29 de Fevereiro de 2008

Lição-de-casa dentro de casa!

Pinte e cole sobre a ecologia.
Essa era a lição de casa da Malu nesta quarta-feira. Mas como explicar à uma criança de três anos o que é ecologia?

Nenhuma dica na agenda? Nada.
Então, resolvi esperar o momento certo. Não há nada melhor para falar sobre algo com uma criança quando ela é quem dá a narrativa, certo?
O momento certo dela chegou justamente na minha hora de trabalho. Só pra variar, né. Respire fundo, esqueça do prazo, compromisso e grana...Não adianta também o discurso de que está ocupada. A hora é agora. E, se estiver disposta a se entregar, viverá o momento mágico.
A interrupção da Malu aconteceu porque estava "lendo" o minidicionário: que livro é esse, mãe? Posso ver?
Ops! É a hora de falar da ecologia, pensei. Expliquei o que era e a questionei sobre ecologia? Li o seguinte: "Estudo das relações entre os seres vivos e o meio em que vivem, bem como suas recíprocas influências". É, eu sei, extremamente confuso. Também pensei e agora, Jose?
-Confuso, né, Malu, mas ele diz que ecologia é o ser vivo dentro de um meio como mar, por exemplo.
-Ahhhhh, mamãe, então, ecologia é caranguejo...
Ops, como assim? Pensei
Perfeito!!!! "Como pode um peixe vivo viver fora da água fria, como poderei viver sem a tua companhia e juntei com a "Caranguejo não é peixe, caranguejo peixe é". E respondi: isso mesmo, filha! E comecei a cantar...
Foi assim que começou a festa das revistas. Mostrava toda imagem a ela e perguntava se era um ser vivo. Ela só falhou na imagem de um robô. Também, né! Até a gente acredita que as máquinas estão vivas...O resto, acertou todas ( eu, babandoooooooo). E, então, questionava sobre o meio em que o pinguim vivia, o cachorro, a criança no parque, o cavalo... E assim descobri também uma nova ecologia.

Essa experiência me deixou muito mais metida do que já fui a minha vida inteira. Sabe, aquele gostinho de admiração eterna? Parece até que o coração doi, o sorriso besta não sai da boca. Enfim, coisa de quem tem filho, pô! E detalhe: o filho mais inteligente do mundo, né! Mas, apesar de curtir tudo isso, fiquei preocupada. Será que na escola lembrariam da tal música?

Questiono isso porque li este post no blog Intensidade e fiquei pasma com a velha arrogância impregnada na maioria dos professores. Afinal, no mundo escolar, a regra é: professor sabe tudo, aluno aprende o que professor manda. E a gente aqui, compartilhando tantas experiências, descobrindo tanto com outro. E, cá entre nós, são mesmo nossos filhos quem nos abrem os olhos, não?

Diante disso, resolvi propagar uma conto de "causos" verídicos referentes aos nossos filhos e educação. Olha como a Mafalda, de 6 anos, tem instigado a Alda , do Histórias de Mamã. E não tenho dúvida de que isso só acontece porque a Alda compra globo terrestre e coloca dentro de casa para as filhas.

Tenho lido tanta discussão sobre o que será da nossa geração google? E acredito fielmente na premissa de que, apesar dessa troca infinita de informação virtual, as gerações têm se tornado cada vez mais sem conhecimento. São poucos que sabem dar um contexto para informação que recebem. Motivo? Não tem acesso á história da arte, filosofia, clássicos, literatura. Enfim, somos sem memória diante da imensidão de informação que nos chega a cada segundo. Não dá pra ficar parada. A escola não vai mudar hoje. Qual é o seu papel de mãe?

Então, é diante desses questionamentos, que gostaria de ler os tais "causos" verídicos nos blogs de mães com intuito de darmos exemplos do que é possível ser feito dentro de casa. Convido a Gi, Simone Zelner, Ana Inês, Carla Beatriz e Luma para essa primeira edição, topam?

E, para mostrar o outro lado da história e também dar continuidade á uma idéia do Carlos Fran, que vem estudando exatamente sobre o comportamento da Geração Google, questiono aos blogs educativos o que nós, mães, podemos fazer para mudar este cenário de ausência de conhecimento, atitude de professores do século passado com muita resistência ao novo e sobre os reflexos do comportamento das nossas crianças a partir das novas mídias.
Carlos, vamos nessa?
Topa, André? E, você, Sérgio? Lulu, please?

Cinema de graça!

Uma das lembranças que tenho da minha infância é ir ao cinema com meu pai, um cinéfilo de carterinha. Posso dizer com certeza que ele é o responsável pela minha paixão pelo cinema. Até hoje quando passo em frente ao prédio, que agora é uma igreja evangélica, sinto saudades daquela época. Lembro como se fosse ontem dos filmes que assisti lá... ET, diversos desenhos e todos os filmes de “Os Trapalhões”.

Cinema do interior... barato, com pipoca e volta na praça depois da sessão! Bem diferente das redes espalhadas pelas capitais brasileiras. Quando vou ao Brasil, sempre me assusto com o preço dos ingressos. Sem exageros, chego a gastar até R$ 50,00 reais quando levo meu sobrinho, incluindo lógico a pipoca e a coca-cola.

Todo pai deveria levar o filho ao cinema! Por isso, deixo aqui a dica que recebi por release. Em São Paulo, o Sesi Vila Leopoldina promoverá no mês de março sessões gratuitas de cinema, exibindo 21 sucessos do cinema mundial, entre eles as trilogias Piratas do Caribe, Indinana Jones, De Volta para o Futuro, X-Men, Shrek, O Poderoso Chefão e Star Wars.

Informações sobre os filmes e os horários, no site do Sesi.

Serviço


Local: Sala de Cineclube do SESI Vila Leopoldina – Rua Carlos Weber, 835 – Vila Leopoldina Datas e horários: de 4 a 15 de março – de terça-feira a sábado, às 13h30, 16h e 18h30.

28 de Fevereiro de 2008

Vamos ajudar?

Assim que começou a febre do Orkut, montei um perfil! No começo, achei interessante encontrar velhos amigos lá. Mas comecei a receber mensagens e pedidos (para ser meu amigo) de gente que nunca vi na minha vida! Alguns bem insistentes, tanto que decidi cometer um “orkuticídio”! Mas, na semana retrasada, decidi voltar, porque sempre que pergunto para alguém... e ai, tem fotos? A resposta é “entra lá no Orkut que coloquei várias”! Não teve jeito, acabei voltando e, nesse retorno, me deparei com várias comunidades bem interessantes. Uma delas é a Comunidade: Apoio - mães e crianças com HIV, moderada por Renata Cholbi.

Antes de tudo, a Renata não é portadora do vírus HIV, mas abraçou a causa e, junto com outros voluntários, trabalha para melhorar a vida de quem realmente precisa. E você também pode fazer parte dessa campanha! Tenho vários amigos solidários que querem fazer doações ou, simplesmente, um trabalho voluntário, mas não conseguem. Sim, por incrível que pareça ser voluntário no Brasil é bem complicado! Por isso, achei essa comunidade incrível porque permite às pessoas doar conforme suas possibilidades.

Como você pode ajudar, então?

1. Divulgando essa campanha em seu blog ou site!

2. Doando dinheiro para a Instituição Mais Brasil
ItaúAgência: 0389
Conta: 79.212-8
CNPJ: 08.842.596/00

3. Doando alimentos e produtos como:

- Leite Ninho, Nan 1, Nestogeno, ou qualquer outro tipo de leite. O importante é a mãe não amamentar
- Alimentos não perecíveis para compor cesta básica
- Brinquedos
-Mamadeiras
- Enxoval
- Chupetas
- Fraldas P, M e G
- Pomada contra assaduras
- Banheira
- sabonte
- Berço
- Roupas (adultos e crianças)
-Produtos de higiene

Para doar esses produtos, entre em contato com Renata Cholbi pelo e-mail renatacholbi@hotmail.com

Os pais nosso de cada dia-a-dia

Confesso que estava resistente para anunciar que minha família ganhará um novo pai. Calma! Adoraria estar grávida novamente( e neste caso com mesmo homem), mas o DIU continua no lugar certinho. Foi meu irmão quem engravidou. Ele é o xodó dos gêmeos (meu outro irmão engravidou aos 18 anos e hoje, mora em Sampa, enquanto o meu sobrinho mora com a mãe em Minas), psicólogo e músico. A Gabi, minha cunhada há uns três meses, é artista-plástica e professora. Eles são hiper-apaixonados, mas ainda desconhecidos no quesito tempo. E minha mãe, mineira do interior, ficou assustada, mas já está na fase de preparar o enxoval. Estamos, enfim, no processo anisoso da longaaaaaaa espera.

E, do outro lado virtual, eis que surge um pai na lista do Radinho questionando sobre informações dessa maravilhosa arte de se tornar pai. E foi assim que acabo de conhecer o Primeira Viagem, que neste post dá uma dica de livro que, segundo ele, ensina aos pais a longa mudança de atitude necessária nos homens diante da nossa multi-tarefa de ser mãe. Corre lá pra ver a dica do livro! Eu não o conhecia e vou ter que comprá-lo, quando sobrar a próxima graninha.

Outra dica sensacional de quem já sou fã na blogosfera é do Matheus day by day que criou uma maneira de estimular a imaginação do filhote. Quer que seu filho tenha iniciativas, aprenda o contexto e tenha capacidade para assimilar conhecimentos. Então, é hora de ler o blog do Gustavo que infelizmente, eu não consigo pegar o link do post de hoje que se chama Desenhando. Upgrade: Luma nos passa o link do post Desenhando

27 de Fevereiro de 2008

O valor das amizades

Recentemente, em meu blog, escrevi o poema Amigos Presentes para os meus antigos e novos amigos, distantes ou próximos. Por coincidência, na mesma época, começou a passar a minissérie Queridos Amigos, de Maria Adelaide Amaral, na Globo, a qual me levou a lembranças muito boas sobre todas as fases da minha vida, da turma do bairro e da escola, mas principalmente de uma turma que tínhamos e passávamos um bom tempo juntos, às vezes só falando abobrinhas, bebendo alguma coisa, comendo uma pizza ou algo inventado na hora, sem motivos especiais, só pelo prazer de estarmos próximos.
Há uns três anos, minha esposa e eu estávamos insatisfeitos com algumas coisas sobre a escola que a Bianca estuda. Comparamos com outras escolas da região e encontramos outra que oferecia uma pequena vantagem em termos de estrutura e cursos extracurriculares. Optamos pela mudança. Tudo pensando no que era melhor para a nossa filha. Isso quer dizer, o que achávamos que seria o ideal para ela. Porém, não a consultamos e nem refletimos sobre a sua adaptação às mudanças. Quando ela soube, chorou e ficou um bom tempo pelos cantos.


Para solucionar o impasse causado fomos agraciados pela sorte, pois na mesma época a escola passava por uma reformulação, troca de comando e atualização de conceitos, o que aprimorou muito a filosofia de ensino e iniciou uma modificação das estruturas da instituição. Pelo mesmo motivo citado no começo do texto - o valor das amizades -, não transferimos nossa filha de escola. Afinal, suas amigas estavam (e ainda estão) lá, a filosofia de ensino e a seriedade com que eles trabalham eram incontestáveis e ela se sentia muito bem naquele ambiente.

Claro que, se a diferença fosse gritante e fosse para o engrandecimento cultural e a melhoria na formação da minha filha, mesmo ela reclamando das mudanças, teríamos enfrentado as turbulências e tenho certeza que ela também se adaptaria com o tempo. Mas quando as diferenças são somente estruturais e não tão determinantes, a afetividade fala mais alto e a opinião dos filhos nesses casos é fundamental. Ah, e claro, a percepção de que a escola e os profissionais são realmente comprometidos com a educação dos alunos.


Abraços.

Acidente de carro... na neve!

Nesta semana, a biblioteca da cidade promoveu venda de livros infanto-juvenis a US$ 1,00!!! Livros de capa-dura e, muitos, em bom estado. Lógico que não poderia perder a chance, por isso fui com o Tomás mesmo com a neve caindo sem parar! Compramos 17 livros, inclusive ele escolheu vários. O preferido? “Solo”, que conta a estória de um pinguim. Tomás está super interessado em pinguins agora, é o animal favorito no momento!

Mas o barato sai caro...

Na volta, a neve acumulou demais nas estradas e os caminhões, que passam em todas as vias, não tinham limpado a neve ainda. Resultado? O farol fechou e eu não consegui parar o carro... que foi rodando, rodando... até bater no carro que estava na minha frente e, finalmente, parar. Um pânico! Esse freio ABS não funciona muito bem quando você tem apenas seis metros para parar o carro... Tudo é muito rápido, mas mãe é mãe... a ùnica coisa eu pensei é escolher o lado certo para o carro bater, ou seja, bem longe do Tomás. Na hora, consegui pensar apenas nele. Ainda bem que consegui controlar o carro que bateu de frente.

O pior não foi bater o carro, mas escutar o Tomás lá atrás chorando e falando que estava com medo. A sensação de não poder fazer nada é um horror. No final, ninguém se machucou... Mas foi uma novela, a mulher do outro carro (uma camionete gigante) estava irritada, tivemos que esperar a polícia chegar, enfim agora preciso resolver mil trâmites ainda!

A foto acima é da rua em frente a minha casa. Rua?? Por incrível que pareça tem rua e calçada, mas não se consegue ver nada... Isso aqui não é lugar pra brasileiro não... Eu gosto de sol, calor e asfalto sequinho!!!!!!! E de dirigir tranquilamente...

26 de Fevereiro de 2008

No embalo da amamentação

A semana passada foi caótica. Domingo a Bia começou a ter febre, logo apareceu uma tosse seca e pronto, virose. Está dando uma maldita virose aqui em Fortaleza e chegou a vez dela. Pior que isto, depois minha esposa pegou (chegou a desmaiar) e a semana acabou com a minha vez. A Bia ficou 3 dias com febre e depois ficou boa.

Mas o que isso tem a ver com amamentação? Fazendo uma observação de campo e depois trocando idéia com algumas mães cheguei a seguinte conclusão: Seu filho começa a ficar mais doente depois que você para de amamentar. É batata!

Desde que uma vizinha minha parou de amamentar o filho dela o menino vive adquirindo novas formas virais. A Veruska (minha esposa), começou a diminuir a amamentação materna e ploft, Bia ficou doente rapidinho.

Estava lendo a respeito do leite materno, e quer saber? Amamente, o máximo que você conseguir. No leite além de nutrientes existem anti-corpos que são passados para a criança aumentando a resistência contra doenças.

Veja bem. Nos primeiros dias da amamentação tem o tal do colostro (ow nome feio), que além de ajudar a amadurecer o sistema digestivo, facilitar a eliminação do tal do mecônio (cocô bizarro dos primeiros dias) tem anti-inflamatórios e muitos anti-corpos. Depois tem o leite normal, que divide-se em leite do início e leite do fim, onde o primeiro tem bastante proteínas, lactose, vitaminas, minerais e água e o do fim bastante gordura, portanto energia.

A Bia foi amamentada fielmente até os nove meses. Eu tenho uma prima que ainda amamenta a filha dela com 3 anos de idade (acho um pouco exagerado, mas fazer o que).

Frustrado pela impossibilidade de amamentar, fica minha torcida para que todas as mulheres amamentem o máximo que puderem.

Ahh além destes benefícios todos, amamentar tem uma importância psicológica muito forte em relação a mãe e o bebê e futuro ser humano, mas isto é um assunto para outro post sobre psicologia, psicodrama, clusters, etc...

25 de Fevereiro de 2008

Tenda Vermelha

Adriana Nogueira é a responsável pela admirada ONG Amigas do Parto. Quem conhece sabe o quanto o projeto dá orgulho às mães da blogosfera. Mas descobri, recentemente, que ela também é filósofa, mestra em Ciências da Religião e ainda analista pós-junguiana. E é com todo essa bagagem que ela e mais 11 mulheres criaram um curso pela internet para mulheres. Curso do quê?

Segundo a descrição do material que recebi, trata-se de um "Curso de qualificação online e internacional de mulheres para mulheres sobre mulheres". Soa estranho, mas os depoimentos que li de quem já fez o curso foi o que me motivou mandar email para Adriana para entender mais sobre a Tenda Vermelha ( veja programação neste link)

Confesso que ainda não caiu a ficha, mas parece que o curso trata-se daqueles eventos que você precisa sentir pra entender, ver pra crer. Ou seja, é coisa de mulher para mulher. Me lembrou aqueles cursos da Casa do Saber num clima ainda mais intimista por só ter mulheres. E tudo isso acontece num fórum de discussão via email. Pelo que entendi não tem hora marcada, mas é preciso seguir as orientações de cada tópico num período estabelecido.


O preço é salgado: 490 reais, dividido em duas parcelas. Mas quem tem condições financeiras, precisa correr porque a primeira sessão começa no dia 3 de março (Próxima segunda -feira). Mais informações: tendavermelha@amigasdoparto.org.br

1- O que levou você a criar o curso Tenda Vermelha?
A Tenda Vermelha nasceu de em antigo desejo: fazer algo para as mulheres que promovesse sua dimensão existencial de forma global, inteira. Sempre tive muita consideração pelas feministas e todas as mulheres que lutam pelos seus direitos. Eu me sinto uma delas. Mas senti também algo faltando em todos os discuros feministas. Creio que chegaram os tempos em que podemos discutir tudo, abrir os braços para todos os espaços em que a mulher possa se expressar. A questão não é o que se faz, mas como se faz, se há liberdade de escolha, consciência, bem estar consigo mesma.

2- Fale um pouquinho mais sobre o curso. Como o definiria?
Este curso é uma iniciação à individuação feminina. Eis o que ele é. Individuação aqui entendida em termos junguianos: o processo existencial que leva a pessoa a desenvolver-se como ser inteiro, ampliando sua consciência e percepção de si mesma e do mundo.

3-Percebi que o retorno do curso tem sido bastante frutífero, o que tem no curso que transforma tanto essas mulheres?
Em primeiro lugar, o alcance do conteúdo, tantos temas diferentes, todos presente na vida de cada uma de nós. Em segundo lugar, a abordagem: tão crítica e criativa quanto acolhedora e amorosa. Tem espaço para todas as mulheres. Enfim, o espírito das próprias mulheres que junto com os das formadoras proporcionou uma troca que foi produtiva para todas.
4- É um curso destinado somente às mamães, ou futuras mamães? Mulher solteira que não pretende ter filho também pode participar? Claro, este curso é para mulheres de 14 a 90 anos!

22 de Fevereiro de 2008

Camiseta, fralda, paninho e dá-lhe amamentação!

Estou pasma com a delícia de ver tantas mulheres falando junto pela causa de amamentar em lugares públicos. Se você ainda não visitou a página do Grupo Virtual de Amamentação está perdendo uma oportunidade única de aprender a ser mãe. São poucas que têm o pudor doentio de não mostrar o peito quando seu filho está com fome no meio da padaria, da farmácia, shopping ou museu. Confesso que fiquei com vontade de tirar o DIU amanhã para ser mãe que amamenta de novo logo. Ai que saudade!

Copio aqui as dicas da Andrea Mortensen, que indica lá no orkut dois sites importantes: National Conference of States Legislatures e Milkface. E dá-lhe peito!

Coisas importantes:
Campanha contra pedofilia continua lá no blog O Mundo Encantado de Cecília Meireles, com a divulgação deste selinho aí debaixo:





O que o BlogBlogs faz por você!

No começo deste mês, escrevi aqui o quanto era importante as mães se cadastrarem em diretórios de blogs, lembram? Mas, afinal, porque estou falando tanto deste BlogBlogs?


Simples, minha cara, quero que a blogosfera saiba o que é Ser Mãe. Este post bárbaro e verdadeiro foi feito pela Mulher Vitrola, que acabo de conhecer no BlogBlogs. Como? Ela apareceu nessa caixinha verde aí do lado e, pra chegar até ela, bastou um clique. Outra mãe que chegou via tal caixinha foi a Carla Beatriz, que dá dicas de livro, amamentação e muito mais no blog dela. Eu já as linkei por aqui com maior prazer! Não só porque aprovei o conteúdo e recomendo, mas também porque quanto mais links elas tiverem de quem é cadastrado no BlogBlogs, maior a chance da gente mostrar que EXISTE mãe na blogosfera!

Ou seja, estar nesse tal Blogblogs permite que você conheça outras pessoas que têm os mesmos interesses que você. Mas a gente tentou se cadastrar, mas nunca chegou nenhum email de confirmação. SOCORRROOOOOOOO!

Calma! Se o email não foi parar na sua caixa de spams (dê uma olhada antes) vá agora preencher o formulário, explica o problema que aconteceu e se prepare para tornar-se um membro do Blog Blogs. Se você for mãe, pai, ou escreve sobre educação, amamentação, cultura infantil ou cidadania, conte com o nosso link aqui. Qual vantagem de ter o link do Desabafo?


A mesma de ter qualquer outro link. A questão é: quanto mais links você tiver, maior a chance do seu blog aparecer no ranking dos 500 Melhores do Blogblogs. E que vantagem maria leva com isso?


Além do fato de se tornar Alguém ("oficialmente") para restante da blogosfera, você contribui para mostrar aos curiosos de plantão que mãe também faz parte da blogosfera. Isso é muito importante porque se alguém quiser conhecer blogs que não falam sobre tecnologia, poderá descobrir que há mães blogando além da fantástica Mothern. Por isso, quanto mais mãe tiver no Blogblogs, maior a nossa chance de mostrarmos que existimos. E também de sabermos que existimos (risos)!


O que me faz vir aqui falar do Blogblogs sem ganhar nenhum vintém é que ele é um site que contribui muito com os blogueiros que sabem utilizá-lo. Nós, daqui do Desabafo, ainda não sabemos, mas vamos aprender... Quer ficar expert? Leia a Nospheratt que dá altas dicas de como fazer isso, e muito mais, para quem é usuário do blogspot.

21 de Fevereiro de 2008

Tem vergonha de amamentar seu filho em lugares públicos?

Dando continuidade ao post da Su aí debaixo, resolvi colocar a questão acima no ar. Motivo? Eu sempre tive muita vergonha de amamentar a Malu em lugares públicos. Me sentia mal quando ia passaear com bebê e não tinha um espaço reservado como os cantinhos dos shoppings para curtir a minha filhota sugando meu leite. Isso me fez pensar até que ponto esse pudor pessoal pode interferir nessas decisões preconceituosas de instituições como o State Museum, de Nova York.

Eu confesso que tenho orgulho danado dessas mulheres que ao sentir a fome do filho, agem com a maior naturalidade independente do lugar que estejam...Mas como a gente sempre aprende: nem todas as mães são iguais, por mais que o ditado popular prega o contrário ("mãe só muda o endereço"?) Então, acho válido não só protestar em relação ao nosso direito de amamentar em lugares públicos como também de exigir os tais cantinhos adequados para aquelas que como eu precisava de um espaço aconchegante para realizar este ato de amor. E que tal um fórum para debater isso?

Não há lugar mais adequado para gente aprender sobre isso que na comunidade do orkut, Grupo Virtual da Amamentação! Conheça esse cantinho de mulheres éticas, solidárias, extremamente mestras lá no orkut e dê sua opinião. O que você pode fazer mais? Escreva sobre a situação da americana Kristin Kelly no seu blog e contribua para amenizar este preconceito, que também acontece por aqui.

Proibido amamentar em museu!!!

Amamentar ou não em público? Sim, já discutimos muito o assunto no blog e no site do Desabafo. A maioria concorda que é um ABSURDO relacionar o ato de amamentar a algo sexual ou que deveria ser feito longe dos olhos do outro, já que pode causar constrangimento! Mas, infelizmente, essa discussão está longe de acabar, pelo aqui nos Estados Unidos.

Nesta semana, em Albany, capital de NY, a americana Kristin Kelly estava visitando o State Museum com seu filho de 4 meses. Num determinado momento, ela sentou-se para amamentá-lo, cobrindo o seio com uma manta. Uma mulher, identificando-se como funcionária do museu, pediu que ela fosse ao banheiro amamentá-lo, pois um dos visitantes estava incomodado com tal cena. E caso ela se recusasse ir ao banheiro, então, seria obrigada a sair do museu!

Não preciso dizer que o caso saiu no jornal local e está mobilizando algumas mães da região, que marcaram um encontro no museu nesta sexta-feira, dia 22, para protestar contra esse absurdo.

Como o ser humano é doente! Olha só neurose em torno de algo tão natural e bonito. Agora, quem é mãe aqui nos Estados Unidos precisa checar primeiro se existe uma área reservada para amamentar o filho!!! Caso contrário, melhor ficar em casa, senão corre o risco de virar assunto de jornal. A discussão não acaba e a sensação que tenho é que cada vez mais tem gente aderindo à loucura!

Mais uma vez, para que os loucos de plantão não se esqueçam, ou aprendam de uma vez por todas, sobre a importância do aleitamento materno, listo aqui blogs e sites que defendem o ato de amamentar:

Aleitamento Materno

Unicef

Pumpkin Juice

20 de Fevereiro de 2008

Blog Show de Bola

A Veri do 30 & Alguns nos deu a honra de ser citado entre os cinco blogs que ela considera Show de Bola. Obrigada, obrigada e obrigada! E nossa missão agora é escolher cinco entre as centenas que a gente acompanha aqui neste cantinho. Quase impossível, mas vamos lá:

Prepare-se!

A Lorena, que nos ajuda muito lá na comunidade do Orkut (obrigada sempre, mulher!), tem 21 anos de idade e ao ler nosso post sobre "Ter, ou não, filhos" questiona: Quando ter filhos?

Ops! perguntinha complicada...porque refere-se à uma resposta extremamente individual. Não tem idade nem data certas para ter um filho, mas precisa com certeza ser planejado.

Eu, particularmente, tive a sorte de ter filho aos 30 anos. Foi muito importante ter viajado e conquistado vitórias profissionalmente para mim. Isso porque Filho exige sim dedicação integral, mesmo que ela seja distante. Então, minha opinião é: "faça tudo em relação aos desejos mais básicos como faculdade, reconhecimento profissional e viagens".

Só depois considera que chegou a hora de se transformar e tornar-se mãe! Não é brincadeira o quanto a gente (mães) exige da gente mesmo quando se torna mãe. O melhor é pouco, a gente luta pelo utópico!

Aliás, Lorena, é bom dar uma lida também no post do Carlos Messa que retrata exatamente o momento que vivo: ter filhos implica também oferecer a sua forma de viver a ele. Será que seu dia-a-dia já segue a rotina ideal para ter filhos?

"sem muitos horários, decidindo programas em cima da hora, etc.. Engravidam. A gestação será conforme a vida que eles conhecem e estruturaram. O bebê não terá oportunidade, então, de vivenciar (mesmo no útero) praticamente nenhuma regularidade, ritmo, rotina". Ou seja, se come pizza toda noite, como vai fazer quando a criança nascer? Meu desafio hoje é organizar as coisas mais simples de casa para me encaixar no tempo que busco dedicar à Malu. Enfim, quanto mais planejamento tiver na hora de ter filhos, minha amiga, MELHOR!

Boa sorte, querida! Porque espírito, perfil e amor de mãe, você já tem faz um tempão!

Coisas novas no ar
1-Tem um site muito legal que está fazendo abaixo-assinado para inserir música na escola. Dêem uma olhada: http://www.queroeducacaomusicalnaescola.com/
2-A campanha do Câncer de Mama, onde você ajuda com um clique, continua...Clica lá: http://www.cancerdemama.com.br/
3-A MCD acaba de montar seu blog, aproveite para conversar com eles:http://blog.mcd.com.br/

19 de Fevereiro de 2008

Desabafo de pai

Subvertendo o nome do blog vocês vão pensar, nossa o mané começou a postar estes dias e já está causando :)

De longe acho que sou o menos preparado para escrever profissionalmente ou melhor, educadamente e com um português aceitável. Eu até era bom em redação, mas depois de 10 anos as coisas mudam, principalmente se você é usuário de internet.

Bom, mas que raios de post é este?! Seguinte, vim defender o lado pai da história em resposta ao post da Ceila. Talvez não seja necessariamente uma resposta, mas um complemento.

Minha esposa é uma heroína, além de carregar a Bia 9 meses, fazem mais nove que ela não dorme oito horas seguidas. Eu já teria pedido para sair faz tempo, mas ela está firme e forte. Acorda umas duas vezes por noite e 6 da manhã está de pé se preparando para ir para o trabalho. Vem almoçar em casa e chega do trampo as 19h.

Nossa! E eu reclamo da vida ainda. Na realidade, acredito que, pela impossibilidade de amamentar o homem acaba por ir relaxando, se você não pode ajudar 150%, por que não descansar o quanto você puder para na hora H você estar firme?

Falando em meu nome, eu quem pago as contas, eu quem fico com a Bia em casa durante o dia e tento trabalhar (de casa), até então eu tenho feito as compras (nossa comprar frutas, verduras e legumes é um tédio) e ainda dou o apoio moral para o stress da Veruska. Nunca vamos conseguir ser como as mulheres, é impossível, mas vamos tentar fazer, do nosso jeito o que for melhor para ajudá-las. Cabe a vocês nos orientar nesta tarefa, preferencialmente sem gritos e sem falta de compreensão. Peça e explique como é o jeito apropriado para a realização da tarefa.

Muitas pessoas comentam que a vida de casado depois do nascimento de um filho muda completamente. Acredite, você só vai entender isto depois que seu filho nascer. As coisas mudam completamente e vai rolar uma certa carência, compreensível talvez, mas vai rolar. É natural.

Estes dias (não tem uma semana) eu estava P da vida, com aquele sentimento de: "Pô meu, e eu?!" mas bastou um papo rápido para entender o que estava se passando e a compreensão tomou lugar da depressão. As vezes é bom parar 15 minutos para trocar uma idéia e entender o que está ruim, o que está bom e como melhorar.

Sobre o post do Manoel, por experiência própria eu digo: "TRABALHAR PERTO DO SEU FILHO É EXTREMAMENTE IMPRODUTIVO". Desde que a Bia nasceu que meu rendimento caiu muito, simplesmente é impossível não querer abraças, beijar, brincar, pegar no colo, etc...

18 de Fevereiro de 2008

Crianças no trabalho

Nossa amiga Simone Zelner mandou um link de uma notícia que passou ontem no Fantástico, Bebê no escritório? Será que dá certo? Empresas americanas estão permitindo que pais e mães levem seus filhos ao trabalho. Há opiniões que defendem a iniciativa, pois o ambiente fica até mais leve. Mas, por outro lado, também é estressante para a criança. Na reportagem, foi pedido a uma mãe, aqui no Brasil, que fizesse a experiência. Ela gostou, mas achou muito cansativo e disse que não daria para fazer isso todo dia. E o rendimento dela caiu pela metade.

Não sei quanto a vocês, mas digo pela minha esposa ou pelo meu trabalho mesmo. Se eu tivesse que levar minha filha ao trabalho (ou minha esposa o fizesse), não produziria muita coisa, pois ela pede nossa atenção o tempo todo. Quando ficamos em casa, ela chama direto, quer que estejamos presentes, mesmo que seja para sentar ao lado dela enquanto vê TV. E pensar nela num ambiente barulhento e exposta a várias coisas, sem chance. Como diz na reportagem, “uma criança humaniza o ambiente”, porém, fica sujeita a todo o tipo de situações que acontecem no dia-a-dia de trabalho. Imagine você atendendo um telefonema importante, fazendo uma negociação e a criança chorando ao seu lado. Para quem dar atenção? Ou então o chefe te dando um esporro ou cobrando algum resultado (com a delicadeza que muitos chefes têm)? Uma videoconferência, como fazer? Simplesmente não dá para imaginar. Imagino também a frustração que pode gerar algo desse tipo, pois se a pessoa ficar dividida e sobrecarregada com as duas tarefas, pode se sentir culpada por não dar a atenção devida ao filho e um tanto incapaz por não fazer o trabalho direito. Acredito que fica difícil dar conta direito das duas coisas satisfatoriamente (tudo bem, sou homem, é a visão de um homem e talvez as mulheres discordem).

Sou favorável quando a empresa tem uma creche ou tem alguma escolinha perto da empresa e mãe ou pai podem vez ou outra, sem exagero, sair para acompanhar os filhos. Mas a maioria das profissões não permite (pelas próprias atividades desenvolvidas) uma criança no ambiente de trabalho, salvo em ocasiões especiais. No caso das nossas amigas e amigos blogueiros, que trabalham em casa, a situação é outra, altamente propícia, mas acredito que, mesmo assim, o tempo é dividido para que haja produção e resultados. No caso das minhas filhas, tivemos ajuda das cunhadas e sempre uma escolinha boa para ajudar. E isso foi o que sempre deu segurança para trabalhar sossegado, mesmo com muita saudade, o que sempre foi (e ainda é) compensado quando chegamos em casa.
E você, o que acha do assunto? Você concorda ou discorda? Acha que seria fácil se adaptar a essa opção (é só uma suposição, pois ninguém disse nada de implantar aqui no Brasil)? Comente.

Abraços.

Meu marido me ajuda, mas ainda é pouco...

Meu marido sempre fez tudo: trocou a Malu, deu banho, acordou de madrugada ao meu lado, fazia ela dormir frequentemente, fez e deu mamadeira e até já preparou arroz. Mas ainda assim sempre me senti hiper sobrecarregada. Você também passa por isso?

Então, sabe como é complicado falar algo para esses homens que fazem mais que o vizinho, e nem se compara em relação aos nossos pais, né? Haja conversa! E discussão nem se fala. Afinal, estamos falando de algo estranho: Eu faço tanto e ainda assim você reclama?
Eu não reclamo, só quero te explicar que...

No começo, eu só reclamava. E detalhe: não só do que ele não fazia, mas principalmente do que ele fazia e eu não aprovava. Mas descobri que se eu exigisse dele a minha maneira, a Malu não teria pai. Então, enfim, fui aceitando o jeito dele fazer as coisas. Mas não havia discernimento da minha parte. Demorou muito para eu descobrir onde estava "cobrando" dele aquilo que ele fazia de maneira diferente.

Então, ganhei fama de "reclamona", apesar de desejar apenas uma divisão de tarefas mais justa! foi assim, que no meio do caminho, ele ganhou poder e não enxergava o quanto ainda eu era sobrecarregada.

Tentava explicar que apesar dele fazer as compras, era eu quem precisava pensar no que faltava. Aliás, minha sensação era de que tudo, praticamente tudo, estava nas minhas mãos. Eu decidia se aquele mês podíamos, ou não, ir ao restaurante, qual restautrante, onde ficava...e por aí vai. Nada acontecia senão passasse pela minha cabeça, entende?! E isso cansa muitoooooo!

Agora, ficou claro para nós que apesar de ambos se matarem para fazer tudo, não éramos organizados. Ele fazia muito, mas ainda pouco para aquilo que eu precisava, entende? E vice-versa. Nossas ações não eram eficazes porque não havia organização. Eram porque hoje, enfim, chegamos à fórmula de dar valor a nós mesmos: caneta e papel na mão!

Meu plano era montar uma planilha (que exagero!!!!!!! Parece, mas não há outro jeito), mas começamos com um pedaço de papel que ficou estabelecido apenas quem levará a Malu na escola durante esta semana. As demais tarefas??? Nem temos idéia de quais são elas. Mas estou aqui anotando tudo de pendência para tentar colocar mais coisas nos próximos pedaços de papéis. Se também vive esse desafio e quiser saber como tem sido o avanço aqui em casa, comente!

PS: Hoje foi ele quem passou ( com ferro) o uniforme da Malu e deixou a na escola!!!!!

16 de Fevereiro de 2008

Votação popular mostra quem somos?

Votação popular retrata nossa realidade, ou não? Pergunto isso porque na disputa do Prêmio Ibest já vi de tudo. Amigo perguntando se pode votar mais de uma vez. Outro criando dois emails para ajudar o pobre Desabafo a subir no ranking e ultrapassar, enfim, um site institucional como Boticário (que cá entre nós merece entrar em outra categoria já que não tem nada de conteúdo e só apresenta seus produtos na web, né). Desabafo subindo no ranking depois que disparei emails a amigos, familiares...Desabafo caindo e com apenas 3% dos votos na categoria Afinidades/Mulher, porém mantém sétimo lugar.

Mas o melhor de tudo foi a disputa dos sorteios. O que você prefere: pacote de serviços estéticos ou kit da Anna Pegova? Escolha, basta cadastrar, votar e enviar o email de confirmação de voto aos sites campeões da categoria Mulher na seção Afinidades. Quem está ganhando é a clínica que dava um pacote de graça de serviços estéticos, mas não sei se você ainda conseguirá participar já que neste sábado os anúncios de sorteio de ambos sites sumiram. Ué será que agora a disputa vai ser realmente de quem tem mais amigos e leitores?

Se for assim, acho válido voltar a pedir o seu voto, do seu filho, marido, papagaio, enfim, vote em nós. Estamos em sétimo lugar!
Basta clicar na pergunta Não cadastrado? Preencher poucos dados, receber dois emails e "sofrer" um pouquinho para acertar as tais senhas e votar na gente. É um favor chato para um blog que tem a cara de pau de lhe pedir voto sem fazer sorteio de nada. E aí topa?

15 de Fevereiro de 2008

Você ainda vai ter prazer de colocar a barriga no fogão!

Para as mulheres que não nasceram para: prender roupas no varal, fazer arroz e feijão ou passar roupas, preciso fazer uma confissão: uma hora você conseguirá até ter prazer nessas tarefas. eu sei parece impossível, mas é verdade. Talvez, isso aconteça a partir do momento em que a revolta, ou seria MEDO, da falta de condições financeiras que você causou à sua família por ter abandonado emprego se apazigue. Sim, eu nem sabia que eu tinha esta culpa, ou medo, insegurança. Mas ela existia impregnada e eterna no fundinho de mim...E, santa ingenuidade a minha, achava que porque fiz uma escolha a quatro mãos, cientes que precisaríamos rever hábitos para se adequar ao novo padrão de vida, não me culparia...

Sim, pode dar risada. É irônico ser tão ingênua, né!? Pois bem, a maturidade está cheia de ingenuidade. E acredito com toda minha alma que é preciso ter sempre ingenuidade, senão não há aprendizado. eu não sei como aconteceu com você. Mas minha decisão em "voltar para casa" foi pela exigência interna que tinha de SER FELIZ. Não tinha nenhum tesão em ir pra redação, não gostava de onde estava e me sentia injustiçada porque queria fazer mais. Ou seja, era uma profissional frustrada, mas não tenho coragem de assumir isso até hoje.

Então, joguei pro alto! O começo é um sonho. No meio, surge as dores. Mas, nunca quis voltar! Não só pelos momentos impagáveis que vivi com a Malu, mas pelo auto-conhecimento insano que tive sobre minha profissão. Mãe-leoa sabe buscar e, detalhe, exige o MELHOR... Mas, as etapas começam a sangrar mesmooooooo quando você não tem mais onde espremer o cofrinho e ainda assim a conta não fecha. Dá pânico. Mas, aí, você percebe que aquelas coisas simples ( que teoricamente qualquer ser humano é capaz de fazer) ainda não foram tratadas. Então, é hora de ser dona-de-casa, a gestora do lar sai do seu perfil...

E, aí minha cara, vc se escabela, se revolta, quer matar o primeiro que aparece na sua frente. Mas, depois, naquela repetição doentia das tarefas domésticas, aliadas a tua vida profissional, vida materna, vida pessoal, vida, vida, vida, vida, vida....., você começa a enxergar o prazer de estender o uniforme da sua filha, passar a camisa do terno do seu marido e, quem sabe um dia, eu aprendo a lavar a alface para minha dieta.

( Esse texto precisaria da imagem do meu varal agora, mas a máquina quebrou... no futuro, coloco a imagem que fala mais que esse post enormeeeeeeeeee)

Bjkas e boa sorte a todas as mulheres mães, multi-profissionais, que buscam empreender em busca da felicidade!

14 de Fevereiro de 2008

O bicho papão de olho nas crianças

Escrevo este post, por meio do convite trazido pela Sam, aderindo à campanha Blogagem Coletiva contra a pedofilia em favor da inocência, organizada pela Luma, que já publicou o post Pedofilia Erótica: você concorda? e hoje fez o post da campanha, onde citou também a lista dos links de todos os participantes que demonstraram sua opinião sobre o tema.

O ser humano, apesar de seu intelecto e auto-afirmação como raça civilizada, ainda é capaz de protagonizar cenas medonhas, das quais, como integrante da espécie, só se poderia ter vergonha, ou então fazer como essa brilhante campanha, que é tentar movimentar a opinião pública e trazer o tema à luz, porque, infelizmente, ele está longe de sumir do mapa.

Notícias de abusos sexuais às mulheres saem aos montes e são hediondas. Violência contra algum representante das minorias da sociedade também (homossexuais, afro descendentes, índios, prostitutas etc) merecem igual combate. Violência em geral é repugnante. Mas a pedofilia traz algo ainda mais monstruoso, pois se aproveita de seres totalmente inocentes, incapazes de se defenderem, onde a falta de estrutura física e psicológica limita a compreensão total dos fatos e impede a certa malícia necessária para se livrar de aproveitadores e maníacos.

Atentar contra a inocência não é só agredir física ou moralmente uma criança, mas é destruir sua dignidade, seu amor próprio, sua vontade de lutar por seus direitos. Uma criança molestada, ainda mais se for por alguém próximo, vive amedrontada, acuada e sem poder dizer o que realmente acontece. É a sua palavra (quando sai) contra a de um adulto, que usa de artimanhas para fingir e arquitetar os mais mirabolantes planos, só para atingir seu objetivo. Isso é o que vemos nos noticiários: gente de todo tipo e todas as idades, que pareciam pessoas de bem e normais. De repente, estoura a bomba e descobre-se que a pessoa tinha o seu lado monstro ou que o monstro se escondia em seu lado pessoa. A casa cheia de fotos, os computadores repletos de imagens e vídeos. Rede de contatos que trocam e-mails absurdos. Podem até não atentar diretamente contra as crianças, mas alimentam o mercado criminoso e aliciador.

Nós, como usuários da internet e mais ainda como pais, temos a obrigação de combater essa anomalia social e denunciar qualquer tipo de site, blog ou spam que recebemos do gênero. São campanhas como essa, liderada pela Luma, que podem fazer a diferença, pois o meio virtual é permeado dessas coisas e muito mal visto às vezes por causa delas. Precisamos orientar nossos filhos a se cuidarem, não entrarem em qualquer site ou sala de bate-papo, não dar pistas de suas vidas ou rotinas, entre outras coisas. E acompanhar o que acessam. Não é garantia de extinguirmos esse mal, mas estaremos dando uma grande contribuição para a redução do mesmo. E poderemos cobrar ações mais rígidas para punir tais criminosos e “doentes”.

O Desabafo de Mãe prima pela formação plena do ser humano e pelo gozo de seus direitos como cidadão. E combater ervas daninhas como essa é contribuir para que nossos filhos (e todos de sua geração e das futuras também) possam se tornar cidadãos melhores.


Abraços.

Uma vitória, há 30 anos!

Enquanto o site Desabafo de Mãe não chega, os presentes chegam assim de mansinho e não dá para deixar de participar de uma homenagem tão especial como dessa mãe para o filho. Saboreiem o desabafo dessa mulher surpreendente, que tem o blog Plenidade:

Por Vera Dantas


Hoje eu comemoro uma vitória que aconteceu há 30 anos: o nascimento do meu filho caçula, que foi literalmente “um parto”. Tinha tudo para não dar certo. Eu já vinha de um aborto espontâneo de cinco meses (um dos muitos, além da perda de um filho prematuro, que viveu apenas uma semana) e, devido ao risco de descolamento de placenta, fui internada por duas vezes e tive que fazer repouso absoluto. Era uma briga contra o tempo, para conseguir chegar até a 28ª semana de gravidez, quando o feto estaria maduro e poderia nascer. O que me animava era que, três anos e meio antes, eu tinha conseguido ter meu primeiro filho, numa gravidez e parto sem maiores problemas.

Mas, desta vez, o risco estava presente. Era preciso tomar muito cuidado. Eu, muito nova e imatura, nem sempre conseguia ficar quieta e fazer o repouso necessário, quando estava em casa.

Lembro um episódio muito marcante que ocorreu cerca de um mês após a primeira internação. Eu estava dormindo e, de repente, acordei com vontade de urinar. Quando levantei, vi que estava sangrando muito. Fiquei paralisada, tomada de pavor, principalmente pelo fato de eu estar, naquela hora, praticamente sozinha: meu marido tinha viajado a trabalho e a empregada dormia em um quarto bem longe do meu, não conseguindo, portanto, ouvir meus chamados.

Vi que não tinha outra alternativa senão deitar e esperar a manhã chegar, quando ela acordaria e poderia buscar ajuda com os vizinhos. Era o mais prático, uma vez que eu morava no alto de Santa Tereza, um bairro na época longe e de difícil acesso para os parentes.

Enquanto esperava, eu rezei, implorei, jurei, fiz promessas, enfim, tudo o que se faz quando você está desesperada, temendo pelo pior. Mas, passado algum tempo, a cabeça começou a funcionar. Resolvi checar se o bebê ainda estava vivo. Deitada de lado, comecei a coçar o barrigão. Cocei em cima, dos lados, até que senti um pontapé. Ufa! Ele estava vivo.

Fiquei imóvel e só me mexi para ir para o hospital, levada pelo casal vizinho. E lá fiquei por mais 15 dias, quietinha, esperando o bichinho ganhar peso.

No dia 14 de fevereiro de 1978, ele nasceu. Com os fartos cabelos negros espetados, gritando muito.

Parece que foi ontem.

O que é essa Campus Party?

Confesso que não estou lendo blogs de mães nesta semana, nem mesmo o Desabafo de Mãe. Não parece na foto ( roubada do Anderson Costa, que está ao lado do Tiago Dória. veja mais fotos aqui), mas resolvi mergulhar nessa loucura do Campus Party. O que é isso, afinal? Você até pode ler na imprensa que trata-se de uma feira de nerds. Sim, há os aficcionados por games, robótica e simulação! E, só isso, já seria interessante, mas não é a minha praia. Então, o que me levou até ao Campus Party?

Blogs! Lá é o lugar certo para entender sobre essa paixão que nos domina e, ás vezes, faz a gente "perder" um tempão na mudança do layout, na conversa com outro blog ou conhecendo novos blogs. Isso tornou-se quase 80% da minha vida (exagero, mas adoro esse espacinho aqui). Então, como poderia ficar de fora dessa?

Eu não entendo nada de RSS, Flickr, BlogBlogs, mas adoro ser mãe e blogar é minha forma de dizer isso a você e, principalmente, a mim mesmo. Sim, eu blogo pra me escutar! Mas, antes de tudo, blogo porque acredito na humanidade e tenho certeza absoluta que VOCÊ também tem paixão pela maternidade, ou não. Mas, o fato, é que se você está aqui e agora é porque o tema maternidade lhe atrai. Como sei disso?

Estou no Campus Party e aprendi que a probabilidade de você chegar aqui por meio do Google, Orkut ou outros blogs de mães é imensa, ou melhor, é certa! Ou seja, somos mães e pais falamos com outras mães e pais...Essa combinação cria uma identidade para nós na rede, mas ela poderia ser realmente uma identidade reconhecida, validada a ponto da gente aqui achar todas as mães que estão espalhadas por aí. Mas, para isso, é preciso trabalho, esforço e cooperação....Sabe de quem? De você?

Se você vem aqui me lê, mas não comenta, nem está cadastrada no Bloblogs, como vou saber que você existe? Poderia até te achar, mas para isso você precisa ser expert em usar bons marcadores (conhecidos como tags) como Mãe, Filho, Maternidade, Filhos - ou seja, palavras que remetem ao nosso mundo. É importante também que cada URL de cada post que escreve exista. Não entendo porque alguns blogs de mães não tem o link do post?

Se gostou dessa paranóia e está a fim de entender melhor sobre Blogs, rede, web, vou te indicar meu outro lado (mas não conta pra ninguém) onde faço uma cobertura sobre o Campus Party com meu olhar de jornalista:
2010 será o grande motor?
Será fruto da cultura do jornalismo?
Pense em voz alta!

Se achou este post um porre, está em busca de informação relevante sobre amamentação: Conheça o trabalho solidário, gentil e eficiente dessa mulherada aqui que socorre mãe desesperada com a filha que "afoga" no leite. Eu não tinha a mínima idéia de que isso podia acontecer. Não vivi essa experiência. A Malu mamava bem e frequentemente. Minha dor foi não deixar o leite empedrar, o que me fazia "esmagar" meus seios para não correr este risco. A solução de tal problema, segundo a consulta médica, pode ser refluxo no caso desta mãe citada acima. Mas quer saber o que é refluxo tim-tim-por-tim-tim, a Lislie indica: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=52101&tid=2580993187020618784 Boa orkutada!

13 de Fevereiro de 2008

Um peixe fora d´água?

Participar do Campus Party, um evento que acontece em Sampa com 3 mil pessoas apaixonadas pela web, gadgets e tecnologia, como mãe é se sentir um peixe literalmente fora d´água. Talvez porque minha profissão de frila de imprensa me estimula andar pelas áreas de conteúdo voltadas à nova mídia. Mas, no mínimo, é muito interessante estar aqui como mãe.

O que você poderia descobrir no Campus Party? Uma professora de inglês que ensina via blogs, por exemplo. Imagina seu filho de oito anos, que ama dinossauros, escrevendo num blog. Ou o aficcionado por games, livros, barbies, enfim, a paixão do seu filho documentada por ele como instrumento de aprendizagem...Parece meio óbvio, mas você já percebeu o quanto o blog é uma forma de se auto-conhecer?

Dá uma olhada no arquivo e se espante o quanto você mudou, seu jeito de escrever, sua forma de se relacionar, enfim, seu olhar de mundo. Não há nada melhor que expressar seus próprios sentimentos para conhecer a si próprio. Ainda mais se esse auto-conhecimento se resulta numa conversa, né?

Imagens do Japão

Acabo de receber um release, da Cosac Naify, sobre o livro Minhas Imagens do Japão, da escritora e ilustradora Etsuko Watanabe. Como comemoramos este ano o centenário da imigração japonesa no Brasil, achei interessante citá-lo aqui no blog. Assim, quem tiver curiosidade poderá aprender com o filho (ou ensinar) um pouco da cultura japonesa. O livro na realidade é um guia ilustrado que mostra o dia-a-dia de uma criança japonesa. Yumi, uma menina de 7 anos, é quem leva os leitores para uma viagem aos costumes e tradições japonesas, apresentando comidas, vestimentas, casas, escolas e destacando, também, algumas datas comemorativas como o Tanabata Matsuri (Festival das Estrelas) e o Undokai (como uma gincana, competição). Preço: R$ 29,50.

12 de Fevereiro de 2008

Terças maternas


Semana passada, pela primeira vez desde que passei a escrever no blog do Desabafo de Mãe, não postei no que eu chamo carinhosamente de Terça Materna. Mas naquele dia teve e passará a ter agora neste espaço uma Terça Paterna, com desabafos do Sikora, como o que já li hoje. Se com Bia aos nove meses ele pensa nas aventuras e na necessidade de direcionamento que os pais precisam dar à filha, imaginem eu, com dois meninos, que estão no ensino fundamental!
Quando eles eram pequenos como Bia eu falava que não via a hora de crescerem e precisarem menos de mim e as mães mais experientes repetiam aquele ditado: "filho criado, trabalho dobrado". Meu trabalho não dobrou, mas minha vontade de acompanhar os passos dos meus meninos na descoberta do mundo que se descortina para eles cresce exponencialmente. Quero estar presente e aproveitar com eles os livros que nos interessam, as exposições e eventos culturais que divulgo na agenda cultural do meu blog ou simplesmente jogar o Banco Imobiliário da Pixar!
Quando fui convidada pela Ceila para participar do Desabafo de Mãe, em junho de 2006, eu não trabalhava, estava adaptando a família à nova vida paulistana, com os meninos ainda muito pequenos e precisando de mim. Por entrar logo no início (o portal entrou no ar quatro meses depois) costumo falar que não sou “a mãe” do Desabafo (são Sueli e Ceila), mas me considero uma barriga de aluguel onde o setor de cultura infantil se formou e ainda é aleitado por mim como um filho querido. Mas em 2007 comecei a trabalhar e tenho feito o trabalho do Desabafo nas horas livres, tirando de um filho (os meus, biológicos) para dar a outro (o Desabafo).
Viver assim, tão dividida, não é fácil e decidi me dedicar à minha família em 2008. Como não posso largar o trabalho (porque o mundo real é feito de trabalho e dinheiro), estou abrindo mão do espaço aqui. Pesa igualmente o fato de estar me envolvendo em projetos culturais que me interessam (sempre fui a mãe da cultura infantil né?) e ter esta mania de fazer as coisas com toda minha força. Eu poderia continuar escrevendo uma vez por semana no blog do Desabafo, mas não seria justo não me empenhar com toda força! Assim, abro espaço para novos mundos aqui e me sinto mais livre para ser abertamente fã deste projeto.

P.S. A despedida, gente, é só deste blog, continuarei escrevendo no portal como mãe-colaboradora. E acreditem, mesmo continuando aqui na blogosfera(aliás, me sinto até mais livre para comentar e indicar os posts atualmente), no msn/gtal/skype de todos tem sido triste sair da equipe e deixar de ter como companheiros de "trabalho virtual" os amigos queridos Manoel, Sueli, Ceila e Lúcia. Mas continuam sendo amigos! ;)

Meus escritos continuam por aí, no meu blog A Vida Como A Vida Quer, no Mostra Plural e no Nossa Via. As aventuras dos meus guarda-costas (chamo-os assim porque estou sempre acompanhada deles) estão nos blogs Giorginho Pé de Feijãozinho e Invenções do Enzo.
Guarde nos seus favoritos! ;)

E o pequeno ser começou a aprontar de verdade

Quinze dias depois do nascimento da Bia eu achei que não poderia ficar pior.

Como assim, pior?!

Foram 15 noites sem dormir, uma apreensão de marinheiro de primeira viagem e um trauma de quem perdeu gêmeos nas costas para ser superado, mas eu já imaginava, a tendência era "piorar".

O tempo vai passando e você fica pensando como educar seu filho e mostrar o mundo para ele sem que seja exposto aos perigos do dia a dia. Meu desafio era conseguir o meio termo, proteger até aonde não virasse obsessão ou mimo, resultado:

- A Bia caiu e bateu a cabeça no chão;
- Arranhou a barriga e as costas;
- Ontem resolveu comer batata frita.

Nossa que pais malucos estes! Não, resolvemos que era preciso algumas experiências para o aprendizado. Lógico que não demos uma rasteira nela, nem passamos ela na lixa ou deixamos ela com um prato de batata fritas, mas chegou a hora de deixar ela perceber melhor o mundo.

Por mais que eu tenha lido a respeito de cuidados, formas de se evitar o mimo, linguagem de sinais, como transformar seu filho num gênio em 55 dias, etc... tudo isto só se aplica a cachorros, crianças estão além da nossa compreensão. Da mesma forma que são puras, são espontâneas e querem sentir o mundo, lamber o carrinho de supermercado, enfiar o dedo na tomada, escorregar, chupar o chão, tomar sorvete, comer a batata frita, derrubar seu prato e depois disto olhar para você e sorrir mostrando que está feliz por sentir a vida.

Não acredito que exista uma receita, existe bom senso e feeling de pai. Agora com nove meses ninguém segura a vontade de ser destas criaturinhas.

11 de Fevereiro de 2008

Entrevista: um blog apaixonado por comida

Nosso repórter Samilo Takara traz outra surpresa agradável para o Blog do Desabafo de Mãe. Por e-mail, ele entrevistou Fabiana Zanelati e Kátia Najara, criadoras do maravilhoso blog Rainhas do Lar que reúne todas as coisas boas da vida: papo divertido, informação e receitas deliciosas.

A paulistana Fabiana e a baiana Kátia se esbarraram na blogosfera e, logo, descobriram o amor pela cozinha. Elas, então, montaram o Rainhas do Lar há 2 anos e meio e, de lá pra cá, têm se surpreendido com retorno dos leitores, que comentam os posts e frequentam assíduamente o blog.

Quando o assunto é prazer em cozinhar, Kátia diz que é proporcional ao prazer de comer e Faby, que também concorda, acrescenta: - Todo bom cozinheiro é um grande comedor. Quem cozinha adora comer... E uma coisa vai levando a outra.

Desabafo de Mãe - Como vocês acham que o blog ajudam as pessoas?

Kátia - Essa ficha só caiu depois que o RL se tornou bastante popular, com a resposta dos leitores. Acho que ajudamos oferecendo sugestões práticas para a administração da casa, e mostrando que quase todo mundo é capaz de fazer uma mesa bonita, uma comida gostosa, um jantarzinho íntimo... essas pequenas coisas que tornam a vida mais leve e mais bela também. Acho que incitamos as pessoas a fazê-lo.

Desabafo de Mãe - O que pensam da frase: "Lugar de mulher é na cozinha" ?

Faby - Não existe lugar de mulher ou lugar de homem. Pra mim, ambos transitam numa boa por todos os lugares. A frase na verdade tinha um cunho machista que, na minha opinião, está cada dia mais raro. Hoje uma mulher que gosta de cozinhar não tem mais aquele estigma de "Amélia" e os homens (pelo menos os inteligentes) já perceberam faz tempo que não dá mais para limitar a mulher em nenhum aspecto e a nenhum cômodo da casa :)

Desabafo de Mãe - Qual é o maior prazer em cozinhar?

Kátia - O prazer de cozinhar é provocar sensações nas pessoas. Só o amor é capaz de fazer um bom cozinheiro

Desabafo de Mãe -Quais são as dicas que dão aos iniciantes na cozinha?

Faby - O principal é não ter medo. O mundo das panelas, fornos e fogões é muito menos complexo do que parece para alguém que ainda não é íntimo nesse território. Começar a cozinhar é uma aventura e, como tal, cheia de coisas para se descobrir e, também (como não?), enfrentar algumas pedras no caminho.
Perseverança também é fundamental - se a pessoa desistir na primeira receita que não der certo...aí não rola.

Desabafo de Mãe - O que é um prato perfeito?

Kátia - Aquele que nos faz fechar os olhos por alguns segundos na tentativa de
prolongar o prazer causado pelo sabor.

Faby - Aquele que te afaga, te conforta, te alegra, te desafia, enfim... um prato
perfeito é aquele que te desperta sensações, sejam elas quais forem.

Confira também outras entrevistas de Samilo para o Blog do Desabafo:

- Um blog que doa
- Um blog que denuncia

Geração Google, o que esperar?

Não tenho a mínima idéia das indagações que você faz sobre a educação do seu filho, mas tenho certeza absoluta que deseja oferecer a ele MUITO MAIS que recebeu, certo? Prova disso são as lotações nos fins-de-semana das áreas destinadas às crianças nas livrarias. É pior que supermercado em dia de promoção. Pelo menos é o que constato toda vez que coloco o pé na FNAC, Livraria Cultura, Nobel, Saraiva ou Siciliano.

É impressionante como aquele segundo andar da livraria FNAC de Pinheiros fica lotado de crianças no domingão. Uma delas lia palavra por palavra para irmão, outra dava risadas com a mãe lendo o livro (ideal para quem tem a partir de dois anos) A Casa dos Beijinhos ( muito bom, vale a pena comprar!) e a Malu não se sustenta com dez histórias contadas, é preciso ler sempre mais...

São essas situações que me faz crer o quanto a leitura está presente no dia-a-dia da criançada. Coisa de Sampa? Quando viajei, ano passado, para Porto Alegre e Rio de Janeiro, a visão foi a mesma. Não tem grana? Vá às livrarias e leia para seu filho.

Também acredito que a escrita está muito mais presente na vida da moçada. Só comunico com meus primos mais distantes, de 10 a 15 anos, via MSN e Orkut. Tudo bem, é verdade que eles escrevem tudo cheio de siglas e novos códigos, mas escrevem! E, posso ser extremamente ingênua, mas imagino que a idade vai aprimorar a escrita.

O que me preocupa, entretanto, são algumas informações como esse vídeo divulgado no blog do Paulo Ghiraldelli Jr que ressalta a importância de inserir disciplinas como filosofia, sociologia e inglês na grade curricular do ensino médio. Não tinha idéia de que o Estado de São Paulo tinha retirado tais disciplinas da escola pública. Confesso que nem sabia que elas existiam em algum período temporário. Eu não tenho dúvida nenhuma de que ciências humanas serão cruciais para a formação dos nossos filhos neste mundo, onde os especialistas não estão dando tão bem como se imaginou no passado. Ok, não devemos ser generalistas, mas é certo que cada dia que passa precisamos assumir mais perfis e competências para fazer a mesma coisa do passado. Eis aí uma boa blogagem coletiva para o Amigos da Blogosfera proliferar, topam?

Outra vertente que me deixa aflita são as "previsões" sobre a Geração Google, que busca dados cada vez mais rápido, que copia muito e não aprende. Será? Carlos D'Andrea traz um post bastante interessante, onde mostra outro olhar para a nova forma de agir na hora da pesquisa.

8 de Fevereiro de 2008

Um desabafo inoportuno!?

Confesso que o meu "repensar" começou exatamente agora. Neste Reveillon, minha vida literalmente passou sem ser olhada, mexida, muito menos digerida. Agora, posso olhar para meu próprio umbigo e dizer: chegou a hora de mudar, principalmente, minha rotina, que anda pra lá de bagdá. Ou seja, uma eterna bagunça!


É nesses encontros com nós mesmas que a coisa pega, que a gente tenta resgatar valores e busca algum discernimento peloamordedeus pra fazer a coisa certa. Então, aparece assim de repente, alguém do outro lado do mundo que te ensina um pouco do futuro, ou será do presente?

Leiam: Uma amiga minha diz que pensa coisas que acha que mais ninguém pensa. Como ela mesma diz, uma "nostalgia invertida" pode ser sim o motivador para a tomada de decisão que preciso fazer agora: grana ou sonho, eis a questão?!



Sim, eu vivo esse martírio de voltar a trabalhar na redação (apesar de não conseguir me imaginar lá dentro again) já que o sonho não se torna realidade. Eu até tenho me esforçado bastante para enfrentar os fracassos do dia-a-dia com entusiasmo, mas é bastante complicado ficar com menos grana cada dia que prossigo persistentemente no velho sonho. Então, talvez seja hora de olhar para o passado, ou será presente?

Há pessoas que te ajudam a lhe mostrar o seu próprio passado por uma maravilhosa e íntima declaração de amor ao filho, que completa 4 anos. Esse post perfeito do blog Tô doida me fez enxergar que realmente já vivi muito os melhores momentos com a Malu, mas será que a partir de agora o que nós, eu e Malu, precisamos é realmente de tempo? Acho que chegou a hora de enfrentar uma outra realidade. E, talvez, essa busca frenética pela realidade exiga um olhar de fé: compartilhando. É um dos desabafos mais lindos que já li.


E, assim, descubro o quanto essa blogosfera materna me ensina a viver, a mudar, a tentar fazer diferente. Obrigada!

Deixa eu encontrar você, blog de mãe!

Nas minhas andanças offline, conheci uma mulher fantástica, inteligente, cheia de vida, mas com olhar perdido...Quando lhe falei sobre o projeto do site Desabafo de Mãe, ela ficou super entusiasmada. Naquele momento, percebi o quanto aquela conversa tornou-se mais uma missão: precisava encontrar outras mulheres que como ela sofriam de um mal terrível: a perda dos filhos, a solidão.


Era como se ela gritasse a sua dor: "é preciso preparar as mães para perda dos filhos", dizia pra mim como se eu realmente pudesse lhe oferecer este canal de informação, este elo, enfim, a troca maravilhosa que pode acontecer quando conhecemos alguém que pode nos ajudar ou que nos identificamos! Disse a ela para montar um blog e desabafar...estou no aguardo do retorno dela para, em breve, poder citá-la. Mas, infelizmente, sei que pouco poderei fazer por ela citando-a por aqui, caso ela tenha coragem realmente de blogar...Motivo?

Cito mais uma vez a frase de Juliano Spyer: "A força de um blog é proporcional à qualidade da sua rede de interlocutores". Explico: há uma série de recursos que tornam os blogs "otimizados" para se tornar algum endereço "fácil" nos sites de busca que, geralmente, essas mulheres ( me incluo nesta lista 100%) não tem o mínimo interesse de assimilar porque não faz parte do nosso tesão, da nossa busca, das nossas conversas, enfim, não é nossa praia. É, por isso, que resolvi conhecer o tal Blog Blogs. Trata-se de um site que reúne um monte de blogs, por isso é conhecido como indexador, agregador, ranking e busca.

A idéia é reunir todos blogs brasileiros e organizá-los para que cada blogueiro, inclusive aqueles cuja praia não é otimizar seu blog, encontre blogs do seu interesse. Mas, entenda, só aparecerá os blogs cadastrados no Blog Blogs. Então, não basta apenas blogar, é preciso se cadastrar em sites, conhecidos como DIRETÓRIOS de blogs, para que outros blogs achem você, além do Google. Há um mês, venho pingando o Desabafo de Mãe por lá e basta fazer uma pesquisa por blogs de Mães que a gente, agora, aparece no resultado da busca blogs de mães. Mas, os melhores blogs de mães não estão lá. Cadê nossas grandes vizinhas?

O BlogBlogs é uma iniciativa do Manoel Lemos, que concedeu uma entrevista para nós, explicando tim-tim por tim-tim de como funciona o site. Resolvemos fazer desta conversa com Manoel uma verdadeira reunião. Explico: escreveremos diversos posts sobre como funciona o BlogBlogs, mas para que haja conversações, é preciso que você entenda do que estamos falando, topam? Que tal começar pelo cadastro? Cadastre-se e nos avise para que a gente possa linká-la e assim você e nós ganharmos força no mar da blogosfera!

7 de Fevereiro de 2008

Filhos: ter ou não tê-los?

Sim, estamos falando de filhos e quem questiona isso é a Alexandra no post Quarenta razões para não ter filhos:

Sou casada, saudável e meu marido quer demais um bebê mas eu não sei se quero mesmo ser mãe. Sou uma pessoa muito prática e tudo na minha vida tem que ter uma finalidade. Tenho uma vida financeira e emocional muito equilibrada e me pergunto será mesmo que eu quero ter um bebê? Ou isso já foi incutido em mim desde a infância? Filho é sinônimo de preocupação eterna, aborrecimentos, despesas,renuncia. O que há de tão especial na maternidade que supera tudo isso?

Sabe, Alexandra, acho que sou capaz de fazer um manifesto lhe mostrando o quanto é especial ter filhos, mas de nada adiantaria os meus argumentos. Simplesmente porque eles fazem sentido somente para mim, ou outras mulheres que pensam como eu. Você tem a sorte de ter nascido numa época em que é extremamente natural não tê-los. A opção é sua, mas ela reflete também na família (maridão) que já construiu. Tem um post bárbaro no Plenidade para quem tem vontade de ter filhos, mas acha que ainda não é a hora: Fertilidade na idade da loba.

Posso parecer utópica, mas percebo que o mito da maternidade já não passa mais pela "obrigação" de toda mulher precisa ser mãe. Agora temos escolhas e podemos, sim, decidir ter uma vida a dois, ou apenas sozinha. Eu sempre quis ser mãe, o que torna a existência da Malu um sonho realizado, uma grande vitória, enfim, a maior conquista da minha vida. Mas, ainda assim, jamais imaginava que a magia da maternidade estava muito além do meu desejo.

Ser mãe me transformou como humano, me fez buscar em mim mesmo de forma tão intensa os meus próprios valores que se realmente eu tiver chance de voltar a viver por aqui novamente, a escolha da maternidade será certa. Afinal, foi a melhor preocupação, o melhor aborrecimento, as melhores renúncias que vivi até agora. É justamente por essas vivências que soam tão desgatantes que valem muito a pena ser mãe...Mas, graças à diversidade, isso não representa a mesma coisa para todos os humanos, certo?

Deixa que eu pago!

Chega a ser cansativo e frustrante ler as manchetes dos jornais brasileiros, não... eu não estou falando da cobertura chata (e sem novidades) do Carnaval, mas das denúncias envolvendo o Governo Lula. É mensalão, CPI pra tudo!!!! E nada, nada parece mudar... Agora a bola da vez é o uso indevido do cartão de crédito do governo.

É revoltante saber como o dinheiro público é usado no Brasil, considerando a falta de recursos para promover melhorias nas áreas de Saúde, Educação e, o mais necessário, combater a miséria! Mas não, sem consciência alguma e, o pior, julgando-se merecedores de tal usufruto, essa turma de políticos e assessores políticos (incluindo os filhos!!!!!!!) gasta com hotéis (para a família toda, incluindo babá), restaurantes de luxo, compras pessoais, viagens...

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), protocolou o pedido de abertura de uma CPI dos cartões para investigar o uso entre 1998 e 2008. Vai sair muita coisa absurda, mas será que tudo MAIS UMA VEZ vai terminar em pizza... e o pior, paga com o Cartão Corporativo do Governo!!!!!!!!!

Se ainda tiver estômago, leia mais sobre o assunto no Blog do Josias.

Meu primeiro filme!

Sempre fui contra liberar televisão para crianças de um, dois (pensava chegar aos três) anos. No ano passado, após conversar com algumas amigas, me convenci que estava sendo um pouco radical. Liberei vídeo educativo e alguns programas como Dora e Blues Clues. No começo, ele não mostrou muito interesse, mas posso afirmar que hoje ele pegou gosto pela coisa. Mas não é por isso que eu o deixo assistir TV o tempo inteiro. Temos regras e horários que, por enquanto, não são negociáveis. Ele bem que tenta...

Talvez por isso, apesar da vontade, nunca havia levado o Tomás ao cinema. Mas desde dezembro, estou pensando no assunto e, hoje, finalmente ele teve a sua "estréia". Nossa única opção foi assistir Alvin and the Chipmunks (no Brasil estrou como Alvin e os Esquilos), uma mistura de filme com animação computadorizada.
O Tomás adorou! Prestou atenção até nos trailers. Achei o som um pouco alto para uma criança de apenas dois anos, mas ele não se importou! Os olhos atentos acompanharam cada movimento dos esquilos cantores! A experiência foi ótima. Na próxima vez, vou tentar levá-lo num outro horário, já que ele sempre dorme no início da tarde... Tomás assistiu mais da metade do filme, mas acabou dormindo porque estava exausto.

O filme não é espetacular, mas traz mensagens legais: crianças (não importa se são esquilos) devem brincar e não trabalhar; crianças precisam de regras e disciplina; crianças são irresistíveis. Convide seu filho e curta uma tarde no cinema, com muita pipoca e (pra quem já pode) coca-cola!


5 de Fevereiro de 2008

Rotavírus


Este negócio feio aí do lado é o famigerado rotavírus. Você que está para ter seu bebê vai ouvir falar da vacina contra o rotavírus muito cedo. Aos dois meses o pediatra vai falar que seu nenê vai ter que tomar 6 vacinas, a famosa Penta + rotavírus.

Vou contar minha história para você.

Aos 2 meses e alguns dias a Bia foi tomar estas vacinas. A contra rotavírus é uma vacina única (só existe um tipo), tomada via oral em 3 doses espaçadas por dois meses cada e pode ser tomada no posto de saúde gratuitamente. Tomada juntamente com a tal da penta, você será alertada sobre os efeitos colaterais: vômitos, diarréia e febre.

Depois de 24h a Bia começou a ter febre, um pouco depois diarréia e em seguida vômito. Ligamos para pediatra e ela disse: "reação às vacinas".

Depois de 48h, os sintomas só pioravam e foi a hora de ir para o hospital onde passamos 10 dias internados com a Bia.

Foram os piores 10 dias da minha vida. Seu bebê com 2 meses de idade, precisando tomar soro, mais de 20 picadas com agulhas na tentativa de achar uma veia de acesso para a hidratação. 20 diarréias por dia e vômitos.

Foi tudo muito estranho, uma sensação de que as horas não passam, descobrimos que outras dois bebês estavam internados com a mesma virose e ambos tinham tomado a vacina dois dias antes de apresentarem os sintomas.

Fui pesquisar a respeito da vacina e descobri que a mesma começou a ser aplicada em 2006. Apesar dos testes terem sido iniciados em 2000, me parece que é um produto muito recente cujas versões anteriores apresentaram problemas e, por isto, cheguei a conclusão que em vez de prevenir a tal vacina foi a causadora da doença.

A vacina inclusive tem como reações adversas uma tal de invaginação intestinal que algumas vezes precisa de intervenção cirúrgica para ser tratada. Um negócio destes me parece um atentado a saúde e para que? Para que as crianças do terceiro mundo tenham mais chances de vida. Como assim? Eu explico!

Até 2006 ninguém tomava esta vacina no Brasil. Como este vírus causa desidratação devido à diarréia e vômitos e desidratação é uma das maiores causas de óbitos, o melhor é que se fuja desta doença. Mas quem fica desidratado hoje em dia?!? Exatamente as pessoas que não tem acesso a saúde. Quem pode ir ao hospital e ser atendido vai receber soro e será devidamente hidratado, mas quem não pode ter este luxo, de fato, morre.

Em linhas gerais, eu cheguei a conclusão que esta vacina serve apenas para aumentar as chances de pegar rotavírus logo no segundo mês de vida. É importante estar imunizado contra este maldito vírus? Sim, é! Mas na minha opinião é melhor tratar do rotavírus quando seu nenê já está maior do que com 2 meses de idade.

Esta vacina é tão estranha que não pode ser de forma alguma ser aplicada antes de um mês e quinze dias e nem depois de três meses e sete dias.

De qualquer maneira, minha dica é: "converse bem com o pediatra sobre esta vacina, e veja os sintomas e riscos envolvidos em tomar ou não tomar este experimento"

Algumas informações mais detalhadas podem ser encontradas clicando aqui.

No próximo episódio devo contar sobre os primeiros tombos da Bia e a expectativa envolvida neste processo de pancadas, roxos, arranhões e nesta vontade louca que os bebês tem em lamber o chão, chupar o carrinho de supermercado e tentar contrair novas modalidades de doenças a todo o custo.

4 de Fevereiro de 2008

Chef às avessas

Eu sei que o assunto é carnaval, mas onde moro... nada me lembra a maior festa brasileira. Neste fim de semana, aconteceu o Winter Festival! O dia estava péssimo, mas mesmo assim encarei chuva e neve para participar do evento e quebrar um pouco esse clima monótono que é um inverno abaixo de zero grau! Na rua principal, vários restaurantes da cidade serviam sopa (chowder), as pessoas então pagavam 1 dólar pelo copo e depois votavam na melhor sopa ou creme. Uma delícia!

Depois disso, empolguei e corri para a livraria com o intuito de buscar algumas receitas de sopa e enfrentar esse frio horroroso com mais sabor!

Como já falei antes, não sou e nunca fui uma cozinheira de mão cheia. Quando morava em São Paulo conhecia vários restaurantes, porque não cozinhava nada, absolutamente nada. Pra se ter uma idéia, a primeira vez que abri a lata de atum achei que estava podre! Na minha infeliz cabeça, achava que atum deveria ter forma de peixe (acho que confundi com sardinha). Quando tentei fazer feijão pela primeira vez (não na panela de pressão, lógico!), ficou tão salgado que joguei uma batata dentro... a batata cozinhou, desmanchou... e virou pure de feijão e batata salgado! Um nojo...

De lá pra cá, muita coisa mudou... e meu marido agradece! Mas isso se deve a minha persistência e sites que encontrei pelo caminho! Tenho amigas que me falam: "eu não sei cozinhar" ou "detesto cozinhar"! Oras, eu também não sou fã, mas é uma questão de sobrevivência e saúde financeira. Não dá pra pagar restaurante bom todo santo dia, infelizmente... Mas, confesso, de tanto insistir, acabei até gostando da coisa... às vezes até arrisco um prato mais sofisticado!

Por isso, deixo aqui algumas dicas de sites e blogs que gosto de visitar para ter idéias e não repetir pela milésima vez lasagna de frango ou arroz, feijão carne e salada... ai!

Panelinha
Blog da Rita Lobo
Food Network
Conversas (virtuais) de Cozinha

Bon Appétit!

1 de Fevereiro de 2008

Meu carnaval de mãe...

Moçada, passando aqui pra agradecer os comentários de Bom Carnaval e pra falar um pouco dessa loucura que é a mudança em nossas vidas...Hoje, na correria, para fazer as malas de TODOS da família e terminar frila, acompanhar conferência e ainda dar aquela checada básica nos emails antes que chega a hora infernal do pico, comecei a pensar no carnaval...

Quando ainda era solteira e, neste momento, já estava pulando há quase uns três dias lá naquele Nordestão da vida (porto seguro ou recife) no maior pique do mundo. Previamente magra e bronzeada e saboreando a vida como se realmente ela fosse acabar amanhã...e, naquela época, pensava como algum brasileiro poderia ficar imune áquele clima mágico de festa, de alegria, de baderna, de zona e tudo mais que o carnaval representa pra quem o curte na avenida...

Só hoje entendo que a euforia passa, mas fica o gostinho. E como é bom lembrar dele, resgatá-lo com satisfação e dizer valeu a pena. Melhor ainda é poder entender o outro lado - esse de pouca expectativa, de olhar para carnaval como quatro dias de descanso, ou não, tem as fantasias da matinê, os cuidados da piscina com a molecada e água, água mineral - vai que faz calor, né!

é com esse gostinho de quem já pulou muito carnaval brasileiro e que hoje festeja com jeito bemmmm mais calmo que desejo a toda galera que passa por aqui um Carnaval bem gostoso, onde a gente possa se libertar um pouquinho das nossas neuras, dos nossos problemas, do dia-a-dia que a gente transforma em rotina, enfim, aproveite para colocar a sua "fantasia" e permita-se NÃO PENSAR...

Beijinhos carnavalescos e muitas marchinhas para vocês! inté quarta de cinzas!

Carnaval em Sampa...

Às famílias que vão ficar na terra da garoa, uma boa dica para levar a criançada é o Carnaval da Palavra Cantada. Os ingressos vão de 30 reais até 80 reais, mas tem meia entrada para os menores de 12 anos. Ou seja, 15 paus para cada filho e, no mínimo, 60 reais para os adultos. Nessa hora, talvez seja legal ligar para pais amigos para dividir as contas e um casal pode levar a tropa toda...Enfim, vale tudo para oferecer aos filhos mais tempo de carnaval.

São dois dias de espetáculo, sábado e domingo, no Citibank Music Hall, que fica na Av. Jamaris, 213, em Moema. Mais informações: 11 3846-6000

As demais redondezas pode contar com a dupla pós-carnaval e ainda tem CD nas lojas, com preço sugerido de R$ 33,00:
Dia 24/02 (domingo), às 18h30
Onde: CANECÃO PETROBRAS [ http://www.canecao.com.br/ ] Rio de Janeiro/RJ
Informações: (21) 2105-2000

Dia 05/02 (terça-feira), às 18h
SESC SANTOS
Onde: Rua Conselheiro Ribas, 136 – Bairro Aparecida – Santos/SP
Telefone: (13) 3278-9800
Preços: R$12,00 / R$ 6,00 (estudantes, crianças, prof. rede estadual e idosos) / R$ 3,00 comerciários matriculados e seus dependentes

Marchinhas de Carnaval (e muita história) no ar

ó jardineira porque estás tão triste?/mas o que foi que te aconteceu? (dá pra escutar on-line lá no site da MCD, mas não funcionou no meu firefox...)
Vem chegando o carnaval e marchinhas como esta recheiam a minha memória. ô delícia. Adoro avenida, adoro bloco, adoro clube. Sim, sou festeira. Aprendi estas coisas com meu pai e minha madrinha, que adoram carnaval. E você, sim, você aí, também pode ensinar o seu filho desde o berço (ou barriga, como preferir). Com o CD MPBaby Carnaval (R$ 20,00), do violonista Reginaldo Frazatto Jr (lançamento de 2005, mas é eterno), marchinhas e sambas consagrados nos bailes ganham tom instrumental e suave. Nada de deixar criança a milhão...
Frazatto é paulista e foi aluno de Heraldo do Monte e Ulisses Rocha. Em 1990, mudou-se para Boston, onde estudou arranjo, composição e improvisação na Berklee College of Music. Nos Estados Unidos, dirigiu e fez parte de vários grupos, entre eles, Brasileirinho, de choro que gravou o CD Brazilian Spice e Reginaldo Frazatto Group, instrumental. Acompanhou artistas como Cássia Eller, Rita Ribeiro, Jair Oliveira e Luciana Mello.
Se quiser mais informações sobre a história do Carnaval, tem um post muito bacana no blog Brasil: História e Ensino, da Natania Nogueira.

Nada a ver/tudo a ver: lá no Faça a sua Parte estamos convocando uma blogagem coletiva - e lançando um Calendário Verde - para marcar dias importantes para o meio ambiente. Convoco a rede do Desabafo para participar!