O principal passo de toda essa caminhada foi debate online que tive com nove mães, cujos compilados foram publicados em diferentes blogs. Entre eles, o Futuro do Presente que dividiu em três tópicos as nossas conversas baseadas nas nossas experiências de casa e percepções de mundo. Eu quero uma lei agora para proteger minha filha da subjetividade imposta pela TV. Mas quero ter o direito de saber que lei é essa.
Não sou contra a publicidade nem a produção industrial. Confesso que me incomoda o acúmulo dos lucros, a busca incessante pelas margens de receita e a frenética doença da eficiência pela exploração humana. Eu não sou a favor deste capitalismo selvagem, mas isso é outra história. O que considero importante esclarecer aqui é sou a favor da indústria. Mas questiono os abusos empresariais, principalmente, quando eles afetam a minha família.
No debate que tivemos, Publicidade infantil: proibir ou não? Minha resposta é PROIBIR JÁ! Por outro lado, o debate me colocou diante de tantas outras perguntas sem resposta. Ainda não sei como caminhar sozinha quando questiono: como proteger a infância por meio da conscientização? Explico: a conclusão do grupo foi de que as crianças precisam ser orientadas sobre o que é propaganda
De quebra, boa parte das propagandas voltadas para crianças são mentirosas e desonestas. Nossos filhos devem e precisam saber: propaganda mente. É um jogo que não se trata do bonzinho e do maldoso, mas de interesses. Conscientizar as crianças já é algo proativo que nós pais podemos fazer independente de qualquer coisa: começar a ser mais enfáticos neste sentido com as crianças em casa.Esse é meu dever como mãe, mas como orientar sem influenciar??? Será que a Malu tem capacidade de entender o real e imaginário? Eu acho que é muita política para uma cabecinha infantil. Ela não precisaria passar por esta descoberta agora. Nem eu entendo a complexidade que envolve essa tal publicidade infantil como posso transmitir algo a ela. Eu resolvi ser radical: desliguei a TV desde janeiro dentro de casa.
Mas eu sei que essa estratégia é paliativa e ela continua exposta à publicidade infantil. Talvez, agora, ainda mais porque é longe de casa. Eu concordo com especialistas de marketing de que "proibir deve ser proibido" somente nesta ação de proibir a TV, mas não no âmbito da lei. Se houvesse papel do Estado, não precisaria adotar essa política autoritária dentro de casa.
Calma! Eu adotei também a orientação dentro de casa. Antes de ser radical, a Malu ficava exposta a porcarias e DVDs infantis. Naquela epóca, minha estratégia era explicar que publicidade mentia. tivemos longas conversas sobre o tema...Até que percebi que falava pra mim mesma. E não sei se aquilo tudo tinha sentido para ela. Confesso: a ausência de ação do Governo está afetando minha vida pessoal de mãe...E a sua vida de mãe é afetada pela demora na regulamentação da publicidade infantil?










6 comentários:
Muito bom este arquivo.
Tenho um blog e gostei muito do seu artigo, gostaria de copiar colocando um link para visitarem vc. Pode ser?
Estou iniciando ainda, mas seria um prazer tê-las em meu blog.
http://mulhermaeesolteira.blogspot.com
Abs
Pode sim utilizar o post desde que não seja o conteúdo integral e que tenha hiperlink do nosso blog, mas já que está começando a blogar confesso que o ideal seria mesmo vc continuar essa conversa, escrevendo do seu jeito sobre este tema, o que acha? Topa começar a opinar e pensar alto sobre tema? Seria uma honra continuar essa conversa com post escrito por vc mesma... assim poderíamos trocar mais experiencias, opiniões e idéias.
Olá meninas...
qto tempo não passo por aqui...
confesso que ainda estou um pouco crua nesse negócio de publicidade infantil, já que isaac não presta muito atenção nos comerciais.
mas estou indignada com o conteúdo de certos programas.
O que é aquele Pingu? Um pequeno delinquente? kkk! exagero? não sei, mas estou lutando pra abolir o pinguim lá de casa.
Sobre a publicidade, estava conversando com uma amiga italiana e ela disse que por lá, essa questão é tratada bem diferentemente. Não há muito espaço e é tudo muito bem estudado. exemplo que deviamos seguir.
o mundo já está consumista demais e estamos vivendo a cultura do "goela abaixo".
com esse bando de banners e janelas e anúncios a toda hora. uma lei, um código de proteção ao cérebro é mais que necessário.
bjocas
Carol
http://viajandonamaternidade.blogspot.com
Carol,
olha que doideira que é opinião de conteúdo, né. Eu gostava do Pingu qdo a Malu tinha de 3 a 4 anos (risos!!!) Mas essa luta do conteúdo é mais fácil de travar pq já existe a classificação indicativa, que te dá parametro do que vai ter naquele filme e vc consegue escolher se vai deixar, ou não, entrar dentro de casa. óbvio que há desafios: tem mãe de criança de 5 anos que entope a filha de conteúdo de 12 anos como high school, barbie girl e por aí vai sem a menor noção do estrago. Agora, a publicidade não tem regra e entra na hora que quiser dentro da sua casa, vendendo mil e uma possibilidades e desejos... A gente precisa escrever muito nos blogs maternos sobre tema pra poder se apropriar do assunto. afinal somos nós quem vivemos isso no dia a dia e nem sempre quem briga pela lei tem ideia do que a gente passa.
Ceila, educar tem se mostrado um desafio todos os dias. Como é difícil saber a coisa certa a fazer. Eu penso que a propagada é danosa e precisa sem ser abolida da TV.Principalmente se falarmos nos canais pagos que vende conteúdo e não publicidade.
Beijos!
pronto!Motivada por vcs escrevi no meu blog também!E como comentei por lá, acho que levantar a questão já é de grande valia!!
Já estou até pensando em escrever uma tese!rsrsrs
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