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É raro encontrar mães sinceras, mas acabo de ter a honra de conhecer Tina Lopes. Ela é uma das mães que concorrem ao concurso do Escreva Lola Escreva e assim que terminei de lê-la fiquei pensando como é complicado participar de festas que não nos identificamos, principalmente, quando elas acontecem em ambientes que vão formar nossos filhos. Escola realmente é tudo e nem sempre há opções para todos tipos de mães. Digo isso porque vivo esse martírio. Encontrar a escola certa para Malu ainda faz parte da minha caminhada.

Eu não quero a escola que prepara para vestibular, mas também não quero a escola que torne a Malu um ser despreparado para realidade que temos. Acho um absurdo a maioria das escolas seguir o mesmo padrão. Dá raiva, mas faz a gente pensar o quanto somos diferentes dos nossos vizinhos. A maioria das escolas de bairro não tem nada a ver com meu estilo e aquelas que me sinto bem nem sempre se adequam ao meu bolso. Difícil, dificil viver num país onde escola pública deixou de ser opção...

Eu sonho com uma escola onde existe identidade, onde eu deseje ir na casa dos pais dos coleguinhas, onde a partilha tenha sentido e onde as festas sejam um celebrar que tenha sentido para mãe que sou, que respeite o estilo da minha filha assim como dos demais alunos. Mas reconheço que é complicado ter um ambiente assim preparado para diversidade materna...Uma pena, mas por outro lado: mais um lugar que representa um espaço de luta e uma oportunidade de MUDANÇA!
Receber os feedbacks do tipo de mãe que sou me deixou tão feliz com o fechamento do meu ciclo de 2009. Ler Grilinha depois de tanto tempo foi realmente uma costura gostosa de se fazer sobre o que passou na minha construção da maternidade. Grilinha é tipo de mãe exemplo mesmo!!! Daqueles que você aprende na marra o quão importante é ACREDITAR...Mas é bom que se acredite junto, né. Afinal, sonhos que sonham só são apenas sonhos solitários. É preciso sonhar junto e eu sonho junto com Grilinha. Que tal você partilhar deste sonho também. Clique!!!!

Grilinha me fez conhecer a Avessa que considero o tipo de mãe que cuida mesmo. Ela me fez relembrar de um dos diálogos das fábulas de Iauaretê, cujo filho conversa com rio - a grande cobra:
- Bom, dizem alguns sábios que cada um é o que come
-E a senhora, Mãe Cobra-Grande, o que pode me dizer?
- Eu digo que cada um também é o que sente. Já os pajés dizem que cada um é o que pensa que é.

PS: vale muito a pena ler Iauaretê para os filhos. Terminei ontem o livro para Malu e adorei!

Grazi também resolveu aceitar o convite e se denomina como uma Mãe Bombril.  A Gra é mesmo um faz tudo dentro de casa. Haja obra de arte!!! São mães como essas que me ajudam a enxergar o AMOR comum que temos pelos filhos, mas o quanto somos também diferentes. Eu acho tão importante anunciar a diversidade materna porque ela deixa claro que a identidade nem sempre significa que dá pra fazer igual ao outro, mas dá pra aprender muito com outro. E que venham milhares de tipos de mães fechando o ciclo de 2009

PS: acabo de descobrir um blog Escreva Lola Escreva por dica da Ombudsmãe que tem uma lista de blogs de mamães pra gente conhecer que estão participando de um concurso dos melhores textos da Maternidade da rede desta blogueira. Boa navegação por lá!
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Comecei a fazer o que Kaká Werá cita em seu blog sobre o fim dos ciclos. É hora de passar a limpo as situações, coisas, armários, janelas, textos, sonhos...Por isso, cá estou eu, cheia de links pra indicar e tentar costurá-los. A roupa que se forma nestes links é a minha maternidade.

Explico: Eu sou o tipo de mãe que ama ler para filha. Essa é minha brincadeira, esse é meu criancês, estória pra mim significa cuidar do outro. Eu sou um belo desastre quando penso nos exemplos de mães que cuidam da alimentação ou saúde. Eu não aprendi cuidar nem da minha alimentação e saúde, imagine cuidar e orientar a do outro?! É aí que mora minha frustração materna.

Minha mãe leu pra mim quando era criança. Pouco, muito pouco. Mas ela leu. Resultado: eu gostava de ler quando era criança. Tive muito pouco acesso a livros, mas tive. Minha mãe comprava as coleções que eram vendidas porta a porta. Eram lindas, lindas, dava até medo de manusear. Mas nunca me reconheci uma ratoeira de biblioteca. Li muito pouco até.... me tornar mãe. A maternidade resgatou meu amor pela leitura. Na verdade sinto que a maternidade ME resgatou. Ler aqui em casa, agora, faz parte da rotina.

Essa é tal "roupa" que começou a ser costurada aqui. É o link que fala do meu desafio de ler Reinações de Narizinho, livro de Monteiro Lobato, para Malu. Foi assim que eu descobri a Cassy que me ensinou a importância de ler fábulas enquanto eu brigava "na minha curva" de ser a mãe que existe dentro de mim. Mas "a curva" foi crucial para realizar a festa dos cinco anos da Malu (vejam as fotos) e encontrar a artista Chris Ferreira - uma mãe de dar inveja pela arte das mãos ao cuidar das filhas. Veja o que a Chris apronta dentro de casa no blog dela. São essas costuras que me faz sentir bem com quem eu sou e perceber a diversidade da maternidade. Eu sou a melhor mãe do mundo quando leio para minha filha, mas nem por isso sei o caminho para encarnar esse poder dentro de mim. Vou aprendendo aqui com muitas curvas a praticar "o tipo de mãe que sou". E, muitas vezes, descobrindo o desafio e o esforço pra ser o tipo de mãe que não sou...mas que faz parte da missão de ser mãe.


O link do Kaká (lá em cima) surgiu com a descoberta das fábulas. Li Monteiro Lobato, com algum sacrifício e de certa forma pode mesmo ter sido um "erro" porque foi muito cedo para Malu, mas só por meio da leitura de Lobato encontrei o caminho das fábulas de Esopo, das Histórias Brasileiras de Ana Maria Machado e agora encontrei Iauaretê. E mais ainda: só com a leitura precoce de Lobato, Malu viveu os momentos mais mágicos da vida dela ao falar com a Emília no telefone, ao encher os olhos de água ao vê-la pessoalmente e ao ficar em dúvida se a Emília era a Emília de verdade. Ou seja, as curvas são cruciais para criarmos nossa própria caminhada mesmo quando os "manuais" estão certos -- e nós não o seguimos de raiva deles existirem e dizer o que é certo ou errado (risos!). Raiva com amor sempre dá certo! Por isso, eu acredito mais nos instintos maternos...

O Desabafo de Mãe - meu grande karma (ufa!) - só tem sentido porque é através das experiências de outros tipos de mães que consigo descobrir e acreditar no tipo de mãe que sou. Eu só dedico meu tempo a tudo isso porque sei, COMO JORNALISTA PROFISSIONAL, o quanto a MÍDIA nos influencia, determina de certo modo a nossa cultura e hoje tem sido um instrumento muito importante não só para nos informar, mas também para mostrar como devemos viver a nossa vida e no que devemos acreditar. E isso, muitas vezes, nos faz sentirmos culpadas, erradas, feias, bobas, ruins....argh!

São por essas razões que acredito que só a diversidade materna ( leia-se diferentes tipos de mães) tem capacidade de mostrar a cada uma de nós que não existe manual que determina certo ou errado, mas a descoberta de você mesma em ser o tipo de mãe que você é e aprender com as curvas e as escolhas a se transformar num ser humano melhor, que muitas vezes você não é e, talvez, nunca será. Mesmo assim, com certeza: você é a melhor mãe do mundo. Só precisa saber qual é tipo onde você encarna esse poder. Boa sorte para navegar nos diferentes links da maternidade!
Ontem foi um daqueles dias reservados para cuidar de mim. Trabalhei, terapia, cinema e ainda fechei o dia com um encontro de lobas...Adoro ir ao cinema num horário em que sei que a maioria está trabalhando e, em função do gosto, sozinha. Não escolho muito o filme nessas ocasiões. Deixo o imprevisto cuidar do destino do dia. E o danadinho do destino colocou na minha agenda Julie & Julia...

Eu chorei de alegria. Ver as histórias daquelas mulheres ligadas pelo amor de se "encontrar" na cozinha deu sentido a minha própria caminhada. Não só porque deixou claro muitos conceitos que sinto na pele como da importancia do papel do companheiro na sua vida para ouvir a si mesma, mas também porque retrata o desafio feminino de acreditar, dos caminhos tortuosos que percorremos para descobrir o que nos move. Eu tenho dado tanta curva pra expressar meus sonhos que, MUITAS VEZES, tive absoluta certeza de que a única saída era desistir de tudo. Tudo o que?

É aí que mora o problema. Esse tudo é mesmo tudo...Dá sentido a quem sou eu, entende?! Melhor, a quem eu estou redescobrindo por mim mesma. Ah, sorry, não sei explicar...Esse é o problema do TU-DO. Até consigo citar as palavras: maternidade, internet, comunicação, jornalismo, redes, redes, redes, conhecimento, conhecimento, sociedade, cultura, educação...Mas não consigo definir. SACO!
E o pior: agora não consigo fazer as coisas como antigamente nem me permito abandonar tudo e voltar ao script da vida como se esses cinco anos representassem simplesmente uma vivência transformadora e ponto final.

Mas, chega de confusão exposta. Já aprendi que confusão assim é melhor internalizar, digerir e respeitar o tempo da transparencia...Voltando ao filme. Julie&Julia me mostrou isso. Como elas também criaram curvas em suas trajetórias femininas. Não sabiam por onde ir, como fazer, onde agarrar e como enxergaram pedras onde só existia a caminhada. E como foi importante também ter ao lado outras mulheres...Porque será? Coisas de filme? Não. Acho mesmo que é coisa de AMAR...

Julie&Julia é um filme de Amor. Não aquele amor dos filmes, mas o amor que move a vida. Aquele que faz com que "mães que acreditam" se sintam ás vezes sozinha, abandonada, com medo, muito medo do que a rodeia, heroína, feliz, desesperada, VIVA, saca? COM UMA VONTADE MALUCA DE GRITAR AOS QUATRO CANTOS...O que mesmo? Hummmmmmmmmmm, aquele tudo, lembra? Dificil...Ai..que tal: Eu quero mudar o mundo porque sou mãe. Afinal, só mesmo quem vive esse amor entende como é possível mover montanhas.

OK! Fiquei idealista demais? Sorry! Vá conhecer Julie&Julia e depois volta aqui pra gente mudar o mundo juntas...Bon appétit!
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CNN Video

Muito interessante o vídeo acima, traz um pouco de esperança para os pais de crianças diagnosticadas com autismo. A reportagem conta a história de um menino, diagnosticado com autismo aos 17 meses de idade, que recebeu o tratamento ABA (Applied Behavior Analysis) e, hoje, aos 13 anos, não apresenta sinais de austimo. Esse método utiliza a repetição e a recompensa como meios para ensinar uma criança com autismo coisas do dia-a-dia, assimiladas naturalmente por outras crianças. A mãe dele enfatiza que, ao iniciar o tratamento, não teve garantias de que isso funcionaria, por isso seu objetivo principal nunca foi a recuperação completa.

Hoje, ainda, não existem garantias. Mas pela primeira vez um estudo mostra que a intervenção precoce pode melhorar a linguagem e o comportamento dessas crianças, além de aumentar o QI. E isso traz uma nova esperaça para os pais de crianças com austimo!
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Todo ano, o Tomás faz uma cartinha citando os presentes que ele gostaria de ganhar do Papai Noel. Este ano ele não precisou da minha ajuda, escreveu o que conseguiu escrever e desenhou o resto. Ele nunca pediu presentes caros. No ano passado, por exemplo, pediu uma caixa de cookies para o Papai Noel. Este ano, ele quer um livro e um DVD da Tinker Bell (a Sininho do Peter Pan) e bolinhas de gude.

"Tão diferente de mim", pensei. Quando era criança sempre fui megalomaníaca. Queria não apenas uma boneca, mas uma boneca que canta, dança e ri. Não uma bonequinha, mas daquelas do tamanho de uma criança de três anos... bem altas. Não apenas a barbie, mas a barbie, o carro, a casa, as roupas e a cozinha da barbie... Não tinha limites. Meu pai sempre me deu tudo. Não posso dizer que foi um erro, já que para ele dar presentes era sinônimo de demonstrar amor. Não me recordo da companhia dele, mas lembro muito bem dos natais e aniversários CHEIOS de presentes bonitos e caros. Resumo da ópera: o vazio de não ter um pai presente era preenchido por bens materiais... e ai, só Freud mesmo pra consertar a confusão que isso causa no emocional de uma pessoa...

Aqui em casa não colocamos muito atenção nos brinquedos, bens materiais. Por exemplo, a coisa mais importante do aniversário não é o presente, mas escolher o bolo, a vela... No Natal, tudo remete ao bom comportamento durante todo o ano e o presente é uma recompensa por esse esforço. Preciso me policiar muito para tentar passar essa mensagem para meus filhos, porque confesso que sou consumista e gosto de comprar. Mas também sei que isso é vazio e não me traz nada de bom, a não ser cinco minutos de felicidade e muitas horas me sentindo culpada por ter comprado uma coisa que eu não precisava.

A Ceila acha que a propaganda é a grande culpada por esse consumismo na nossa infância, hoje bem mais limitada. Concordo. Mas eu acho que, no meu caso, meus pais também tiveram grande influência nisso ao não colocar limites. Por conta disso, na vida adulta, sofri muito quando queria uma coisa e não tinha. Coisa de menina mimada... Por isso quando vejo o Tomás pedindo bolinhas de gude para o Papai Noel me sinto confiante que o caminho que ele vai seguir será diferente do meu e, espero, menos dolorido e mais cheio de lembranças das tardes que passamos juntos num parque ou lendo um livro debaixo das cobertas.

Obs. Não resisti e comprei uma caneta que lê livros, mas não sei se vou dar... é uma coisa que ele não pediu para o Papai Noel e nem sabe que existe... Essa caneta o ajudaria muito na leitura, mas não sei... todas às vezes que seguro o pacote, escuto uma voz lá no fundo... "consumista, consumista" kkkkkkkk Ainda tenho muito o que aprender!!!