Boa sorte, meninas!

O site ainda não está 100%, mas, como disse antes, não podemos parar! Hoje, estréia no Desabafo de Mãe um novo articulista, Alessandro Costa Nunes, economista e diretor da empresa Personal Advisors! Em seu primeiro artigo, O que é ser bem sucedido, ele escreve sobre como as pessoas têm diferentes definições sobre o que é ser bem sucedido e ter sucesso!
O sucesso, ao contrário do que pensam algumas pessoas, não tem relação alguma com dinheiro ou poder, simplesmente é estar satisfeito com aquilo que foi conquistado e, o mais importante, comemorar essas conquistas. Leia o artigo e deixe um comentário aqui sobre o que você considera ser uma pessoa bem sucedida!
Enquanto isso não ocorre, uma sugestão é bater-papo aqui no blog mesmo! Mande sugestões, via comentários, sobre assuntos que gostariam de ler, novas experiências ... enfim! Não vamos deixar o barco parar, não é?
UPGRADE: O Desabafo de Mãe foi um site criado em outubro de 2006 e março de 2010, que esteve ativo pelo período de 20 meses. Agora não existe mais e as idealizadoras do site são as autoras deste blog.
Quando a gente se mudou, os vizinhos do bairro vieram se apresentar etc e tal. Tudo muito simpático. Mas o vizinho do lado, sim, aquele que divide o terreno comigo, nem olhou na nossa cara. Talvez porque sou descedente de japoneses e ele é chinês?(coisa cultural, japonês e chinês nunca se deram bem...) Enfim, o homem parece nos odiar e não fala "oi", "bom dia"... e ainda deixa o cachorro dele fazer cocô no nosso quintal! (casas americanas sem cerca, sem nada).
Agora, vamos construir uma cerca no fundo de casa... e vai ficar um buraco entre a minha cerca e a dele... Meu marido sugeriu levar a nossa cerca mais próxima da dele para evitar que nossos filhos fossem para o terreno baldio. A resposta foi: "NÃO, SE QUISEREM PLANTEM UMA ÁRVORE COM ESPINHOS QUE ELES APRENDEM A NÃO IREM PARA O OUTRO LADO".
Não sou rancorosa ou mal, mas, juro, agora tenho vontade de levantar uma cerca de 10metros de altura e elétrica ao redor da minha casa (como as que existem no Brasil) só pra irritar e, lógico, não ver a cara dele nunca mais na minha vida! Realmente, não tenho sorte! Moro num bairro com pessoas tão maravilhosas e educadas, mas fui dividir a cerca justamente com o "vizinho"...
"Prazer, moçada, eu blogo desde 2005 por aqui. Mas há seis
meses estou de férias. Quem mantém nossa porta aberta para conversas aqui é a
Su, minha amiga, irmã de alma e idealizadora do site Desabafo de Mãe, que amanhã está de volta."
"Como mãe vivo o melhor momento da minha vida com a Malu, que completa cinco anos , no dia 19 de agosto. Ela é minha melhor amiga, a principal mestra da minha vida e a quem devo transmitir algo para sua própria formação".
Feito isso! Eu lhes proponho uma conversa sobre a questão dos limites: Você deixa seu filho ver novela?
Pergunto isso porque o que mais considero desafiante é o limite da TV. Eu tenho amigos que nem tem TV na sala para que seja um ambiente social de conversa e comunhão, assim como eu nasci numa família que não desliga a novela nem mesmo com a chegada de uma visita. Ficam todos como múmias paralisados na novela, deixando a visita de lado ( é horrível!!!). A comunhão, na casa da minha mãe, acontece na cozinha ou esparramados pela cama. É uma delícia, ficamos horas deitados ou comendo falando sobre nós e os outros, mas é duro desvincular do legado da TV por mais que eu considero absurdo essa relação da novela. Eu adoraria poder dizer NÃO a essa pergunta, mas não consigo mentir: sou muito nua aqui no blog. Eu acompanho as novelas e minha filha me acompanha.
Minha segunda pulguinha veio do post da Ana e da lembrança dos amigos que não têm TV. Quando a gente rema contra a maré, ou tenta sair da bolha ou da onda, você geralmente opta pelo não-consenso. Logo, não terá a mesma língua para conviver com os demais. Porém, terá mais chance de respeitar a si mesmo. Eu não tenho dúvida de que a novela é inapropriada para minha filha, demanda o tempo que tenho disponível com meu marido e minha filha e rouba um pouco da minha oportunidade de comunhão e convívio dentro de casa. Mas 90% ou 70% ou 50%dos lares estão lá plugadinhos na telinha, o que contribui para gente ter algo a mais em comum. E o pior é que legado vicia.
Tratar desse vício requer muita disciplina. A gente não acompanha novela como na casa da minha mãe. Pelo contrário. Mas ainda assim a tela pode estar ligada e quando o controle ganha cena, a Malu já sabe até o nome da Maya. Isso não é o problema, o dolorido mesmo é ver que a minha filha, com cinco anos, já fala dos beijões que a Maya dá no Raji ou Márcio Garcia. As problemáticas das novelas são incompreensiveis até pra mim, imagine pra ela. Eu me sinto muito culpada e chego a julgar que minha filha está ficando a criança mais adulta do planeta. Cobro de mim a responsabilidade de estar permitindo inserir muita sexualidade dentro de casa porque a tela da TV tá aberta pra minha filha. Eu realmente tenho essa responsabilidade, mas o peso do consenso, da hegemonia e da convivência é muito mais culpado que eu, não? E como a gente deve passar um pedacinho dessa culpa pra eles?
Você diz ao seu filho que o mundo é dos espertos?
Oi, prazer, é contigo mesmo, topa conversar comigo now? Seguinte: estou lendo Memórias de Emília para Malu. Estou amando conhecer essa boneca. Sim, eu só conhecia aquela da TV dos anos 80, lembra? A questão que a Emília me coloca é: você acha que o mundo é dos espertos? Você diria aos seus filhos que o mundo é dos espertos?
Ok. Você não entende a razão de tanto alvoroço. Eu explico: minha experiência de vida me ensinou que o mundo é dos espertos de forma bastante árdua e dolorida. Como assim? Bem, eu tive uma educação extremamente religiosa e mineira. Até ouvi algumas histórias do Pedro Malasartes do meu avô, mas a minha noção infantil de mundo era ser boazinha sempre igual a Branca de Neve, Chapeuzinho, enfim, sabe aquele lance de "inho" ( boazinha, bonitinha e até bobinha se possível). Eu nunca fui esperta como a Emília e, por ter sido criada para ser boazinha, eu sofri muito. Primeiro porque não conhecia a regra (achava que sendo boazinha teria também chance no mundos dos homens). Segundo porque, por não conhecer a regra, não sabia viver no mundos dos homens com as vantagens de ser boazinha. Enfim, o que vocês acham deste conceito da Emília para as crianças?
Ah! Você nunca leu livro? Então, veja pedaços da conversa que a Emília acaba de ter com Visconde:
..."Fazer coisas com a mão dos outros, ganhar dinheiro com trabalho dos outros, pegar nome e fama com a cabeça dos outros: isso é que é saber fazer as coisas. Ganhar dinheiro com trabalho da gente, ganhar nome e fama com a cabeça da gente é não saber fazer as coisas. Olhe, Visconde, eu estou no mundo dos homens há pouco tempo, mas já aprendi a viver. Aprendi o grande segredo da vida dos homens na terra: a esperteza! Ser esperto é tudo. O mundos é dos espertos. Se eu tivesse um filhinho, dava-lhe um só conselho: Seja esperto meu filho!"
Então, o Visconde, pergunta: E como lhe explicar o que é ser esperto?
....Citando meu exemplo e o seu. Quem é que fez Aritmética? Você. Quem ganhou nome e fama? Eu. Quem é que está escrevendo as Memórias? Você. Quem vai ganhar nome e fama? Eu...
Eu não sei se tal dialogo me marcou tanto pela minha experiência de vida, mas o fato é de que a Malu não terá este legado de boazinha depois que a Emília o desconstruiu completamente e eu me descobri, aprendendo um novo conceito de vida. A questão é: como tratar isso com nossos filhos sem criar estigmas de chefes arrogantes e gananciosos como os que existem atualmente?
Ele já foi avaliado por cinco pediatras e nada. Apenas receitaram remédios e mais remédios, um mais caro que o outro, que não fizeram efeito algum. Desde que ele começou a ter esse problema, pesquiso na internet sobre o assunto e não encontro informação alguma.
Por isso, venho aqui perguntar se alguma mãe já escutou sobre isso? Crianças que vomitam enquanto fazem cocô. Ah! Ele não tem prisão de ventre ou qualquer coisa do tipo, o cocô dele é normal.
Essa semana vou levá-lo a dois especialistas que farão exames mais detalhados... Tomara que dê tudo certo! Agradeço a dica de todos!!!
Eu, particularmente, adoraria ter amamentado meus filhos durante um ano, no mínimo. Mas o Tomás, com seis meses, decidiu parar... Até insisti por um tempo, mas acabou ficando mesmo com seu arroz e feijão, prato favorito até hoje! Já com o Arthur foi diferente. Desde o começo tive muitas dificuldades, pouco leite... Não tenho uma explicação médica para isso, mas na época estava super cansada e preocupada com tudo. O amamentei por três meses e, depois, o leite acabou. Fiquei mal, principalmente quando ele começou a ter problemas devido a sua intolerância à lactose.
Quando o amamentava, ele não tinha nada, bastou dar formula que todos os problemas apareceram: intolerância, prisão de ventre, cólicas... Mas decidi seguir em frente sem me sentir culpada ou triste por isso, a vida continua. O mais importante é o bem estar da criança e da mãe. E vocês, o que acham disso? Nossa leitora Amandica fala exatamente sobre sua experiência com amamentação lá no site.
- Não se preocupe, Tomás, você já mora...
Não é à toa que agora um de seus livros favoritos é O Menino da Lua, de Ziraldo. Ele realmente se identifica com a personagem. O fato dele ser distraído está me deixando preocupada, porque começou a afetar no seu desempenho escolar e nas atividades paralelas como natação e ginástica. Enquanto sua melhor amiga conta até 20 e passou, ontem, para a turma avançada da natação. Tomás continua lá, na dele, sonhando acordado, contando até 10 quando quer e não prestando atenção na natação. Resultado? Ele não mudou de classe e precisa nadar com os pequenos...
Ontem, me senti culpada. Talvez seja falta de estímulo. Depois que o Arthur nasceu, não tenho tido muito tempo para ele. Brinco, leio, mas não como antes. Ele é sensível e percebeu isso. Outra coisa, a TV que ele nunca assistia, agora deixo ele ver uma hora ou uma hora e meia por dia, o que acho muito para uma criança. Minha amiga deixa as filhas, de 6 e 4 anos, assistirem apenas 30 minutos de tv por dia, sendo um vídeo escolhido por ela (Curious George). As meninas não sabem quem é o Mickey Mouse, pra vocês terem uma idéia... Mas, por outro lado, elas são super concentradas e dedicadas.
Estou pensando em colocá-lo nas aulas de reforço. Ele estudaria na parte da manhã na escola e, à tarde, duas vezes por semana, teria aulas de reforço em leitura, matemática e artes em outro lugar. Mas não quero, e nem posso, me esquecer que ele tem apenas 3 anos e meio... Idade de brincar, se divertir, curtir a infância! Enchê-lo de atividades seria privá-lo um pouco da infância que toda criança merece.
O que vocês acham das atividade extras? No caso do Tomás, seriam aulas de reforço, natação agora e, no inverno, mais esqui e tênis. Tô achando muito, mas não quero ele atrasado na classe ou em casa, pedindo para ver TV. Apesar de tudo, penso que ele ainda pode ser divertir fazendo um esporte ou aprendendo o ABC.





