Eu tenho a honra de há 10 anos conviver com mesmo homem. É a construção mais rica que tive em toda minha vida e, sem dúvida nenhuma, a mais dolorida. Aprendemos a mudar de jeitos diferentes, mas sempre em busca de uma sintonia. No entanto, só mesmo com a chegada do termômetro ( minha filha) em casa há cinco anos que percebemos quem somos e a importância de entender melhor as nossas diferenças. É pela Malu que mergulhamos nas nossas próprias entranhas, deparamos com muito medos e, SEMPRE, reagimos de forma diferente.
Acabo de entender um pouco a razão das nossas diferenças. Eu sou processo, ele é prático. Talvez seja essa natureza que faça tantas mulheres sentirem culpas ou ter raiva do outro não se importar tanto com aquilo que é "crucial" para nossos filhos. Quando detecto uma dor, uma ausência ou um desafio na vida da Malu, começo a buscar respostas para tentar descobrir COMO vamos amenizar aquilo...Mas se exponho esses questionamentos ao meu grande companheiro, ele já busca solução como se a vida pudesse ser resolvida de forma prática. É isso que falta? Então, o ideal seria fazer assim e assado? Faça você...porque não é possível ser feito. O que você quer que eu faça?
A vida não é prática nem tem solução. É nisso que eu acredito. Não dá pra determinar as horas sagradas, os limites necessários e o que cada um vai fazer para melhorar o convívio social da família. Se fosse assim, os manuais teriam sentido. Eu não acredito em manuais. Eu acredito em pessoas e acho que elas se transformam por meio de processos. Eles vão, voltam e ás vezes nem saem do lugar. Não basta planejar nem determinar porque nada será feito exatamente como previsto. É preciso ficar alerta, mas acima de tudo ver a vida como uma construção, mas não aquela de uma casa onde tudo dá pra ser medido e colocado um tijolinho em cima do outro. Os tijolos da vida nem tem os mesmos formatos, como colocá-los um em cima do outro?
As mulheres não são mercadorias, as mães também não
1 hora atrás










5 comentários:
Ceila, querida! Este seu post caiu feito uma luva! Ontem "comemorei" 5 anos de casamento. Como você disse, uma construção rica e dolorida! Sabe que as vezes tenho vontade de sumir para não me incomodar com o ponto de vista prático do marido? Mas, aí, conto até mil e argumento... Às vezes funciona, e às vezes discutimos. Mas é assim, somos pessoas, diferentes e sem manual!!!
Beijos
Risos...Lu, somos mesmo guerreiras, hem!?! Eu também sinto muita vontade de sumir ás vezes. Mas acredito também que esse é primeiro dos desafios que temos de enfrentar para se tornar uma mãe virtual que faz diferente.
bjkas
Olá Ceila!!!
Entendo perfeitamente seu desabafo e às vezes me sinto exatamente como você. Sou casada há 13 anos e mãe de duas meninas lindas...Sempre fui muito estressadinha e ansiosa, não só em relação aos filhos, mas de um modo geral,e aprendi uma coisa com ele(marido): a ter mais paciência.Apesar que querer sempre resolver tudo rápido, aprendi que nem sempre as coisas são da maneira que queremos, muito menos os homens...
Abraços!
Tatiana
Salve !
Navegando pela grande rede sem rumo com a intenção de divulgar o meu blog cheguei até você e gostei do que vi. No momento estou impedida de fazer leituras muito extensas, pois a claridade da telinha está prejudicando um pouco a minha visão, devo tomar um pouco mais de cuidado, mas em breve resolverei esse problema. Bem, já que estou aqui aproveito para convidar a conhecer
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... em
http://www.silnunesprof.blogspot.com
Eu como professora e pesquisadora acredito num mundo melhor através do exercício da leitura, da reflexão e enquanto eu existir, vou lutar para que os meus ideiais não se percam. Pois o maior bem que podemos deixar para os nossos filhos é o afeto e uma boa educação. Isso faz com que ela acredite na própria capacidade, seja feliz e tenha um preparo melhor para lidar com as dificuldades da vida. Com amor, toda criança será confiante e segura como um rei, não se violentará para agradar os outros e será afinada com o próprio eixo. E se transformará num adulto bem resolvido, porque a lembrança da infância terá deixado nela a dimensão da importância que ela tem.
VAMOS TODOS JUNTOS PELA EDUCAÇÃO, NA LUTA POR UM MUNDO MELHOR !
Se achar a minha proposta coerente, siga-me nessa luta por um mundo melhor. Peço que ao responder deixar sempre o link do blog, pois vez por outra o comentário entra com o link desabilitado ou como anônimo. Por causa disso fico sem ter como responder as pessoas.Os meus comentários também entram via e-mail, pois nem sempre a minha conexão me permite abrir as páginas: moro dentro de um pedacinho da Mata Atlântica, creio que mais alto que as antenas, com isso a minha dificuldade de sinal do 3G. Espero queentenda quando não puder visitá-lo.
Daqui onde estou, os únicos sons que escuto aqui é o dos pássaros, grilos, micos., caipora, saci pererê, a pisadeira, matintapereira ... e outras personagens que vivem pela mata.
Por hoje fico por aqui, já escrevi demais. Espero nos tornarmos bons amigos.
Que a PAZ e o BEM te acompanhem sempre.
Saudações Florestais !
Silvana Nunes.'.
Obrigada pela sua generosidade em compartilhar seus dias! Seu blog é delicioso.
Busco inspiração para escrever para meninas sobre os dias da infância. aqui eu encontrei muito!
[]'s
may ^_^
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