2 de novembro de 2009

Mãe virtual é diferente?

Uma das coisas que mais fiz no passado (2006 e 2007) foi conhecer blogueiras mães. Não é por acaso que a listinha do lado é grande, mas não representa nem um décimo da galera que comentei ou li na rede. Chegou uma hora que desisiti de linkar... É muita mãe na rede e, detalhe, a maioria não tem nada a ver com a outra por mais mãe que seja. São guetos de no máximo centenas de mães, apesar de sermos milhares e milhões conectadas. Mas, então, porque o ditado "mãe é tudo igual" ainda prevalece?

Você já parou pra pensar se há mesmo uma identidade entre nós? Eu confesso que a diversidade sempre me espantou desde que me tornei mãe porque a cada discurso materno que ouço vejo me exatamente ali. Os desabafos são sempre muito parecidos, né? Mas a forma que reagimos a eles é o que nos diferencia não só como tipos de mães, mas também como cidadãos. Eu começo a acreditar que o tipo de mãe que você é pode transformar o mundo... Mas o risco de você fazer só tipo é grande. E isso não muda nada. Nem você!

Tipos são também construídos e reforçados pela mídia. Agora cada vez mais!!! Afinal, há sempre os multiplicadores - aqueles que só reproduzem o que a mídia produz... E, detalhe, a mídia ressalta muito aquilo que se adequa a padrões. Exemplo: quais são os artigos mais escritos pela mídia para as mães? Cesárea ou parto, a hora da amamentação, licença maternidade. A maioria relacionado á Saúde que é a rainha dos procedimentos. Não é raro você se julgar errada, ruim, feia, péssima ou culpada porque não seguiu a REGRA do guia da maternidade. Eu só me pergunto: como pode milhares de tipos de mães ter sempre uma mesma cartilha?

Elas não tem!!! As cartilhas são múltiplas. O problema é que elas só vem á tona no formato padrão, o qual é cada vez mais replicado por diferentes tipos de mães. A coisa é tão louca que a gente chega a acreditar que mãe só quer saber mesmo é de saúde, escolher a escola pelo ENEM e levar sua vidinha normal agora que já não precisa mais do guia da maternidade. Parece, mas não é. Tem muito tipo de mãe que quer fazer diferente, mas nem tem idéia do que quer...

Como disse no passado, quando a gente não conhece não dá pra transformar. É mais fácil seguir a onda! Uma delas é ser blogueira. Eu entrei na onda de ser blogueira e só mesmo após meu retiro offline é que vejo o quanto fiquei presa ao padrão de como devo ser uma blogueira...Eu ainda não sai da bolha, mas não vejo a hora dela estourar. Afinal, mãe virtual precisa ser diferente.

4 comentários:

pri rosa disse...

Adorei o post e isso mesmo....mãe virtual precisa ser diferente!!!bjoosss

Lu Ivanike disse...

Nossa Ceila. Amei esse post. Realmente, não basta fazer tipo de diferente. Tem que agira como tal!
E tenho pensado muito nisso, ser diferente tem um preço, e temos sempre que ter a certeza de que vale a pena pagar por ele. eu pago, porque acredito no meu TIPO!!! AHHAHA
Beijokas

Andréa disse...

Ceila,
Queria te mandar um e.mail. Me passa o endereço??
bjs
Andréa

Ceila Santos disse...

Oi Andrea, meu email é ceila@desabafodemae.com.br

Lu, delícia saber que você vem pensando muito nisso porque exatamente com tipos de mães que pensam em quem são virtualmente e agem como tal que estou disposta a dedicar a minha vida, meu tempo, meu trabalho e transformar meu sonho em realidade e espero em breve poder contar com você. bjkas