Eu já tinha visto alguns vídeos do Born Learning (ótimos, aliás), mas nunca tinha percebido na pele a importância de se tornar criança ao falar com minha filha. A razão é simples: eu sempre achei que seguia a cartilha do criancês...Mas só mesmo quando o outro nos alerta para óbvio que a gente cai na real, né?
A Malu andava muito irritada, nervosa e até malcriada ( ou mal criada?) neste mês de novembro. Achei que era falta de amigos, mas de novo era falta de mim. Eu falo tanto da hora qualitativa, discurso tanto sobre importância de estar 100% ao lado dela, mas vira e mexe lá estou eu - de novo- seguindo o caminho automático do cansaço. Senão são os blogs, os amigos ou a terapia, o risco de continuar no ritmo da rotina é imenso. Bastou um dia cantando ao fazer macarrão para (ufa!) recuperarmos nosso criancês.
É impressionante como eu preciso do criancês também para recuperar o sabor da vida. Eu confesso que a brincadeira que não me cansa é a leitura, mas haja saco para uma criança de cinco anos uma mãe que só escolhe ler na hora da brincadeira. Também gosto de cozinhar cantando e fazendo magia de bruxa, mas a Malu prefere mesmo 24 horas de criancês e ainda, se possível, pular corda, brincar na areia e haja exercício físico para uma sedentária conectada. Você tem idéia do que é 24 horas de criancês?
Conheça um estilo aqui, mas o essencial é inventar o seu:
impotência, observação e instinto
19 minutos atrás










3 comentários:
Eu sei bem como é isso, tenho duas meninas uma de 7 e outra de 2, mesmo uma tendo a outra pra brincar e brinquedos elas querem a mim e a gente as vezes se perde nas obrigações do dia e se esquece que é necessário ceder pelo menos meia hora pra elas, foi bom ler este post hoje.
Ando um pouco focada demais nas minhas obrigações com o lar e deixando o principal de lado que são elas, não basta alimentar, limpar, cuidar e preciso brincar também.
Obrigada
AHAHA... O criancês... Vou contar que semana passada eu, meu marido e a Dani esuqcemos de jantar para brincar de lego (os legos que eram do pai dela). Foi delicioso, e senti a Dani calma novamente. O único problema é que ela quer fazer isso todos os dias agora!!!! Mas sempre que dá um tempinho me dedico a ser criança novamente. É bom demais!!!!
Beijos
Este post lembrou um fato que presenciei em uma sorveteria.
Um garotinho, devia ter em torno de 03 anos para menos, pedia ansiosamente por um sorvete. O pai dizia-lhe "calma!" com uma impaciência tão grande que o garotinho parecia pedir com mais ansiedade.
Concluí que aquela criança não compreendia o sentido da palavra "calma", mas absorvia o ato e a forma de falar de seu pai. Ou seja, por mais que este tentasse lhe dizer para ter paciência, seu comportamento denotava o contrário.
As crianças são muito sensíveis às emoções demonstradas pelos adultos e aprendem desde cedo a manifestá-las. E, muitas vezes, tais emoções nos acompanharão durante muitos e muitos anos, se não pela vida toda.
Obs: "malcriada" está certo :-)
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