Ontem foi um daqueles dias reservados para cuidar de mim. Trabalhei, terapia, cinema e ainda fechei o dia com um encontro de lobas...Adoro ir ao cinema num horário em que sei que a maioria está trabalhando e, em função do gosto, sozinha. Não escolho muito o filme nessas ocasiões. Deixo o imprevisto cuidar do destino do dia. E o danadinho do destino colocou na minha agenda Julie & Julia...
Eu chorei de alegria. Ver as histórias daquelas mulheres ligadas pelo amor de se "encontrar" na cozinha deu sentido a minha própria caminhada. Não só porque deixou claro muitos conceitos que sinto na pele como da importancia do papel do companheiro na sua vida para ouvir a si mesma, mas também porque retrata o desafio feminino de acreditar, dos caminhos tortuosos que percorremos para descobrir o que nos move. Eu tenho dado tanta curva pra expressar meus sonhos que, MUITAS VEZES, tive absoluta certeza de que a única saída era desistir de tudo. Tudo o que?
É aí que mora o problema. Esse tudo é mesmo tudo...Dá sentido a quem sou eu, entende?! Melhor, a quem eu estou redescobrindo por mim mesma. Ah, sorry, não sei explicar...Esse é o problema do TU-DO. Até consigo citar as palavras: maternidade, internet, comunicação, jornalismo, redes, redes, redes, conhecimento, conhecimento, sociedade, cultura, educação...Mas não consigo definir. SACO!
E o pior: agora não consigo fazer as coisas como antigamente nem me permito abandonar tudo e voltar ao script da vida como se esses cinco anos representassem simplesmente uma vivência transformadora e ponto final.
Mas, chega de confusão exposta. Já aprendi que confusão assim é melhor internalizar, digerir e respeitar o tempo da transparencia...Voltando ao filme. Julie&Julia me mostrou isso. Como elas também criaram curvas em suas trajetórias femininas. Não sabiam por onde ir, como fazer, onde agarrar e como enxergaram pedras onde só existia a caminhada. E como foi importante também ter ao lado outras mulheres...Porque será? Coisas de filme? Não. Acho mesmo que é coisa de AMAR...
Julie&Julia é um filme de Amor. Não aquele amor dos filmes, mas o amor que move a vida. Aquele que faz com que "mães que acreditam" se sintam ás vezes sozinha, abandonada, com medo, muito medo do que a rodeia, heroína, feliz, desesperada, VIVA, saca? COM UMA VONTADE MALUCA DE GRITAR AOS QUATRO CANTOS...O que mesmo? Hummmmmmmmmmm, aquele tudo, lembra? Dificil...Ai..que tal: Eu quero mudar o mundo porque sou mãe. Afinal, só mesmo quem vive esse amor entende como é possível mover montanhas.
OK! Fiquei idealista demais? Sorry! Vá conhecer Julie&Julia e depois volta aqui pra gente mudar o mundo juntas...Bon appétit!
As mulheres não são mercadorias, as mães também não
1 hora atrás










2 comentários:
Ceila, amanhã vou seguir seu conselho e vou ver... Bem na hora em que todo mundo estiver trabalhando!!!!
Mas fique tranquila, entendi perfeitamente o que você quis dizer... Me sinto assim também, idealista, guerreira e ás vezes tenho vontade de gritar para ver se o mundo escuta! Mas acho que antes disso eu preciso me escutar!!!
Beijos e saudades!!!
Ai Luuuuu, que delícia. Espero que goste e depois volta aqui pra gente mudar o mundo, ou não? quero saber o que achou do filme... se der vontade de blogar, linka aqui a URL do post, please!
Ah! Feliz 2010! Também to com saudades!
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