Pinte e cole sobre a ecologia.Essa era a lição de casa da Malu nesta quarta-feira. Mas como explicar à uma criança de três anos o que é ecologia?
Nenhuma dica na agenda? Nada.
Então, resolvi esperar o momento certo. Não há nada melhor para falar sobre algo com uma criança quando ela é quem dá a narrativa, certo?
O momento certo dela chegou justamente na minha hora de trabalho. Só pra variar, né. Respire fundo, esqueça do prazo, compromisso e grana...Não adianta também o discurso de que está ocupada. A hora é agora. E, se estiver disposta a se entregar, viverá o momento mágico.
A interrupção da Malu aconteceu porque estava "lendo" o minidicionário: que livro é esse, mãe? Posso ver?
O momento certo dela chegou justamente na minha hora de trabalho. Só pra variar, né. Respire fundo, esqueça do prazo, compromisso e grana...Não adianta também o discurso de que está ocupada. A hora é agora. E, se estiver disposta a se entregar, viverá o momento mágico.
A interrupção da Malu aconteceu porque estava "lendo" o minidicionário: que livro é esse, mãe? Posso ver?
Ops! É a hora de falar da ecologia, pensei. Expliquei o que era e a questionei sobre ecologia? Li o seguinte: "Estudo das relações entre os seres vivos e o meio em que vivem, bem como suas recíprocas influências". É, eu sei, extremamente confuso. Também pensei e agora, Jose?
-Confuso, né, Malu, mas ele diz que ecologia é o ser vivo dentro de um meio como mar, por exemplo.
-Ahhhhh, mamãe, então, ecologia é caranguejo...
Ops, como assim? Pensei
-Confuso, né, Malu, mas ele diz que ecologia é o ser vivo dentro de um meio como mar, por exemplo.
-Ahhhhh, mamãe, então, ecologia é caranguejo...
Ops, como assim? Pensei
Perfeito!!!! "Como pode um peixe vivo viver fora da água fria, como poderei viver sem a tua companhia e juntei com a "Caranguejo não é peixe, caranguejo peixe é". E respondi: isso mesmo, filha! E comecei a cantar...
Foi assim que começou a festa das revistas. Mostrava toda imagem a ela e perguntava se era um ser vivo. Ela só falhou na imagem de um robô. Também, né! Até a gente acredita que as máquinas estão vivas...O resto, acertou todas ( eu, babandoooooooo). E, então, questionava sobre o meio em que o pinguim vivia, o cachorro, a criança no parque, o cavalo... E assim descobri também uma nova ecologia.
Foi assim que começou a festa das revistas. Mostrava toda imagem a ela e perguntava se era um ser vivo. Ela só falhou na imagem de um robô. Também, né! Até a gente acredita que as máquinas estão vivas...O resto, acertou todas ( eu, babandoooooooo). E, então, questionava sobre o meio em que o pinguim vivia, o cachorro, a criança no parque, o cavalo... E assim descobri também uma nova ecologia.
Essa experiência me deixou muito mais metida do que já fui a minha vida inteira. Sabe, aquele gostinho de admiração eterna? Parece até que o coração doi, o sorriso besta não sai da boca. Enfim, coisa de quem tem filho, pô! E detalhe: o filho mais inteligente do mundo, né! Mas, apesar de curtir tudo isso, fiquei preocupada. Será que na escola lembrariam da tal música?
Questiono isso porque li este post no blog Intensidade e fiquei pasma com a velha arrogância impregnada na maioria dos professores. Afinal, no mundo escolar, a regra é: professor sabe tudo, aluno aprende o que professor manda. E a gente aqui, compartilhando tantas experiências, descobrindo tanto com outro. E, cá entre nós, são mesmo nossos filhos quem nos abrem os olhos, não?
Diante disso, resolvi propagar uma conto de "causos" verídicos referentes aos nossos filhos e educação. Olha como a Mafalda, de 6 anos, tem instigado a Alda , do Histórias de Mamã. E não tenho dúvida de que isso só acontece porque a Alda compra globo terrestre e coloca dentro de casa para as filhas.
Tenho lido tanta discussão sobre o que será da nossa geração google? E acredito fielmente na premissa de que, apesar dessa troca infinita de informação virtual, as gerações têm se tornado cada vez mais sem conhecimento. São poucos que sabem dar um contexto para informação que recebem. Motivo? Não tem acesso á história da arte, filosofia, clássicos, literatura. Enfim, somos sem memória diante da imensidão de informação que nos chega a cada segundo. Não dá pra ficar parada. A escola não vai mudar hoje. Qual é o seu papel de mãe?
Então, é diante desses questionamentos, que gostaria de ler os tais "causos" verídicos nos blogs de mães com intuito de darmos exemplos do que é possível ser feito dentro de casa. Convido a Gi, Simone Zelner, Ana Inês, Carla Beatriz e Luma para essa primeira edição, topam?
E, para mostrar o outro lado da história e também dar continuidade á uma idéia do Carlos Fran, que vem estudando exatamente sobre o comportamento da Geração Google, questiono aos blogs educativos o que nós, mães, podemos fazer para mudar este cenário de ausência de conhecimento, atitude de professores do século passado com muita resistência ao novo e sobre os reflexos do comportamento das nossas crianças a partir das novas mídias.
Carlos, vamos nessa?
Topa, André? E, você, Sérgio? Lulu, please?














