"Vivemos a sociedade do TER e não do SER. O dia em que o indivíduo passar a valorizar o SER teremos uma sociedade muito mais justa, mais coerente, mais solidária, mais humana"
Nesta entrevista, conduzida por nosso repórter Samilo Takara, a educadora Cybele Meyer fala sobre como um professor pode contribuir para a formação de um bom cidadão. Também explica como a maternidade humanizou, ainda mais, sua atuação como educadora.
Dúvidas relacionadas à Educação do seu filho ou desempenho escolar? Acesse agora o Desabafo de Mãe e faça a sua pergunta para Cybele, uma das especialistas do site e participante da primeira edição do Educacamp, reunião de professores e blogueiros, que acontece no dia 28 de junho!
DESABAFO DE MÃE: Como é ser professora?
Cybele Meyer - Ser professora é poder participar ativamente do desenvolvimento amplo e da evolução cognitiva na formação de um cidadão. Essa responsabilidade imensa é que faz da professora uma profissional extremamente comprometida com sua profissão, participando e compartilhando dos resultados, uma magia que abraça poucas profissões. Hoje, tenho a felicidade de ver, formado e atuando em suas profissões, alunos que foram meus quando tinham cinco anos. É muito gratificante constatar que a "semente" foi plantada em "terra boa" e que contribuiu para que este aluno se tornasse um profissional competente.
DESABAFO DE MÃE: De que forma você vê a educação no Brasil e no mundo hoje?
Cybele Meyer - Diante da realidade da globalização é possível que, senão hoje, num futuro muito próximo, a Educação seja vista no Brasil e no mundo com a mesma importância. Importância essa que sempre deveria ter existido. A globalização propicia a consciência de que a Educação deve ser interativa e colaborativa. Viver é aprender! Esta é a grande realidade, e o diferencial está justamente no uso que se faz desse conhecimento. A escola não pode mais enclausurar a criatividade através de conceitos caóticos de aprendizagem. Ela tem sim que estimular, porque a criatividade necessita de estímulo constante.
DESABAFO DE MÃE: As dúvidas sobre educação das mães do Desabafo de Mãe abordam que temas? Há alguma leitura dessas preocupações?
Cybele Meyer - As dúvidas são as mesmas que toda mãe, presente na formação do seu filho, tem. Acho este espaço muito oportuno uma vez que a orientação proposta por especialista é peça fundamental para que condutas coerentes sejam realizadas. Muitas vezes a preocupação de uma mãe manifestada no site é a preocupação de muitas outras, e ter uma resposta bem fundamentada pode ajudar de maneira considerável a todos os leitores. Recomendo a todas as mães que ao se sentirem inseguras sobre determinado assunto relacionado ao seu filho, perguntem. A interação e colaboração é peça chave para se agir nos dias de hoje.
DESABAFO DE MÃE: Qual a saída para as crianças gostarem de estudar?
Cybele Meyer - Toda criança, no início, gosta de estudar, mas a didática utilizada durante décadas é responsável por tantas crianças perderem o gosto. A criança que capta com facilidade os ensinamentos "depositados" pelo professor por ser a sua linguagem de entendimento a mesma utilizada pelo professor tira boas notas e é uma criança que gosta de estudar. Já aquela criança, cuja linguagem é diferente da usada pelo professor, tem dificuldades em aprender e tira notas baixas contribuindo para que fique desmotivada e deixe de gostar de estudar. As linguagens a que me refiro são os três canais que permitem a comunicação: a visual (os alunos visuais precisam de um complemento ilustrativo para que a aprendizagem) , a auditiva (são em maioria e absorvem bem os ensinamentos transmitidos oralmente) e a sinestésica (aquele aluno que precisa experimentar o que foi falado, seja tocando ou vivenciando exemplos práticos. A criança para gostar de estudar deve estar motivada e sentir que o professor se preocupa com cada um e não com a "massa cognitiva".
DESABAFO DE MÃE: Como foi a formação de seus filhos? Você acompanhou todas as evoluções sempre?
Cybele Meyer - Quando meus filhos estavam, os três, em idade escolar e eu vivenciando o dia-a-dia junto a eles, me apaixonei perdidamente pelo ensinar e resolvi que abandonaria o Direito para me dedicar à Educação. Consegui minha primeira classe na escola onde meus filhos estudavam e iniciei minha trajetória com crianças de quatro anos. Eu me senti revigorada, motivada e feliz. Nunca dei aulas para nenhum de meus filhos, mas sempre acompanhei muito de perto a trajetória deles, que sempre tiveram prazer em estudar e nunca me deram qualquer tipo de trabalho. Hoje estão todos praticamente formados. Minha filha mais velha fez jornalismo e hoje é repórter de uma conceituada emissora de TV, meu filho se formou em engenharia e trabalha numa fábrica de telefonia e a mais nova está no último ano de veterinária e já é estagiária concursada no centro de zoonoses. Se o resultado foi bom é porque a semente foi plantada em terra boa e os cuidados foram eficazes.
DESABAFO DE MÃE: Qual a maior preocupação de uma educadora?
Cybele Meyer - A minha maior preocupação oomo educadora é conseguir falar a linguagem que o meu aluno entenda. Este é um exercício gratificante principalmente para mim que tenho que ativar a minha criatividade para conseguir decifrar e encontrar o "caminho das pedras". Não há nada mais encorajador do que, após um imenso esforço para que o aluno entenda, vê-lo conseguir prosperar nos estudos. A satisfação é imensa e se assemelha a de uma grande vitória.
DESABAFO DE MÃE: Você acredita que ser mãe colabora para melhorar suas ações profissionais? E ser professora, colabora na hora de ser mãe?
Cybele Meyer - Acredito que sim, principalmente no emocional. Esta troca entre mãe/professora e professora/mãe é muito importante porque no meu caso enquanto estava em sala de aula, toda vez que eu olhava para um aluno imaginava que ele poderia ser meu filho e o observava com olhar de mãe. Quando em casa olhava para meus filhos fazendo as tarefas imaginava que eles poderiam ser meus alunos e então os observava com olhar de professora. Acho que essa parceria humaniza ainda mais o professor.
DESABAFO DE MÃE: Como o Desabafo de Mãe pode ajudar mais na conscientização das mães sobre o que é ou não preocupante?
Cybele Meyer - Normalmente para uma mãe não existe nada que não seja preocupante. A partir do momento que ela enxerga algo que aparentemente para ela não é normal, já se tornou uma preocupação. O que eu acredito que seja importante e que o site Desabafo de Mãe faz muito bem é abordar os mais diferentes assuntos com a maior propriedade, e o seu maior diferencial é justamente deixar o espaço aberto para interações promovendo um incentivo aos esclarecimentos personalizados das aflições que as mães estejam passando. É difícil existir um local onde se possa expor o problema e receber um retorno de um especialista no assunto. Isto o Desabafo de Mãe proporciona além de compartilhar diferentes situações vividas por outras mães que desabafam naquele espaço. Isto é de uma riqueza imensa.
DESABAFO DE MÃE: Como você acha que essa frase do texto Menina Flor (de sua autoria) deve ser lida: "O quê se espera de uma flor sem família?".
Cybele Meyer - Infelizmente esta frase representa muito bem o preconceito que habita a nossa sociedade. Normalmente quando se fala em preconceito lembra-se imediatamente do preconceito em relação à cor da pele, porém há inúmeras manifestações de preconceito. Normalmente, nas cidades interioranas o não se pertencer a uma família tradicional provoca preconceito, o ser filho ilegítimo ou adotado são preconceitos que foram por mim referenciados nessa história. A preocupação constante com a aparência, com o status social, o carro do ano, as bolsas de grifes e tantos outros rótulos, deixa o principal que é o caráter, a índole, os valores, os comportamentos, o valor da palavra são totalmente esquecidos e desprezados. Vivemos a sociedade do TER e não do SER. O dia em que o indivíduo passar a valorizar o SER teremos uma sociedade muito mais justa, mais coerente, mais solidária, mais humana.
DESABAFO DE MÃE: Como é ser responsável pela formação de um ser social?
Cybele Meyer - Ser professor realmente é muito importante porque nossa matéria prima é o indivíduo e somos responsáveis por formar cidadãos conscientes de seu papel nesta sociedade. Não temos que focar somente a entrada desse aluno numa universidade e depois colocarmos a sua foto em vários outdoors com o nome da escola em negrito e espalhá-lo pela cidade. Temos sim que promover a aprendizagem, estimular a criatividade e com ela a criação de idéias conciliando com a formação de conceitos de integridade, responsabilidade, honestidade, enfim formar, em parceria com a família, um ser apto a viver e atuar em sociedade.
DESABAFO DE MÃE: Que métodos podem ajudar as mães nas "assustadoras lições de casa"?
Cybele Meyer - A lição de casa é muito importante para que o professor avalie qual o entendimento do aluno em relação à matéria exposta. Se o aluno teve um bom entendimento ele não terá dificuldades em realizar as tarefas. Se o aluno apresenta dificuldades é porque a aprendizagem não ocorreu completamente. O professor tem que saber para poder ajudar, e a melhor maneira de ocorrer esta constatação é justamente através das lições de casa. O papel das mães é cuidar para que o filho sempre faça a tarefa. Quando surgirem dúvidas, que ele as leve para a escola e que junto com a professora possam trabalhá-las para que a aprendizagem aconteça.
DESABAFO DE MÃE: O que fazer quando a criança não quer partilhar de suas vivências?
Cybele Meyer - A criança normalmente tem prazer em mostrar suas atividades, seus desenhos, suas obras. Também adora compartilhar seus brinquedos e brincadeiras, porém existem crianças tímidas, mais reservadas que necessitam de muito estímulo para se sentirem a vontade. Cada um é cada um e como tal deve ser tratado. Somente quando há uma mudança de comportamento é que se deve dar uma maior atenção. Se uma criança desinibida, que adora mostrar e compartilhar todas as suas atividades, de repente passa a se comportar de maneira oposta, aí sim se deve dar uma atenção especial e procurar descobrir o fato gerador dessa mudança. O que não se pode é justamente massificar os comportamentos. Temos que respeitar a individualidade da criança e não forçá-la a fazer aquilo que ela não quer.
DESABAFO DE MÃE: O que é ser mãe para uma educadora?
Cybele Meyer - Ao ser mãe descobri o que é amar incondicionalmente, que após uma conversar séria sempre há lugar para um abraço, que quando não se sabe qual conselho dar, o melhor é analisar a situação com o filho, porque assim haverá uma grande parceria onde os resultados são compartilhados e nunca cobrados. Aprendi que o filho que pouco me beija não é porque me ama menos e sim porque expressa seu amor de outra forma, que cada filho é único e que todos são a minha alegria. Agradeço a Deus pelo privilégio de tê-los e por criá-los e me sinto abençoada por eles terem se tornado pessoas de bem. Obrigada pelo carinho da entrevista e me sinto acolhida e feliz por participar deste espaço tão especial.
Nesta entrevista, conduzida por nosso repórter Samilo Takara, a educadora Cybele Meyer fala sobre como um professor pode contribuir para a formação de um bom cidadão. Também explica como a maternidade humanizou, ainda mais, sua atuação como educadora.
Dúvidas relacionadas à Educação do seu filho ou desempenho escolar? Acesse agora o Desabafo de Mãe e faça a sua pergunta para Cybele, uma das especialistas do site e participante da primeira edição do Educacamp, reunião de professores e blogueiros, que acontece no dia 28 de junho!
DESABAFO DE MÃE: Como é ser professora?
Cybele Meyer - Ser professora é poder participar ativamente do desenvolvimento amplo e da evolução cognitiva na formação de um cidadão. Essa responsabilidade imensa é que faz da professora uma profissional extremamente comprometida com sua profissão, participando e compartilhando dos resultados, uma magia que abraça poucas profissões. Hoje, tenho a felicidade de ver, formado e atuando em suas profissões, alunos que foram meus quando tinham cinco anos. É muito gratificante constatar que a "semente" foi plantada em "terra boa" e que contribuiu para que este aluno se tornasse um profissional competente.
DESABAFO DE MÃE: De que forma você vê a educação no Brasil e no mundo hoje?
Cybele Meyer - Diante da realidade da globalização é possível que, senão hoje, num futuro muito próximo, a Educação seja vista no Brasil e no mundo com a mesma importância. Importância essa que sempre deveria ter existido. A globalização propicia a consciência de que a Educação deve ser interativa e colaborativa. Viver é aprender! Esta é a grande realidade, e o diferencial está justamente no uso que se faz desse conhecimento. A escola não pode mais enclausurar a criatividade através de conceitos caóticos de aprendizagem. Ela tem sim que estimular, porque a criatividade necessita de estímulo constante.
DESABAFO DE MÃE: As dúvidas sobre educação das mães do Desabafo de Mãe abordam que temas? Há alguma leitura dessas preocupações?
Cybele Meyer - As dúvidas são as mesmas que toda mãe, presente na formação do seu filho, tem. Acho este espaço muito oportuno uma vez que a orientação proposta por especialista é peça fundamental para que condutas coerentes sejam realizadas. Muitas vezes a preocupação de uma mãe manifestada no site é a preocupação de muitas outras, e ter uma resposta bem fundamentada pode ajudar de maneira considerável a todos os leitores. Recomendo a todas as mães que ao se sentirem inseguras sobre determinado assunto relacionado ao seu filho, perguntem. A interação e colaboração é peça chave para se agir nos dias de hoje.
DESABAFO DE MÃE: Qual a saída para as crianças gostarem de estudar?
Cybele Meyer - Toda criança, no início, gosta de estudar, mas a didática utilizada durante décadas é responsável por tantas crianças perderem o gosto. A criança que capta com facilidade os ensinamentos "depositados" pelo professor por ser a sua linguagem de entendimento a mesma utilizada pelo professor tira boas notas e é uma criança que gosta de estudar. Já aquela criança, cuja linguagem é diferente da usada pelo professor, tem dificuldades em aprender e tira notas baixas contribuindo para que fique desmotivada e deixe de gostar de estudar. As linguagens a que me refiro são os três canais que permitem a comunicação: a visual (os alunos visuais precisam de um complemento ilustrativo para que a aprendizagem) , a auditiva (são em maioria e absorvem bem os ensinamentos transmitidos oralmente) e a sinestésica (aquele aluno que precisa experimentar o que foi falado, seja tocando ou vivenciando exemplos práticos. A criança para gostar de estudar deve estar motivada e sentir que o professor se preocupa com cada um e não com a "massa cognitiva".
DESABAFO DE MÃE: Como foi a formação de seus filhos? Você acompanhou todas as evoluções sempre?
Cybele Meyer - Quando meus filhos estavam, os três, em idade escolar e eu vivenciando o dia-a-dia junto a eles, me apaixonei perdidamente pelo ensinar e resolvi que abandonaria o Direito para me dedicar à Educação. Consegui minha primeira classe na escola onde meus filhos estudavam e iniciei minha trajetória com crianças de quatro anos. Eu me senti revigorada, motivada e feliz. Nunca dei aulas para nenhum de meus filhos, mas sempre acompanhei muito de perto a trajetória deles, que sempre tiveram prazer em estudar e nunca me deram qualquer tipo de trabalho. Hoje estão todos praticamente formados. Minha filha mais velha fez jornalismo e hoje é repórter de uma conceituada emissora de TV, meu filho se formou em engenharia e trabalha numa fábrica de telefonia e a mais nova está no último ano de veterinária e já é estagiária concursada no centro de zoonoses. Se o resultado foi bom é porque a semente foi plantada em terra boa e os cuidados foram eficazes.
DESABAFO DE MÃE: Qual a maior preocupação de uma educadora?
Cybele Meyer - A minha maior preocupação oomo educadora é conseguir falar a linguagem que o meu aluno entenda. Este é um exercício gratificante principalmente para mim que tenho que ativar a minha criatividade para conseguir decifrar e encontrar o "caminho das pedras". Não há nada mais encorajador do que, após um imenso esforço para que o aluno entenda, vê-lo conseguir prosperar nos estudos. A satisfação é imensa e se assemelha a de uma grande vitória.
DESABAFO DE MÃE: Você acredita que ser mãe colabora para melhorar suas ações profissionais? E ser professora, colabora na hora de ser mãe?
Cybele Meyer - Acredito que sim, principalmente no emocional. Esta troca entre mãe/professora e professora/mãe é muito importante porque no meu caso enquanto estava em sala de aula, toda vez que eu olhava para um aluno imaginava que ele poderia ser meu filho e o observava com olhar de mãe. Quando em casa olhava para meus filhos fazendo as tarefas imaginava que eles poderiam ser meus alunos e então os observava com olhar de professora. Acho que essa parceria humaniza ainda mais o professor.
DESABAFO DE MÃE: Como o Desabafo de Mãe pode ajudar mais na conscientização das mães sobre o que é ou não preocupante?
Cybele Meyer - Normalmente para uma mãe não existe nada que não seja preocupante. A partir do momento que ela enxerga algo que aparentemente para ela não é normal, já se tornou uma preocupação. O que eu acredito que seja importante e que o site Desabafo de Mãe faz muito bem é abordar os mais diferentes assuntos com a maior propriedade, e o seu maior diferencial é justamente deixar o espaço aberto para interações promovendo um incentivo aos esclarecimentos personalizados das aflições que as mães estejam passando. É difícil existir um local onde se possa expor o problema e receber um retorno de um especialista no assunto. Isto o Desabafo de Mãe proporciona além de compartilhar diferentes situações vividas por outras mães que desabafam naquele espaço. Isto é de uma riqueza imensa.
DESABAFO DE MÃE: Como você acha que essa frase do texto Menina Flor (de sua autoria) deve ser lida: "O quê se espera de uma flor sem família?".
Cybele Meyer - Infelizmente esta frase representa muito bem o preconceito que habita a nossa sociedade. Normalmente quando se fala em preconceito lembra-se imediatamente do preconceito em relação à cor da pele, porém há inúmeras manifestações de preconceito. Normalmente, nas cidades interioranas o não se pertencer a uma família tradicional provoca preconceito, o ser filho ilegítimo ou adotado são preconceitos que foram por mim referenciados nessa história. A preocupação constante com a aparência, com o status social, o carro do ano, as bolsas de grifes e tantos outros rótulos, deixa o principal que é o caráter, a índole, os valores, os comportamentos, o valor da palavra são totalmente esquecidos e desprezados. Vivemos a sociedade do TER e não do SER. O dia em que o indivíduo passar a valorizar o SER teremos uma sociedade muito mais justa, mais coerente, mais solidária, mais humana.
DESABAFO DE MÃE: Como é ser responsável pela formação de um ser social?
Cybele Meyer - Ser professor realmente é muito importante porque nossa matéria prima é o indivíduo e somos responsáveis por formar cidadãos conscientes de seu papel nesta sociedade. Não temos que focar somente a entrada desse aluno numa universidade e depois colocarmos a sua foto em vários outdoors com o nome da escola em negrito e espalhá-lo pela cidade. Temos sim que promover a aprendizagem, estimular a criatividade e com ela a criação de idéias conciliando com a formação de conceitos de integridade, responsabilidade, honestidade, enfim formar, em parceria com a família, um ser apto a viver e atuar em sociedade.
DESABAFO DE MÃE: Que métodos podem ajudar as mães nas "assustadoras lições de casa"?
Cybele Meyer - A lição de casa é muito importante para que o professor avalie qual o entendimento do aluno em relação à matéria exposta. Se o aluno teve um bom entendimento ele não terá dificuldades em realizar as tarefas. Se o aluno apresenta dificuldades é porque a aprendizagem não ocorreu completamente. O professor tem que saber para poder ajudar, e a melhor maneira de ocorrer esta constatação é justamente através das lições de casa. O papel das mães é cuidar para que o filho sempre faça a tarefa. Quando surgirem dúvidas, que ele as leve para a escola e que junto com a professora possam trabalhá-las para que a aprendizagem aconteça.
DESABAFO DE MÃE: O que fazer quando a criança não quer partilhar de suas vivências?
Cybele Meyer - A criança normalmente tem prazer em mostrar suas atividades, seus desenhos, suas obras. Também adora compartilhar seus brinquedos e brincadeiras, porém existem crianças tímidas, mais reservadas que necessitam de muito estímulo para se sentirem a vontade. Cada um é cada um e como tal deve ser tratado. Somente quando há uma mudança de comportamento é que se deve dar uma maior atenção. Se uma criança desinibida, que adora mostrar e compartilhar todas as suas atividades, de repente passa a se comportar de maneira oposta, aí sim se deve dar uma atenção especial e procurar descobrir o fato gerador dessa mudança. O que não se pode é justamente massificar os comportamentos. Temos que respeitar a individualidade da criança e não forçá-la a fazer aquilo que ela não quer.
DESABAFO DE MÃE: O que é ser mãe para uma educadora?
Cybele Meyer - Ao ser mãe descobri o que é amar incondicionalmente, que após uma conversar séria sempre há lugar para um abraço, que quando não se sabe qual conselho dar, o melhor é analisar a situação com o filho, porque assim haverá uma grande parceria onde os resultados são compartilhados e nunca cobrados. Aprendi que o filho que pouco me beija não é porque me ama menos e sim porque expressa seu amor de outra forma, que cada filho é único e que todos são a minha alegria. Agradeço a Deus pelo privilégio de tê-los e por criá-los e me sinto abençoada por eles terem se tornado pessoas de bem. Obrigada pelo carinho da entrevista e me sinto acolhida e feliz por participar deste espaço tão especial.



7 comentários:
Adorei a entrevista!
A Professora passou um belo exemplo. Os pais hoje em dia mal participam da vida dos filhos, e depois ficam culpando a sociedade por jovens tão mal direcionados.
cada um tem um pouco desta culpa...
Deviamos nos comprometer mais com o futuro...
Beijos
Jo
FAbulosa entrevista. Parabéns Cybele. Também sou professora e entendo e corroboro com seus pontos de vista!
E, como educadora, deixo aqui meu apelo: PAIS, a responsabilidade de estimular seus filhos é de vocês também. De nada vale fazermos malabarismos em sala para seus filhos curitirem a aula se em casa os esforços deles não recebem o devido valor. Um elogio vale mais que qualquer brinquedo caro!
Beijos
Olá Jo,
Obrigada pelo carinho.
O que você falou é uma grande verdade. O maior problema dos pais não é ter que trabalhar o dia inteiro e ter muito pouco tempo de contato com seu filho. O problema é justamente não utilizar este pouco tempo em prol de um acompanhamento da vida e dos interesses do seu filho. Tem pais que não sabem nem o nome da professora do seu filho. Parece mentira, mas não é. Concordo plenamente quando você fala sobre o comprometimento. Os pais que optarem por se comprometer colherão os frutos, certamente.
Beijinhos com carinho.
Olá Lu,
Agradeço tanto carinho.
Parabéns pelo apelo. A parceria família/escola é fundamental para o sucesso do aluno. Realmente o poder do elogio é imenso e faz toda a diferença. A criança adora compartilhar tudo o que faz. Se em casa não recebe qualquer tipo de incentivo ela acabará desanimando, uma vez que está em formação e não tem maturidade suficiente para saber o quão importante é estudar.
Beijinhos com carinho
Samilo,
Bela entrevista.
Cybele, obrigada pelo exemplo.
bj
Olá Lúcia, você sempre especial!
Obrigada pelo carinho
Beijinhos
Cybele, quanta saudades!!!!!
Que entrevista FANTÁSTICA!!!!
Parabéns.
Um forte abraço.
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