Neste fim de semana, levamos o Tomás para assistir o show
Playhouse Disney Live, com os personagens favoritos dele: Mickey, Minnie, Pateta, Pato Donald, Tigrão, Pooh, Little Einsteins e HandyManny. Lógico que ele amou!
Já na entrada do espetáculo, o público dava de cara com várias barraquinhas vendendo brinquedos e bonequinhos da Disney, doces, refrigerantes e fotos com os personagens. Crianças faziam fila e os pais compravam numa boa brinquedos que custavam o preço da entrada do show. O Tomás olhou tudo e não pediu nada.
Durante o show, muitas crianças seguravam um brinquedo do Handy Manny que brilha no escuro. Ele ficou encantado com aquilo. Em qualquer lugar da platéia, você podia ver o tal brinquedo na mão de uma criança...
Ele assistiu o show e, quando a gente estava para ir embora, ele pediu um. Olhei para o meu marido que disse não com o olhar. Eu falei, baixinho, "compra para ele..." Afinal, é um brinquedo que não vende nas lojas, vai ser uma recordação do primeiro show dele... e, principalmente, porque o Tomás não é uma criança que pede brinquedo toda hora ou faz escândalos quando não ganha isso ou aquilo...
Dai começou a discussão, lógico que muito discretamente... Na opinião do meu marido, é um absurdo gastar o preço da entrada do espetáculo num brinquedo que deve custar quatro vezes menos por ai... E, segundo ele, o Tomás deveria estar satisfeito com o espetáculo.
Lembro: quase todas as crianças do show tinham esse brinquedo, aqueles que não tinham carregavam outros tipos de recordações. O Tomás não pediu o brinquedo, mas ficou encantado com o brilho dele durante o show e, por isso, pediu um depois.
No fim, ele acabou ganhando... Mas eu tive que escutar, como sempre escuto: "você está mimando ele". Sinceramente, eu não acho que mimo o Tomás, existem situações e situações. Já deixei de dar doce ou brinquedo para ele em momentos que achei inadequado, mas no show... achei que ele merecia ganhar o tal brinquedo.
Meu marido sempre fala que eu sou mimada e que meu pai me "estragou" e eu vou fazer o mesmo com o Tomás! Eu penso, graças a Deus meu pai me "estragou", por conta disso pude andar em todos os brinquedos do parque de diversões infinitas vezes, comer maça do amor, algodão doce, assistir ET três vezes no cinema, ganhar um cachorro... e ter tido uma infância inesquecível!
Eu não faço pelo Tomás nem 30% do que meus pais fizeram por mim, no sentido de comprar as coisas ou deixar comer guloseimas à vontade. Sou extremamente rigorosa com ele, por isso acho que não faz mal às vezes dar o que ele quer. Minha mãe acha um absurdo eu negar doce para o Tomás.
Acho que nem 8 ou 80. Por mais difícil que seja, acredito que é papel dos pais impor limites. Mas também ceder uma vez ou outra não faz... Afinal, esses momentos acabam se tornando inesquecíveis para as crianças e deixando a infância mais saborosa...
Vocês dariam ou não o brinquedo? Por que?