, mas talvez não tenham interesse de falar com todas as muheres. somente com aquelas que estejam dentro do escopo de pauta financiada: violência, aborto e um tiquinho de direitos humanos. não sei...porque esses temas também tornam se tão reféns da mídia ou interesses ( outros eleitoreiros como o aborto) que perdem um pouco o sentido da realidade pra quem tá de fora...
Mas a dúvida continua: QUEM SÃO ELAS E ONDE ELAS ESTÃO?
Oi Ceila, recentemente descobri um site bem bacana que debate vários temas relativos a questão de gênero. Eu também tento, dentro de minhas possibilidades, abordar essa questão lá no blog, porque acho que ela é fundamental para a promoção do bem estar materno.
Beijos
acho que esquici de mandar o link do site: http://www.feminismo.org.br/portal/
Bjs
Bah! Também quero saber quem são essas mulheres, se é que elas existem de fato no mundo político...
Beijos!
Nine
Tive algumas conversas via twitter em busca de identificá las, mas até agora nenhum nome foi citado...Tô começando a achar que elas não existem.
O que tive de feedback é que as feministas estariam no campo político e não dentro das ONGs (estranho, não?) acho que elas deveriam agir dos dois lados.
Oi, tudo bem?
Quero te convidar para entrar em uma campanha para ajudar o Miguel, um bebê de 6 meses que tem uma doença rara e precisa de uma fórmula especial de leite, infelizmente muito caro.
Conheça a estória dele no meu blog e nos ajude a divulgar e levantar doações.
Como mãe, não pude deixar de me envolver e peço sua ajuda.
beijos, acesse o meu blog, está lá: http://bbpontocom.blogspot.com/2010/10/campanha-urgente-miguel-precisa-de.html
Mey
Ah, elas existem, sim, e são tantas e tão fortes que causam medo a quem tem poder. E daí, quem pode, esmurra a mesa, colhe uma ou duas dessas mulheres fortes e lança-as como candidatas e lhes dá notoriedade e então resume tudo àquilo ali, mascara tudo, espalha todas. As mulheres sempre precisaram se juntar não em torno de uma mesma organizaqção, mas em torno de pelo menos uma agenda, de espaço de discurso e discussão. Ontem mesmo comentei com minha família "Como é que temos duas candidatas a presidente e temas que tocam diretamente a MULHERES sendo amplamente discutidos (como o aberto e, consequentemente a maternidade) e não ouço gritos e não vejo faixas e não recebo e-mails de nenhuma organização de mulheres?! E olhe que conheço várias!!! Apatia? Será????
Patrícia, acho que somos nós que vamos ter de gritar e quando digo nós refiro as mulheres que tem blogs.
Conversando via twitter também aprendi que mulheres agem em bando e, quando estão em luta, preferem agir em silêncio pra fora e zunindo por dentro. Deve ser uma tática feminina já que falamos demais no mundo dos homens...Não sei ainda...volto em breve pra falar mais disso
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