Esse ponto de ônibus aí do lado representa apenas um pedacinho do desafio que foi chegar na Bienal. Eu não olho mapas pra chegar em algum lugar na internet porque o meu marido faz isso por mim. Então, a dica do maridão era descer no metrô Barra Funda e pegar o buzão de graça do evento até o Parque Anhembi. Então, blz...19 de agosto. Dia do aniversário da Malu, peguei o carro e a idéia era deixá-lo na casa do meu irmão próximo ao metrô Ana Rosa e o resto você já sabe. Mas...resolvi arriscar e ao invés de seguir o roteiro de sempre segui uma placa pra chegar na Vila Mariana que caiu na Marginal Pinheiros e demorei quase duas horas pra conseguir chegar no metrô Ana Rosa, onde chego em meia hora no máximo no roteiro conhecido. OK. Respira fundo!
Meu irmão não estava em casa. OK. Paramos longe do metrô e já era quase uma hora da tarde. Resultado: tivemos que comer lanche no almoço. Já estava p da vida até descobrir que na Barra Funda não existe nenhuma linha para o Parque do Anhembi. O traslado fica no terminal Tietê. Voltar para metrô era demais. Então peguei um buzão que ia parar na Casa Verde, senão me engano, e fiquei eu e Malu nesse ponto de ônibus do lado da Marginal sem nenhuma alma viva por perto. Até que apareceu um garoto e disse que nesse lugar não passava ônibus. Ele me mandou pra outro ponto ( acho que ele me enganou) e, então, passou um taxi. Ufa! Foi assim que chegamos na feira do livro. Pra Malu foi a maior aventura da vida dela: primeira vez que andou de metrô, enfim, valeu muitoooooooooooooooo. Mas ela ficou bastante cansadinha. Eu precisei contar até dez pra curtir a Bienal.
Acho que um evento como esse deveria ter sinalização por todo metrô da cidade de São Paulo. Já que o CUSTO DO ESTACIONAMENTO é um absurdo: VINTE REAIS!!! E o ingresso é de 10 reais ( muito caro mesmo para sociedade brasileira).
Eu adorava quando a Bienal acontecia no Ibirapuera, mas ficou grande demais para a praia preferida dos paulistanos. Talvez se livro no Brasil fosse evento pra gente como a gente, a feira invadisse também o parque literalmente e o acesso ao evento seria para todos. E não pra quem pode pagar 20 paus de estacionamento, mas 10 reais pra cada um da família ( marido e tres filhos, dá 50 paus +20 paus= 70 paus. Muito dinheiro! Acho um absurdo.
Tudo bem, eu sei que escolas públicas e professores têm desconto e coisa tal, mas caracas ler não é coisa só pra escola, ou é? O ingresso tinha que custar 2 ou 5 reais. Mesmo assim, a feira estava lotada, mas a bienal retrata um pouco como as políticas públicas agem no Brasil. O foco era a criançada acima de 7 anos. Não tinha nenhum lugar especial para terceira idade, nem para mães, muito menos para pais. Tudo é feito para as crianças. Só mesmo o consumo era coisa aberta pra todos. Mas eu gostei muito e acabo de colocar algumas fotos lá na Fotogaleria do site Desabafo de Mãe, mas já antecipo que não estou concorrendo aos livros, ok?
Se você quiser ganhar um dos três kits para seu filho já sabe, né? Baixa a imagem do celular agora ou da câmera e concorra ao kit da Livraria Sobrado até a próxima sexta feira. Fui!




A fonte de água para as crianças se refrescarem desse calor intenso... e muitos, muitos bancos para as mães sentarem, conversarem com outras mães ou colocarem a leitura em dia, como eu aproveito para fazer... são duras horas de leitura ininterruptas (coisa rara para uma mãe, se é que me entendem...)
Também penso na segurança e no fato de não ter medo de parar em farol ou andar com a janela do carro aberta. Para quem já foi assaltada oito vezes, isso não tem preço... A desvantagem de morar num lugar com 25 mil habitantes? Querer ver o último filme de Woody Allen e precisar viajar 40 minutos para isso... E vocês, como encaram a maternidade e a qualidade de vida numa cidade grande? Pensam em mudar ou já se adaptaram ao dia-a-dia louco de congestionamento, barulho e poluição?


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