Não tenho a mínima idéia das indagações que você faz sobre a educação do seu filho, mas tenho certeza absoluta que deseja oferecer a ele MUITO MAIS que recebeu, certo? Prova disso são as lotações nos fins-de-semana das áreas destinadas às crianças nas livrarias. É pior que supermercado em dia de promoção. Pelo menos é o que constato toda vez que coloco o pé na FNAC, Livraria Cultura, Nobel, Saraiva ou Siciliano.
É impressionante como aquele segundo andar da livraria FNAC de Pinheiros fica lotado de crianças no domingão. Uma delas lia palavra por palavra para irmão, outra dava risadas com a mãe lendo o livro (ideal para quem tem a partir de dois anos) A Casa dos Beijinhos ( muito bom, vale a pena comprar!) e a Malu não se sustenta com dez histórias contadas, é preciso ler sempre mais...
São essas situações que me faz crer o quanto a leitura está presente no dia-a-dia da criançada. Coisa de Sampa? Quando viajei, ano passado, para Porto Alegre e Rio de Janeiro, a visão foi a mesma. Não tem grana? Vá às livrarias e leia para seu filho.
Também acredito que a escrita está muito mais presente na vida da moçada. Só comunico com meus primos mais distantes, de 10 a 15 anos, via MSN e Orkut. Tudo bem, é verdade que eles escrevem tudo cheio de siglas e novos códigos, mas escrevem! E, posso ser extremamente ingênua, mas imagino que a idade vai aprimorar a escrita.
O que me preocupa, entretanto, são algumas informações como esse vídeo divulgado no blog do Paulo Ghiraldelli Jr que ressalta a importância de inserir disciplinas como filosofia, sociologia e inglês na grade curricular do ensino médio. Não tinha idéia de que o Estado de São Paulo tinha retirado tais disciplinas da escola pública. Confesso que nem sabia que elas existiam em algum período temporário. Eu não tenho dúvida nenhuma de que ciências humanas serão cruciais para a formação dos nossos filhos neste mundo, onde os especialistas não estão dando tão bem como se imaginou no passado. Ok, não devemos ser generalistas, mas é certo que cada dia que passa precisamos assumir mais perfis e competências para fazer a mesma coisa do passado. Eis aí uma boa blogagem coletiva para o Amigos da Blogosfera proliferar, topam?
Outra vertente que me deixa aflita são as "previsões" sobre a Geração Google, que busca dados cada vez mais rápido, que copia muito e não aprende. Será? Carlos D'Andrea traz um post bastante interessante, onde mostra outro olhar para a nova forma de agir na hora da pesquisa.
As mulheres não são mercadorias, as mães também não
1 hora atrás










2 comentários:
Olá, Célia, muito legal este tema repercutir aqui.
Os exemplos que você dá no post resumem minha posição: é preciso deixar a molecada conviver ao mesmo tempo com todos os gêneros, formatos, suportes.
Ao se deslumbrar com os livros e, pouco depois, conversar em internetês ou fazer uma busca, possivelmente vão aprendendo o lugar adequado para cada linguagem.
O que você acha? Abs, Carlos
Meu filho ainda não gosta muito de conversar via Internet, mas quando ele quer saber sobre algum assunto, já fala: "vamos olhar no Google?". É incrível...
Beijos
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