Criançada de férias, haja programa infantil pra dar tempo de preparar almoço, janta, limpar casa ou terminar os frilas da vida que sustenta a família, certo? Agora é a hora que até mesmo as mães mais conscientes terminam ligando MUITO MAIS a TV para conseguir fazer as tarefas que eram realizadas enquanto as crianças estavam na escola. Eu sou uma delas. Você também?
Pois é, não tem jeito. E se você participou das nossas conversas sobre Publicidade Infantil sabe o quanto é complexo o assunto. Eu até queria tirar férias dele, mas sorry não dá. E, cá estou eu, falando contigo, enquanto a Malu vê os desenhos da TV Cultura. Sinto que deveria estar brincando com ela, mas nem sempre consigo. A-HA, então faça o que eu falo, não o que eu faço!
Parece, mas não é. Venho pensando justamente nisso: a prática do discurso. E, porquê raios é muito mais fácil falar, pensar, discutir, blogar, emocionar-se, acreditar e... não fazer, não praticar 100% e não colocar a mão na massa?
Gente igual a gente. Convívio, amizade, comunidade e..Escola!!! Não dá pra ignorar o papel da escola num tema como Publicidade Infantil. 60% do desejo e conhecimento da Malu pela TV vem da escola. Eu daria uns 15% da origem do desejo por ver TV dos meus limites rigídos e outros 15% porque TV é mesmo muito legal. Eu adoro, apoio e acho que tem coisas fantásticas no mundo do audiovisual!!!!!!
Eu aprendi muito com a troca que rolou aqui sobre tema e mudei muita coisa dentro de casa depois das nossas blogagens. Mas só isso não basta. É muito cansativo ter só amigas virtuais, força materna só na rede. Eu preciso de vizinhas, professores e mães da Escola que pensam como a gente. Sem escola, publicidade infantil rola. Então, não dá pra gente falar de publicidade infantil sem falar do papel da escola. E quando digo escola leia-se professores, pais, mães, diretor, avós, tios, enfim, todos que compõem a ESCOLA. Se a gente quer mudar dentro de casa pra mudar o mundo, a gente vai ter que quebrar os muros das escolas.
EXEMPLO?
Tô na fase maluca de decidir agora: se vou enfrentar o diferente, adotando a pedagogia Waldorf ou vou para caminho mais conveniente e perto de casa. Mas tem um detalhe que me mata. Ambos são muito caros para meu bolso e o mais sensato seria mesmo uma escola pública. Mas é possível enfrentar a publicidade infantil dentro de casa com as mães que frequentam as escolas públicas?
É engraçado como a gente se engana quando o discurso da mídia sobre educação é: diferentes metodologias, diferentes sistemas de ensino, diferentes pedagogias. Agora "há escolhas". Sempre existe uma escola do lado da sua casa. Você é quem decide. Hummm, entendi. Eu decido não ter dinheiro suficiente pra pagar os absurdos que se tornaram as mensalidades de escolas em Sampa. Eu decido pagar escola e, por isso, não tem escola pública...Ichiiiiiiiii, imagina onde vai parar esse discurso? culpinha...
Mãenifesto
E apoiamos as mães que questionam. Que boicotam.
Que compram e deixam de comprar. Que sabem o que servem à mesa e o que jogam no lixo.
Que desligam a TV, controlam o videogame e a quantidade de açúcar.
Mães que brigam por uma escola melhor, mais humana e significativa; pública ou privada.
Assine!!!
http://www.grupocria.com.br/
As mulheres não são mercadorias, as mães também não
1 hora atrás











8 comentários:
Ceila... Como é complicado. A Dani está em uma escola Waldorf e, tem muitos pais que ainda não captaram a essência da pedagogia. E acho que é uma das vantagens, desencorajar o consumismo. Apesar de achar um tanto contraditório pagar R$150,00 em uma boneca de pano, ou R$20,00 em um joguinho com 12 bloquinhos de madeira. A maioria dos brinquedos dela são de plástico porque não consigo pagar a mensalidade e ainda comprar os brinquedos que acho adequados ao desenvolvimento dela. Aí, entram os quebra-cabeças Disney entre outros... Mas, temos que buscar o caminho do meio e equilibrar nossa vida de acordo com o que podemos oferecer aos nossos filhotes. Férias, pelo menos aqui em casa, também é sinônimo de mais televisão. Mas preferimos os DVDs...
Beijos e vamos seguir, divulgando o manifesto!
Oi Ceila. Você comentou sobre a pedagogia Waldorf, e isso é até um assunto legal pro meu blog. Em abril, mais ou menos, visitei uma escola Waldorf aqui em Sorocaba, que está começando, tem apenas 6 alunos. Me empolguei porque começamos a fazer um tratamento antroposófico na minha filha e aí resolvi procurar a escola e sinceramente? Achei tudo muito radical, muito natureba. O que penso é que minha filha pode sofrer no futuro por causa desse radicalismo todo. O mundo não é radical assim. Sei lá, aí resolvi deixar o novo e partir pro convencional mesmo, que é a escola comum, com comida saudável, mas que de vez em quando oferece um brigadiero pro seu filho. Que tem brinquedos feitos de madeira de reflorestamento, ou lã, mas que tem seus eletrônicos também, sabe. Achei melhor assim.
beijão p vc. Adoro o seu blog.
http://nandapiovezani.blogspot.com
Olá,
Achei muito interessante as postagens.
Acredito que pode-se traçar um paralelo com a educação nos diversos níveis.
Se possível, gostaria que alguém detalhasse mais sobre a pedagogia Waldorf no blog:
http://juntopelaeducacao.blogspot.com
Poderíamos formar uma parceria para troca de informações.
Abraços,
Equipe Juntos pela Educação
Oi, Ceila, acho super legal pensar nas opções que se escolhe para os filhos - eu mesma me decidi pela maternidade e consegui trabalhar em casa, menos. Também passei mil noites sem sono pensando na escola dos meus filhos. Daí cheguei à conclusão que eu vou dar o melhor p/ eles e que isso não é garantia de muita coisa. Explico, eu acho que o amor desse tempo gasto pensando na escola, decidindo pelo orgânico, por passeios em museus e brinquedos educativos é o que vai ficar pra eles, mas que eles não necessariamente vão gostar de verduras quando adultos ou de museus. Outra conclusão que cheguei é que meus meninos vão ter o que for possível e sensato, isto quer dizer que eles não vão ter tudo e vão se frustrar também. Paciência. Eu já arranquei muitos cabelos ao ver alguém oferecendo refrigerante pro meu filho em festinha, mas e lá no mundo de verdade não vai ser assim mesmo? Então resolvi relaxar. Quanto a publicidade infantil também relaxei. Meu filhos pedem, escutam não e é isso. Eu dou amor e atenção, que no final das contas é muito mais gostoso que o provável sabor da bebida de chocolate radical. Quero ver as pista de carrinho fazerem cócegas melhor que eu! Tem coisa que só a gente mesmo faz e isso não se acha nas prateleiras! De vez em quando eu lembro isso aos meus meninos (mas sem drama, né?!?!). Beijos!
Amei seu blog e estou seguindo.Confesso que não tive oportunidade de ler tudo ainda mas ADOREI!
Estou montando meu blog, que não tem a pretenção de ser um superblog, mas apenas para relatar as alegrias, dúvidas medos e ansiedades que eu e meu marido passamos desde o dia que descobrimos que seriamos pais.
Não é pra ser algo melado contando somente coisas legais mas também para relatar as dificuldades que,acredito eu, todos os pais passam, mas poucos tem a coragem de admitir.
Se quiser me visitar, ficarei muito feliz
www.gabrielpimentinha.blogspot.com
bjs
Olá,
Eu trabalho na Mídia Digital, uma agência de comunicação on line de Curitiba.
Gostaria de conversar com vocês sobre uma parceria, podem me passar um contato para explicar melhor?
Muito obrigada, fico no aguardo!
Abraços
Educar não é fácil e percebo que muitas vezes os pais esquecem que além de pais são educadores. Mas é normal, eu levei anos para perceber.
Não foi tão simples no começo, mas eu aboli a tv da nossa casa. Fiz um post no meu blog explicando http://fabiluli.com.br/?p=1036.
No início teve protesto, mas com jeito a coisa foi caminhando e hoje, 1 ano depois do fim declarado e 2 anos do início do processo, minhas 3 filhas não fazem a menor questão de tv.
Acho que as pessoas certas para informar os filhos são os pais, tem tanta coisa ruim sobre a tv que se voce colocar na balança vai ver que mante–la não tem nada de positivo.
A educação tradicional nunca foi das melhores e atualmente anda das piores. A pedagogia Waldorf, eu vejo como algo urgente de ser vivido pelos pequenos e pelos pais. Adoro, sou entusiasta e acho que vale ler alguns livros antes de achar inadequado só por ser diferente.Ela se preocupa em formar seres humanos completos e não pessoas orientadas a um cargo publico e consumo somente.
Se não der pra pagar uma escola waldorf, vc pode fazer uma educação complementar em casa. Acredite, as escolas não educam, vejo atrocidades através das minhas filhas. E olha que sou mãe tem 18 anos, já passamos por várias escolas.
Os brinquedos não são caros se vc levar em consideração que seu filho não precisa de um barril de peças de plástico quebradas no quarto e que boa parte deles voce pode criar junto com eles.
Com todo o desenvolvimento que alcançamos, acabamos por nos des-envolver das questões mais simples da vida, como criar os melhores brinquedos e brincadeiras, usar a nossa imaginação e estimular a deles.
Eu trabalho em casa, tenho dois ramos diferentes web e criação de bonecos, fora estudos, marido e a vida e dá pra conciliar. Tem dias que voce quer sumir, aí eu dou uma volta no quarteirão respiro fundo e volto.
Eu que escolhi cuidar dessa galerinha, então tenho que dar o meu melhor enquanto precisam de mim.
Desculpe o tamanho do comentário.
Abraço :-)
Fabiana, querida, quase dois anos depois de seu comentário consigo entender seu discurso porque tenho aprendido na prática o que é ser essa mãe que resolve assumir as rédeas da maternidade. no fundo, no fundo, isso só é possível se a gente resolve olhar pra nós mesmos e despedirmos da nossa infância, né...
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