• Feed RSS
3
Eu já tinha visto alguns vídeos do Born Learning (ótimos, aliás), mas nunca tinha percebido na pele a importância de se tornar criança ao falar com minha filha. A razão é simples: eu sempre achei que seguia a cartilha do criancês...Mas só mesmo quando o outro nos alerta para óbvio que a gente cai na real, né?

A Malu andava muito irritada, nervosa e até malcriada ( ou mal criada?)  neste mês de novembro. Achei que era falta de amigos, mas de novo era falta de mim. Eu falo tanto da hora qualitativa, discurso tanto sobre importância de estar 100% ao lado dela, mas vira e mexe lá estou eu - de novo- seguindo o caminho automático do cansaço. Senão são os blogs, os amigos ou a terapia, o risco de continuar no ritmo da rotina é imenso. Bastou um dia cantando ao fazer macarrão para (ufa!) recuperarmos nosso criancês.

É impressionante como eu preciso do criancês também para recuperar o sabor da vida. Eu confesso que a brincadeira que não me cansa é a leitura, mas haja saco para uma criança de cinco anos uma mãe que só escolhe ler na hora da brincadeira. Também gosto de cozinhar cantando e fazendo magia de bruxa, mas a Malu prefere mesmo 24 horas de criancês e ainda, se possível, pular corda, brincar na areia e haja exercício físico para uma sedentária conectada. Você tem idéia do que é 24 horas de criancês?

Conheça um estilo aqui, mas o essencial é inventar o seu:
5
Eu tenho a honra de há 10 anos conviver com mesmo homem. É a construção mais rica que tive em toda minha vida e, sem dúvida nenhuma, a mais dolorida. Aprendemos a mudar de jeitos diferentes, mas sempre em busca de uma sintonia. No entanto, só mesmo com a chegada do termômetro ( minha filha) em casa há cinco anos que percebemos quem somos e a importância de entender melhor as nossas diferenças. É pela Malu que mergulhamos nas nossas próprias entranhas, deparamos com muito medos e, SEMPRE, reagimos de forma diferente.

Acabo de entender um pouco a razão das nossas diferenças. Eu sou processo, ele é prático. Talvez seja essa natureza que faça tantas mulheres sentirem culpas ou ter raiva do outro não se importar tanto com aquilo que é "crucial" para nossos filhos. Quando detecto uma dor, uma ausência ou um desafio na vida da Malu, começo a buscar respostas para tentar descobrir COMO vamos amenizar aquilo...Mas se exponho esses questionamentos ao meu grande companheiro, ele já busca solução como se a vida pudesse ser resolvida de forma prática. É isso que falta? Então, o ideal seria fazer assim e assado? Faça você...porque não é possível ser feito. O que você quer que eu faça?

A vida não é prática nem tem solução. É nisso que eu acredito. Não dá pra determinar as horas sagradas, os limites necessários e o que cada um vai fazer para melhorar o convívio social da família. Se fosse assim, os manuais teriam sentido. Eu não acredito em manuais. Eu acredito em pessoas e acho que elas se transformam por meio de processos. Eles vão, voltam e ás vezes nem saem do lugar. Não basta planejar nem determinar porque nada será feito exatamente como previsto. É preciso ficar alerta, mas acima de tudo ver a vida como uma construção, mas não aquela de uma casa onde tudo dá pra ser medido e colocado um tijolinho em cima do outro. Os tijolos da vida nem tem os mesmos formatos, como colocá-los um em cima do outro?
5
Eu sempre escrevo cesárea errado quando não consulto o dicionário ou Google. Coloco o acento no ...É puro vício. A dúvida tende a permanecer pra sempre. Talvez, seja porque odeio mesmo ter feito cesárea e aí a raiva passou até pra palavra - instrumento do meu ganha pão. Louco isso, né!? Calma! Não vou falar mais de mim de novo. Prometo!

Volto ao tema PARTO ou CESÁREA para indicar dois links:
(http://www.amigasdoparto.com.br/pnac.html) das Amigas do Parto e (http://www.maternidadeativa.com.br/partonormal.html) do GAMA. Motivo?

Esses são os links que devemos usar, abusar, indicar, indicar, indicar e indicar quando citarmos a danadinha da cesárea, cesaria, césaria, cesarea, enfim, não importa se escreve certo ou errado, o importante é que utilize os links "certos". Certos? Sim, certos para mães virtuais que querem fazer diferente. Mas pode ser errado para você ( mesmo assim, eu aconselho que os utilize!!!) O motivo é técnico, mas o resultado pode ser social e transformador.

Eu explico. Já ouviu falar de SEO, né? Não. Dá uma lidinha na wikipedia depois...Então, a técnica é que ambos links estão dividindo a primeira página de resultado do Google. Pra estar lá precisa de SEO e isso pode significar um monte de coisa desde técnica pura, audiência grande ou referência pra muitos. A parte transformadora é que ambos links estão lá junto com outros sites, os quais têm algo em comum. São sites de gente grande, mídia de verdade e das antigas. Calma! Não sou contra mídia de massa, de agência de saúde patrocinada e nem das antigas. Eu nasci na Mídia Tradicional e a considero extremamente necessária.

A questão é outra. O conteúdo que ELES produzem segue um código profissional muito mais voltado á cultura da Saúde, aquela cheia de procedimentos, informações clínicas que traduz a língua do médico e, consequentemente, coloca a cesárea como opção. Já Amigas do Parto e GAMA tratam cesárea de forma diferente. Não se fala predominantemente de procedimentos, mas aponta para a cesárea que já foi feita e pode se tornar um parto normal e, no caso do GAMA, traz dica de CONHECIMENTO ( sinopse do livro: Parto ou Cesárea: o que toda mulher deve saber e homem também). Na lista de 12 resultados do Google, elas estão entre o 10 e 11 do ranking, mas elas poderão atingir o topo se eu, você e todas mães virtuais diferentes citarem sempre tais links quando escrever a palavra cesárea.

Eu usei e abusei de ambos links neste post, mas como eu já disse: aqui não faço nada sozinha. Estamos em rede e justamente esse coletivo que pode fazer diferente. Diferente, como? Quando você utiliza os links acima pra falar de CESÁREA, você contribui para deixar GAMA e Amigas do Parto lá em cima e tem ideía do que essa informação pode fazer se cair na tela da pessoa que procura por cesárea, mas passa a compreender a importância do parto normal. Isso é fazer diferente!!! Isso pode mudar a estatística vergonhosa que temos no Brasil quando se fala de maternidade.

PS: Vale lembrar que a Mídia Tradicional e de GENTE GRANDE pode pagar pelo SEO. Nós, não.

ANOTE!!!! (http://www.amigasdoparto.com.br/pnac.html) das Amigas do Parto e (http://www.maternidadeativa.com.br/partonormal.html) do GAMA. Motivo?
Pesquisei, mas não achei nada. Minha sensação era de que já tinha falado sobre Raça e Preconceito por aqui e queria resgatar isso porque mudou muito meu olhar sobre esse tema. Sinto que agora sou mais consciente. No passado, eu tinha medo de ter preconceito. Ficava me questionando o tempo todo sobre hipóteses para provar se realmente eu não era preconceituosa. Exemplo: como reagiria com netinho negro? Será que eu o trataria com mais cuidado que os outros...Hoje me questiono menos porque entendo que essa angústia e receio são frutos do preconceito que existe no nosso cotidiano e, detalhe, na nossa história de mais de 400 anos de escravidão.

Por mais hipóteses que busco para ter certeza se sou, ou não, preconceituosa, nunca terei a certeza absoluta. Essa resposta é diária e deve ser dada na prática quando deparamos com o diferente e escolhemos tratá-lo como um irmão/"igual", ou não. É no cotidiano que existe a diversidade e não em hipóteses ideológicas. Não é fácil fazer sempre a escolha da diversidade porque ainda há muitos fantasmas rodeando nossos olhares e, ás vezes, nem percebemos que agimos mais como nossos antepassados do que com a nova realidade.

Criança ajuda muito a gente ver diverso, mas também a fazer preconceito. A esponjinha quando sai de casa ouvi os estigmas, os símbolos e de repente começa a te expor um mundo do século passado. Uma das coisas que me incomoda muito é a ESCOLA que ensina o Dia do Índio igualzinho eu aprendi. Ou seja, um homem que anda pelado, mora numa oca e é preguiçoso. É difícil trazer os milhares de outros lados. Museu Africano, no Parque Ibirapuera, me ajudou muito a mostrar para Malu a diversidade do índio e do negro, a chegada dos escravos, a cultura colorida e cheia de deuses. Até tentei falar da luta e mostrar as histórias, mas não houve interesse. Tudo ao seu tempo.

Por enquanto, ainda não veio nenhum fantasma da escola sobre a Consciência Negra. E, na sua casa, já chegou tais fantasmas? Como tem sido o desafio?

Mas, confesso, que há muitos discursos do pretinho ou negrão carregados dos símbolos da inferioridade dentro da família. Antes eu parecia um general gritando, tentando mudar o mundo aqui e agora. Hoje já não me machuca tanto...Só entro em ação quando sou questionada pela Malu ou retomo aquela atitude quando estou contando uma história antes de dormir...Eu já indiquei aqui a coleção Histórias à Brasileira, de Ana Maria Machado ( são tres livros deliciosos cheios de coisa nossa). Eles me ajudam muito a falar do capira, da catequese dos jesuitas, folclore e tantas outras consciências necessárias sobre Quem Somos. Mas não tem muita estória para ajudar na construção da Consciência Negra. Se tiver dica de livro infantil que conta boas histórias para juntos começarmos um novo capítulo após os 400 anos de escravidão, please, compartilhe conosco!
1
Eu resolvi ouvir o lado da indústria na I Conferência Internacional de Marketing Infantil para entender melhor todos lados da moeda do PL 5921/2001... Ainda preciso ouvir mais, ler o projeto antes de decidir minha posição, mas não tenho dúvida de que é crucial defender os direitos da infância na publicidade infantil. Além disso, é bom lembrar que o PL é resultado da mobilização e trabalho do Instituto Alana - uma organização extremamente importante, ética e séria.

Não há dúvida de que temas como esse devem ser obrigatórios em blog de mãe virtual que quer fazer diferente. Até porque uma das discussões que surgem caso o PL seja aprovado é de que a publicidade infantil será deslocada exatamente para nós, mães! E foi esse olhar da indústria que me chamou atenção. Estamos preparadas para sermos o alvo da indústria que produz o marketing infantil? Confesso que não sei...Ainda mais agora que a indústria pode me usar como ferramenta de mídia.

Por outro lado, não há dúvida de que há muitas oportunidades. Exemplo? Podemos transformar os interesses do consumismo em bem-estar social para a sociedade e, consequentemente, para nossos filhos. Exemplo? Lembra qual era a mensagem do OMO quando você era criança? Pois bem, agora o branquinho é pra sujar. Eu nunca tinha parado para pensar o quanto é inversa a mensagem de hoje com a do passado.

Isso me fez perceber o quanto as grandes marcas agora "vendem" o mundo da sustentabilidade, do politicamente correto, do bem estar, da solidariedade, do novo mundo, do resgate com a natureza...Bingo!!! Se agora somos também produtores de conteúdo, além de consumidores, podemos falar dos nossos interesses. Existe espaço para brincadeira no seu bairro? Alguém promove alguma coisa aí do lado da sua casa no fim-de-semana para você levar seu filho?

Eu adoraria levar minha filha no estádio de futebol ou no parque aqui perto para passar um domingo brincando de pular corda, de amarelinha, de dançar cirandinha e tantas outras brincadeiras de rua com a criançada do bairro. Isso custa dinheiro, mas muito pouco para setor privado e público. Podemos agora contribuir, colaborar e sugerir como consumidor quais são as lacunas e ausências que as mensagens da marca nos provocam.

Você pode falar da praça do seu bairro que precisa de reestruturação, da importância das festas regionais para celebrar brincadeiras antigas, da criação do Dia Nacional do Brincar, dos impactos da violência que invadiu o único espaço verde de alguns metros que tem ao lado da sua casa...Enfim, coisas que precisam ser feitas são o que não faltam para nossas crianças e não quero ver meus desejos só na telinha. Eu quero mais! Muito Mais! E, você, o que quer???
10
Eu nunca tinha entendido o desejo enorme que sempre senti pelas dores do parto. Bastou descobrir a gravidez para o desejo de ter um parto normal invadir minha alma, meu corpo e minha vida. Agora (acabo de descobrir como foi o meu parto) esse desejo começa a ganhar sentido... Foram quase 48 horas de dores para eu nascer...Eu só cheguei ao mundo via faca e cirurgia assim como minha filha.

A diferença é que a Malu nasceu após oito horas de contrações, mas eu demorei quase DOIS DIAS - minha mãe quase morreu!!! Ela explica que tinha útero virado ou um problema qualquer que a impediria de ter parto normal. Eu tinha tudo certinho, mas a Malu não descia e quando nasceu estava com tres circulares de cordão umbilical preso no pescoço. Eu ainda choro pela cesárea e desejo um parto normal.

Ah! Como eu queria conhecer o gostinho de parir suando, chorando e sorrindo...Imagino que deve ser a maior emoção do mundo!
OK! Calma! Eu sei e conheço que a emoção de ter um filho via cesárea existe, mas ainda desejo e sonho pelo parto normal. Coisas de humano.


A idéia deste post, entretanto, não é conversar sobre a dobradinha parto ou cesárea ( informação é o que não falta sobre isso. Basta usar o Google ou ir em qualquer banca de jornal). Minha descoberta está no fato de voltar ao meu parto só agora depois de 35 anos!!! Eu ouço há muito tempo sobre meu nascimento: a dificuldade, os médicos, a falta de infraestrutura no hospital, os choros e as dores...mas nunca tive a atenção necessária para ouvir os mínimos detalhes, encará-los de frente e re-pensar sobre minha chegada.

Como assim, você se dedica ao Desabafo de Mãe e não tem detalhes sobre seu parto?

Fiquei com vergonha quando ouvi do outro tal indagação. Afinal, o outro tem razão. Eu tinha que saber tudo sobre isso, né? Não! Não precisamos ser as experts desde o momento em que Ser Mãe torna-se uma missão de vida. Pelo contrário. É justamente o aprendizado de mães e a diversidade do conhecimento que pode ser trocado entre nós, as especialistas em parto, as especialistas em histórias, as especialistas em receita, as especialistas em educação e por aí vai que dá sentido à maternidade, a internet, á minha vida, á sua e ao projeto Desabafo de Mãe.

Conhecer mais de você pela paixão do outro começa a dar sentido a suas dores, aos seus desejos e até nas suas transformações. Mas isso jamais a tornará especialista senão for a sua grande paixão e missão de vida. Eu estou começando agora a resgatar meu parto e isso tem sido muito importante pra mim. É por isso que lhe pergunto: como foi seu parto? Não aquele onde você teve chance, ou não, de fazer uma escolha se seu filho chegaria numa sala de cirurgia ou só na hora normal do parto. Mas sim o parto que trouxe você ao mundo. Sabe exatamente o que seu pai sentia, onde ele estava e como foi o apoio dado á sua mãe?

Tem sido muito mágico eu voltar ao meu parto e, por isso, resolvi compartilhar contigo essa experiência. Quem sabe essa magia não pode acontecer com você também num processo de re-pensar o passado para transformar o futuro. Conte um pouco pra gente o que significa pra você descobrir o seu nascimento, agora que você também é mãe!!!
0
É a primeira vez que acompanho e vejo uma Consulta Pública aberta no Brasil que tanto eu como você pode dar pitaco sem precisar pegar microfone no local específico. Porém, as regras do jogo exigem qualidade e fundamentação. É por isso que antes de gritar é importante que eu e você entenda o que está sendo discutido. Eu proponho ás mães virtuais que querem fazer diferente entrar nessa discussão. Como?

Podemos resgatar a blogagem coletiva e aprendermos juntos. A idéia não é buscarmos respostas, mas a partir de perguntas entendermos o que está sendo discutido. De acordo com os Termos de Uso da consulta pública: As discussões do Marco Regulatório são divididas em temas. O primeiro tema trata-se da PRIVACIDADE e as questões colocadas são quatro. Veja abaixo quais são elas:
1.1.1 Intimidade e vida privada, direitos fundamentais
1.1.2 Inviobilidade do sigilo da correspondência e comunicações
1.1.3 Guarda de logs
1.1.4 Como garantir a privacidade?

Que tal quatro blogs de mães criarem discussões ( perguntas, principalmente) com suas respectivas redes sobre cada questão acima com tema Privacidade. É bom lembrar que o marco regulatório propõe três eixos e cada uma deles está dividido em tópicos relacionados. Logo, esse eixo ( privacidade) é apenas um começo que demandará muito trabalho de pesquisa para que juntas possamos ter nossas próprias opiniões sobre o que está sendo discutido. Acho que só assim podemos fazer a diferença!

Eu vou tentar convencer via email algumas blogueiras conscientes para escrever, perguntar, enfim, discutir e conversar sobre cada tema, mas se você já considera mãe de um dos temas acima, basta escrever seu post, linká-lo aqui nos comentários e promover a discussão. Quanto mais participação, melhor!

O importante é PENSAR ALTO antes de sermos contaminadas pelas opiniões já formadas. Eu estou disposta a prender com você e após ler muita blogagem coletiva, principalmente de mães, criar minha própria opinião sobre os príncipios de liberdade nesta Sociedade da Informação. Participe! Seja uma Mãe Virtual que faz diferente!
Eu confesso cheguei até a odiar aquelas mães com filhos de 3, 4 ou 5 anos que davam risada das minhas dores, preocupações ou "menosprezavam" o meu momento de mãe de primeira viagem de um bebê. Hoje, ás vezes, me pego cometendo o mesmo olhar quando encontro uma outra mãe de primeira viagem. Coisa de olhares!!! E como eles são múltiplos e necessários. Quer ver um exemplo?

Me vejo de novo agora, que leio Mafragafando, com um olhar há muito tempo esquecido. O olhar de antes de ser mãe, quando conseguia observar o outro e perceber o que aquela criança precisava ou desejava naquele momento... É muito fácil a gente entrar no ritmo do cotidiano na hora em que há possibilidades de ruptura e só mesmo com olhar do outro para percebermos os absurdos. Por isso, a importância de tentar ver a vida não só com olhar de agora, mas também dos olhares esquecidos.

Não é nada fácil para uma mãe acostumada a acordar cedo, fazer café ao mesmo tempo que prepara a mamadeira e arruma a mala do trabalho e ainda a mochila do filho e relembra do celular do marido e avisa ao outro sobre a touca da natação, conseguir dizer NÃO à rotina multitarefa na hora em que precisa ser dito. O risco de vivermos no automático o ritmo da vida materna/profissional/companheira/amiga é imenso. Só mesmo com olhar do outro para sairmos do cotidiano robotizado.

Óbvio que no dia-a-dia só mesmo nós sabemos a hora e o tempo que estamos atentas em dedicar 100% do nosso tempo ao nosso filho, mas também sabemos que são os exemplos que vão construir muito da vivência dos nossos filhos. O mundo ideal não existe para todos. Seria perfeito para as mães que desejam ter a realização de ser mãe 100%, enquanto os pais bancam tudo. Mas isso é quase utopia para a maioria. São poucos que tem esse privilegio. A maioria precisa trabalhar e muitas também não desejam isso.

O fato é que a rotina de fazer tudo ao mesmo tempo agora para quem é mãe, profissional, mulher, amiga e tudo aquilo que quem não é mãe também "precisa" ser... exige uma atitude insana de estar fazendo 50 coisas ao mesmo tempo e quando chega a hora do almoço, você esquece que é hora do almoço. Hei, acorda, que tal lembrar do olhar do outro e perceber que sua filha está aí do seu lado captando TUDO E PRECISA DE VOCÊ PARA ENSINÁ-LA que alimentar-se tem um ritual que precisa ser preservado, independente se o mundo em sua volta te cobra e lhe exige outra postura. Hora do almoço é sagrado!!!
0
No dia 14 de novembro, a By Kamy oferece uma oficina de artes para crianças a partir de 6 anos. Durante o evento, que faz parte da primeira edição do projeto Gabriel In Design, as crianças realizarão grafite em tapetes de fibras naturais que seriam descartados pela empresa.

Serviço:
www.bykamy.com
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1147, São Paulo
Tel.: (11) 3081-1266/ Fax: (11) 3062-0276
OFICINA DE GRAFITAGEM – GABRIEL IN DESIGN
Data: 14 de novembro de 2009
Horário de funcionamento das 10h às 14h
GRÁTIS
3
Até 8 de novembro, acontece na cidade de São Paulo a feira infantil Baby Bum. No local, vocês poderão encontrar desde roupa infantil (de 0 a 16 anos), a acessórios, objetos, brinquedos, papelaria, praia e banho!

Os pequenos também poderão se divertir na feira, que oferece um espaço com atividades educativas e recreativas. O melhor de tudo é que parte das vendas será revertida em benefício do GRAACC. Horário: das 10h às 20h. Local: Rua dos Coropés,88 (junto ao Instituto Tomie Ohtake). Informações no site Baby Bum.
Preciso desabafar!!! Sorry, mas desta vez vou assumir o tipo mãe tradicional: Minha filha realmente é o máximo. Ontem consegui sair da última reunião ás 18h00. Isso é quase um milagre. Ainda tinha um batalhão de coisas pra fazer, mas decidi: hoje é dia de piscina. A Malu tinha comentado de manhã pra um dia eu passar mais cedo na escola pra levá-la ao SESC. O dia chegou!!!

Porém, eu sabia que corria o risco de ter exame médico expirado...Mas resolvi arriscar sem esquecer de avisar a Malu sobre os riscos. Primeiro: piscina poderia estar fechada e segundo o médico poderia não estar lá. Condição: só a levaria se ela não fizesse escândalo diante de tais riscos. Resultado: exames só são feitos nas terças e sextas. Logo, impossível entrar na piscina. O porteiro ficou com pena e quase deixou a gente burlar a regra. Mas o porteiro preferiu seguir a ordem e nos mandou para a administração.

Confesso que dentro de mim ardia dois desejos: que ela nadasse porque já chorava em silêncio e que a administração não permitisse burlar a regra. Seria uma chance única de mostrar a importância de ter regras no mundo, que nossos desejos nem sempre são realizados do jeito que a gente quer. Ou seja, na hora em que a gente quer. Ufa! A mulher me tratou com maior calma do mundo, explicando que se ela permitisse teria que assumir o risco da doença na água. Afinal, o exame não era uma mera burocracia, mas uma necessidade.

Respondi que eu entendia, porém minha filha não e pedi a ela para lhe explicar sobre a razão da regra: as doenças. A mulher adorou a oportunidade, falou dos bichinhos e mandou ela voltar outro dia. O choro veio, mas sem escândalos. Um choro dolorido - ali entendi minha mãe. Como desejamos colocar um fim naquela dor infantil que ainda não tem COMO entender as regras...

O combinado - caso os riscos fossem concretizados - era irmos ao restaurante e achar outra brincadeira. Fomos chorando para o restaurante do SESC, ela de verdade. Eu por dentro. Falei que a gente podia voltar no dia e hora certas e da importancia de ter regras no SESC. O choro foi passando....até a dor de não fazer do jeito que a gente queria ir embora. E a lição de saber lidar com os nãos chegar, talvez, pra sempre.

Moral da historinha: quando eu era criança, minha mãe conseguiu burlar muitas regras para não me ver triste. Resultado: eu já paguei muito pato por isso. Não só com coisas bobas do dia-a-dia como ficar nervosa na fila do banco ou com a falta de informação dos serviços públicos que faz você voltar 50 vezes para entregar mais um documento como também com o jeito de encarar a vida: sofrer demasiadamente quando as coisas não saem quando e como eu quero ou achar impossível fazer as coisas de acordo com regras rigidas, chatas e discriminatórias.

E você como tem lidado com as regras do mundo? Já vi mãe que opta em colocar um fim na dor do seu filho custe o que custar. Outras preferem fazer AQUELE escândalo porque acha um absurdo aquelas regras. E você que tipo de mãe você é? ( ps: comentários podem ser anônimos e verdadeiros. Sem fazer tipo!)
6
Ufa! Alívio ver um feedback aqui sobre Mãe virtual é diferente? Eu confesso que ando muito rodeada pelo MESMO e, apesar de acreditar na diversidade e na inteligência coletiva, tenho receio de que o "fazer como outro faz" ( ou da ideologia dominante) na blogosfera tenha contaminado tudo e todos. Mas receios são humanos, e neste caso, apenas reflexos da minha própria insegurança e faz parte da minha construção.

Ouvir a Lu Ivanike - um tipo de mãe que eu tenho orgulho de acompanhar porque aprendo com ela - com discurso de "pensar alto" me traz uma felicidade tamanha porque é um sinal de que é possível...

Calma! Eu explico: fazer diferente na blogosfera não é fácil. Parece até impossível. Motivo? São vários. O principal deles é que aqui somos nós (no mínimo: o nosso gueto) e, detalhe: todos com um mesmo desejo. De nada adianta fazer diferente sozinho. Ter um desejo solitário dentro de uma rede será sempre apenas um desejo. Ou você o abandona ou procurará fazer diferente em outro lugar que não seja aqui. Eu quero realizar meu desejo aqui. Aliás é justamente o fato de existir um lugar como a blogosfera que deu sentido ao meu desejo.

Eu tenho o desejo de transformação. Quero transformar a mídia do meu interesse pessoal que é ser mãe. Isso envolve ruptura, inclusive de modelos. Nada adianta blogar se seu desejo é exclusivamente replicar, reproduzir e opinar uma mídia dominante como é a cultura de massa dos grandes grupos. Já parou pra pensar o que te leva a replicar e reproduzir o outro? E detalhe: já questionou qual é o desejo do outro? A razão do outro produzir aquele conteúdo e não esse conteúdo?

Cada resposta dessa é um fazer diferente. Você pode inclusive descobrir que você só replica e reproduz porque tem o mesmo desejo da mídia tradicional: lucro e money. É bom lembrar de que a notícia que dá dinheiro não dá money por acaso, mas porque foi construído um sistema econômico com este objetivo. E isso afeta o tipo de conteúdo produzido. Enfim, pensar alto não é nada fácil. Ainda mais quando você está disposta a pensar alto de forma coletiva para transformar o mundo!!!
Uma das coisas que mais fiz no passado (2006 e 2007) foi conhecer blogueiras mães. Não é por acaso que a listinha do lado é grande, mas não representa nem um décimo da galera que comentei ou li na rede. Chegou uma hora que desisiti de linkar... É muita mãe na rede e, detalhe, a maioria não tem nada a ver com a outra por mais mãe que seja. São guetos de no máximo centenas de mães, apesar de sermos milhares e milhões conectadas. Mas, então, porque o ditado "mãe é tudo igual" ainda prevalece?

Você já parou pra pensar se há mesmo uma identidade entre nós? Eu confesso que a diversidade sempre me espantou desde que me tornei mãe porque a cada discurso materno que ouço vejo me exatamente ali. Os desabafos são sempre muito parecidos, né? Mas a forma que reagimos a eles é o que nos diferencia não só como tipos de mães, mas também como cidadãos. Eu começo a acreditar que o tipo de mãe que você é pode transformar o mundo... Mas o risco de você fazer só tipo é grande. E isso não muda nada. Nem você!

Tipos são também construídos e reforçados pela mídia. Agora cada vez mais!!! Afinal, há sempre os multiplicadores - aqueles que só reproduzem o que a mídia produz... E, detalhe, a mídia ressalta muito aquilo que se adequa a padrões. Exemplo: quais são os artigos mais escritos pela mídia para as mães? Cesárea ou parto, a hora da amamentação, licença maternidade. A maioria relacionado á Saúde que é a rainha dos procedimentos. Não é raro você se julgar errada, ruim, feia, péssima ou culpada porque não seguiu a REGRA do guia da maternidade. Eu só me pergunto: como pode milhares de tipos de mães ter sempre uma mesma cartilha?

Elas não tem!!! As cartilhas são múltiplas. O problema é que elas só vem á tona no formato padrão, o qual é cada vez mais replicado por diferentes tipos de mães. A coisa é tão louca que a gente chega a acreditar que mãe só quer saber mesmo é de saúde, escolher a escola pelo ENEM e levar sua vidinha normal agora que já não precisa mais do guia da maternidade. Parece, mas não é. Tem muito tipo de mãe que quer fazer diferente, mas nem tem idéia do que quer...

Como disse no passado, quando a gente não conhece não dá pra transformar. É mais fácil seguir a onda! Uma delas é ser blogueira. Eu entrei na onda de ser blogueira e só mesmo após meu retiro offline é que vejo o quanto fiquei presa ao padrão de como devo ser uma blogueira...Eu ainda não sai da bolha, mas não vejo a hora dela estourar. Afinal, mãe virtual precisa ser diferente.
2
Que delícia de cor...




Não importa a temperatura, os meninos adoram ir ao parque nesta época do ano para brincar entre as folhas amarelas e vermelhas... O outono aqui é tão lindo!