Há pouco tempo, minha sogra sugeriu levar o Tomás para a praia. Ele viajaria sozinho com meus sogros. Minha resposta foi: não. Simplesmente, porque não confio em ninguém quando assunto envolve piscina, praia e meus filhos. Acho muito perigoso, ainda mais ele que é super travesso e ligeiro quando é para correr e esconder.
Eu sei que acidentes acontecem até com os pais, mas mesmo assim não confio. Em nossa última viagem, eu fui com ele numa piscina. O Tomás estava sentado do meu lado e eu, por 10 segundos, me virei para pegar a toalha. E onde está o moleque? Dentro da piscina, já afundando.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, crianças não se debatem na água para pedir socorro ou tentar se salvar, elas afundam silenciosamente. Por isso, aqui nos Estados Unidos, existem diversas campanhas para educar os pais. Por exemplo, eles falam para os pais evitarem deixar os filhos sob cuidados de terceiros quando o local tem uma piscina e, óbvio, nunca, nunca baixar a guarda quando se mora numa casa com piscina.
Geralmente, os acidentes ocorrem em casa, porque os pais e as crianças já estão acostumadas com o lugar e, exatamente por isso, ficam menos atentos aos perigos da piscina.
Há um ano, uma mãe texana perdeu seus dois filhos - um menino de 3 anos e uma menina de 1 ano. Eles estavam aos cuidados do pai que, quando percebeu a ausência das crianças, saiu correndo para o quintal e os encontrou no fundo da piscina. Essa mãe, tudo indica, cometeu suicídio na mesma piscina na semana passada, três semanas antes de completar um ano da morte de seus filhos. Muito triste.
Minha mãe reformou a piscina da casa dela, mas não colocou grade. Nem penso em levar meu filhos lá até ter certeza que eles estarão seguros. Pode parecer neurose minha, mas acho que criança e piscina não combinam, ainda mais sabendo que meus filhos são bem travessos...
As mulheres não são mercadorias, as mães também não
1 hora atrás










8 comentários:
sueli... podem chamar do que for, mas eu concordo plenamente com vc!! Não vai MESMOOOOOOO sem mim!!!
Sueli...se precisa de um apoio..saiba que minha resposta tb seria não. Eu não acho neurose sua não, até pq crianças são mesmo atraídas por água...a Clarinha ama, por enquanto, é pequena e ainda não me preocupo tanto, mas sei que assim que ela começar a andar, vou ter que estar ligada quando estivermos perto de piscinas ou na praia...eu aqui no Rio, desisti de uma creche justamente pq tinha uma piscina, tinha uma grade em volta, mas nenhuma tela, nem voltei lá...tá certa amiga...tem que cuidar dos seus filhotes como mandar seu coração...bjoss, Any e Ana Clara
Sueli, tenho um episódio triste com um dos meus filhos.
O ano passado tavamos todos na piscina, sempre de olho nos miudos, porque "eles cegam-nos" e em menos de 1 segundo o meu filho, tava a brincar com outros, há um miudo que se lembra de trazer uma boia para juntar á brincadeira, o meu filhote enfia-a e volta-se na piscina ficando de cabeça para baixo, como tinha 4 anos não conseguiu virar-se e embora desse ás pernocas, porque estava aflito, os outros miudos julgavam que era tudo parte da brincadeira...não fosse um senhor por perto e hoje não tinha o meu filho comigo.
Tenho outra amiga que quando se apercebeu da falta da filha, já ela tava sentada no fundo da piscina, com um sorriso..mais uns segundos e já não a tinhamos conseguido salvar.
NUNCA, mas nunca mesmo deixem os miudos sozinhos perto da água !!!
É uma morte silenciosa e são apenas precisos uns segundinhos.
bjs
Aliás o perigo é tão grande, que sem copiar vou fazer um post sobre o assunto e mencionar o seu blog.
bjs
( esta mensagem não publica é apenas para informar ok ? )
Sueli, vc está mais do que certa viu, há muitos acidentes, eu tb não deixava meu filho qdo era pequeno com ninguém, o coloquei logo em natação, pq temos uma casa na praia, mais mesmo sabendo nadar, qdo pequeno não confiava em ninguém , pq sabemos que criança nos cega mesmo.
Olha cou adicionar vc na minha lista para vir mais vezes por aqui, sou nova por aqui,meu blog tem só alguns dias, se puder venha me conhecer e quem sabe me seguir tb.
deixo bjs e uma linda semana
Kika, Any, Mãe Carinho e Elaine, obrigada pelos comentários! Muito bom saber que outras mães também pensam assim, me sinto menos neurótica..... Adorei os comentários!
Mãe Carinho, sinta-se à vontade para copiar, citar, fazer um post igual ou diferente, o importante é a gente discutir o assunto e alertar os pais que todo cuidado é pouco quando se trata de criança e piscina!
Elaine, com certeza vou visitar seu blog e, assim que tiver um tempinho, já vou linka-lo ao nosso cantinho! Aqui e no site!
beijos a todas
Sueli
Concordo totalmente! Aliás, o número de crianças que morreu afogada em Portugal,no Verão passado, em piscinas foi tão alto que o governo promulgou uma lei, obrigando as piscinas privadas a serem vedadas.
Dizem que é uma morte silenciosa e é verdade! Como eu digo sempre, Sueli, prefiro ser uma mãe-galinha a mãe-relapsa!
Beijos
Olá Suely,
Devemos diferenciar o medo do cuidado. Os pais nunca devem faltar no cuidado, quanto ao medo, é coisa a se repensar!
Em minha casa tem uma piscina, comecei a ensinar minha sobrinha aos dois anos de idade, aos dois e meio, ela já parecia um peixinho... Não abaixamos a guarda, mas demos a possibilidade a ela de sair por si só de uma fatalidade (cair acidentalmente na piscina). Ainda ficamos atentos, pois sei que um brinquedo na piscina pode ser um fator fatal. Mas podemos ver hoje em Luiza uma criança confiante (o que não quer dizer afoita)e "independente".
P.S. - Eu nunca aprendi a nadar, ensinei sabendo apenas teoria, adaptando a uma linguagem que na época ela já compreendia.
Postar um comentário