21 de Abril de 2008

É preciso amar

“É preciso amar as pessoas com se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há.” Com essa frase, uma das melhores bandas da nossa história, a Legião Urbana (liderada pelo brilhante poeta e cantor Renato Russo), marca o refrão da música Pais e Filhos. Mas essa frase também pode ser a filosofia de vida para todos nós, pois o artigo parece estar em falta nas prateleiras dos encouraçados corpos humanos.

Estou sinceramente cansado de ouvir, ler e ver noticiário sobre violência, principalmente envolvendo quem mais precisam de cuidado, quem mais espera dos adultos um porto seguro: as crianças. Indignação que transcrevo no texto Chega de pancadaria, no site do Desabafo de Mãe. O tema também serviu de inspiração para um texto muito bem escrito e reflexivo no blog da Rosely Sayão, Tragédia na mídia (11-04), falando da influência do noticiário e o que podemos fazer para falar sobre o assunto.


É importante ter mesmo uma postura em relação a esse bombardeio, pois tenho um afilhado que me perguntou se eu faria uma coisa dessas com a minha filha ou se o pai dele iria fazer o mesmo com ele. O coitadinho ficou três dias encucado com o caso Isabella. Toda vez que lembrava, chorava.


A reflexão também tomou conta da Cecília, de Aracaju, que escreveu o desabafo Quando é preciso falar...
, dividindo um pouco seu amor de mãe com a tensão toda que ronda esse caso.
Termino esse post com outra música da Legião Urbana, Monte Castelo, baseada em versos de Camões e na Bíblia, um chamamento ao amor, o qual pode e deve mudar não só a rotina das pessoas, mas o mundo. Se houvesse mais amor, certamente muitas brigas e guerras idiotas deixariam de acontecer, assim como a violência desenfreada.

“É só o amor, é só amor, que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece”

Quem sabe possamos um dia aprender com a inocência e a pureza dos sentimentos de uma criança o verdadeiro significado do verbo AMAR, pois elas não sabem e não precisam teorizar já que o vivem intensamente na prática. E assim, deixarmos de ser apenas botões de rosas, secos e sem vida, reclusando a beleza de expressar o carinho, e sejamos enfim a própria personificação do esplendor radiante e contagiante da rosa.


Abraços.

1 comentários:

Tânia Defensora disse...

Tudo o que eu penso sobre a divulgação/especulação do caso Isabela foi dito aqui.