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Já faz um tempinho que penso em comprar um cachorro para o Tomás e o Arthur, ambos adoram de paixão os animais, mas especialmente o cachorro. Eu adoro cachorro grande, não sou fã de poodle, pequinês, maltês e chihuahua não... Gosto de labrador, pastor alemão, golden retriever... e por ai vai.

Quando era pequena, tive um pastor e foi a melhor coisa da minha infância. Cachorro ama o dono incondicionalmente! Mas como meus filhos são pequenos, precisa ser um cão que gosta de criança: boxer, golden, labrador...

Só não comprei ainda porque cachorro dá trabalho e eu sou neurótica com organização e limpeza e, lógico, por enquanto não tenho um minuto livre da minha vida para me dedicar a um animal de estimação, afinal, eles precisam caminhar, comer, tomar banho etc...

Gostaria de saber qual a experiência de vocês com cachorro e crianças! Até pensei em porquinho da índia, peixe e coelho, mas não é a mesma coisa que ter um cão, afinal, é ele o melhor amigo do homem!
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Caracas! Mais de um mês já se foi desde a última vez que escrevi aqui. Não vou pedir perdão mais. Aprendi a respeitar meus próprios ciclos e, neste momento, ainda continuo de férias. Eu não sei se voltarei a ser tão conectada como no passado. Com certeza não. O que passou não volta mais, só nos transforma de cabo a rabo. Eita tempo bão que nos constroi, né!

Gente, mas estou com saudade. Chego a sonhar com algumas mães blogueiras e, mesmo sem nunca ter a visto, você acredita que vejo até rosto??? Delíciaaaaaaaaaa. Já viveu isso, né? É bom também dar tempo da blogosfera, né? Dá pra digerir aquilo que se aprendeu nos comentários, na leitura, na troca de emails e os telefonemas internacionais. Ahhhhhhhh! A sensação é tão boa que a gente chega até suspirar: ok, pode me levar amanhã que já foi bom! Mas é só sensação, please. O medo da morte grita só de registrar o sentimento de alívio, de prazer...Tá entendendo alguma coisa ou estou muito fragmentada? Ou será densa demais?

eca, vou pular paragrafo pra parar com esse papo.

ufa! Voltei!@ Eu queria resgatar meu post sobre a minha luta do emagrecer porque mudei completamente de idéia. Aquele olhar já era. Agora descobri algo novo sobre meu corpo. Tão novo que me conforta e, sabe, me deixa feliz. pela primeira vez consegui separar EU da cultura imposta pela publicidade. É tão louco quando você se descobre alienada. Até uma semana atrás, eu brigava comigo para emagrecer e achava que essa briga era preguiça, teimosia, falta de disciplina, enfim, me culpava por não conseguir emagrecer...Quem me lê já sabe o quanto ainda estava presa naquilo que nos impõe, no estigma feminino atual e moderno.

Meu olhar mudou. Meu desafio é que nunca cuidei do meu corpo. Penso muito, crio demais, tenho cinquenta idéias ao mesmo tempo e ainda tenho uma profissão que exige um esforço mental doentio: escrevo muitoooooooooo para diferentes coisas totalmente desligadas do meu cotidiano de mãe e mulher. E abandonei o corpo desde do dia em que olhei para ele como um cantinho para minha filha. Esse cuidar de mim como se fosse um espaço dela ficou até hoje mesmo após cinco anos de gestação. Eu não ouço meu corpo, logo resolvi ouvir a mídia. Ela manda a mulher ser magra e, a alienada aqui, achava que porque meu desejo era voltar ao formato do corpo que tinha ( nunca fui magra), eu não estava na onda da mídia. Risosssssssssssss....kkkkkkkk. Pois é, a gente se engana.

Agora vou tentar equilibar mente e corpo. Se eu vou conseguir? Eu não sei. Também aprendi que não preciso toda hora de ficar cumprindo metas. Já chega as metas que preciso cumprir pelo meu cotidiano, as quais nunca representam minhas demandas. Mas sempre a demanda dos OUTROS.

A consciência de ver isso já mudou pouquinho meu formato. Não!!! Eu continuo bem gordinha, mas já gosto mais de mim, pra caracas ( ps: a su não gosta que eu falo palavrão aqui). O ódio , a raiva, aquela sensação de quem se sente pressionado pelo mundo porque não faz parte do script continua, afinal, eu to viva e aqui, neste mundo cheio de regras do consumo. mas elas são menos intensas, entende?! A dor por não ser como deveria ser é menor. Quem sabe um dia essa dor seja imperceptível......quem sabe?

Bjkas a todas. prometo voltar em breve, sinto que meu ciclo está mudando e devo me dedicar mais ao Desabafo de mãe!
Vocês sabiam que muita gente deixa, lá no site, verdadeiros desabafos no espaço dedicado aos comentários? Por isso, vale a pena ler os comentários para acompanhar a dicussão... Por exemplo, no desabafo da Isis, sobre gravidez ectópica, diversas mães compartilham experiências sobre o tema. O bate-papo está muito interessante, agora estamos esperando a Isis comentar se deu tudo certo no último exame que fez! Estamos torcendo por ela e outras mulheres que lutam para ser mãe e superar a dor de passar por uma gravidez tubária.

Na semana passada, um comentário que me chamou muito a atenção foi deixado no desabafo Devo ou não pedir demissão. O comentário, que não tem relação alguma com o desabafo citado, é um desabafo de Paula, uma mãe que está indignada com a creche onde a filha fica o dia todo! Não é por menos. Lá, eles não se preocupam com a higiene das crianças, que não lavam as mãos antes de comer, escovam os dentes após as refeições e, acredite ou não, muitas vezes seguram o cocô porque, segundo o dono da escola, eles não são pagos para limpar bunda! Gente! Isso é uma coisa que me deixa sem palavras!

Como uma creche assim ainda funciona? Simples, pela falta de opção das mães que acabam deixando os filhos na creche ou pelo valor da mensalidade ou localização (perto do trabalho, da casa...). Paula, a mãe que deixou o comentário, fez uma denúncia na Secretaria da Educação. Ela quer saber se vocês fariam o mesmo! Respondam para ela no e-mail: paula.taranto@hotmail.com.

Eu respondo aqui mesmo: denunciaria e tiraria meu filho de lá, ainda tentaria persuadir outras mães...