Você acredita que haja mães sensatas nos dias de hoje quando o tema é consumo infantil? Calma! Não responde ainda. Posso lhe revelar um segredo antes? Eu sou mãe e, quando era adolescente, faria tudo por uma calça de marca. E, detalhe: cheguei a sofrer pelo enxoval das revistas que nunca teria condições de adquirir quando estava grávida.
Já sei. Você não tem dúvida nenhuma de que sou uma consumista de carteirinha, né? E a minha filha, coitadinha, sabe mais sobre a Lilica & Ripilica do que um rato normal. Ou seria um gato? Eu entendo muito bem seu pensamento. Participei de alguns eventos voltados ao tema Consumo Infantil com lobbies contrários, mas senti que havia um discurso comum entre os especialistas sociais e os especialistas de marketing: os pais são sempre culpados por alguma distorção que resulta em crianças consumistas, mais alienadas e individualistas. A sensação é de que TUDO É CULPA NOSTRA.
Vale ressaltar, entretanto, que nenhum lobby tem Mães ou Pais "se defendendo" no palco ou participando do debate como um integrante da sociedade. Somos apenas OS CULPADOS, mas ninguém tem interesse de ouvir tais "assassinos". É, por isso, que me exalto ao falar sobre mim... Sorry! mas minha filha nunca teve uma boneca de R$ 100 e, MORRA DE INVEJA, caros especialistas, ela não pede as coisas no shopping. Você acredita?
Hahahahahahahahaha (risada de madrasta, lembra!) E agora? Responda-me, "sociedade": de quem é a culpa do consumo doentio?
Porquê tem que existir um culpado, né! Como se problemas sociais fossem resolvidos com soluções mágicas. Eu até acredito que é preciso de muita magia para começar uma revolução, mas a mágica está na colaboração entre os especialistas de marketing, os especialistas sociais, os representantes das mães, pais e, principalmente, os políticos e as produtoras de TV. Parece mesmo que pra juntar esse monte de gente só por milagre. Mas eu acredito em milagres.
Quer um sinal de que ele existe? Tem muita mãe sensata nos dias de hoje. Eu conheço "pessoalmente" umas 10. Elas estão aqui discutindo, debatendo, buscando alternativas para entender toda a complexidade que envolve ser cidadão. A Ana que acredita que o Futuro dos nossos filhos é Agora dividiu toda nossa conversa em mais dois tópicos, além do link acima: Risco da proibição e Futuro. A gente sabe que trocar ideias não basta, é preciso agir...Nós acreditamos que a ação começa dentro de casa, mas só isso não basta. É preciso também participar, ter voz ativa para deixarmos de ser OS CULPADOS e nos tornarmos MÃES E PAIS CONSCIENTES E CIDADÃOS. E aí topa fazer parte desta mudança? Então, comece agora questionando a si própria o quê você compra para seu filho: roupa, preço ou Lilica&Ripilica?
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5 comentários:
É guria, eu também me irrito com toda essa história de culparem os pais sobre tudo de ruim que acontece com o filho. Tam muita gente sem noção por aí, é verdade, mas tv tem muita gente legal. O problema é que lutamos sozinhos contra uma máquina de fazer consumir! Eu pretendo evitar que minha filha assista a TV nos horários de programação infantil, mas logo ela vai à escola, conviver com outras pessoas, com tênis isso, calça aquilo, etc...etc...rezo para que ela seja consciente de que isso é legal sim, mas não é o mais importante!
Pois é, eu posso dizer que meu filho tbm é bem tranquilo nesse sentido. Talvez pq eu mesma não seja consumista, mas tbm pq temos muitas conversas a respeito do que ele vê na tv e de como as coisas às vezes não parecem ser o que são. Mas nem sempre eu consigo vencer todo aquele apelo publicitário.
Qdo ele era menor, por volta de uns 4 anos, ele entrava em choque se não usássemos uma determinada pasta de dente. Para ele, era muito importante salvar o mundo das cáries... Até ele entender que não era bem assim...
Ceila,
no meio do seu post já estava começando a roer as unhas me achando A culpada por todos os defeitos e manhas do pequeno. Mas a sua última frase me refrescou a consciência. Sou uma mama consciente, que compra o necessário. Claro que quero que meu filho tenha o melhor, mas isso não significa esbanjar nem desvalorizar o que se conquista.
Os pais não são culpados. Há uma diferença muito grande entre culpa e responsabilidade. questão que muitos especialistas esquecem na hora de apontar o dedo.
Bjocas
Carol Garcia
Ah!!! Tenho um blog agora, onde falo sobre as minhas aventuras nesse mundo: http://viajandonamaternidade.blogspot.com
Nine, experiencia própria: o que se aprende em casa, a escola não consegue colocar fim. Infelizmente, Malu foi ainda bebê para o berçário e teve acesso a tudo que eu proibia em casa por ser inadequado a idade dela. Exemplo atual: high school. é um absurdo, mas tem mãe que deixa filha de 5 anos levar filme para adolescente no dia do brinquedo. Resultado: proibo a escola de deixar minha filha ter acesso ao conteudo, mas só fiz isso depois que ela já tinha sido contaminada (risos!).
Leticia, eu confesso: não tenho capacidade adulta para interpretar o apelo publicitário e levá-lo ao mundo infantil. Por isso, resolvi proibir TV em casa. Ela tem acesso á tv na casa das avós e na escola (DVDs). Em casa só mamãe e papai. Haja imaginação. por outro lado, eu ainda sinto que ganho mais que ela com essa solução. Detalhe: só consegui abrir os olhos para isso agora. A nova experiencia dura quatro meses (desde dezembro).
Carol, vc falou tudo! Responsabilidade familiar só é possível com consciência e acesso á informação, né. Adorei seu blog. Parabéns!
Hahah...eu tive alguns rompantes, qd meu bb nasceu....depois percebi que ele não bricav qd era bb, pode???rs
Adorei seu blog.Passe no meu blog vou adorar sua companhia www.tatidesignercake.blogspot.com
bjs
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