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Em outubro, vai estrear aqui nos Estados Unidos o filme Where the Wild Things Are, baseado no livro homônimo de Maurice Sendak. O Tomás ama o livro e está na maior expectativa para ver o filme, por isso já começamos a planejar como será no dia da estréia.

Segundo ele, temos que ler o livro antes da sessão. Depois vamos pegar o carro para ir ao cinema, apenas "mommy and me" (quer dizer, o Arthur não vai), compraremos pipoca, coca-cola e chocolate, sentamos lá na frente... e eu não posso me esquecer de segurar a mão dele nas cenas de medo! Dai lembro ele, "é filme de criança, não dá medo". Ele me responde, "mas mamãe têm os wild things"!

Se vocês ainda não conhecem o livro, deixo aqui a dica! Os livros de Maurice Sendak são maravilhosos!
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Último fim de semana!!! 27 de setembro
Onde: TEATRO RESSURREIÇÃO - rua dos Jornalistas, 123 (próximo ao metrô Jabaquara)
Horário: 11h30
Preço: R$ 20,00 inteira e 10,00 meia-entrada

PS: RESPONDAM-ME, PLEASE: eu só gostaria de entender porque a maioria das peças infantis é próximo ao horário de almoço. Também não consigo entender a razão do filme Cocoricó ser exibido somente até 14h00 na "maioria" dos cinemas da cidade de São Paulo. Ops, sorry pela maioria porque o filme está em cartaz em pouquíssimas salas....
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Bazar Primavera
Domingo - 27 de setembro
Horário: 10 ás 17h00
Onde; rua Aimberê, 1731 9 próximo ao metrô da Vila Madalena
Detalhes: Dica da Lilith
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Acordei tão feliz. Uma vontade de ouvir mais os outros e agradecer muito, mas muito mesmo o momento de agora. Essa sensação de alegria é resultado de encontros virtuais que me levaram a conhecer diferentes mulheres, inclusive a mim mesma. Eu devo tudo isso a mim mesma, mas também a uma amiga muito querida que amo de coração apesar de nunca ter a visto pessoalmente na minha vida. Conheça ela aqui.

Ela quem me apresentou o grupo, via email é lógico, e o grupo me apresentou a mim mesma. Sim, eu estou me reconhecendo ainda. Os encontros terminaram e assim também começou a vontade de blogar. Foram seis meses de encontros e, de certa maneira de recesso, da blogagem. Posso falar a verdade? Eu estava muito magoada e triste com os caminhos que a blogosfera estava trilhando. Hoje isso não me incomoda mais. Motivo? Agora não tenho mais medo do que quero, pelo que luto e em o que eu acredito. Antes eu sofria muito ao ver os outros assumindo caminhos comerciais demais. Hoje sei que sempre é possível nadar contra ou pular a onda...

A vida e o sacrificio andam juntos. Para levar uma vida vibrante, precisamos fazer sacrificios de diversos tipos



O "problema" é que pular a onda ou tentar remar contra ela leva tempo, demora muito, exige esforço e acho bárbaro a frase acima ( retirada do livro "Mulheres correm com os Lobos") porque retrata exatamente o desafio (LEIA BEM: desafio, não problema como citei no inicio desta frase). Se você deseja mudar o mundo, precisará sacrificar muitas amizades, muito tempo e dedicar uma concentração e aprendizado quase desumano para essa opção. Assim como se você deseja começar mestrado, mudar a rotina de casa, voltar a escrever, a pintar de novo...Ser feliz envolve também se sacrificar num ciclo bem maior que meses ou talvez anos!
Cá entre nós, bem baixinho: dizer a verdade nem sempre dá certo, né! Lembro que na minha infância eu acreditava que: mãe não mentia e Deus via tudo. Era tão forte isso pra mim. Tenho a sensação de que existia uma relação entre a confiança e a verdade na minha cabecinha infantil. Resultado: entre os zilhões de percalços, problemas e vitórias, acho que esse legado me tornou uma pessoa muito sincera. Leia bem: muito sincera. Ou seja, insuportavelmente chata. Na adolescência, então, quase um ecochato (Não. Eu não era tão vanguarda e inteligente pra falar de sustentabilidade na época, mas era tão chata quanto um eco foi antes de ser moda!)

Eu continuo falando mais verdade do que deveria e, consequentemente, me expondo muito mais do que o necessário. Mas, sem dúvida nenhuma, hoje tenho mais noção o quanto a verdade também é incomoda, desnecessária e chata. Eu ainda acho que a verdade deve ser dita. Esse legado materno ficou dentro de mim. Mas a vida transformou um pouquinho aquilo que aprendi dentro de casa. Descobri que a verdade deve ser dita, porém há ocasiões em que não há lugar para elas.

Aliás, hoje, no discurso das transparências, quanto menos verdade se diz, mais valor se tem. É impressionante como as receitas, as dicas, os manuais, as sínteses têm valor nos discursos comportamentais. Hummmmmmm, já tô começando a desabafar, expor a revolta. Ufa! Chega!


Sorry! Voltando...
Escrevo tudo isso aqui porque a estória que contei neste domingo pra Malu sintetiza um pouco da lição transformada que passo hoje para minha filha. "Quem for amigo da verdade, use couraça ao lombo". Essa foi a moral da fábula contada a Malu. A estória é bastante conhecida, mas vale a pena repeti-la. Trata-se de dois viajantes que vão ao Reino dos Macacos e aquele que mente (elogiando o lugar, ganha vários presentes do Rei Simão), mas aquele que fala verdade (o lugar não tem nada, só macacos por todos lados) vai ser castigado. Imaginem o depois da estória...

Minha sorte é que a Malu vinha dizendo muita "verdade dita' dentro de casa aos outros e acabava me colocando em situações constrangedoras. Então, aproveitei para usar os tais exemplos para explicar que havia ocasiões em que não precisava dizer a verdade e outras em que dizer a verdade implicava uma escolha. O viajante preferiu apanhar que mentir... Eu realmente espero que a VERDADE seja dita pela Malu, só não sei se estou preparada para o discernimento que ela terá no quando dizer isso. Exemplo dos meus receios????

Li a reportagem da Veja sobre livro Uma gota de Sangue, de Demetrio Magnoli que aborda sobre a cota de universidades baseadas em raças. Um dos exemplos citados é de um concurso feito por duas moças. Uma delas afirmava que não tinha passado por discriminação racial no Brasil. Resultado: perdeu a vaga!
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Nenhuma mãe merece segunda nebulosa, né? Começar-de-novo com esse tempo que a roupa não seca nem a casa esquenta é um convite e tanto para a danada da preguiça. Ou seja, para não recomeçar nem começar nada.
Eu tentei.

De manhã, pensei em começar a caminhada e até tive vontade de trocar o mamão pelo pão, mas bastou sair da cama para perceber que não dá. Hummmm, com tempo deste jeito...São Paulo está tão garoa hoje!

Ok. Tô desanimada. Aliás, muito desanimada. Tá afim mesmo de continuar?

Tô tão CANSADAAAAAAAAAA. Quer coisa mais chata que ouvir de uma mulher que ela está cansada? Ás vezes, tenho a sensação de que o sexo feminino nasceu cansado. Ouço frequentemente de mim mesma ou da outra que: ando me sentindo tão cansada. OK. Eu sei que a rotina é insuportavelmente desumana, que a vida devia ser muito mais amena, que nossos sonhos deviam ser muito mais facéis de se realizarem...mas somos responsáveis por isso, né? Raiva, raiva, raiva, raiva. Eu não aguento mais ouvir de que o cansaço é um reflexo daquilo que fizemos, construimos e vivemos. Eu ando cansada de estar cansada. Você me entende?

Quero mudar, fazer diferente, ter coragem de acreditar ainda mais em mim mesma. Mas dar murro em faca doiiiiiiiiiiiiii. Hoje eu pensei o quanto o meu cansaço acontece porque começo e recomeço todo dia. Terminar, mesmo, só aquilo que é demanda do outro. Quando sou eu quem crio a demanda é raro conseguir supri-la.

Também com uma segunda-feira dessa, ninguém merece continuar uma criação humana e, detalhe, feminina.
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Acabo de ver esse vídeo aqui em função da dica da Chris, que participou da reportagem feita pela Globo News sobre os Nativos (nossos filhos) e Imigrantes (nós) digitais. Eu confesso que só quando vejo e ouço tais discursos é que me lembro o quanto não sou mais eu quem provoco o choque de gerações, mas vivo o impacto disso. Envelheço. Na prática é uma delícia viver e envelhecer, mas resisto em saborear a velhice como algo bom...Eu realmente aprendi que envelhecer não é legal e assumir os 35 anos como a melhor coisa da vida, é fácil. Mas admitir que ter 35 anos representa estar mais velha ainda não é digerível.

Mas nada melhor que um tema tão presente para deixar claro o quanto estou velha. Apesar de amar a internet, eu ainda resisto em brincar com a Malu por aqui. Ela até pede porque adora fingir que trabalha no teclado, mas eu ainda não me sinto pronta. Prefiro pegar o livro e descobrirmos juntas as fábulas, o País das Maravilhas. Na semana passada, ganhamos uma coleção de CDs com joguinhos com tema do Sitio Picapau Amarelo. Lá, no mundo digital, a Narizinho usa calças e uma blusinha ao invés do vestido que a cobre no mundo do papel. Hummmmm, não gostei.

Mas fiquei tranquila porque a Chris, que já tem nativos digitais dentro de casa, também adota uma postura similar com a filha menor de 4 anos que ainda nem sabe o que é blog direito.

Mas não se preocupe, Sofia! Sua mãe já entendeu que blog é uma ferramenta
diferente para fazer amigos, conhecer pessoas, conversar um pouco, trocar idéias
e vai lhe transmitir um uso bem legal da ferramenta... E você não tem idéia o
quanto isso é importante porque tem pessoas que usam blogs para coisas
completamente diferentes de relacionamento.


Mas pensa que a chris só concede entrevista ao Globo News? ela também falou com gente para contar um pouco dessa experiência. pena que como nosso servidor ainda está fora do ar fomos obrigadas a postar aqui. Com vocês, Chris Ferreira:


1- Quanto tempo tem o Inventando com a Mamãe?
Quem me inseriu o universo dos blogs foi a Ana Luiza, minha filha de 10 anos. As amigas dela estavam começando com os blogs e uma seria repórter mirim do blog do Globinho. Nessa época elas tinham 9 anos. Então a Ana Luiza veio com a idéia de fazermos um blog juntas onde nós intercalaríamos as postagens. Em janeiro de 2008, começamos com o Mãe e Filha. Esse blog inicial ficou um pouco bagunçado devido a diversidade de assuntos e como eu já tinha tomado gosto pela coisa, resolvi fazer um blog só meu, apesar de continuar postando no blog antigo para estimulá-la. Criei o Inventando com a Mamãe, em Janeiro de 2009, o blog ainda é um bebê, com o objetivo e postar algumas atividades que fazemos juntas. A idéia seria ter um diário aberto que serviria de memória para elas. Ficava imaginando como seria bom se eu pudesse relembrar alguns que tive na infância e preparar esse material para quando elas estiverem mais velhas.

2- O que considera mais interessante e positivo em blogar?
A minha família, mãe e irmãs moram em outra cidade e com o blog elas conseguem vivenciar um pouquinho das nossas emoções. Tenho amigas que moram em outros países e muitas vezes enquanto estou blogando me sinto convesando com elas, compartilhando os meus momentos mais felizes. É uma forma de estar mais próxima e presente das pessoas amigas e queridas que se interessam em participar do nosso cotidiano. A troca com pessoas desconhecidas mas com o mesmo intresse está crescendo com o tempo e é super interessante. O legal é que isso não estava nas minhas expectativas inicialmente. Não tinha pensado que pessoas que não me conheciam se interessariam pelas minhas hitórias até receber um comentário de uma pessoa da Editora Globo que até me presenteou com uns livros do Monteiro Lobato. Fiquei realmente surpresa. Com tempo comecei a saber de amigos que tinham blog e através do blog deles comecei a conhecer outros. Foi assim que comecei a desabafar. Através do blog de um amiga cheguei no Amigas da Pracinha e neste conheci o Desabafo de Mãe. Essa troca de experiências está superando em muito as minhas expectativas em relação ao blog.

3- Você bloga todo dia?
Não blogo todos os dias principalmente pela falta de tempo. Trabalho o dia todo fora, quando chego em casa vou ficar com as minhas filhas, depois que elas dormem vou ter meu tempo com o meu marido e depois disso tudo é que vou ter o meu tempo, onde equilibro com leitura, conversa com amigos no msn e orkut e visitas aos seus blogs e postagens no meu blog. Mas normalmente eu posto em uma média de 2 vezes por semana. Muitas vezes penso em postar um assunto, mas acabo não priorizando essa atividde e quando vou ver já estou com outro assunto e aquele ficou para trás. É uma pena mas o blog é uma diversão e não uma obrigação.

4- O que suas filhas acham do seu blog?
A Ana Luiza, que tem 10 anos, gosta muito e algumas vezes reclama de eu postar mais no Inventando com a Mamãe do que no Mãe e Filha que é nosso. Ela opina sobre algumas postagens, principalmente quando a cito. As fotos dela que são colocadas no blog também passam por sua aprovação. Imagina publicar uma foto de uma pré-adolescente sem falar com ela antes, não rola. A Ana Luiza sempre entra para ver aspostagens e os comentários. É impressionnte como fica contente quando tem comentários. Já Sofia, que tem 4 anos, não sabe bem o que é um blog e a abragência dele. Ela sabe da existência do blog já que eu sempre o mostro para ela. A Sofia diz que é o "insite" da mamãe mas prefere o "insite" da Moranguinho.

5- Como foi conceder entrevista para Globo News?
Foi muito legal. Algo totalmente diferente, totalmente inusitado. A filmagem foi a feita aqui em casa e foram 3 horas de gravação. Muito interessante. O legal é que algumas pessoas que eu já não tinha contato viram e me mandaram e-mails. Quando eu cheguei no meu MBA as pessoas falaram que me viram na TV. Alguns segundos em um canal de TV e o assunto ficou em torno de mim por uns 15 dias. Foi mais uma supresa para mim o blog ter despertado esse interesse. Agora o que me surpreendeu mais ainda foi ver que o link para o blog estava no site da Globo News. Uma dimensão bem maior do que a minha intenção. Foi bom perceber que algo que faço para as minhas filhas e com muito carinho desperte esse interesse.
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Ando tão offline que chego a pensar em ondas virtuais. Explico: quando reencontro um amigo que me questiona a razão pela qual eu não o sigo no twitter, reconheço um pouco da minha ansiedade de blogueira no discurso dele. Como eu sofria com a falta da partilha daqueles que faziam parte da minha rede offline na época em que eu achava que blog era tudo na vida. Eu nasci e cresci no blog, mas não tive vontade de pular para microblog e confesso que agora conversar aqui ganhou outro sentido.

No passado, blogar era mais que um vício. Era uma questão de sobrevivência! Precisava blogar e isso significava não só escrever, mas ler, ler e ler todos os blogs de mães do universo...e dos blogueiros que nasceram comigo ou antes de mim.

Hoje blogar é respeitar o meu pensar... É um momento de reflexão coletiva. Blogo pensando em você e, de certa maneira, buscando a mim mesma. Eu acredito que estou um pouco aí - exatamente naquilo que você é. Por isso, blogar sempre foi um momento de conversa, cumplicidade e partilha. Antes, precisava saber quem estava do outro lado da linha e sofria por saber que meus amigos não me liam. Hoje sei que quem está do outro lado da linha é muito mais que um amigo. É alguém que me ensina, mas que raramente conheço pessoalmente.

Eu aprendo muito aqui, mas também descobri partilhar fora da blogosfera. E como é bom fazer isso olho no olho. Eu tenho caminhado mais entre mães e outras mulheres offline e descoberto coisas que não aprendi em nenhum camp da vida, chat, skype ou troca de emails. Talvez seja eu que viva em ondas online e offline. Não sei. O fato é de que sinto que os twitteiros parecem muito com os blogueiros do passado. E senão os sigo não é por falta de interesse ou porque não os amo, mas simplesmente porque não entrei na onda. Sorry! Quem sabe um dia, a gente se encontra na próxima ferramenta social!
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Uma das coisas que quero fazer ainda nesta vida é ir a um aniversário da Malu. Por morar fora, nunca tive a oportunidade. Mas no de 15 anos, não importa onde estiver, eu vou! Promessa Ceiloca! A Ceila, todos os anos, faz festa pra Malu. Apesar dela achar que não é a melhor, TENHO CERTEZA, É a MELHOR! Ela se supera a cada ano na criatividade, Chapeuzinho Vermelho, Princesas, Emília... E também gasta, não o tanto que gostaria, mas gasta...

Foi ela quem me convenceu, sem saber, a fazer o aniversário de um ano do Tomás. Recebi um puxão de orelha quando disse que não ia fazer... Como estávamos no México, aprendi a fazer coxinha, esfiha e quibe. Uma loucura. O Memo, um amigo, encheu os balões com o Benji para decorar a casa. Tudo bem simples. Eu não sou de festa. Não tenho paciência para festa, por isso até gosto de estar no Brasil porque ai quem faz a festa é minha mãe e minha cunhada. Um sossego só.

O Tomás nunca teve noção do que é festa ou não. Pra ele, um bolo de chocolate era mais que suficiente. Foi assim. Três anos de festa não festa, tudo bem caseiro... do tipo bolo e vela. Mas agora, desde que começou a escola e, consequentemente, a ser convidado para festas e mais festas, tudo o que ele pensa é no dia do aniversário. E eu não posso falhar!

O aniversário dele está chegando e eu não sei o que fazer. Aqui nos Estados Unidos, pela graça do bom Deus, tudo é mais fácil. Festa de criança dura 2 horas, no máximo 3. E as pessoas respeitam. Você pode fazer em casa, desde que tenha algo para entreter como palhaço, teatro, ou num lugar específico. Estou pensando em comemorar o niver dele no Museu da Criança ou no boliche, mas não sei... São várias as opções. Tudo muito fácil e barato, comparado às festas em buffets brasileiros. Custa entre U$ 120 a U$ 200 dólares + bolo (que por sinal é horrível).

Mas eu não sou festeira, o que dificulta essa minha incursão no mundos dos aniversários. Aceito sugestãoes de lembranças, bolos etc. Lembrem-se, não sou festeira, não sou boleira e nem entusiasta das festas de aniversário. Uma pena, porque meu filho é festeiro, boleiro e ama aniversário! Tudo o quero é surpreendê-lo num dos dias mais importantes da sua vida! Help!!!!!!!!
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Acabo de ler um tópico na lista do Luluzinha que achei válido trazer pra cá. Trata-se da velha Infância roubada. O tema raramente está na mídia, apesar de já ter lido algumas reportagens bastante legais no Estadão naqueles cadernos menos famosos há bastante tempo, mas ele é pesquisado pela academia (acho) e sentido na pele pela maioria das pessoas. NÃOOOOOOOOO!!!! Não estou falando da violência da droga, da prostituição, da pedofilia nem do trabalho. NÃO! Essa muita gente fala e algumas até lutam para mudança social.

Estou falando da violência do cotidiano, dos discursos, daquela que a gente vive e não percebe. Da violência que chega pela tela da TV, pela amiguinha ao lado, pelo consumo, pela vitrine da loja, pelo olhar do terceiro, mas que a maioria dos outros só acha que tal violência acontece pela falta de controle nossa: os Pais.

Calma! Estou falando do mundo adulto que invade nossa infância. Eu sinto ele aqui exatamente dentro de casa. Tenho pavor doentio dele e sei o quanto eu sou responsável por ele, mas confesso que ás vezes me sinto incapaz de lutar... É tanta sexualidade a mostra que não existe horário nem canal certo na TV. São tantos símbolos adultos que não existe roupa infantil que não tem cara de mocinha. São tantas bonecas modernas, profissionais que é dificil o interesse pela caixa de papelão ou a bonequinha de pano. Não é nada fácil proteger seu filho de tudo isso.

Eu não tenho dúvida de que os limites dos Nãos também compõem a receita para barrar o mundo adulto que grita por todos os cantos, mas ele não se resolve sozinho. Não é tão simples assim. Nem tem nada a ver com tempo que eu era criança. Não existe parametros, saca? Afinal, quem quer ficar isolado de tudo e de todos? Dizer não também tem um limite. E sabe qual é? O LIMITE Social.

Eu ando com raiva, muita raiva mesmo, de ouvir sempre o mesmo discurso de que os pais não dizem não, os pais não ensinam respeito dentro de casa e por aí vai. OKKKKKKKKKK!!! Vocês tem razão. Muitos pais não têm condição de fazer tudo isso que precisa ser feito. Mas, leiam: não têm condiçãoooooooooooo. Falta educação, discernimento, experiências trocadas e o mais importante, falta POLÍTICAAAAAAA, pô!

Eu já cai na lorota de acreditar que havia brecha de comunicação entre a escola e a sociedade, entre a cultura e a sociedade. O discurso realmente é utópico, mas deve existir alguma brecha. Eu, entretanto, ainda não a achei porque é muito raro existir essa interação. Ninguém tem tempo para olhar a sociedade porque a violência da droga, da prostituição, da pedofilia, do trabalho estão aí e precisam ser resolvidas, tratadas, cicatrizadas. Tem ONG de tudo que seja vertical, mas trabalhar com aspectos transversais como esses é tão irreal no Brasil, e talvez no mundo...que soa bobo, coisa de gente que não tem nada na cabeça, que quer se mostrar, talvez, nessa era da reputação digital....

Ops, sorry pelo desabafo! Deveria ter escrito isso tudo lá no site, mas adivinha?!!!! Ainda não conseguimos resolver o problema do servidor. Ele tá lerdoooooooo.....

Mas o que proponho aqui é uma conversa: até que ponto MESMO somos responsáveis pela infância que está sendo roubada gradativamente dos nossos filhos?